sábado, novembro 23, 2019

Em grampo da PF, presidente do TJ-BA trata de indicação de magistrado para ‘esquema criminoso’


Gesivaldo se põe à disposiçãodo deputado: “pode mandar brasa”
Pepita Ortega
Fausto Macedo
Estadão
O presidente afastado do Tribunal de Justiça da Bahia, desembargador Gesivaldo Britto, alvo da Operação Faroeste – investigação sobre suposto esquema de venda de sentenças judiciais em processos de grilagem de terras na região oeste do Estado – caiu no grampo da Polícia Federal tratando com o deputado estadual Rosemberg (PT) da possível indicação de um juiz eleitoral para a região de Camamu, na Costa do Dendê, litoral Sul da Bahia, a 330 quilômetros de Salvador.
Líder do Governo Rui Costa (PT) na Assembleia Legislativa da Bahia, Rosemberg Pinto – presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Casa – não foi alvo da Operação Faroeste, nem é investigado, mas seu interlocutor, o magistrado, é apontado como personagem decisivo de um esquema criminoso que se teria instalado no TJ para ‘legitimação de grilagem de terras’.
DESLIGADO POR 90 DIAS – Por ordem do ministro Og Fernandes, do Superior Tribunal de Justiça, Britto foi desligado da presidência da Corte, e das funções da toga, por 90 dias. Rastreamento bancário indica que, entre 1.º de janeiro de 2013 até agora ele movimentou em suas contas R$ 24,4 milhões, dos quais R$ 2,2 milhões ‘não apresentam origem/destino destacado’.
Além do presidente, outros cinco magistrados foram alijados temporariamente de suas cadeiras – os desembargadores José Olegário Monção Caldas, Maria da Graça Osório Pimentel Leal (em nome dela a investigação aponta 57 contas bancárias), Maria do Socorro Barreto Santiago e os juízes de primeiro grau Marivalda Almeida Moutinho e Sérgio Humberto de Quadros Sampaio.
Ao decretar as medidas cautelares – que incluíram ordens de prisão de alguns investigados, inclusive do assessor especial de Gesivaldo Britto, o secretário judiciário do TJ da Bahia Antônio Roque do Nascimento Neves -, o ministro do STJ dedicou um trecho às relações do presidente da Corte estadual.
DIÁLOGO – À página 10 de seu despacho, Og Fernandes transcreveu diálogo de Britto com o deputado Rosemberg. Nele, o parlamentar diz que ‘conversou com Roque sobre um processo eleitoral que vai acontecer em Camamu e lá sem o juiz, o juiz substituto, é o juiz de Gandu’.
Roque seria Antônio Roque do Nascimento Neves, o braço direito do presidente do tribunal, apontado como ‘o operador e corretor na venda de sentenças judiciais’. Segundo o ministro do STJ, Antônio Roque teria envolvimento com indicações de magistrados para ‘comarcas específicas e sensíveis’, de modo a ‘impulsionar o esquema criminoso’.
ELEIÇÃO – O ministro não faz nenhuma observação, nem restrição à conduta do líder do Governo baiano na Assembleia. No grampo da PF, Rosemberg sugere ao presidente do TJ. “A gente poderia ter aí um juiz nesse período especial pra cobrir essas eleições lá, porque é uma eleição muito questionada.” O desembargador devolveu. “Imagino! Aquela região ali é meio conturbada mesmo.” O petista adiantou. “Aí eu combinei, já expliquei isso pra Roque.”
Rosemberg propôs um encontro pessoal com o magistrado. “Segunda-feira, entre 3 e 4 da tarde eu dou um pulinho aí e a gente dá uma conversada, tá bom?” Gesivaldo Britto aprova. “Ótimo, ótimo! A gente vai ver aqui o que é que precisa fazer, porque depende de fazer um trabalho com o TRE lá, né?”
“CONVERSADA” – Rosemberg diz que ‘tem que fazer com o TRE’ e que ‘também marcou lá prá conversar com o presidente’. Na avaliação de Britto, ‘é o mais difícil, né?’ O deputado concorda, mas demonstra disposição em seguir adiante. ‘É, mas eu vou dar uma conversada com ele também, viu?’
O presidente do TJ se põe à disposição do líder do Governo na Assembleia. “Mas o que depender da gente aqui já viu, né? Pode mandar brasa.” ‘Tranquilo!’, concluiu Rosemberg.
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COM A PALAVRA, O DEPUTADO ROSEMBERG
Por meio de sua Assessoria de Comunicação, o deputado Rosemberg esclareceu, inicialmente, que não é investigado na Operação Faroeste. Rosemberg afirma que ‘apenas solicitou, e não indicou, um juiz para a Comarca de Camamu’. Em nota, o parlamentar destaca que recebeu, nas eleições em 2018, um volume de 101.945 votos, o segundo mais votado em todo o Estado, e com expressiva votação em Camamu.
O QUE DIZ O MINISTRO OG FERNANDES SOBRE OS JUÍZES AFASTADOS DAS FUNÇÕES
“O afastamento (dos desembargadores e dos juízes da Bahia) se impõe como forma de garantia da ordem pública. O caso, como já fundamentado, apresenta alta gravidade, com indícios veementes de desvios na atuação funcional de desembargadores e juízes de Direito investigados.”
“Até mesmo durante o desenrolar das investigações, os possíveis ilícitos, ‘vendas’ de decisões judiciais, continuaram a acontecer, em urna atuação advinda do ãmago do próprio Poder que deveria julgar e punir tais condutas.”
“Os fatos são extremamente graves e foram perpetrados no exercício de uma das mais nobres atividades de Estado, uma vez que aos ocupantes da magistratura foi confiado o poder de decidir sobre a liberdade, o patrimônio e outros temas altamente sensíveis a todos os cidadãos.”
“São crimes ligados ao exercício funcional, praticados no desempenho do cargo e com abuso dele, crimes esses que trouxeram efeito deletério à reputação, á imagem e à credibilidade do Poder Judiciário da Bahia.”
“A natureza da atividade desenvolvida pelos investigados exige e impõe atuar probo, lídimo, íntegro e transparente. São agentes remunerados para restaurar a ordem, para fazer cumprir as leis e para zelar pelo princípio republicano.”
“É inaceitável que os magistrados investigados, aparentemente descambando para a ilegalidade, valham-se das relevantes funções que o Estado lhes confiou para enriquecer ilicitamente, em prejuízo da justiça que deveriam fazer prevalecer diutumamente, afastando-se do dever de reparar ilegalidades e de restaurar o império da lei.”
“Ao que indicam as provas colhidas até o presente momento, em prol de seus interesses econômicos escusos, os referidos investigados prejudicaram e prosseguem prejudicando o jurisdicionado, o direito de propriedade e do livre exercício da atividade econômica.”
“É mister impedir que essas pessoas prossigam atuando, quando paira sobre elas a fundada suspeita de que o seu atuar não seja o lídimo e imparcial agir que se espera de um membro do Poder Judiciário.”
“Não se pode viabilizar que continuem os investigados em tela ditando o que é justo e o que não é, ou quais sentenças de primeiro grau devem e quais não devem ser reformadas, ou que tomem assento no julgamentos das questões internas do Tribunal de Justiça da Bahia, quando eles próprios são suspeitos de abjeta conduta.”
“Os seus afastamentos, portanto, não visam apenas a resguardar a imagem do Judiciário do Estado da Bahia, mas sim, primordialmente, a dar segurança ao jurisdicionado de que não serão julgados por pretores suspeitos, acusados de venda de sentença e de integrarem organização criminosa.”
COM A PALAVRA, O TRIBUNAL DE JUSTIÇA DA BAHIA
“O Tribunal de Justiça da Bahia foi surpreendido com esta ação da Polícia Federal desencadeada na manhã desta terça-feira (19/11/19). Ainda não tivemos acesso ao conteúdo do processo. O Superior Tribunal de Justiça é o mais recomendável neste atual momento para prestar os devidos esclarecimentos. A investigação está em andamento, mas todas as informações dos integrantes do Tribunal de Justiça da Bahia serão prestadas, posteriormente, com base nos princípios constitucionais.
Pelo princípio do contraditório tem-se a proteção ao direito de defesa, de natureza constitucional, conforme consagrado no artigo 5.º, inciso LV: “aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a ele inerentes.”
Ambos são princípios constitucionais e, também, podem ser encontrados sob a ótica dos direitos humanos e fundamentais. Logo, devem sempre ser observados onde devam ser exercidos e, de forma plena, evitando prejuízos a quem, efetivamente, precisa defender-se.
Quanto à vacância temporária do cargo de presidente, o Regimento Interno deste Tribunal traz a solução aplicada ao caso concreto. O 1.º vice presidente, desembargador Augusto de Lima Bispo, é o substituto natural.”

Gleisi Hoffmann defende discurso radical do PT contra retirada de direitos no governo Bolsonaro


“O governo tem que sentir que tem pressão popular”, diz Hoffmann
Thais Arbex
Estadão
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva abre nesta sexta-feira, dia 22, o 7º Congresso Nacional do PT, em São Paulo. Com a bênção do petista, a deputada Gleisi Hoffmann (PR), 54, deve ser reconduzida à presidência do partido para um mandato de quatro anos.
Em entrevista à Folha, a deputada defendeu um discurso radical contra a retirada de direitos e ao que classificou como “destruição monumental do Estado” sob o governo Jair Bolsonaro. “O governo tem que sentir que tem pressão popular. Não tem que ter medo de povo nas ruas. Um governo democrático não teme manifestação.”
REAÇÃO POPULAR – A petista disse que, nesse cenário, “não podem exigir” que o PT fique pacífico, mas que possíveis manifestações —“pacíficas e democráticas”, ressalta— contra a agenda de Bolsonaro acontecerão independentemente de uma ação do partido. “O povo vai reagir por uma questão de sobrevivência.”
Uma ala do partido tem defendido que o PT precisa rever seu discurso para falar para além de sua bolha. O próprio senador Humberto Costa (PT-PE) fez essa defesa em entrevista à Folha e ao UOL. A senhora é adepta dessa tese?
Concordo com o senador Humberto quando fala que temos que falar para além da bolha. A única forma é falarmos com o povo. E aí não é um discurso de moderação, é um discurso radical contra a retirada de direitos.
O povo está esperando de nós um posicionamento firme. O povo quer trabalho, quer renda, quer condições de vida. Não pode ser um discurso moderado no sentido de negociar os direitos do povo. Tem que ser um discurso ofensivo para falar com o povo que está sofrendo.
E como medir o que é radical para falar sobre direitos e o que é radical para incitar a população a ir para as ruas?
O discurso do ex-presidente Lula no Sindicato dos Metalúrgicos, por exemplo, foi criticado por mencionar os protestos no Chile e convocar a esquerda a voltar às ruas. O Lula sempre foi um líder que conduziu manifestações. Foi um líder sindical, fez as maiores greves no ABC paulista, se tornou referência e é óbvio que estava exortando o povo a lutar pelos seus direitos.
Como você vai fazer frente a essa agenda neoliberal que está no Congresso? [Agenda] que vai retirar direitos, que vai taxar desempregados. Ficando em casa de braço cruzado, fazendo de conta que nada existe? O governo tem que sentir que tem pressão popular. Não tem que ter medo de povo nas ruas. Um governo democrático não teme manifestação. Um governo democrático medeia, conversa, negocia.
O problema é que hoje temos um governo que quer impor uma agenda neoliberal e quer usar, para isso, o autoritarismo. Falam disso o tempo inteiro. Você quer que o povo passe fome, passe dificuldade, não tenha emprego, não tenha dinheiro para pegar ônibus e metrô e fique quieto? As pessoas têm que se manifestar. Isso quer dizer que é manifestação pacífica, que é manifestação na democracia, mas tem que mostrar para os seus governantes e representantes que elas não estão satisfeitas.
A senhora teme que qualquer manifestação mais aguda contra o governo seja usada como pretexto para alguma reação mais forte, com medida de exceção, como um novo AI-5 sugerido pelo deputado Eduardo Bolsonaro?
Para eles implantarem essa agenda neoliberal que estão querendo, só com muito autoritarismo. Em nenhum lugar do mundo uma agenda neoliberal dessas foi implantada na paz. É uma agenda muito pesada. E eles já estão falando que não vão aceitar se o povo se manifestar contra.
A questão do AI-5 que o filho do Bolsonaro falou é gravíssima, é um crime. O povo não vai se manifestar contra a fala do Eduardo Bolsonaro, mas vai se manifestar quando não tiver dinheiro para pagar o transporte coletivo, quando não puder comprar um pacote de feijão, quando não puder colocar leite na mesa dos seus filhos, quando não puder pagar suas contas.
Tem um chamado para isso?
Chamado para que o povo se organize, veja o que está acontecendo e lute pelos seus direitos. Ninguém pode nos acusar de estar sendo incendiários porque esse é o chamado que o PT fez durante seus 40 anos de existência.
Há muitas críticas de que a bandeira “Lula Livre” impediu a oposição de fazer oposição de verdade. Foi a única bandeira do PT durante o período em que o ex-presidente ficou preso.
A bandeira Lula Livre nunca nos impediu de fazer oposição. Nós lutamos contra a [reforma da] Previdência, contra os cortes na educação, lançamos a frente da soberania nacional, fizemos o fórum dos partidos de oposição.
Agora, a oposição precisa de uma voz forte, de uma voz firme. Lula é a única pessoa nesse país, pela liderança que tem, com capacidade de ter essa voz firme e forte que reverbere os interesses do povo. Lula fala com a população.
 
Em um discurso em Salvador, o ex-presidente Lula afirmou que o PT não deve abrir mão de seu protagonismo e que deve lançar candidatos em todas as cidades possíveis na eleição municipal de 2020 para defender o seu legado. O partido está disposto a fazer alianças e abrir mão de cabeças de chapa para fazer frente à direita?
O presidente Lula fez um chamado ao partido. Pelo tamanho do PT, pela importância que tem no cenário, ele não pode desaparecer do processo eleitoral. Tem que lançar candidatos no maior número de municípios possível. Aliás, essa é a estratégia de todos os partidos —do PSOL, do PC do B, do PDT, do PSB —, principalmente em municípios onde tem o segundo turno.
A fala do presidente Lula foi no sentido de exortar o partido. Nós temos um legado para defender, é uma grande oportunidade de nós falarmos com a população, mas em nenhum momento ele disse que era contrário a alianças. É óbvio que em municípios onde tiver uma liderança que esteja mais forte que uma liderança do PT e que a gente possa compor, vamos nos esforçar para isso. Sempre, é claro, conversando sobre o lugar e o papel do PT.
Parte do PT defende que se abra um diálogo com o centro, outra ala prega um discurso mais à esquerda, a senhora incluída…
Não defendo que fique no discurso mais à esquerda, defendo que fique do lado do povo. Como você vai fazer uma agenda de moderação quando os direitos do povo estão sendo destruídos? Nós podemos conversar com o centro, com qualquer partido, mas tem que ter foco. Hoje o centro está à direita e ajudando a implementar uma agenda de retirada de direitos do povo.
Há uma avaliação de que, para uma eventual derrota da direita e de Bolsonaro, o PT deveria abrir mão da cabeça de chapa em 2022. O partido estaria disposto?
Nós temos a maior liderança política popular do país, que se chama Luiz Inácio Lula da Silva, que tem apoio popular e condições de enfrentar esse projeto que está aí e, portanto, a eleição em 2022. Essa é a maior colaboração que o PT pode dar a uma frente de partidos contra esse governo Bolsonaro e esse governo de desmonte.
Se ele tiver os direitos políticos recuperados…
Claro. Se ele não tiver, nós temos outros nomes também, como o do Fernando Haddad, que cumpriu um papel importante nas eleições e é depositário de 47 milhões de votos. Portanto, é uma referência. É claro que queremos conversar com todos os partidos, queremos fazer uma frente para enfrentar esse processo e jamais vamos chegar impondo qualquer coisa, mas vamos chegar com aquilo que nós temos de potencialidade para enfrentar no processo eleitoral.

Congresso testa rotas para a volta da prisão de réu condenado em segunda instância


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Charge do Newton Silva (newtonsilva.com)
Deu em O Globo
Continua intensa a movimentação no Congresso, como deve ser, para que a decisão do Supremo de que sentença só pode começar a ser cumprida depois de esgotados todos os inúmeros recursos não reinstitua o primado da impunidade dos ricos e poderosos — aqueles que conseguem contratar o serviço de advogados competentes em explorar o emaranhado da legislação.
Deputados e senadores trabalham no único caminho possível para que no Brasil se volte a executar a pena a partir da condenação em segunda instância, como na grande maioria dos países: deixando mais clara a regra no enunciado das leis.
CONTRADIÇÕES – Há dubiedades que terminam dando margem a que se faça da Constituição e do Código de Processo Penal leituras contraditórias. A prisão em segunda instância vigorou de 1941 a 1999, quando a jurisprudência foi mudada para o “trânsito em julgado” — o esgotamento total dos recursos —, regra que foi seguida até 2016. Voltou a prisão em segunda instância, suspensa agora. Um vaivém indesejado.
Senado e Câmara trabalham em dois caminhos: o de alterações na Constituição — mais difícil, por exigir quórum qualificado de três quintos (60%) dos votos em cada Casa do Congresso, e em dois turnos — e o do projeto de lei comum, para o qual é necessária apenas maioria simples. Há proposta de emenda (PEC) a fim de alterar o inciso 57 do artigo 5º, dos direitos e deveres individuais e coletivos, para permitir, de forma clara, o início antecipado da execução da sentença.
CLÁUSULA PÉTREA – Juristas não aconselham a alternativa, porque o artigo 5º é cláusula pétrea, só pode ser alterado por Constituinte. Sem abandonar esta tentativa, a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara aprovou na quarta outra PEC, esta para alterar dispositivos (artigos 102º e 105º) não blindados. Visa a revogar os recursos “extraordinários” e “especiais”, impetrados junto ao Supremo e ao Superior Tribunal de Justiça. Com isso, o trânsito em julgado passaria a ocorrer de fato no fim da segunda instância, o que não impede o condenado de continuar a recorrer aos tribunais, pois sua inocência continua presumida.
Faz todo sentido, porque é nas duas primeiras instâncias que se julgam de fato os processos, confrontando-se provas e depoimentos. Nas instâncias seguintes, discutem-se apenas aspectos jurídicos. Tanto que a proporção de revisões de sentenças no STJ e STF é mínima.
DE NOVO NO STF – É praticamente certo que, aprovado pelo Congresso, o cumprimento antecipado da sentença voltará de alguma forma ao Supremo Tribunal Federal. O presidente da Casa, ministro Dias Toffoli, já declarou não ver problema em que o Congresso institua a jurisprudência, desde que não fira cláusula pétrea.
Com cinco ministros da Corte favoráveis à prisão em segunda instância, vencidos pelo voto de minerva do próprio Toffoli, a proposta poderia sair vencedora com o apoio do presidente da Corte. Os políticos precisam levar isto em conta.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – O editorial de O Globo ia bem até o parágrafo final. Não é verdade que Toffoli tenha sinalizado que seria a favor. Ele simplesmente é contra a prisão após segunda instância e não vai mudar nunca, porque a questão é do interesse de Lula, Dirceu e do PT. Aliás, as iniciativas de deputados e senadores a favor de aprovar projeto ou emenda estão esbarrando na oposição de Rodrigo Maia e de Davi Alcolumbre, que presidem as duas casas do Congresso e querem garantir a impunidades dos criminosos de elite. Apenas isso. (C.N.)

'Faroeste': Juiz baiano, Sérgio Humberto de Quadros Sampaio tem prisão decretada

'Faroeste': Juiz baiano, Sérgio Humberto de Quadros Sampaio tem prisão decretada
Foto: Bahia Notícias
Após ser afastado, na última terça-feira (19), o juiz Sérgio Humberto de Quadros Sampaio, da 5ª Vara de Substituições da Comarca de Salvador, teve a prisão preventiva decretada pelo ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Og Fernandes. A informação é da coluna de Fausto Macedo, no Estadão. 

O juiz baiano é um dos alvos da Operação Faroeste, deflagrada pela Polícia Federal (PF) para investigar um esquema de venda de sentenças em processos envolvendo grilagem de terras no Oeste baiano (clique aqui e saiba mais). A operação culminou no afastamento do presidente do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA), Gesivaldo Nascimento Britto, dos desembargadores José Olegário Monção Caldas, Maria da Graça Osório Pimentel Leal e Maria do Socorro Barreto Santiago, além da juíza de primeira instância Marivalda Almeida Moutinho. 

Na “Faroeste”, a PF investiga possíveis crimes de corrupção ativa e passiva, lavagem de ativos, evasão de divisas, organização criminosa e tráfico de influência.

Segundo o jornal, os autos indicam que o juiz Sérgio Humberto Sampaio foi designado pela desembargadora Maria do Socorro para assumir a Comarca de Formosa do Rio Preto, com o objetivo de “fazer cumprir, com velocidade incomum” ações ajuizadas pelo borracheiro José Valter Dias. De acordo com as investigações, mesmo sendo lotado em Salvador ele foi mantido na comarca para “manter a operação”. 

“Interessante notar como o investigado Sérgio Humberto Sampaio, apesar de lotado em Salvador, tem atuado em qualquer parte da Bahia, inclusive, na região sob investigação, sendo que, nos últimos meses, ele esteve em Casa Nova, Salvador, Santo Amaro, Capim Grosso, Formosa do Rio Preso e Santa Rita de Cássia”, avaliam os investigadores.

Ainda segundo o colunista, o Ministério Público aponta que o magistrado “reavivou ações paralisadas há décadas” para forçar um acordo de conciliação entre as partes envolvidas no processo de transferência de terras para José Valter Dias. O mentor do acordo teria sido Adailton Maturino, empresário que se identificava como cônsul de Guiné-Bissau e suposto idealizador do esquema.

A partir dos relatórios de movimentação bancária e o levantamento dos bens de Sampaio, a investigação apontou que o juiz e sua mulher - ela trabalha como recepcionista no TJ-BA e já respondeu a processo disciplinar por não apresentar imposto de renda em 2013 -, têm uma vida luxuosa na capital baiana. Em nome do casal estão um Porsche Cayenne, uma Harley Davidson FXSB e uma Mercedes Benz C180 Turbo. “Além do fato de residirem em luxuosa residência em um dos condomínios soteropolitanos em que o preço dos imóveis tem, como média, o valor de R$ 4,5 milhões e cujo aluguel varia entre R$ 15 mil e R$ 20 mil mensais”, aponta a procuradoria.

Segundo o Ministério Público, o nome de Dias constava nos pedidos de transferência de 360 mil hectares de terra, extensão que equivale a cinco vezes o tamanho de Salvador, e que o tornaria um “dos maiores latifundiários do país”. Contradições e coincidências indicaram a existência do esquema, pois, além de nunca ter trabalhado com agricultura, o borracheiro tinha 5% do capital de empresa controlada pela mulher de Adailton Maturino.

Bahia Notícias

Nota da redação deste Blog - Quando leio uma matéria dessa na internet, procuro entender e não consigo, em quem um prefeito, um procurador, um secretário ou mesmo vereadores se confiam para  praticar improbidades, lesarem os cofres públicos em proveito próprio e de outrem.
Os casos diários são incontáveis, inclusive com representantes locais, porém, parece que o crime cega, tira a razão e a consciência. 

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Esposa de Moro posta foto e fala sobre sensação de estar presa - Um presságio? Faça parte de nosso grupo no Facebook agora mesmo acessando aqui  LULA contra BOZO - Somos PROGRESSISTAS POR UM BRASIL SOBERANO - #Lula2022

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Bom dia.
O SINDIPREV/SE fez uma matéria sobre a atuação presente do vereador ISAC SILVEIRA em defesa dos interesses da nossa base. *_Há pouco tempo, o SINDIPREV/SE recorria a parlamentares eleitos por outras bases de trabalhadores para, também, tentar resolver ou intermediar reuniões e ações em defesa dos servidores do Ministério da Saúde, INSS e Ministério do Trabalho; isto não ocorre mais!_*
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