terça-feira, fevereiro 16, 2021

Bolsonaro diz que tem “cheque de R$ 20 bilhões” para comprar vacina, mas “justifica” que o produto está em falta


Charge do Amarildo (agazeta.com.br)

Cristiano Martins
Folha

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse nesta segunda-feira, dia 15, que tem um “cheque de R$ 20 bilhões” para comprar vacinas contra a Covid-19, mas que o produto está em falta no mercado. Ele negou que o governo desestimule a vacinação mas voltou a defender que a aplicação seja opcional.

As declarações foram feitas no mesmo dia em que o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (DEM) anunciou que a segunda maior cidade brasileira terá que interromper a vacinação por falta de imunizantes. Será a quarta cidade do estado a ter que tomar a medida. “Não tem vacina, no mundo todo não tem vacina. Não é nós, é o mundo todo”, afirmou Bolsonaro, em conversa com a imprensa após passeio de moto em São Francisco do Sul (SC), onde passa o feriado de Carnaval.

NA CONTA DA ANVISA – “Eu sempre falei: uma vez a Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária] liberando, eu compraria. Tanto é que eu tenho, entre aspas, um cheque de 20 bilhões de reais para comprar vacina, a medida provisória que eu assinei agora, em dezembro do ano passado”, completou.

Governo e Congresso vêm sendo pressionados por governadores para a apresentação de um cronograma de distribuição de vacinas, que é atribuição do Ministério da Saúde. Até agora, o Brasil aplicou a primeira dose em pouco mais de cinco milhões de pessoas.

Bolsonaro defendeu que, em números absolutos, o Brasil é um dos países com maior número de vacinados até agora. Com o uso de apenas 1/6 da capacidade diária de imunização, porém, o ritmo é considerado lento por especialistas.

ARGUMENTO – “Tem estados americanos que pararam de fazer a vacina, é isso mesmo? Califórnia parou obviamente por que não tem, né?”, alegou o presidente. “Ninguém tá negando a vacina e desestimulando. E pra mim, no que depender de mim, ela é opcional, não obrigatória.”

Segundo o presidente, o Ministério de Ciência e Tecnologia precisa de R$ 300 milhões para concluir o desenvolvimento de uma vacina brasileira, que poderia ser adaptada mais rapidamente às variantes surgidas no país, mas “falta dinheiro”.

“Em concluindo a nossa vacina, ela poderia ser alterada também mais rapidamente para combater as mutações do vírus, porque o vírus que está aqui nem sempre é o mesmo que esta em outro país. Só tem um probleminha, só falta dinheiro.”

INEFICAZ – Bolsonaro voltou a defender a prescrição de remédios sem comprovação científica para o tratamento da Covid-19, enquanto comentava sobre o colapso no sistema de saúde em Chapecó, no oeste catarinense. Ele disse que o governo está monitorando a situação, mas não tinha informações sobre quais as ações em curso.

“Olha, não só Chapecó, como qualquer cidade do Brasil que foge a normalidade, o Ministério da Saúde, quando informado, obviamente, começa a monitorar. Se fugir dos meios, daquela cidade, daquela região, conter aquela situação, a gente entra em campo, como aconteceu em Manaus”, disse.

“Agora, os médicos devem ter o direito, sem pressão de ninguém, de exercer aquela, a sua liberdade de receitar algo para uma doença, no caso, sem estar prescrito em bula. Porque é ainda uma doença que não tem remédio definido para tal.”

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 –  Nem a pior comédia canastrona superaria o talento de Bolsonaro ao desempenhar o papel ridículo de mentiroso contumaz. Constrange toda a população com as suas falácias, contradições e covardia, frutos de perturbações mentais merecedoras de estudo e internação imediata. Sempre desestimulou a vacinação, e agora, após toda sua falta de estratégia, diz que não há dose para sequer terminar a primeira fase da vacinação para toda a população. Coloca a culpa na Anvisa e em quem mais puder para não assumir a sua incompetência. (Marcelo Copelli)

Procrastinação com Qualidade


*Leonardo Torres

Com o advento da pandemia, trabalhar e estudar em casa foi, em um primeiro momento, uma promessa de melhoria da qualidade de vida. No entanto, alguns "inimigos" surgiram com mais força. Um deles é a procrastinação.

Não é incomum clientes, colegas e amigos relatarem que estão procrastinando mais e, em seguida, acabam por se martirizarem por isso. O que leva a quadros de pânico, ansiedade, baixa autoestima e outros sintomas.

Na realidade, o grande inimigo não é procrastinar. O inimigo real é a guerra que o indivíduo inicia com a procrastinação. No momento em que o corpo e a alma pedem pelo ócio - pelo fazer nada - , o indivíduo se frustra e não vai buscar um ócio de qualidade. Sua fuga são as redes sociais, por exemplo.

Quem navega nas redes sociais não se deixa levar pelo ócio. Acaba por rolar as notícias e curtir, comentar e compartilhar conteúdos. O indivíduo tenta anestesiar-se com as redes sociais para fugir do ócio e do medo proveniente dele. Ou seja, parece que ninguém mais dedica tempo para si mesmo; na verdade, parece que cada vez mais a atenção está voltada para o aparelho eletrônico e suas conexões virtuais.

A palavra "ócio" está intrinsecamente interligada com a de origem grega "sklolé", "escola", em português. Escola como ambiente, para os gregos, do "fazer nada" que gera grandes criações e invenções. Ou seja, há muito já se sabe que a procrastinação de qualidade é necessária para alcançar o seu contraponto: a proatividade e a produtividade. Se um indivíduo comum passa cerca de um terço do dia nas redes sociais, sem descansar, sem procrastinar, com certeza, a produtividade e a proatividade também serão afetadas.

Vale ainda entender que o ser humano não é uma máquina que mantém sua produtividade em constância e consistência. Somos pêndulos: em um momento precisamos procrastinar para em outro momento sermos produtivos.

Procrastinar com qualidade não é consumir imagens diversas: não é estudar, ver televisão, ficar nas redes sociais. Procrastinar com qualidade é colocar a referência em si. Pode-se, por exemplo, dormir: o sono produz uma homeostase psíquica e fisiológica. Expressões criativas como desenho e escrita também são bem-vindas. Meditações também podem ser uma procrastinação de qualidade.

O fato é que cada indivíduo deve encontrar o seu método de procrastinar com qualidade, a fim de centrar-se, isto é, passar um tempo consigo mesmo, com seu corpo e alma, para conhecer-se e compreender-se.

*Dr. Leonardo Torres, 30 anos, psicoterapeuta junguiano e criador de conteúdo do perfil @Psiarque no Instagram

R&F Comunicação Corporativa

Democracia em risco

 


Ricardo Viveiros*

As cenas de selvageria na invasão do Capitólio, em Washington (EUA), quando deputados e senadores discutiam a ratificação da eleição de Joe Biden, mostraram o que acontece quando um presidente desrespeita as instituições, coloca em cheque a credibilidade do sistema eleitoral e ignora os limites de independência dos demais poderes. Um vergonhoso exemplo da considerada maior democracia do Mundo, um mau sinal do que pode ocorrer em outras nações.

Aqui no Brasil, em 2022, teremos eleições presidenciais. Jair Bolsonaro, desde sua posse, vem inflamando apoiadores contra o Legislativo e o Judiciário. Tem acusado o sistema eleitoral brasileiro de fraude, desacreditando as urnas eletrônicas. Como Donald Trump, sem apresentar provas. Vale lembrar que em Brasília houve uma tentativa de invasão do Congresso Nacional, e foram lançados rojões contra o Supremo Tribunal Federal buscando intimidar os ministros.

São recorrentes os ataques do presidente brasileiro à liberdade de imprensa, aos jornalistas. Houve um ato público de manifestantes pedindo o fechamento do Parlamento e do STF, que mereceu discurso presidencial. E muitas fakes news contra desafetos políticos que, segundo denúncias de ex-integrantes da cúpula do Governo, têm origem no "Gabinete do Ódio" comandado por um filho de Bolsonaro. Outro filho, deputado federal paulista, sugeriu a necessidade de um novo AI-5, medida que suspenderia garantias constitucionais. Outro filho, parlamentar fluminense, denunciado pela prática de "rachadinhas", tenta obstruir o processo na Justiça.

Não existe revolução sem armas, o presidente da República está abastecendo civis radicais com leis que liberam a compra e o porte de armas e munições. Vários e diferentes fatos, não versões deles, sinalizam intenções nada republicanas. Incluindo recentes ameaças de repetir, em 2022, a trágica ação burlesca incentivada por Trump ao perder as eleições.

Bolsonaro tem aberto muitas oportunidades de trabalho, com salários e relevância de imagem, aos militares. Estão ganhando mais, com mais benefícios e mais importância do que nas Forças Armadas. Assim, protege e militariza o poder civil. Sem falar do grande número de colegas de farda que ajudou eleger. Nem na Ditadura Militar pós Golpe de 1964 tivemos tantos militares deputados, senadores e governadores. Lá na frente, esse pessoal não gostará de perder o espaço conquistado no poder, assim podendo gerar condições para qualquer tipo de ação que garanta Bolsonaro no "comando" do País. Por isso, faz populismo, agride os parlamentares que lhe contrariam, ofende a imprensa, critica a magistratura.

Cabe observar, ainda, que o presidente da República busca culpar governadores e prefeitos pelos erros que comete na condução da Saúde. O negacionismo do perigo da Covid-19, pode deixar o País em um caos que interessa para, "em nome da ordem", ser necessário implantar "medidas especiais". Ainda bem que, nas Forças Armadas, há oficiais superiores demonstrando responsável atenção a tudo isso. A sociedade também precisa estar ciente e consciente. É hora de unidos, responsáveis e pacíficos nos preocuparmos com o futuro da ainda frágil democracia brasileira.

*Ricardo Viveiros é jornalista, professor e escritor, conselheiro da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e da União Brasileira de Escritores (UBE), autor entre outros livros de "A vila que descobriu o Brasil", "Justiça seja feita" e "Pelos Caminhos da Educação".



Ricardo Viveiros. Crédito: Divulgação.




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Eduardo Villas Bôas debocha de crítica de Fachin sobre pressão ao STF: “Três anos depois”


Na segunda, Fachin reagiu a tuíte de Villas Bôas feito em 2018

Eduardo Militão
Folha

O ex-comandante do Exército Eduardo Villas Bôas ironizou, no Twitter, uma crítica do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin aos militares feita nesta segunda-feira, dia 15. A reprimenda do magistrado foi feita por causa de um livro recém-lançado. Nele, o militar conta que outros integrantes das Forças Armadas o ajudaram a escrever uma nota, três anos atrás, sobre um julgamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Nesta terça-feira, dia 16, o general Villas Boas comentou a notícia sobre as críticas de Fachin: “Três anos depois”.O general Villas Boas sofre de esclerose lateral amiotrófica. Ele usa aparelhos de informática para se comunicar, como na entrevista que concedeu ao jornalista Pedro Bial. O militar está numa cadeira de rodas.

NOTAS EM REDE SOCIAL –  Em abril de 2018, o STF julgaria um habeas corpus de Lula. O relator era Fachin. Antes do julgamento, Villas Boas publicou duas notas em rede social em que falava que o Exército compartilhava o “repúdio à impunidade”.

No livro recém-lançado, “General Villas Bôas: conversa com o comandante”, de Celso de Castro, o militar narrou que o texto dele foi redigido em conjunto com “integrantes do Alto Comando” da caserna. Ministros do governo de Jair Bolsonaro (sem partido) participaram.

No julgamento de 2018, Lula perdeu o habeas corpus.Fachin votou de maneira contrária ao que desejava a defesa do petista. E, por isso, Lula foi preso por já ter sido condenado em segunda instância por corrupção e lavagem de dinheiro. O petista só deixou a cadeia em 2019.

CRÍTICA – Ao saber das novas revelações do livro e do noticiário a respeito do caso ocorrido anos antes, Edson Fachin divulgou uma nota na segunda-feira, dia 15. Nela, o ministro criticou os militares. “Diante de afirmações publicadas e atribuídas à autoridade militar e na condição de relator no STF do HC 152752, anoto ser intolerável e inaceitável qualquer forma ou modo de pressão injurídica sobre o Poder Judiciário”, afirmou Fachin ontem.

“A declaração de tal intuito, se confirmado, é gravíssima e atenta contra a ordem constitucional. E ao Supremo Tribunal Federal compete a guarda da Constituição.”A conta do general Villas Bôas não foi a única a comentar o momento em que Fachin fez as críticas. Ainda na segunda-feira, o colunista do UOL Reinaldo Azevedo lembrou que, à época dos fatos, o ministro votou contra o habeas corpus de Lula.

“Não é que, quase três anos depois do famoso tuíte do general Eduardo Villas Bôas, então comandante do Exército, que deu um ultimato ao Supremo para manter Lula na cadeia, o homem decidiu considerar a coisa ‘intolerável e inaceitável’?”, questionou.

Rui pede a prefeitos que fechem atividades não essenciais e ameaça toque de recolher


Rui pede a prefeitos que fechem atividades não essenciais e ameaça toque de recolher
Foto: Reprodução / TV Bahia

O governador da Bahia, Rui Costa (PT), afirmou nesta terça-feira (16) que vai voltar a determinar o fechamento de atividades não essenciais para reduzir a contaminação pelo coronavírus no estado. Diante do aumento de casos e óbitos provocados pela pandemia, ele pediu aos prefeitos que proíbam “atividades que gerem aglomerações” e ameaçou decretar toque de recolher nos municípios que se negarem a atender a solicitação.

 

“Estou falando de atividades que geram aglomerações em lugares confinados, como cinemas, teatros, bares e restaurantes que tenham ambientes confinados”, disse o governador em entrevista ao Bahia Meio Dia, da TV Bahia.

 

Rui ainda declarou que, diante da possibilidade de colapso no sistema de saúde, manter o funcionamento de atividades econômicas do tipo não é essencial.

 

“Nós temos que fazer escolhas. Ou nós fechamos fábricas, comércios ou fechamos bares, restaurantes com ambientes confinados. Nós temos que escolher juntos. O que é melhor: chegar no colapso e fechar tudo ou escolher as atividades não essenciais? Eu entendo que, num momento em que está se morrendo tanta gente, não tem leito para todo mundo, ter um bar funcionando não é essencial. O que não é essencial acho que está no momento de fechar novamente para evitar o pior, evitar cenas de pessoas morrendo sem assistência médica”, declarou, acrescentando que o governo avalia a adoção de um "toque de recolher, dessa vez geral no estado ou nas regiões com alta taxa de contágio".

 

Ao longo da primeira onda da pandemia na Bahia, diversas cidades passaram por toque de recolher, com a suspensão de todas as atividades não essenciais entre às 18h e às 5h. Agora que os números de novos casos de Covid-19 e a taxa de ocupação dos leitos voltaram a crescer, a medida é, de novo, vista como uma forma de combate à transmissão do vírus. De acordo com Rui, o assunto será discutido em reunião com a União dos Municípios da Bahia (UPB), nesta terça. (Atualizada às 13h04)

Bahia Notícias

Mairi: Ex-prefeito terá de devolver R$ 290,8 mil a cofres públicos


Mairi: Ex-prefeito terá de devolver R$ 290,8 mil a cofres públicos
Foto: Reprodução / Ian Notícias

O ex-prefeito de Mairi, na Bacia do Jacuípe, Raimundo de Almeida Carvalho, o Raimundo Dentista, terá de devolver à prefeitura R$ 290,8 mil. A punição foi determinada nesta terça-feira (16), em sessão virtual, pela Primeira Câmara do Tribunal de Contas do estado da Bahia (TCE/BA). Na mesma ocasião, o órgão multou o ex-gestor em R$ 5 mil. Os fatos se referem a irregularidades encontradas na execução do convênio 232/2014, que teve a prestação de contas rejeitada.

 

Segundo o TCE/BA, o convênio previa obras de requalificação do mercado municipal e foi firmado entre a prefeitura e a Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder). Raimundo Dentista perdeu os últimos pleitos de 2016 e 2020 quando tentou voltar à prefeitura de Mairi.

 

RIO DE CONTAS

Ainda segundo o TCE/BA, na mesma sessão, foi aprovada, com ressalvas e recomendações, a prestação de contas do convênio 232/2014 entre a prefeitura de Rio de Contas, na Chapada, e a Superintendência de Fomento ao Turismo do Estado da Bahia (Bahiatursa), vinculada à Secretaria de Turismo da Bahia (Setur). O ajuste foi firmado com o objetivo de estabelecer uma cooperação técnica e financeira entre o estado e o município para viabilizar a realização do projeto ‘São João da Bahia e demais festas juninas 2016. Ainda cabem recursos das decisões.

Bahia Notícias

Sob pressão, Augusto Aras lista ao STF nove investigações sobre Bolsonaro


por Marcelo Rocha | Folhapress

Sob pressão, Augusto Aras lista ao STF nove investigações sobre Bolsonaro
Aras e Jair Bolsonaro | Foto: Sérgio Lima/ Poder360

Além de responsabilidade no agravamento da crise sanitária no Amazonas e no Pará, o procurador-geral da República, Augusto Aras, avalia se o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) cometeu crime ao incentivar apoiadores a invadir hospitais públicos para constatar o nível de ocupação dos leitos.

 

Os dois episódios estão entre as nove apurações abertas na PGR (Procuradoria-Geral República) que envolvem o chefe do Executivo.

 

O conjunto de procedimentos inclui ainda acusações contra o presidente por desrespeitar medidas preventivas de enfrentamento ao coronavírus, como o uso de máscara facial e evitar as aglomerações.

 

Nas últimas semanas, Aras tem sido pressionado por parlamentares, ministros do Judiciário e colegas do MPF (Ministério Público Federal) a agir. O mandato do procurador-geral se encerra no mês de setembro.

 

Escolhido por Bolsonaro em 2019 para o cargo fora da lista tríplice dos mais votados em processo interno do MPF, Aras poderá ser reconduzido ao posto por mais dois anos. Uma das principais críticas à sua atuação é a de alinhamento aos interesses do presidente da República.

 

Em um comunicado à imprensa, por exemplo, a PGR afirmou que compete ao Congresso Nacional a responsabilização de integrantes da cúpula dos Poderes por eventuais ilícitos no combate à Covid-19, o que intensificou a pressão sobre o procurador-geral.

 

Em resposta às críticas, Aras enviou um parecer ao STF (Supremo Tribunal Federal) dizendo que passou a apurar a conduta de Bolsonaro na crise do Amazonas e do Pará e que, além desse procedimento, foram abertos mais oito até o momento.

 

Ainda na fase inicial da pandemia, em junho do ano passado, Aras abriu uma apuração após Bolsonaro ser acusado de incitar apoiadores a entrar sem autorização em hospitais públicos para registrar imagens sobre a ocupação de leitos.

 

"As informações que nós temos é que na totalidade ou em grande parte, ninguém perdeu a vida por falta de respirador e falta de UTI", afirmou o presidente em uma live. "Agora, se tem um hospital de campanha perto de você, dá um jeito de entrar e filmar. Muita gente está fazendo isso, mais gente tem que fazer."

 

Nos dias seguintes à fala do chefe do Executivo, em diferentes regiões do país, foram registradas invasões em unidades hospitalares.

 

Em julho, mais três casos motivaram a abertura de apurações na PGR, todas para averiguar se o ocupante do Palácio do Planalto contrariou normas da administração de Brasília de prevenção ao novo coronavírus, como o uso de máscara.

 

Um dos procedimentos foi instaurado depois que o presidente compareceu sem a proteção facial a uma manifestação de militantes bolsonaristas na Praça dos Três Poderes, ato também apontado como um incentivo às aglomerações.

 

Foi aberta apuração após Bolsonaro conversar com jornalistas no Palácio da Alvorada para falar que havia contraído a Covid-19. Ao final da entrevista, apesar da pouca distância que mantinha para os repórteres, ele tirou a máscara facial.

 

Em outro caso, também ciente de que contraíra a doença, ele foi visto conversando, sem a proteção, com funcionários da limpeza no Alvorada.

 

Na sexta-feira (12), a PGR informou que parte das apurações tramita de forma reservada e que não havia informações disponíveis a respeito delas. A Procuradoria disse que dois casos relacionados ao desrespeito às medidas preventivas contra o coronavírus foram arquivados em agosto e setembro.

 

As apurações que envolvem Bolsonaro são realizadas por meio de um instrumento chamado de notícia de fato. Consiste em um procedimento preliminar para o levantamento de informações, incluindo pedidos de informação a órgãos públicos.

 

Se a partir desses dados, o chefe do MPF entender que houve, por exemplo, um ato ilegal ou omissão por parte do presidente, um inquérito poderá ser requerido ao Supremo.

 

Sobre as medidas de prevenção à Covid-19, ainda que reconhecida a transgressão, a cúpula da PGR entende que a falta deve ser penalizada com sanção administrativa por parte da administração local, sem nenhuma repercussão penal. O que não ocorre, por outro lado, nos casos das invasões a hospitais ou na crise sanitária no Norte do país.

 

A decisão de Aras de apurar a conduta de Bolsonaro na situação do Amazonas e do Pará foi uma resposta a uma notícia-crime protocolada pelo PC do B no Supremo. A sigla afirmou que há "fortes indícios" da prática de prevaricação do chefe do Executivo e de seu auxiliar, o ministro Eduardo Pazuello, no colapso em Manaus e ressaltam que o mesmo cenário tem sido visto em municípios paraenses.

 

"Caso, eventualmente, surjam indícios razoáveis de possíveis práticas delitivas por parte dos noticiados, será requerida a instauração de inquérito nesse Supremo Tribunal Federal", disse Aras em manifestação enviada à corte no início de fevereiro.

 

Ainda na manifestação feita ao Supremo, o procurador-geral disse que tem sido "zeloso na apuração de supostos ilícitos atribuídos ao chefe do Executivo".

 

A reportagem enviou perguntas ao Palácio do Planalto, questionando se houve eventuais esclarecimentos à PGR e o que Bolsonaro tem a dizer em sua defesa.

 

O email foi devolvido com a informação de que a reportagem deveria enviar as questões para a AGU (Advocacia-Geral da União), que, por sua vez, informou que não poderia comentar o caso por se tratar de procedimentos ainda em curso.

Bahia Notícias

Com comentário de 'três anos depois', Villas Bôas ironiza crítica de Fachin de pressão no STF

Com comentário de 'três anos depois', Villas Bôas ironiza crítica de Fachin de pressão no STF
Foto: Reprodução / G1

O ex-comandante do Exército Eduardo Villas Bôas ironizou nesta terça-feira (16) uma crítica aos militares feita um dia antes pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF).

 

A reprimenda do ministro do Supremo foi uma resposta à revelação de que a cúpula do Exército, então comandado pelo general Villas Bôas, articulou um tuíte de alerta ao Supremo antes do julgamento de um habeas corpus que poderia beneficiar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2018.

 

Lula acabou tendo o pedido negado pelo plenário do Supremo e, no dia 7 de abril, foi preso e levado para Curitiba. Deixou a cadeia 580 dias depois, após o STF derrubar a regra que permitia prisão a partir da condenação em segunda instância.

 

De acordo com a Folha de São Paulo, nesta terça-feira (16), Villas Boas comentou a notícia sobre as críticas de Fachin: "Três anos depois". O general Villas Boas sofre de esclerose lateral amiotrófica. Ele usa aparelhos de informática para se comunicar. O militar está em uma cadeira de rodas.

 

?Em livro-depoimento recém publicado pela Fundação Getúlio Vargas, segundo Villas Bôas, o texto do tuíte de 2018 foi escrito por "integrantes do Alto Comando".

 

“A declaração de tal intuito, se confirmado, é gravíssima e atenta contra a ordem constitucional. E ao Supremo Tribunal Federal compete a guarda da Constituição”, disse Fachin, em nota divulgada por seu gabinete, que fez referência a reportagem da Folha sobre o tema publicada no domingo (14).

 

Segundo mostrou a reportagem, a postagem do então comandante do Exército tinha um teor bastante mais incendiário do que o publicado.

 

Além disso, segundo o relato no livro-depoimento feito pelo general, que comandou o Exército de 2014 a 2019, ao menos três ministros do governo Bolsonaro e o atual chefe da Força souberam da nota.

 

A postagem de Villas Bôas acabou atenuada por ação do então ministro da Defesa, general da reserva Joaquim Silva e Luna, hoje diretor-geral de Itaipu, em um episódio até aqui inédito que foi relatado à Folha por integrantes do governo Michel Temer (MDB).

 

"Nessa situação que vive o Brasil, resta perguntar às instituições e ao povo quem realmente está pensando no bem do País e das gerações futuras e quem está preocupado apenas com interesses pessoais?", dizia a primeira postagem de Villas Bôas, feita no dia 3 de abril de 2018.

 

"Asseguro à nação que o Exército Brasileiro julga compartilhar o anseio de todos os cidadãos de bem de repúdio à impunidade e de respeito à Constituição, à paz social e à democracia, bem como se mantém atento às suas missões institucionais", completava o general.

Nesta segunda-feira, Fachin citou trecho da Constituição que define o papel das Forças Armadas. “As Forças Armadas, constituídas pela Marinha, pelo Exército e pela Aeronáutica, são instituições nacionais permanentes e regulares, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade suprema do Presidente da República”, disse.

 

Em abril de 2018, após o tuíte de Eduardo Villas Bôas, Fachin não se manifestou publicamente. No dia seguinte, o plenário do STF negou habeas corpus a Lula. Ao votar pelo indeferimento do pedido do ex-presidente, o ministro também não fez comentário sobre o texto do general.

 

Em seu voto, Fachin ressaltou que deveria haver estabilidade e respeito ao entendimento dos tribunais sobre a execução provisória da pena. De acordo com o ministro, não havia até aquele momento revisão da jurisprudência, do próprio Supremo, que previa a execução provisória da pena após condenação em segunda instância, entendimento aplicado no caso de Lula.

 

Celso de Mello, então decano do Supremo, por sua vez, abordou a mensagem de Villas Bôas, sem citá-lo por nome. Ao iniciar a leitura de seu voto, o então decano afirmou que um comentário realizado por "altíssima fonte" foi "infringente ao princípio da separação de Poderes" e alertou contra "práticas estranhas e lesivas à ortodoxia constitucional".

 

Celso afirmou que intervenções militares restringem a liberdade e limitam o espaço do dissenso e, portanto, são inaceitáveis. “O respeito indeclinável à Constituição e às leis da República representa o limite intransponível a que se deve submeter os agentes do Estado, quaisquer que sejam os estamentos a que eles pertencem", disse.

Bahia Notícias

 16 de fevereiro de 2021 | 12:59

Na imagem, o secretário de Saúde do Estado, Fábio Vilas-Boas



O secretário da Saúde da Bahia (Sesab), Fábio Vilas-Boas, testou positivo para o novo coronavírus. O anúncio foi feito por ele através das suas redes sociais na tarde desta terça-feira (16).

“Permanecerei em isolamento, em casa, cumprindo agenda virtual de trabalho. Estou bem, com sintomas leves, com medicamentos sintomáticos. Essa doença é muito seria”, escreveu o titular da pasta.

Confira o tuíte:

https://politicalivre.com.br/

Como os alunos podem retornar as aulas se em muitos povoados de Jeremoabo nem água para beber existe?

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Esse é apenas mais um povoado que o vereador denuncia, a respeito do descaso e falta de respeito e perversidade para com a pessoa humana.

Além do confinamento das pessoas, para a contenção do avanço do COVID-19  é fundamental a higiene pessoal e das coisas tocadas pelas pessoas.  É preciso água, se em grande parte dos povoados rurais de Jeremoabo não existe água para beber os alunos  irão fazer o que nas escolas?
Esse é apenas mais um povoado que o vereador denuncia, a respeito do descaso e falta de respeito e perversidade para com a pessoa humana.


QUANDO UMA JUÍZA ASSUME O LUGAR DE EPIDEMIOLOGISTA, INFECTOLOGISTA E EDUCADORA, É A DEMONSTRAÇÃO DE QUE ESTAMOS EM UM REGIME DE EXCEÇÃO!
A juíza Juliana de Castro Madeira Campos, da 6ª Vara da Fazenda Pública de Salvador, concedeu liminar ao Sindicato das Escolas Particulares da Bahia autorizando o retorno das aulas presenciais nas escolas privadas de Salvador a partir do dia 15, segunda-feira.
Na decisão a juíza suspende os efeitos dos decretos da prefeitura de Salvador e do governo do Estado que mantinham as aulas suspensas diante da crise sanitária provocada pelo coronavírus.
A juíza em sua decisão desconsiderou os fatores adotados pelas secretarias de educação, que levaram em conta as recomendações dos especialistas das secretarias de saúde e de outras instituições que participaram do processo que recomendou manter as aulas presenciais suspensas no estado.
Não levou em conta, também, o agravamento da pandemia com o crescimento acelerado dos casos de contaminação e óbitos no Brasil e em particular na cidade de Salvador, que atingiu mais de 60 óbitos atualmente, com a aceleração do número de mortes nos últimos sete dias.
Enquanto um diretor do sindicato dos empresários comemorava a liminar com entusiasmo, os donos de uma escola declararam para a imprensa que “com felicidade e entusiasmo, comunicamos que nossas aulas retornam amanhã (15/02/21)".
Na verdade estão colocando o lucro acima do compromisso com a vida, utilizando de forma demagógica o lema de que a escola é um ambiente seguro, que crianças possuem baixa possibilidade de se contaminarem e não se justifica manter escolas fechadas e serviços não essenciais abertos.
Os donos das escolas, assim como a juíza, deveriam se inteirar do que ocorre em São Paulo, por exemplo. Em menos de dez dias de funcionamento algumas escolas da elite da capital apresentaram casos de contaminação entre estudantes e professores. Escolas como Móbile, São Luiz, Santa Cruz e Santa Marcelina foram obrigadas a suspender aulas. Esses casos ganharam notoriedade por serem escolas de elite, o que não está acontecendo em escolas pequenas e médias?
Três hospitais infantis de São Paulo apresentaram crescimento nas internações de crianças com COVID-19 No Hospital Infantil Cândido Fontoura (estadual) as internações passaram de 7, no dia 02 de fevereiro, para 12 no último dia 09 (+71%). No Hospital Darcy Vargas o aumento foi de 4 para 8 (+100%), e no Hospital Menino Jesus passou de 7 para 9 (+29%), ambos no mesmo período. Especialistas consideram que esse crescimento pode ser decorrente do reinicio das aulas presenciais.
Na rede estadual de ensino de São Paulo, que uma semana antes do inicio das aulas os profissionais do magistério tiveram que se reunir para o planejamento pedagógico, até o dia 11 foram registrados mais de 262 casos de professores e funcionários contaminados.
Por mais que se adotem medidas de controle no interior das escolas, os que defendem a retorno das aulas presenciais desconsideram que a volta das atividades presenciais representa a necessidade de deslocamento dos profissionais, estudantes e familiares, em condições que não são cobertas por protocolo algum de segurança, como demonstram os casos registrados nas escolas da elite de São Paulo, algumas delas com assessoria do Hospital Albert Einstein.
Em São Paulo nos últimos dias ocorreram às mortes de uma diretora de escola e sua mãe. Quem irá se responsabilizar?
Quem comemora a decisão de uma juíza obrigando o retorno das aulas presenciais, declara que recebe com felicidade essa decisão, se comporta como negacionista, tripudia com a dor de quem sofreu ao longo da pandemia e está demonstrando pouco caso com quem poderá adoecer nos próximos dias.
Walter Takemoto



TJ-BA suspende segunda liminar que determinava retorno das aulas na Bahia
Foto : Paula Fróes/GOVBA

O presidente do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), desembargador Lourival Trindade, suspendeu a liminar que permitia às escolas particulares da capital baiana a funcinar durante a pandemia. O autor do pedido foi o município de Salvador e a liminar tinha sido solicitada pelo Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado da Bahia.

 

Em outra decisão desta segunda-feira (15), o  desembargador Lourival Trindade acatou o pedido feito pelo governo da Bahia para a retomada das aulas (relembre aqui).  Em seus despachos o magistrado destacou que a manutenção das decisões, nos moldes em que foram redigidas, “além de vergastar, desapiedadamente, o princípio da separação dos Poderes, vem ocasionando incontraditável risco de lesão à ordem e à saúde públicas estaduais”.

 

“Na hipótese dos autos, depreende-se que, neste momento, ante à impossibilidade de viabilizar-se a retomada das atividades presenciais das instituições de ensino, das redes pública e particular, de todo o território do Estado da Bahia, sem que sejam, diretamente, afetados os direitos à saúde e, corolariamente, à vida, é incontendível que estes últimos devam prevalecer, em detrimento do direito à educação”, pontou o desembargador.



Covid-19 pode causar inflamação sistema reprodutor masculino, identifica estudo da USP


Covid-19 pode causar inflamação sistema reprodutor masculino, identifica estudo da USP
Foto: Reprodução/Pixabay

Além dos pulmões e sequelas neurológicas, o coronavírus pode atingir e causar problemas no sistema reprodutor masculino. A conclusão é de uma pesquisa foi desenvolvida na Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) e os resultados mostraram que, de 26 pacientes com casos leves e moderados da doença, que não se queixavam de dores escrotais, 42,3% apresentaram epididimite. O quadro clínico é uma inflamação que acomete o epidídimo, um canal localizado na parte de trás dos testículos.

 

Os dados levantados na pesquisa foram publicados em um artigo na revista científica Andrologia e em reportagem do Jornal da USP.

 

A matéria explica que o epidídimo é um órgão com seis metros de comprimento, por onde os espermatozoides passam para adquirir uma série de funções bioquímicas com o objetivo de fertilizar o óvulo.

 

Os pesquisadores iniciaram o estudo sobre a possibilidade de sequelas relacionadas à saúde reprodutiva masculina porque na primeira epidemia de SARS que aconteceu na Ásia, em 2002, estudos com autópsias mostraram que pacientes mais graves tinham orquite, uma inflamação dos testículos, lembra a reportagem do Jornal da USP.

 

“O vírus da SARS estava relacionado a esse acometimento testicular porque ele se ligava a uma proteína chamada ACE2 e a outra chamada TMPRSS2 para entrar na célula”, explica o urologista Thiago Teixeira, que participou do estudo.

 

Quando foi percebido que o SARS-CoV-2, vírus da Covid-19, também utiliza o mesmo mecanismo do vírus da SARS para invadir as células e que os testículos são ricos em ACE2, os cientistas perceberam que o órgão é um possível alvo para infecção.

 

A análise também concluiu que em meio a pandemia, pacientes foram identificados com alterações no sêmen e nos parâmetros seminais.

Bahia Notícias

Vacinas da gripe e da Covid-19 serão tomadas com intervalo de 14 dias


Vacinas da gripe e da Covid-19 serão tomadas com intervalo de 14 dias
Foto: Rodrigo Nunes/MS

O Ministério da Saúde definiu que a Campanha Nacional de Vacinação Contra a Influenza deste ano será realizada em abril. Foram adquiridas 80 milhões de doses para a imunização dos grupos prioritários.

 

Mas a pandemia da Covid-19 vai interferir na maneira como normalmente a campanha acontece. A principal é a recomendação para que a vacinação contra as duas doenças não seja simultânea, traz reportagem do portal Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias.

 

A área técnica do Ministério da Saúde recomenda que haja intervalo de 14 dias na aplicação das vacinas. Ou seja, caso um idoso seja imunizado contra a Covid-19, ele terá de esperar duas semanas para receber a proteção contra a gripe.

 

“Ao se considerar a ausência de estudos de coadministração das vacinas Influenza e Covid-19, neste momento não será recomendada a administração simultânea das vacinas contra Covid-19 com as de outras doenças”, explica a pasta, em nota.

 

O secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Correia de Medeiros, enviou aos estados e aos conselhos Nacional de Secretários de Saúde (Conass), de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) e de Secretarias Municipais de Saúde (Cosems) um ofício orientando como será a campanha.

 

Em Salvador, o secretário municipal da Saúde, Leo Prates, está pleiteando junto ao Ministério da Saúde a antecipação da campanha de vacinação contra a influenza, para evitar que a imunização contra Covid-19 seja ainda mais prejudicada (leia mais aqui). 

 

“Vamos começar, provavelmente em abril, a vacinação anual da influenza. Há um intervalo para tomar a vacinação da influenza em relação à coronavac. Se você tomou coronavac, tem que esperar 14 dias para tomar a influenza, e vice-versa. Isso seria bem complexo. Qual a sugestão que demos ao Ministério da Saúde? Antecipar a campanha de vacinação da influenza no sentido inverso. Como assim? Começar a influenza por 70 a 74 anos, e ela caminharia no sentido inverso da coronavac”, explicou. 

Bahia Notícias

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A edição desta terça-feira (16) do Bahia Notícias no Ar entrevista a médica infectologista Lorena Galvão que, dentre outros assuntos, vai explicar as diferenças e semelhanças dos sintomas da Covid-19 com os de uma gripe comum. O programa é apresentado pelos jornalistas Patrícia Abreu e Mauricio Leiro, e é transmitido de segunda a sexta-feira, de 12h às 13h, na Salvador FM 92,3, e no YouTube da rádio. Assista abaixo:

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