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Senador ‘optou por não ser candidato’
Rafaela Gama
O Globo
O presidente nacional do PT, Edinho Silva, sinalizou publicamente, pela primeira vez, que o senador Rodrigo Pacheco (PSB) não deve concorrer ao governo de Minas Gerais.
Em entrevista transmitida nesta terça-feira ao podcast Warren Política, da gestora Warren Investimentos, ele afirmou que o partido trabalhava com a possibilidade do parlamentar disputar o comando do estado, servindo como palanque do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas ele teria “optado por não ser candidato”.
ALTERNATIVAS – “Em Minas Gerais, nós estávamos trabalhando com a candidatura de Rodrigo Pacheco, mas, infelizmente, ele optou por não ser candidato”, disse. “Nós reabrimos o diálogo em Minas Gerais, estamos conversando com várias lideranças. Tenho certeza de que vamos construir uma candidatura forte, com um palanque forte com o presidente em Minas”, acrescentou.
Entre aliados de Pacheco, no entanto, ainda há a perspectiva de uma reunião entre o senador e Lula para tratar do assunto, organizada a pedido de Edinho. O encontro dependeria da disponibilidade da agenda do presidente. Como mostrou O Globo, a hesitação de Pacheco vinha incomodando interlocutores petistas ao longo das últimas semanas não somente em função do calendário eleitoral, mas também pelo ambiente político provocado pela rejeição da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal (STF).
Interlocutores do governo passaram a questionar o grau de proximidade do senador com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), apontado como um dos articuladores da derrota. Diante da possibilidade de recuo da candidatura do senador ao governo de Minas, integrantes da cúpula petista mineira tem defendido que a sigla apoie a pré-candidatura de Alexandre Kalil (PDT), ex-prefeito de Belo Horizonte.
ATRITOS – A aliança, no entanto, colide com atritos acumulados desde a eleição de 2022, quando Kalil saiu derrotado e insatisfeito da disputa pelo governo estadual, mantendo distância de Lula nos anos seguintes. Paralelamente, a sigla também mantém outras opções no radar.
O nome do empresário Josué Alencar, filho do ex-vice-presidente de Lula nos dois primeiros mandatos, José Alencar, tem sido citado, sobretudo pela capacidade de diálogo com diferentes setores, embora ainda haja dúvidas sobre sua viabilidade eleitoral no curto prazo. Outra interlocutora petista no estado que também já foi mencionada é Marília Campos, ex-prefeita de Contagem, mas ela mantém a intenção de concorrer ao Senado e tem insistido no apoio à candidatura de Pacheco.
Do outro lado, a direita se divide entre o atual governador, Mateus Simões, escolhido como sucessor do ex-governador Romeu Zema (Novo), e o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), que deverá ter o aval do PL.