domingo, agosto 04, 2019

MBL, Doria e Novo querem distância de Bolsonaro. Mas lembre-se: eles estão sujos de lama

Não podemos nos dar ao luxo de ficar apontando dedos para quem rejeitou o projeto fascistoide ainda que tardiamente. Mas também não podemos passar pano.

Sérgio Moro acha que somos todos burros, diz editor do Intercept

Deltan pediu socorro a Dodge, mas ela foi evasiva

BRASÍLIA

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Aliados do procurador pediram que Dodge intermediasse conversas com ministros do STF. Segundo relatos, ela foi evasiva. Respondeu que não parecia necessário, informa a jornalista Daniela Lima

Homem é preso suspeito de abusar de uma criança em Aracaju


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O caso está sendo acompanhado pelo Departamento de Atendimento a Grupos Vulneráveis.

Criminoso, Dallagnol tenta fazer pontes com Dodge e STF, acusa MPF – crise se agrava Integrantes do MPF relatam tentativa de Deltan de fazer pontes com Dodge e STF


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Integrantes do MPF relatam tentativa de Deltan de fazer pontes com Dodge e STF

Sergio Moro cometeu outro crime: omitiu palestra remunerada em prestação de contas enquanto juiz, revelam The Intercept e Folha de SP


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Os ex-presidentes da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) deixaram de lado pela primeira as divergências ideológicas e diferenças políticas e se uniram na última semana em apoio ao atual presidente da entidade, Felipe Santa Cruz. Juntos,

Receita deve entregar lista de servidores que acessaram dados de autoridades A pedido do Ministério Público de Contas, o ministro Bruno Dantas, do Tribunal de Contas da União (TCU), determinou à Receita Federal que entregue uma lista de todos os servidores que acessaram dados fiscais de integrantes e ex-integrantes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário nos úl...


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A pedido do Ministério Público de Contas, o ministro Bruno Dantas, do Tribunal de Contas da União (TCU), determinou à Receita Federal que entregue uma lista de todos os servidores que acessaram dados fiscais de integrantes e ex-integrantes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário nos úl...

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Lula está preso porque desafiou objetivos estratégicos dos EUA – Moro e Dallagnol foram usados para operar na Lava Jato como cirurgiões da política e lesar a pátria Brasil O principal objetivo da Operação Lava Jato não era a luta contra a corrupção, mas sim impedir a eleição do Presidente Lula em 2018, já que este desafiou alguns objetivos estratégicos norte-american…


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O principal objetivo da Operação Lava Jato não era a luta contra a corrupção, mas sim impedir a eleição do Presidente Lula em 2018, já que este desafiou alguns objetivos estratégicos norte-american…

Corremos o risco de termos de volta a ditadura, agora pelo voto, diz ex-ministro da Justiça

Domingo, 04 de Agosto de 2019 - 07:20


por Ricardo Kotscho | Folhapress
Corremos o risco de termos de volta a ditadura, agora pelo voto, diz ex-ministro da Justiça
Foto: STF / Reprodução
Na mesma sala do 26º andar do Edifício Itália, no centro de São Paulo, onde defendeu 512 presos e perseguidos políticos pela ditadura militar, o advogado criminalista José Carlos Dias mostra disposição para começar tudo de novo.

Aos 80 anos, Dias lidera a Comissão Arns Contra a Violência, criada em março, agora integrada por CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), ABI (Associação Brasileira de Imprensa) e OAB (Ordem dos Advogados do Brasil).

As três entidades da sociedade civil recentemente renovaram suas direções nacionais e tiveram importante papel na redemocratização durante a campanha das Diretas-Já, em 1984. O movimento será oficialmente lançado em Brasília, no próximo dia 8, na sede da OAB.

Ex-ministro da Justiça do governo Fernando Henrique Cardoso, em 1999 e 2000, e ex-presidente da Comissão de Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo, nos tempos de dom Paulo Evaristo, o advogado conta o que levou à criação da Comissão Arns.

"Nós nos unimos na luta contra a violência e o ódio", diz, e faz uma advertência: "A democracia hoje corre risco de termos a ditadura de volta pelo voto".

Na última entrevista que concedeu à Folha, pouco antes de morrer, o escritor Antonio Callado disse: "Lutei sempre do lado certo. Perdi todas".

Esse não é o caso de José Carlos Dias, que também lutou sempre do mesmo lado, ganhou muitas batalhas e perdeu outras, mas ainda não desistiu.



PERGUNTA - O que levou a sociedade civil a se mobilizar novamente, com a criação da Comissão Arns Contra a Violência?

JOSÉ CARLOS DIAS - Foi a necessidade de nós reatarmos aquela união que se deu na luta pelas Diretas-Já. Naquela época, nós estávamos todos juntos no mesmo palanque. Depois, nós nos separamos e nos iludimos e hoje estamos vivenciando uma situação terrível. Nós nos unimos de novo na luta contra o ódio e a violência. Nas vésperas do segundo turno, eu disse que só o Bolsonaro era capaz de me fazer votar no PT.



P. - Em que momento você sentiu esse clima de intolerância?

JCD - Eu fui com outros agentes do direito entregar um manifesto de apoio ao Haddad e, ao sair do hotel para pegar um táxi, passou um carro com duas mulheres que começaram a me insultar, me chamaram de "comunista e filho da puta". Não posso imaginar agora como podemos continuar divididos quando nós estamos lutando contra um inimigo comum. Até dentro da mesma família tinha pessoas se digladiando.



P. - Na sua família isso aconteceu também?

JCD - Também. No fim de dezembro, eu e o Paulo Sérgio Pinheiro começamos a conversar sobre a necessidade de nós nos unirmos outra vez. Marcamos uma reunião na casa dele com outras pessoas, entre elas o Bresser Pereira, a Margarida Genevois, Antonio Mariz de Oliveira, Paulo Vannuchi, André Singer e Belisário dos Santos Junior. Resolvemos criar uma comissão com o nome do nosso padroeiro dom Paulo Evaristo, porque ele foi a síntese de toda a oposição séria deste país desde a criação da Comissão de Justiça e Paz, em 1972.



P. - No ato de criação da Comissão Arns, em março, vocês calcularam mal a presença de público, metade das pessoas teve que ficar em pé do lado de fora. Muita gente estava se reencontrando depois de muito tempo...

JCD - É verdade, foi uma beleza. O diretor da Faculdade de Direito da USP abriu para nós o salão nobre, mas acharam que era muito grande e aí se optou pela sala dos estudantes, que tem muita tradição, mas é pequena. Uma comissão foi formada pelos 20 fundadores e outras pessoas de várias entidades foram aderindo com o tempo.

O objetivo da Comissão Arns é zelar pela preservação dos direitos humanos e denunciar as graves violações desses direitos no atual governo.



P. - Diante disso, a democracia e o Estado de Direito correm risco nesse momento?

JCD - Eu acho que a democracia corre risco de termos de novo a ditadura, agora pelo voto. Porque nós temos como presidente uma pessoa absolutamente desequilibrada. Tenho muito receio de um retrocesso nas conquistas democráticas que tivemos nos últimos 30 e tantos anos. A sociedade civil hoje tem pulmões que a fazem respirar, e a Comissão Arns pretende ser um desses pulmões.



P. - Como jurista, que análise faz das revelações feitas pelo site The Intercept Brasil sobre os diálogos mantidos entre o ex-juiz Sergio Moro e os procuradores da Lava Jato?

JCD - É inacreditável imaginar-se que um juiz e um procurador fiquem trocando figurinhas e preparando as jogadas para condenar alguém, para forjar provas. Eu estou absolutamente decepcionado com o Supremo Tribunal Federal. Esse último gesto do Toffoli, envolvendo a pessoa do filho do presidente...

É inimaginável que ele monocraticamente impeça o progresso das investigações e ainda por cima marque para novembro o julgamento pelo plenário. Teria que ser na primeira sessão depois do recesso. Espero que a Procuradoria-Geral da República tome uma posição de contestação a essa decisão do Toffoli.



P. - Até o momento, não se nota nenhuma reação da sociedade civil a todos esses fatos e a Lava Jato continua com forte apoio popular segundo as pesquisas. O que explica esse silêncio?

JCD - A sociedade foi induzida em erro, imaginando que a Lava Jato fosse imparcial, fazendo investigações em todos os campos. Hoje, aberta a barriga, o que se vê é a manipulação entre Ministério Público e magistratura. O Moro enganou muita gente. Deu a impressão de que era um juiz independente e, agora, feita essa laparotomia exploratória, o que se vê é que os intestinos estão misturados de tal forma que não existe a preservação da independência. É um grande desaponto.



P. - Que avaliação o senhor faz dos primeiros seis meses do governo Bolsonaro?

JCD - Eu tenho um sentimento de medo, indignação e tristeza.



P. - Quais serão os próximos passos da Comissão Arns?

JCD - Nós temos o dever agora de debater o problema da violência no plano nacional, com os olhos voltados para as graves violações de direitos humanos em todos os campos -o meio ambiente, a liberdade de expressão, educação, saúde, enfim, é uma variedade de temas que temos de pautar.



P. - Quem vai comandar a Comissão Arns?

JCD - Por proposta minha, nós escolhemos o Paulo Sérgio Pinheiro, mas ele está no exterior porque ainda tem a missão da ONU na Síria coordenada por ele, não podia aceitar. Sugeri que fosse outra pessoa, apresentei vários nomes, mas está todo mundo querendo que eu seja. Acho que vai sobrar pra mim. Vou começar tudo de novo...



P. - Como o senhor vê o papel dos militares no governo, com tantos generais em postos de comando no Palácio do Planalto?

JCD - Eu acho que nunca teve tantos... Mas eu tenho a impressão de que eles estão muito mais civilizados do que o presidente. O papel deles é conter a fúria do presidente.

Bahia Notícias

Em vídeo, Agnaldo Timóteo canta, agradece Rui e informa estado: 'Recuperando as forças



por Ian Meneses
Em vídeo, Agnaldo Timóteo canta, agradece Rui e informa estado: 'Recuperando as forças'
Foto: Reprodução/Instagram
O cantor Agnaldo Timóteo divulgou, neste sábado (3), um vídeo em seu perfil no Instagram para agradecer o apoio recebido enquanto esteve internado.  No dia 21 de maio o artista, que estava realizando shows na Bahia, foi levado às pressas para o hospital após sofrer um princípio de acidente vascular cerebral (AVC) (relembre aqui). 

Na gravação, o cantor, que apareceu de cabelos pintados, destacou a responsabilidade de Rui Costa e João Leão pelo serviço prestado quando sofreu o problema de saúde. Em seguida ele também mencionou pessoas ligadas a televisão e informou o seu atual estado. Ao introduzir o vídeo, Timóteo cantou um trecho de “Ninguém é de ninguém”, música que também faz parte do seu repertório.

“Alô minha gente querida de todo Brasil. Em primeiro lugar façamos uma prece e agradecemos a Rui Costa e João Leão, governador e vice-governador da Bahia pela audácia de salvarem a vida de um ser humano. Não tem nada a ver com a Agnaldo, é o ser humano. E depois sim, a Sonia Abrão e sua equipe, ao Datena e sua coragem, ao Jassa e sua turma, a Silvinha, a Luciana do Superpop, o Faustão, o Ratinho, a Sílvia da Band, enfim, todos que falaram de Agnaldo Timóteo, muito obrigado! Estou quase pronto, recuperando as forças da minha perna para voltar a trabalhar. Mas não deixei minha vida complicada não. Naquele momento deixei uma porção de shows para resolver", disse ele. 

O cantor, que passou por agravamentos e melhoras do quadro durante sua internação, recebeu alta no dia 19 de julho. Timóteo chegou a ser transferido da Bahia para São Paulo, onde ficou sob os cuidados médicos do Hospital das Clínicas/USP. Agora, o veterano faz fisioterapia para recuperar todos os movimentos na casa de irmãos, no bairro de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro. 

Confira:
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