sexta-feira, fevereiro 12, 2021

Bolsonaro diz que pedirá acesso a diálogos hackeados da Lava-Jato por ter sido citado e que divulgará conteúdo


Bolsonaro diz que foram atrás de integrantes de sua família

Daniel Carvalho
Folha

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse a apoiadores nesta sexta-feira, dia 12 que foi citado nas mensagens hackeadas da Operação Lava Jato e que, por isso, quer ter acesso a elas para divulgá-las. “Para que não haja dúvida, mandei pedir aquela matéria hackeada que está na mão do PT, na mão do Lula. Tem meu nome lá. Alguma coisa já passaram para mim. Vocês vão cair para trás. Chegando, eu vou divulgar. O Lula não vai divulgar. Já falou que não vai. Eu vou divulgar.”, disse Bolsonaro a seus eleitores.

Nesta semana, a Segunda Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) manteve a decisão que permitiu à defesa do ex-presidente Lula (PT) o acesso a mensagens trocadas entre integrantes da Lava Jato. Os diálogos foram hackeados e, mais tarde, apreendidos pela Polícia Federal no âmbito da Operação Spoofing, que investiga os invasores dos celulares de membros da operação.

SUSPEIÇÃO DE MORO – A permissão para acessar as mensagens deu força ao pedido de Lula para que o Supremo declare a suspeição do ex-juiz Sergio Moro e anule a condenação contra o ex-presidente no caso do triplex de Guarujá. O cenário mais provável, porém, é que o petista siga inelegível, pois deve ser mantida a condenação sobre o processo do sítio de Atibaia porque Moro não foi o responsável pela sentença de primeira instância nesse caso.

Uma parte das conversas foi entregue em 2019 ao site The Intercept Brasil, que, em parceria com outros veículos, incluindo a Folha, já havia publicado parte dos diálogos no que ficou conhecido como o escândalo da Vaza Jato.Nesta sexta, em conversa com apoiadores transmitida por um canal bolsonarista, Bolsonaro disse que sua vida financeira foi investigada irregularmente e que quer identificar quem “vendia informações” sobre ele no Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), órgão federal.

“Você vê a perseguição ali, conversas de autoridades falando como é que entravam na minha vida financeira, da minha família. Você pode entrar, mas tem que ter uma ordem judicial. Ou tu respeita a lei ou não respeita. Eu quero pegar o cara que vendia informações. Dentro do Coaf, por exemplo”, disse o presidente.

“ALGUMA COISA” – Bolsonaro disse ainda que já tem “alguma coisa” que “tem chegado” para ele e afirma esperar que o STF libere todas as mensagens para ele. “O que conseguiram contra eu [sic], Jair Bolsonaro? Não tem nada, pô. Agora, ficam em cima de filho, em cima de esposa, parente, amigo, advogado que advogava para mim”, disse Bolsonaro. Um relatório de inteligência financeira do Coaf de 2018 motivou as investigações.

O documento identificou movimentações suspeitas na conta bancária do ex-assessor parlamentar e PM aposentado Fabrício Queiroz, amigo do presidente que trabalhava para o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) quando o filho do presidente era deputado estadual no Rio de Janeiro.

Flávio foi denunciado em novembro de 2020 pela Promotoria fluminense sob acusação dos crimes de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Ele nega as acusações.

ARMAMENTOS – Na mesma conversa, Bolsonaro disse também aos apoiadores que deverá haver a publicação ainda nesta sexta-feira de decretos sobre armamentos. Uma das medidas, segundo Bolsonaro, envolve airsoft, esporte de ação que simula situações de combate e que, para isso, utiliza armas de pressão que disparam bolinhas plásticas. Ele voltou a defender a facilitação de armas à população sob o argumento de que “nenhum governante vai querer dar uma de herói […] se o povo estiver armado”.

O presidente também criticou o Facebook. Ele se disse censurado pela rede social que, segundo o mandatário, impediu que seus apoiadores enviassem fotos de notas fiscais de abastecimento em postos de combustíveis.

Pressionado por sua base popular, Bolsonaro está em campanha para mostrar que estados cobram mais impostos que o governo federal sobre os combustíveis.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– A exemplo do seu discurso diário, Bolsonaro é um embuste. Divaga sobre suposições, esquece que é presidente da República e trata de assuntos relevantes como se estivesse em uma roda de botequim, com os seus achismos, desinformação e inclinações de ódio. Busca sempre justificar as explícitas derrapadas do seu clã, trazendo na manga uma lista de possíveis culpados que sempre tentam prejudicá-lo. Conforme já dito, um impedimento seria providencial, e abreviaria o tormento da população que já não aguenta mais tanta incompetência e mentira. (Marcelo Copelli)

Aras rejeita pedido de Moro para apurar envolvimento da Abin em inquérito sobre interferência de Bolsonaro na PF


Aras argumentou que os fatos envolvendo a Abin são diferentes

Aguirre Talento
O Globo

O procurador-geral da República, Augusto Aras, rejeitou pedido do ex-ministro Sergio Moro para investigar as interferências do presidente Jair Bolsonaro na Agência Brasileira de Inteligência (Abin) em conjunto com as suspeitas de interferência na Polícia Federal. Aras argumentou que os fatos envolvendo a Abin são diferentes e já são apurados em uma investigação preliminar aberta na Procuradoria-Geral da República (PGR).

Moro havia solicitado, em petição enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF), que fosse incluído no inquérito sobre a PF os fatos envolvendo a Abin, que apontam suspeitas de que o órgão produziu relatórios para orientar a defesa jurídica do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) no caso da rachadinha.

NOVO DEPOIMENTO – O ex-ministro também havia pedido um novo depoimento do diretor da Abin Alexandre Ramagem para falar sobre esse assunto. O caso foi revelado pela revista Época. Aras enviou manifestação ao STF nesta sexta-feira, dia 12, em resposta ao pedido de Moro.

Apontou que o caso da Abin já é objeto de uma “notícia de fato”, investigação preliminar em andamento na PGR. O procurador-geral da República informou que, caso encontre irregularidades nos fatos envolvendo a Abin, solicitará a abertura de um novo inquérito, porque esses fatos são posteriores ao relato de suposta interferência na PF. Aras, portanto, rejeitou o pedido para tomar novo depoimento de Ramagem.

A investigação preliminar sobre Flávio Bolsonaro, entretanto, apenas solicitou documentos ao jornalista Guilherme Amado, da revista ÉPOCA, que revelou o caso. A PGR não pediu esclarecimentos à defesa do senador nem ao próprio Flávio. Agora, caberá ao ministro do STF Alexandre de Moraes, novo relator do inquérito, decidir sobre o pedido de Sergio Moro. Apesar da posição de Aras, Moraes pode determinar que a PF também apure esses fatos.

INVESTIGAÇÃO PARADA –  Aberto no meio do ano passado, após o pedido de demissão do então ministro da Justiça Sergio Moro, o inquérito se encontra paralisado desde o fim do ano porque o STF ainda discute se Bolsonaro teria obrigação de prestar depoimento pessoalmente ou se pode depor por escrito.

A defesa de Bolsonaro chegou a pedir dispensa do depoimento, solicitando que a PF concluísse logo a apuração. O ministro do STF Alexandre de Moraes, entretanto, decidiu que Bolsonaro não pode ser dispensado do depoimento, mas vai levar para discussão no plenário a definição sobre o formato.

Bolsonaro diz que foi citado em mensagens hackeadas entregues a Lula e quer acesso


por Daniel Carvalho | Folhapress

Bolsonaro diz que foi citado em mensagens hackeadas entregues a Lula e quer acesso
Foto: Marcos Corrêa/ PR

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse a apoiadores nesta sexta-feira (12) que foi citado nas mensagens hackeadas da Operação Lava Jato e que, por isso, quer ter acesso a elas para divulgá-las.

 

"Para que não haja dúvida, mandei pedir aquela matéria hackeada que está na mão do PT, na mão do Lula. Tem meu nome lá. Alguma coisa já passaram para mim. Vocês vão cair para trás. Chegando, eu vou divulgar. O Lula não vai divulgar. Já falou que não vai. Eu vou divulgar.", disse Bolsonaro a seus eleitores.

 

Nesta semana, a Segunda Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) manteve a decisão que permitiu à defesa do ex-presidente Lula (PT) o acesso a mensagens trocadas entre integrantes da Lava Jato. Os diálogos foram hackeados e, mais tarde, apreendidos pela Polícia Federal no âmbito da Operação Spoofing, que investiga os invasores dos celulares de membros da operação.

 

A permissão para acessar as mensagens deu força ao pedido de Lula para que o Supremo declare a suspeição do ex-juiz Sergio Moro e anule a condenação contra o ex-presidente no caso do tríplex de Guarujá. O cenário mais provável, porém, é que o petista siga inelegível, pois deve ser mantida a condenação sobre o processo do sítio de Atibaia porque Moro não foi o responsável pela sentença de primeira instância nesse caso.

 

Uma parte das conversas foi entregue em 2019 ao site The Intercept Brasil, que, em parceria com outros veículos, já havia publicado parte dos diálogos no que ficou conhecido como o escândalo da Vaza Jato. Nesta sexta, em conversa com apoiadores transmitida por um canal bolsonarista, Bolsonaro disse que sua vida financeira foi investigada irregularmente e que quer identificar quem "vendia informações" sobre ele no Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), órgão federal.

 

"Você vê a perseguição ali, conversas de autoridades falando como é que entravam na minha vida financeira, da minha família. Você pode entrar, mas tem que ter uma ordem judicial. Ou tu respeita a lei ou não respeita. Eu quero pegar o cara que vendia informações. Dentro do Coaf, por exemplo", disse o presidente.

 

Bolsonaro disse ainda que já tem "alguma coisa" que "tem chegado" para ele e afirma esperar que o STF libere todas as mensagens para ele. "O que conseguiram contra eu [sic], Jair Bolsonaro? Não tem nada, pô. Agora, ficam em cima de filho, em cima de esposa, parente, amigo, advogado que advogava para mim", disse Bolsonaro. Um relatório de inteligência financeira do Coaf de 2018 motivou as investigações.

 

O documento identificou movimentações suspeitas na conta bancária do ex-assessor parlamentar e PM aposentado Fabrício Queiroz, amigo do presidente que trabalhava para o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) quando o filho do presidente era deputado estadual no Rio de Janeiro.

 

Flávio foi denunciado em novembro de 2020 pela Promotoria fluminense sob acusação dos crimes de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Ele nega as acusações. Na mesma conversa, Bolsonaro disse também aos apoiadores que deverá haver a publicação ainda nesta sexta-feira de decretos sobre armamentos. Uma das medidas, segundo Bolsonaro, envolve airsoft, esporte de ação que simula situações de combate e que, para isso, utiliza armas de pressão que disparam bolinhas plásticas.

 

Ele voltou a defender a facilitação de armas à população sob o argumento de que "nenhum governante vai querer dar uma de herói [...] se o povo estiver armado". O presidente também criticou o Facebook. Ele se disse censurado pela rede social que, segundo o mandatário, impediu que seus apoiadores enviassem fotos de notas fiscais de abastecimento em postos de combustíveis.

 

Pressionado por sua base popular, Bolsonaro está em campanha para mostrar que estados cobram mais impostos que o governo federal sobre os combustíveis

Bahia Notícias

Canibalismo: Homem é condenado à prisão perpétua por matar e comer três amigos


Canibalismo: Homem é condenado à prisão perpétua por matar e comer três amigos
Foto: Reprodução/Metrópoles

Um russo de 51 anos foi condenado à prisão perpétua pela Justiça de Arkhangelsk,capital da província de Arcangel, após confessar ter assassinado e comido partes dos corpos de três amigos.

 

Publicação do portal Metrópoles detalha que Eduard Seleznev praticou os crimes entre março de 2016 e março de 2017. Conhecido como o “Canibal Arkhangelsk”, Seleznev admitiu ter embriagado e esfaqueado seus amigos – de 59, 43 e 34 anos – até a morte. Depois ele relatou ter fervido pedaços dos restos mortais deles e os consumido.

 

A mais alta corte da Rússia confirmou nesta sexta-feira (12) a sentença dele, após um malsucedido apelo dos advogados do réu.

 

A investigação apontou que  o homem se mudou para um dos apartamentos de uma das vítimas. Após o crime bárbaro, ele comunicou aos pais e vizinhos do falecido que o homem havia ido trabalhar em outra cidade e que ele havia alugado o apartamento.

 

À época, a polícia iniciou uma investigação de pessoa desaparecida. O acusado seguiu morando na casa da vítima. As outras duas vítimas do assassino em série não tinham família para procurá-las.
Quando os corpos dos três homens foram finalmente descobertos, o avançado estado de decomposição e as condições deles, após terem sido parcialmente cortados, dificultaram a identificação.

 

O acusado afirmou que também matava e comia regularmente gatos, cães, pássaros e vários pequenos animais. Segundo a investigação, restos de ossos desses animais também foram encontrados em pacotes com os restos das três vítimas.

Bahia Notícias

Candiba: Justiça bloqueia bens de prefeito que furou fila da vacinação contra a Covid-19


Candiba: Justiça bloqueia bens de prefeito que furou fila da vacinação contra a Covid-19
Foto: Reprodução / Prefeitura de Candiba

A justiça bloqueou o valor de R$72.500,00 em bens do prefeito de Candiba, no Sertão Produtivo, após o gestor ter furado a fila sendo o primeiro a se vacinar contra a Covid-19 no município, mesmo não pertencendo ao grupo prioritário. À época, ele justificou o fato alegando que pretendia “estimular a população”.  

 

O pedido para o bloqueio dos bens veio tanto do Ministério Público Estadual (MP-BA), quanto do Ministério Público Federal (MPF). Os órgãos ajuizaram  ações de improbidade e civil pública contra o prefeito no último dia 20 (lembre aqui), e a partir daí, também defendem   a condenação de Reginaldo Martins Prado (PSD), por ato de improbidade administrativa que atenta contra os princípios da administração pública.

 

No último dia 24, a justiça havia negado o pedido de liminar dos órgãos, que solicitava a condenação por improbidade administrativa do prefeito por ter furado a fila da vacinação (veja aqui). À época, os MPs haviam solicitado o pagamento de multa no valor de R$ 145 mil, bem como a indisponibilidade dos bens, mas o pedido também foi negado. 

 

 Na decisão mais recente do Tribunal Regional Federal da 1ª região (TRF-1), proferida nesta sexta-feira (12), o órgão considerou que sendo o primeiro a receber a vacina contra a covid-19, o prefeito sabia que não integrava os grupos prioritários de imunização contra a covid-19 definidos pelo Ministério da Saúde. 

 

Na decisão é posto que há indícios do gestor ter agido intencionalmente “ignorado o fato de a municipalidade ter recebido poucas doses de imunização, as quais atenderiam apenas 50 pessoas de um total de 14mil habitantes do Município de Candiba. Tais condutas encontram-se demonstradas pelas provas apresentadas pela parte autora (MPF e MP/BA), o que descortina os fortes indícios de improbidade administrativa que atentam contra os princípios da administração pública”, diz a decisão. 

 

À época Reginaldo Prado se justificou dizendo que tomou o imunizante  “não preocupado com meu bem-estar, preocupado em encorajar, e incentivar as pessoas que pudessem tomar a vacina". 


 
E completou dizendo que tomou a dose por ter sido encorajado pelos profissionais de saúde do posto.  "Ao chegar lá [no posto onde a campanha foi iniciada], aquele pessoal mesmo do combate à saúde, estava preocupado em tomar a vacina. Eu respondi: 'não tem nada demais, gente, pode tomar a vacina despreocupados. (...) Nós estamos assegurando a nossa vida e a vida das pessoas que estão próximas a nós", afirmou, em vídeo publicado no Instagram da prefeitura. (lembre aqui). 

 

A esta altura, o MP-BA e o MPF, informaram que pleiteiam que o gestor seja impedido de receber a segunda dose do imunizante até que chegue o momento em que ele integre o grupo de vacinação. 

 

Além disso, os órgãos requerem, dentre outras coisas, que a imagem do prefeito seja desvinculada de todos os atos da campanha de vacinação até sua finalização, indicando outro servidor municipal para representar a prefeitura e que ele se retrate publicamente “reconhecendo a ilegalidade de seu ato e destacando a importância de a população respeitar a ordem oficialmente estabelecida”.

 

Os órgãos também pedem que sejam confirmados definitivamente os “pedidos de urgência e a condenação ao pagamento de R$50mil, a título de indenização pelos danos morais causados à coletividade”.

Bahia Notícias

MP-BA acusa secretário de saúde de Igaporã de ter furado fila de vacinação da Covid-19


MP-BA acusa secretário de saúde de Igaporã de ter furado  fila de vacinação da Covid-19
Foto: Reprodução / Fernando Vivas - GOVBA

O secretário municipal de Saúde de Igaporã, na região do Velho Chico, foi acusado de improbidade administrativa em ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público estadual (MP-BA), nesta quinta-feira (12).  De acordo com o órgão, Márcio Fagundes Fernandes  furou a fila da vacinação contra Covid-19 ao ser vacinado mesmo sem fazer parte dos grupos prioritários. 

 

O pedido do  promotor Jailson Trindade Neves é de que a  Justiça impeça o secretário de receber a segunda dose da vacina e determine, como multa, a indisponibilidade dos bens dele até o valor de R$ 50 mil, além da retratação pública do secretário.  


De acordo com a ação, e conforme divulgado pelo MP-BA,  o secretário justificou ter tomado a vacina por estar  frequentando ambientes de risco para realizar a organização administrativa da Secretaria e estaria atendendo diversos cidadãos que procuravam o serviço do órgão. 

 

Ainda de acordo com o MP, o secretário teria permitido a vacinação de pessoas, em detrimento de grupos prioritários, como idosos. “Como as vacinas chegam gradativamente, em pequenas quantidades, sobretudo por se tratar de Município de pequeno porte no interior do estado, é imperioso que o Município desenvolva o seu Plano de Vacinação local, com parâmetros claros e objetivos, a fim de alocar adequadamente os recursos escassos dentro dos grupos prioritários. A lista dos vacinados até o momento revela que não foi isso que aconteceu”, afirmou o promotor.

 

A reportagem do Bahia Notícias tentou contato com o secretário Márcio Fernandes, mas até o fechamento desta matéria, não obteve êxito. 

Bahia Notícias

Prioridade é “atingir Lula na cabeça”, disse procuradora em mensagem hackeada da Lava Jato


Defesa de Lula apresentou ao STF um novo pacote de mensagens

Rayssa Motta e Fausto Macedo
Estadão

Desde que recebeu autorização para acessar mensagens hackeadas da força-tarefa Lava Jato, apreendidas na investigação que prendeu o grupo responsável pelo ataque cibernético, a defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vem apresentando ao Supremo Tribunal Federal (STF) laudos feitos por um profissional independente contratado para periciar o material.

A análise tem sido feita em etapas em razão do volume de conversas interceptadas. A cada relatório, novos trechos vêm à tona e movimentam a opinião pública. No documento mais recente, enviado ao Supremo nesta sexta-feira, dia12, as mensagens mostram procuradores discutindo a necessidade de ‘atingir Lula na cabeça’ para ‘vencermos as batalhas já abertas’.

PRIORIDADE – “Depois de ontem, precisamos atingir Lula na cabeça (prioridade número 1), para nós da PGR, acho que o segundo alvo mais relevante seria Renan [Calheiros, ex-presidente do Senado]”, diz mensagem atribuída à procuradora Carolina Rezende, que integrava a equipe do então chefe do Ministério Pública Federal, Rodrigo Janot.

“Vamos torcer pra esta semana as coisas se acalmarem e conseguirmos mais elementos contra o infeliz do Lula”, acrescenta.A troca de mensagens, em um grupo no aplicativo Telegram, ocorreu em 5 de março de 2016, um dia depois de Lula ter sido conduzido coercitivamente, por ordem do então juiz Sérgio Moro, para ser interrogado pela Polícia Federal nos autos da Operação Alethea, 24ª fase da Lava Jato.

NOTA  – No mesmo dia, segundo diálogos da petição, a força-tarefa combina a divulgação de uma nota a favor de Moro, criticado por determinar a condução do petista, para ‘não deixar um amigo apanhar sozinho’, nas palavras de um dos procuradores.

Na mesma conversa, a procuradora Carolina Rezende desaconselha ofensiva contra o Supremo Tribunal Federal naquele momento. “Não temos como brigar com todos ao mesmo tempo. Se tentarmos atingir ministros do STF, por exemplo, eles se juntarão contra a LJ [Lava Jato], não tenho dúvidas. Tá de bom tamanho, na minha visão, atingirmos nesse momento o ministro mais novo do STJ [Marcelo Navarro Ribeiro Dantas]. Acho que abrirmos mais uma frente contra o Judiciário pode ser over“, diz.

Em outra sequência de mensagens, trocadas em setembro de 2016, o então coordenador da Lava Jato em Curitiba, Deltan Dallagnol, avisa aos colegas que havia se reunido com Moro e que o ex-juiz estava ‘irredutível’ sobre o prazo para apresentação da denúncia contra Lula por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do Sítio de Atibaia. “Tem que ser feito”, avisa aos procuradores.

Recriando ou não o auxílio emergencial, Bolsonaro ‘vai tomar pau’, diz Mourão


“A gente não pode ser escravo do mercado”, afirma o vice

Guilherme Mazui
G1

O vice-presidente Hamilton Mourão afirmou nesta sexta-feira, dia 12, que o governo não pode “ser escravo do mercado” ao considerar uma possível repercussão negativa entre investidores do impacto nas contas públicas gerado pelo pagamento de uma nova rodada do auxílio emergencial.

O presidente Jair Bolsonaro, cobrado pelos novos comandas da Câmara e do Senado, afirmou que o retorno do benefício, pago em 2020, está “quase certo”. A ideia é retomar em março os pagamentos do socorro destinado a trabalhadores que perderam renda com a pandemia.

NOVA RODADA – Segundo o blog da jornalista Ana Flor, o governo federal estuda uma nova rodada do auxílio emergencial com quatro parcelas de R$ 250. O novo auxílio deve ser pago à metade do número de beneficiados das rodadas anteriores.

Mourão fez o comentário ao ser questionado se o aumento do déficit nas contas públicas para financiar o benefício seria bem recebido pelo mercado financeiro.

“Minha gente, a gente não pode ser escravo do mercado”, respondeu o vice. “Nós temos aí uns 40 milhões de brasileiros que estão em uma situação difícil, a gente ainda continua com a pandemia, a gente acredita que mais uns três, quatro meses a gente tenha uma produção de vacina capaz de começar um processo de imunização consistente”, afirmou.

“OBRIGADO” – Ele disse ainda que Bolsonaro é “obrigado a decidir” alguma forma para auxiliar essa parcela da população e que, qualquer que seja a decisão, o presidente “vai tomar pau”. “É uma situação difícil e julgo que ele vai buscar a melhor solução”, afirmou.

Mourão afirmou que Bolsonaro, equipe econômica e parlamentares buscam uma saída para financiar a nova rodada do auxílio. A previsão do governo é que o déficit das contas públicas atinja R$ 247 bilhões em 2021, conta que não considera uma nova despesa com o auxílio emergencial.

CRÉDITO EXTRAORDINÁRIO – “Em linhas gerais, ou você faz um crédito extraordinário, aí seria o tal do orçamento de guerra, ou corta dentro do nosso orçamento para atender às necessidade. Não tem outra linha de ação fora”, disse o vice-presidente, durante entrevista no Palácio do Planalto.

Na quinta-feira (11), balanço feito por consórcio de veículos de imprensa, informou que 4.584.338 pessoas já receberam a primeira dose de vacina contra a Covid-19 no Brasil (2,16% da população). A segunda dose foi aplicada em outras 108.735 pessoas (0,05% da população).

'Precisamos atingir Lula na cabeça', diz procuradora da Lava Jato em mensagens


por Mônica Bergamo | Folhapress

'Precisamos atingir Lula na cabeça', diz procuradora da Lava Jato em mensagens
Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil

A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) protocolou no STF (Supremo Tribunal Federal), nesta sexta-feira (12), uma petição com um novo pacote de mensagens que mostram procuradores discutindo a necessidade de "atingir Lula na cabeça" para "vencermos as batalhas já abertas" pela Operação Lava Jato.

 

A troca de mensagens ocorreu no dia 5 de março de 2016, um dia depois de Lula ser conduzido coercitivamente para depor na Polícia Federal.

 

Nos diálogos, obtidos pela Operação Spoofing de um hacker que invadiu celulares de autoridades, os procuradores falam ainda que, se tentassem "atingir ministros do STF" naquele momento, poderiam comprar brigas "com todos ao mesmo tempo".

 

O melhor seria, segundo mensagem da procuradora Carolina Rezende, "atingirmos nesse momento o ministro mais novo do STJ [Superior Tribunal de Justiça]". Carol, como está identificada, integrava a equipe do então procurador-geral da República Rodrigo Janot.

 

Em dezembro do ano anterior, o ministro Marcelo Navarro Ribeiro Dantas, do STJ, ficou sob fogo cruzado da Lava Jato depois que Bernardo Cerveró, filho do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, afirmou à PGR (Procuradoria-Geral da República) ter "ouvido" do então senador Delcídio Amaral que havia uma "movimentação política" para que seu pai obtivesse um habeas corpus por intermediação de um ministro de sobrenome "Navarro".

 

Navarro tinha sido nomeado meses antes para o STJ e era então o relator da Lava Jato na corte. Ele acabou sendo afastado do caso, sob pretexto de que havia sido voto vencido em decisões sobre a Lava Jato. O ministro Felix Fischer assumiu a relatoria e votou invariavelmente a favor de todas as decisões dos procuradores da Lava Jato e do juiz Sergio Moro.

 

O senador Renan Calheiros (PMDB-AL) também aparece como alvo preferencial dos investigadores. Na fala, transcrita pela defesa de Lula e incluída na petição ao STF, a procuradora Carol afirma: "Pessoal, fiquei pensando que precisamos definir melhor o escopo pra nós dos acordos que estão em negociação. Depois de ontem, precisamos atingir Lula na cabeça (prioridade número 1), pra nós da PGR, acho q o segundo alvo mais relevante seria Renan. Sei que vcs pediram a ODE [empreiteira Odebrecht] que o primeiro anexo fosse sobre embaraço das investigações. Achei excelente a ideia mas agora tenho minhas dúvidas se o tema é prioritário e se é oportuno nesse momento. Não temos como brigar com todos ao mesmo tempo. Se tentarmos atingir ministros do STF, por exemplo, eles se juntarao contra a LJ, não tenho dúvidas. Tá de bom tamanho, na minha visão, atingirmos nesse momento o min mais novo do STJ. acho que abrirmos mais uma frente contra o Judiciário pode ser over. Por outro lado, aqueles outros (lula e Renan) temas pra nós hj são essenciais p vencermos as batalhas já abertas"

 

As grafias foram mantidas como na mensagem original.

 

No mesmo dia, segundo diálogos da petição enviada ao STF por Lula, os procuradores da força-tarefa combinam a divulgação de uma nota a favor do ex-juiz, questionado por determinar a condução coercitiva do petista. Um dos procuradores afirma que ela era necessária para "não deixarmos um amigo apanhar sozinho". A procuradora Carol completa: "Coitado de Moro.. Não ta sendo fácil. Vamos torcer pra esta semana as coisas se acalmarem e conseguirmos mais elementos contra o infeliz do Lula".

 

A defesa do ex-presidente afirma ainda, baseada nos diálogos, que a Lava Jato "atuava não apenas com o objetivo de devassar e produzir qualquer coisa"contra Lula, como ainda escondia "provas de sua inocência". Em uma das mensagens, procuradores da Lava Jato revelam que Paulo Dalmazzo, ex-diretor da Andrade Gutierrez, afirmara que Lula tinha feito uma palestra para a empresa e que saiu dela "ovacionado". "Não botei o termo", diz um dos procuradores que investigava palestras dada a empresas pelo ex-presidente.

Bahia Notícias

Advogada de Flávio Bolsonaro pede expulsão de presidente da OAB ao Tribunal de Ética


Santa Cruz chamou Luciana de “advogada de porta de cadeia”

Bela Megale
O Globo

A advogada do senador Flávio Bolsonaro, Luciana Pires, fez nesta quinta-feira, dia 11, uma representação contra o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz, no Tribunal de Ética e Disciplina da entidade.

Ela pede a “exclusão” de Santa Cruz dos quadros da OAB. Esta é a terceira ação da criminalista contra o titular da Ordem. A representação foi assinada por Fernando Orotavo, que representa Luciana no caso.

“DESQUALIFICADA” – Todas ações foram motivadas pela seguinte afirmação feita por Santa Cruz: “Não há qualquer chance de essa advogada de porta de cadeia entrar em uma lista da OAB. Gente desqualificada não entra na lista”.

A frase dita à colunista do jornal “Extra” Berenice Seara se referia à indicação que a Ordem fará para uma vaga no Tribunal de Justiça do Rio. Luciana Pires já afirmou à coluna que não tem interesse em entrar na disputa.

Na representação ao Tribunal de Ética, a advogada pede ainda que Santa Cruz pague uma multa pela ofensa. Luciana Pires já ajuizou uma ação civil por danos morais contra Santa Cruz em que pede o pagamento de R$ 100 mil em indenização.

INVESTIGAÇÃO – Ela também entrou com um pedido de investigação contra o presidente da OAB na Delegacia da Mulher do Rio de Janeiro. “Quando o presidente de uma instituição ataca uma colega de forma irresponsável e gratuita, demonstrando um desequilíbrio emocional incompatível com o cargo que exerce, e além disso se comporta como líder mafioso, dizendo abertamente que é ele quem controla quem entra ou não na lista de candidatos do que quer que seja da OAB, ja passou da hora de repensar a permanência desse senhor na liderança da respeitável instituição à qual pertenço”, afirmou.

O colunista Guilherme Amado informou que a Justiça negou o pedido de Luciana Pires, que solicitou medidas protetivas relacionadas a Santa Cruz, com base na Lei Maria da Penha. A juíza entendeu que o caso não poderia ser enquadrado nesta lei, pelo fato de Luciana não ter relação próxima do presidente da OAB

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