sábado, fevereiro 13, 2021

Ladrões da cibernética querem vender dados pessoais de Bonner, Bolsonaro e Fátima Bernardes


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Ilustração reproduzida do Arquivo Google

Pedro do Coutto

Ladrões cibernéticos, nessa era dos computadores, são responsáveis pelo vazamento de 100 milhões de celulares e estão vendendo ou tentando vender os dados pessoais a que tiveram acesso. A reportagem é de Bruno Romani, Bruna Arimthes e Guilherme Guerra, em O Estado de São Paulo, edição de quinta-feira.

A invasão dos cadastros, além de sórdida, constitui violação, esta sim, de privacidade e sérios riscos decorrentes de tal apropriação, expondo os alvos a todo tipo de ameaça.  Para combater o voo dos ladrões foi contratada a empresa Cibersegurança.

VÍTIMAS FAMOSAS – A reportagem cita como exemplo como vítimas do roubo de informações os jornalistas William Bonner e sua ex-mulher Fátima Bernardes, além do próprio presidente Jair Bolsonaro.

Mas a dimensão da ofensiva, como se constata pelo total de 100 milhões de invasões é gigantesca. Os ladrões atacaram também as operadoras Claro e Vivo, além de terem obtido o CPF dos milhões de suas vítimas. O vazamento da Claro foi de 57 milhões de contas e da vivo 45 milhões.

Um dos pontos básicos escolhidos é o fato de terem divulgado o valor de cada informação em um dólar. Fica nítido que se concretizarem seu plano sombrio acham que poderão faturar milhões de dólares. Os cadastros, como se sabe, são importantes para operações bancárias e comerciais e dão margem a chantagens. Incrível.

COMPARAÇÃO RIDÍCULA – O General Pazuello, ao responder perguntas aos senadores na quinta-feira, posicionou-se contra a criação de uma CPI para investigar em profundidade sua atuação à frente do Ministério da Saúde. A matéria foi de Natália Cancian e Renato Machado, Folha de sexta-feira.

O general Pazuello comparou o projeto do CPI às derrotas alemães na Segunda Guerra Mundial. Exagerou ao tentar dimensionar comparativamente uma situação e outra.

As principais derrotas alemães foram a operação Barba Rossa (invasão da URSS), nas batalhas de Tobruk, El Alamen, Normandia e Dresden na fronteira Tcheca, quando as forças americanas e russas se uniram e fecharam o anel no vale do Ruhr, bloqueando as usinas siderúrgicas alemães. O caso do coronavirus é muito diferente. A comparação chega a ser uma piada.

PODER AQUISITIVO – O comércio varejista, de acordo com Alberto Ramos, da Goldman Sacher, constatou que ano passado a perda de renda de parte dos compradores causou uma queda de 6,1% nas vendas a varejo.

Ramos identifica como causa a queda do poder aquisitivo da população. Cita a pesquisa nacional realizada pelo IBGE. A reportagem é de Ana Conceição e Luciane Carneiro, de quinta-feira.

A retração das compras tem dupla origem – decorre tanto do desemprego quanto do congelamento salarial.

Ao “inocentar” Temer, o general Villas Bôas exibe uma face oculta dos militares brasileiros


O presidente Jair Bolsonaro e o general Villas Bôas

O comandantel ajudou um capitão desonrado a se eleger

Bernardo Mello Franco
O Globo

Um dia depois da posse, Jair Bolsonaro virou-se para o então comandante do Exército, Eduardo Villas Bôas, e fez um agradecimento público. “O que já conversamos morrerá entre nós. O senhor é um dos responsáveis por eu estar aqui”, disse.

Em entrevista ao professor Celso Castro, o general se negou a revelar o teor do diálogo com o capitão. Apesar da recusa, seu depoimento ajuda a entender a gratidão presidencial.

USOU A FARDA… – Dizendo-se contrário à interferência militar na política, Villas Bôas usou a farda para impulsionar o candidato dos quartéis. Às vésperas da eleição de 2018, ele pressionou o Supremo a negar um habeas corpus a Lula. O ex-presidente foi preso, e Bolsonaro passou a liderar a corrida ao Planalto.

No livro da FGV, o general conta que seus tuítes foram “discutidos minuciosamente” com o Alto Comando. O relato envolve toda a cúpula do Exército no que o ministro Celso de Mello definiu como uma intervenção “pretoriana”, “inaceitável” e “infringente do princípio da separação de Poderes”.

Villas Bôas admite que agiu “no limite da responsabilidade”, mas indica que não se considera um golpista.

ALERTA OU AMEAÇA? – “Tratava-se de um alerta, muito antes que uma ameaça”, informa, sobre a mensagem ao Supremo. Em outra passagem, ele define o marechal Castello Branco, pivô do golpe militar de 1964, como um “legalista”.

A investigação dos crimes da ditadura está na origem do ressentimento do general com o PT. Ele reconhece que Lula reaparelhou as Forças Armadas, mas afirma que os militares se sentiram traídos pela instalação da Comissão Nacional da Verdade.

Nomeado comandante por Dilma Rousseff, Villas Bôas revela que jantou com Michel Temer quando o então vice articulava o impeachment da então presidente. Depois do repasto, ele indicou um amigo de infância, o general Sérgio Etchegoyen, para chefiar o Gabinete de Segurança Institucional.

POLITICAMENTE CORRETO – Em sintonia com Bolsonaro, o oficial esbraveja contra o “politicamente correto”, critica a luta antirracista e acusa o PT de promover a “destruição moral do país”. Mas é só elogios a Temer, que foi alvo de três denúncias de corrupção no exercício do cargo.

Sem corar, Villas Bôas descreve a conversa gravada por Joesley Batista como um mero episódio de “ingenuidade do presidente”. Em tantas décadas de estrada, Temer já foi chamado de muitas coisas. De ingênuo, deve ter sido a primeira vez.

PDT articula frente ampla de centro-esquerda em torno da Ciro Gomes para disputa em 2022


Lupi diz que Ciro representa o projeto que o PDT tem para o país

Franco Malheiro
O Tempo

O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, afirmou que o partido trabalha no fortalecimento de uma frente ampla de centro esquerda em torno do nome de Ciro Gomes como candidato à presidência da República em 2022. Nesta semana, o pedetista se reuniu com o prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD).

Sem citar o PT, o dirigente contou que vem ampliando conversas com diversas legendas e afirmou que Ciro representa o projeto que a legenda tem para o país.

DIÁLOGO – “Temos tido boas conversas com o PSB, com a Rede e com o PV. Tenho um diálogo permanente com o Kassab que é o presidente nacional do PSD, partido que o Kalil pertence, e o nosso desejo e nossa vontade é formar uma grande aliança de centro esquerda que representa o projeto de Brasil e na nossa opinião quem encarnar melhor essa capacidade é o Ciro Gomes”, ressaltou Lupi.

Questionado sobre a presença ou não do Partido dos Trabalhadores na formação dessa aliança, o dirigente desconversou. Recentemente o ex-presidente Lula (PT) indicou o nome de Fernando Haddad como pré-candidato à presidência em 2022.

“Temos que buscar alianças de centro esquerda, no primeiro ou segundo turno, mas isso é final de conversa e não começo”, pontuou e ressaltou que enxerga apenas em Ciro Gomes um projeto concreto de país.

PROJETO NACIONAL – “Devemos pensar sempre em programas de governo, nosso candidato Ciro Gomes, apresentou desde 2018 um projeto nacional desenvolvimentista,inclusive fez um livro sobre isto e estamos andando o Brasil com este programa, até agora não vi nenhum candidato apresentar”, ponderou.

Sobre esses diálogos com o PSD, que hoje no congresso, é um partido que ajuda a dar sustentação ao governo Bolsonaro, o qual o PDT é oposição, Lupi citou Getúlio Vargas: ‘apoio não se discute, se aceita’.

“Em primeiro lugar quem conhece o Kalil como eu conheço sabe que ele não é da base do Bolsonaro e eu não tenho dúvida da sua posição de independência ao governo. O PSD é um partido autônomo, ele não tem uma posição de apoio ao governo Bolsonaro, ele tem uma posição de independência”, destacou.

Com derrapada de Pazuello em depoimento no Senado, Planalto articula para impedir a CPI da Covid


Charge do Gilmar Fraga (gauchazh.clicrbs.com.br)

Gerson Camarotti
G1

Com a avaliação dos próprios governistas de que o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, teve um desempenho sofrível no seu depoimento no Senado, a articulação política do Palácio do Planalto agora trabalha para retirar assinaturas e com isso impedir a instalação da CPI da Covid.

Segundo um integrante do governo, a estratégia é tirar de quatro a cinco assinaturas do requerimento para a CPI, referendado por 30 senadores. O argumento oficial é que em momento de pandemia, será preciso focar na pauta econômica para não paralisar o país.

AGENDA DE REFORMAS – “Temos um Orçamento que ainda não foi votado. Será preciso focar na agenda de reformas. Não há ambiente para CPI nesse momento”, disse ao blog o líder do governo no Congresso, senador Eduardo Gomes (MDB-TO).

Há o reconhecimento no Senado de que o depoimento de Pazuello acabou tendo efeito contrário, pressionando ainda mais pela instalação da CPI. A tática inicial do governo era que o ministro pudesse dar explicações convincentes para esvaziar a oposição. “Agora, vai depender muito mais dos ‘encantos do governo’ do que do depoimento. Foi uma mistura de mentiras, omissões e promessas”, disse o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE).

REQUERIMENTO – Segundo o senador Randofe Rodrigues (Rede-AP), há um compromisso do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), de ler o requerimento logo depois do Carnaval. “Ele me confirmou que na quinta [18], após o feriado, vai ler o requerimento. Se a estratégia do governo era desarticular a CPI com a vinda do ministro, o meu sentimento é que eles fracassaram. Como diria Churchill: ‘Entregou a honra para impedir a guerra, perderá a honra e ainda terá a guerra’”, disse Randolfe.

O senador Humberto Costa (PT-PE) reforçou: “Se as exigências regimentais estiverem cumpridas, o presidente Rodrigo Pacheco tem que pedir os nomes aos partidos e instalar a CPI”.

Bolsonaro não age como presidente, mas como comentarista de problemas do próprio governo


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Jair Bolsonaro não assume ser responsável pelo governo

Bruno Boghossian
Folha

Outro dia, um sujeito parou na portaria do Palácio da Alvorada e reclamou do preço dos combustíveis. Disse que os impostos eram muito altos e que a margem de lucro das distribuidoras era grande demais. “Está todo mundo errado, no meu entendimento. Pode ser que eu esteja equivocado”, ponderou.

A queixa poderia ter sido feita por qualquer um dos apoiadores que passam por ali todos os dias, mas o autor daquele lamento foi o presidente da República.

NÃO TEM CULPA – Como se não tivesse poder nas mãos ou obrigações no cargo que ocupa, Jair Bolsonaro prefere agir como comentarista de assuntos espinhosos que cercam seu próprio governo.

O presidente fala dos problemas do país como se tivesse perdido a eleição de 2018 e voltado para a Barra da Tijuca. Na segunda-feira (8), ele citou o aumento de preços da cesta básica, mas não apresentou uma ideia razoável para amortecer os impactos dessa alta.

“O povo está empobrecendo”, refletiu. “Devemos buscar uma solução, e não passa apenas pelo presidente da República.”

UM PALPITEIRO – Não é raro ver Bolsonaro como um palpiteiro instalado no Palácio do Planalto por acidente. No mesmo dia em que examinou a inflação dos alimentos, ele também citou a possibilidade de extensão do auxílio emergencial como algo que só tinha ouvido por aí. “Já se fala em novas parcelas”, afirmou. “Eu acho que vai ter, vai ter uma prorrogação.”

No caso da vacina contra o coronavírus, Bolsonaro foi mais eficiente em sua sabotagem às ações oficiais do que agora, depois que resolveu mudar de direção para evitar prejuízos políticos.

SEM RESPONSABILIDADE – O presidente assumiu o papel de testemunha ao falar sobre o atraso na chegada de insumos: “Tudo é difícil no mundo”.

Na função de espectador, Bolsonaro persegue dois objetivos. Primeiro, busca demonstrar camaradagem com apoiadores que criticam o governo pelo diesel caro ou pela falta do auxílio emergencial. De quebra, ele tenta abrir mão de suas responsabilidades como governante –uma especialidade presidencial.

BR-235/BA-SE -Mesmo o sonho de várias gerações tornando-se realidade não justifica aglomeração já que a saúde e a vida está acima de tudo.

 

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                                        Foto Divulgação br235


Essa batalha é muito antiga. Há pelo menos três,  quatro ou mais décadas, a necessidade por investimentos em logística para a região do Vaza Barris e do intercâmbio  comercial e integração entre Bahia/ Sergipe, principalmente até Juazeiro Bahia, mesmo  a BR-235 seguindo até o Pará.

Várias gerações jeremoabenses sonharam com a estrada Carira/Jeremoabo. As lutas para materializar esse desejo não foram poucas. Porém, o sonho da construção começou a virar realidade  numa manhã Sexta-Feira, 16 de Fevereiro de 2007 quando Marcelo Déda, na audiência que teve  com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Brasília solicitou a pavimentação do trecho de 80 quilômetros da BR-235 entre Carira e Jeremoabo. (https://www.se.gov.br/noticias/governo/governador-participa-de-audiencia-com-presidente-lula).




Nota da redação deste Blog -  A inauguração do Lote 02 da   BR 235, trecho que liga Canché/Jeremoabo, teve dois marcos importantes para o anais de Jeremoabo; sendo um positivo e outro negativo.
O positivo foi a presença de autoridades da república, a exemplo do Ministro de Infraestrutura Tarcísio Gomes Freitas e outros.
Como sempre o ponto negativos foi a falta de racionalidade do prefeito e sua equipe de assessores, mais uma vez desrespeitando  as recomendações da OMS, o Decreto do Governador do Estado da Bahia e o seu próprio decreto, que pela suas atitudes, vale menos do que uma " nota de três reais".
Para que os senhores entendam a gravidade da pandemia do COVID-19 no Estado da Bahia, transcrevo:

Rui Costa teme colapso nas próximas semanas: “ritmo de infecção está muito acelerado”

“Mesmo abrindo novos leitos, não resolverá o problema. Nós podemos chegar nas próximas semanas a uma situação que nós não vivemos em junho e julho, no pico da pandemia”, admitiu o governador à TV 247. Assista
247 - Em debate na TV 247, o governador da Bahia, Rui Costa (PT), expressou sua preocupação com o recrudescimento da pandemia de Covid-19 no estado e em todo Brasil.
De acordo com o gestor, a Bahia não tem mais equipes médicas disponíveis para atender novos leitos de Covid-19 que porventura sejam criados pelo governo. Rui Costa alertou que nem mesmo recursos financeiros são capazes de suprir tal necessidade. “Estou muito preocupado. Não basta apenas ter dinheiro. Nem que nós tivéssemos todo o dinheiro do mundo, não seria possível montar ao infinito leitos suficientes. O primeiro limitador não é a falta de recursos, nós não temos médicos, equipes suficientes para colocar em novos leitos de UTI. Não temos médicos intensivistas capazes de atender os pacientes. Os recursos são muito limitados, principalmente recursos de equipe médica”.
O governador reconheceu a possibilidade de o estado alcançar marcas ainda mais assustadoras do que as observadas no meio do ano passado, período considerado o mais intenso da pandemia até aqui. “Mesmo abrindo novos leitos, não resolverá o problema. Nós podemos chegar, quem sabe, nas próximas semanas a uma situação que nós não vivemos em junho e julho, no pico da pandemia”.
O petista ainda demonstrou preocupação acerca da possível impossibilidade de baianos contaminados pelo coronavírus terem atendimento médico caso o número de infectados continue crescendo. “Graças a Deus eu posso afirmar: não faltou leito nem no momento crítico para nenhum paciente na Bahia, mas estou com receio das próximas semanas. Desta vez, o ritmo está muito acelerado, e diferente do início da contaminação, quando só depois de cinco meses todos os municípios da Bahia foram contaminados, hoje temos contaminação em todos, e ao crescer, cresce tudo de uma vez”.
https://www.brasil247.com/regionais/nordeste/rui-costa-teme-colapso-nas-proximas-semanas-ritmo-de-infeccao-esta-muito-acelerado?fbclid=IwAR1mV7EZuVed_VR3Lfib8iIuy4_NYWwORV0sYn844ltMqQydbZw_ZMBaHwQ



sexta-feira, fevereiro 12, 2021

Serrinha: STF quer informações de decreto que suspende atividade religiosa na pandemia


Serrinha: STF quer informações de decreto que suspende atividade religiosa na pandemia
Foto: Reprodução

O ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu o prazo de cinco dias para que a prefeitura Serrinha, na Bahia, conceder informações acerca de decreto municipal que determina a suspensão irrestrita das atividades religiosas, no âmbito das ações de combate à pandemia da Covid-19. O despacho foi proferido nesta sexta-feira (12),  na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 701.

 

Também deverá encaminhar informações à Suprema Corte os prefeitos das cidades João Monlevade (MG), Macapá (AP), Bebedouro (SP), Cajamar (SP), Rio Brilhante (MS) e Armação dos Búzios (RJ), assim como os governadores o Piauí e de Roraima. 

 

A discussão np STF foi suscitada por ação da Associação Nacional de Juristas Evangélicos (Anajure), que alega que as restrições impostas são desproporcionais e generalistas, pois proíbem qualquer manifestação religiosa, sem ressalvas ou critérios, ainda que não haja aglomeração. Outras atividades, como os serviços de capelania, as ações de cunho social e filantrópico e as atividades eclesiásticas administrativas também têm sofrido impacto. Segundo a entidade, as normas violam a liberdade de locomoção, o direito fundamental à liberdade religiosa e o princípio da laicidade estatal. 

 

A Anajure pede, liminarmente, a suspensão da eficácia dos decretos estaduais e municipais que vedem, proíbam ou suspendam as atividades religiosas e o funcionamento dos templos religiosos sem ressalva sobre a possibilidade de realização de práticas religiosas que não gerem aglomeração.

 

No despacho, o relator também determinou que, na sequência, os autos sejam encaminhados para manifestação da Advocacia-Geral da União (AGU) e da Procuradoria-Geral da República (PGR), sucessivamente, no prazo de cinco dias cada. 

BAHIA NOTÍCIAS

Corregedoria do MP abre apuração contra procuradores da Lava-Jato

Publicado em 12 de fevereiro de 2021 por Tribuna da Internet

Despacho foi proferido após representação movida pelo presidente do STJ

Aguirre Talento
O Globo

A Corregedoria Nacional do Ministério Público abriu uma reclamação disciplinar e deu um prazo de dez dias para que ex-integrantes da força-tarefa da Lava-Jato de Curitiba apresentem esclarecimentos sobre supostas mensagens nas quais discutem estratégias para investigar, de forma irregular, ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que não podem ser investigados por procuradores de primeira instância.

A Corregedoria, órgão do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), ainda não formou um entendimento sobre a possibilidade de utilização das mensagens como prova, já que elas foram obtidas de forma ilegal pela ação de hackers. A reclamação disciplinar é um procedimento inicial dentro do CNMP para analisar a conduta funcional dos membros do Ministério Público.

VIOLAÇÃO – Com base em uma representação movida pelo presidente do STJ Humberto Martins, a Corregedoria fez uma análise preliminar e apontou que o suposto diálogo pode significar “eventual violação de deveres legais e condutas ilícitas”.

Por isso, o corregedor nacional do Ministério Público, Rinaldo Reis, concedeu o prazo para manifestação dos procuradores Deltan Dallagnol e Diogo Castor, que aparecem como interlocutores na suposta conversa divulgada pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, após obter acesso ao material dos hackers da Operação Spoofing, apreendido pela Polícia Federal.

A Corregedoria frisou que ainda não fez uma análise se o uso dessas provas, obtidas de forma ilícita, é legal ou não. O despacho cita que o próprio Supremo Tribunal Federal, no julgamento desta semana sobre o acesso da defesa de Lula às mensagens, entendeu que a legalidade desse material só será analisado em um momento posterior.

ILÍCITOS –  “Assim, sem adiantar qualquer juízo de mérito, observa-se que o contexto indicado pode asseverar eventual violação de deveres legais e condutas ilícitas por membros do Ministério Público Federal, o que, em tese, pode caracterizar faltas funcionais (notadamente violação aos deveres funcionais indicados pelos representantes no art. 236 da Lei Complementar nº 75/934 ), além de outros ilícitos processuais”, diz o despacho da Corregedoria.

Os ex-integrantes da força-tarefa já haviam enviado um ofício com esclarecimentos ao CNMP. No documento, afirmam que “jamais praticaram qualquer ato de investigação sobre condutas de autoridades detentoras de foro por prerrogativa de função, sejam ministros do STJ, seja qualquer autoridade”.

HACKERS – Argumentaram ainda que o material das supostas conversas “tem origem criminosa, sendo fruto da atuação de hackers que invadiram contas pessoais mantidas no aplicativo Telegram por diversas autoridades. Trata-se de material ilícito”.

Mesmo assim, a Corregedoria entendeu que deveria solicitar individualmente esclarecimentos a Deltan e a Diogo Castor sobre o assunto. Por isso proferiu esse novo despacho.

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STF DECIDE QUE TRIBUNAIS DE CONTAS TERÃO PALAVRA FINAL EM PARTE DOS JULGAMENTOS DE CONTAS DE PREFEITOS

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