segunda-feira, maio 24, 2010

Perdas causadas por planos econômicos avançam na Justiça

Priscila Forone/ Gazeta do Povo

Priscila Forone/ Gazeta do Povo / Elias Ed Miskalo, advogado que  atende a Associação Nacional dos Devedores de Instituições Financeiras  (Andif) Elias Ed Miskalo, advogado que atende a Associação Nacional dos Devedores de Instituições Financeiras (Andif)

Ações que pedem ressarcimento recebem pareceres contrastantes de diferentes instâncias jurídicas; STF pode organizar audiência pública sobre o assunto

| André Lückman

Duas movimentações recentes do Judiciário chacoalharam o futuro das quase 700 mil ações que pedem o ressarcimento de rendimentos da poupança perdidos em planos econômicos do passado. Uma delas beneficia o poupador. A outra, os bancos.

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) ameaça derrubar 99% das ações civis públicas contra as perdas. Por outro lado, a Procuradoria-Geral da República (PGR) se posiciona em defesa dos consumidores. O órgão emitiu um parecer contrário a uma tentativa da Confederação Nacional do Sistema Financeiro (Consif) de cassar no Supremo Tribunal Federal (STF) os processos que pedem ressarcimento dos poupadores.

De 700 mil ações, STF só julgou 300

Das cerca de 700 mil ações que circulam nos tribunais, apenas 300 foram julgadas pelo STF – a última instância, que profere a decisão final. Segundo uma pesquisa feita pelo Idec, o placar geral do STF é de 187 decisões em favor do poupador e 134 em favor dos bancos (a conta ultrapassa 300 porque algumas decisões trataram de depósitos em mais de um plano econômico). As ações que favoreceram os ban­­cos, no entanto, são todas concentradas nas medidas dos planos Collor, enquanto os planos Bresser e Verão têm conquistado vitórias ao consumidor.

Um exemplo de controvérsia: no plano Collor, uma medida provisória com vigência retroativa definiu que as contas de poupança deveriam ser corrigidas de acordo com o BTN Fiscal, índice apurado no com base no mês anterior. Como a inflação da época tinha variações bruscas, a mudança teria causado perdas aos poupadores.

São questionados os cálculos das poupanças com aniversário entre 1 a 15 de junho de 1987 (Bres­­ser), 1 a 15 de janeiro de 1989 (Verão), e 1 a 15 de abril de 1990 (Collor 1). (AL)

Esses posicionamentos, de diferentes instâncias jurídicas, aumentaram a expectativa das entidades de defesa do consumidor de levar a briga para o STF. O parecer da PGR, com isso, ganha ainda mais relevância: ele aumenta a chance de uma audiência pública para formar opiniões no tribunal. Essa medida foi solicitada pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em dezembro e, se realmente aceita, o STF ouviria, pela primeira vez, especialistas para decidir uma causa com implicações financeiras.

Comoção

Para os ministros do Supremo, a audiência pública é um artifício que deve ser usado apenas em causas de grande comoção popular, tanto que, até hoje, o tribunal realizou apenas cinco consultas desse tipo. A primeira foi em abril de 2007, quando foi debatido o uso de células-tronco em pesquisas científicas. Em 2008 foram realizadas duas sessões: uma para tratar do aborto em fetos anencéfalos; e outra sobre a importação de pneus usados. Neste ano, já houve audiências sobre os direitos do Sistema Único de Saúde (SUS) e sobre cotas raciais em universidades.

Contrastantes

A gerente jurídica do Instituto
Brasileiro de Defesa do Consumi­dor (Idec), Maria Elisa Novais, diz que o parecer emitido pela PGR é “excelente”. Porém, ele contrasta com a decisão do STJ, re­­duz o período de prescrição para os questionamentos – de 20 para 5 anos.

Os processos individuais não são afetadas pela decisão do STJ, que considera apenas as ações civis públicas. “A Febraban (Fe­­deração Brasileira de Bancos) co­­memora, mas essa decisão des­­cons­­trói o próprio argumento eco­­nômico no qual ela se apoia”, avalia Maria Elisa.

O advogado Elias Ed Miskalo, do escritório curitibano que aten­­de a Associação Nacional dos De­­vedores de Instituições Financei­ras (Andif), tem cerca de cem ações individuais elaboradas contra perdas de planos econômicos. Ele diz que, além de podar o prazo de ajuizamento, o STJ também decidiu suspender a tramitação de todos os processos individuais, com o objetivo de criar uma jurisprudência co­­mum no assunto. “O consumidor continua sendo prejudicado, porque, nesse as­­sun­­to, está com a porta do STJ fe­­chada – e ela só se abre para discussões coletivas.”

Fonte: Gazeta do Povo

É cedo para comemorações

Carlos Chagas

Com o retorno de Dilma Rousseff ao país, importante será verificar de que forma sua nova ascensão nas pesquisas irá refletir-se no comportamento do PT, do presidente Lula e da própria candidata. Dois meses atrás, quando Dilma começou a crescer, ingressando nos dois dígitos das preferências populares, vastas doses de empáfia e de soberba foram sorvidas no perigoso cálice da imaginação. O PT ficou embriagado e passou a contestar as alianças com o PMDB, exigindo deixar a condição subalterna em muitos estados, como Maranhão e Minas. O partido não precisaria mais do respaldo amplo e irrestrito de seu maior parceiro.

Nem o presidente Lula escapou, quando maliciosamente sugeriu que o PMDB apresentasse uma lista tríplice de candidatos à vice-presidência, em vez da imposição do nome de Michel Temer, com o qual tem diferenças. Dilma manteve-se em silêncio, mas obviamente atrelada às opiniões de seu mestre.

O tempo passou e os índices de José Serra voltaram a afogar a pretensão dos companheiros e a própria má vontade do Lula diante do presidente da Câmara, que não passou recibo mas manteve o PMDB inflexível na indicação única, afinal tornada indiscutível e acatada. Mas as crises estaduais permaneceram, levando o presidente a determinar à direção nacional do PT que interviesse no Maranhão. Em Minas tudo indicava acontecer a mesma coisa, se os petistas locais insistissem em contestar o casamento com Hélio Costa, do PMDB.

O problema é que os ponteiros dos institutos de pesquisa deram outra volta e, de novo favorecem a candidata, agora até superando José Serra ou mostrando empate técnico entre eles. Sofrerão o PT, o Lula e Dilma novo surto de presunção eleitoral? A febre da arrogância irá atingi-los outra vez? É cedo para comemorações.

Com todo o respeito, mas…

Seria bom botar os pés no chão, a ser verdadeira a informação da “Folha de S. Paulo” de ontem, sobre o presidente Lula estar trabalhando para tornar-se secretário-geral das Nações Unidas ou presidente do Banco Mundial, assim que deixar o poder. Com todo o respeito, vale lembrar que o sapo despencou e quebrou a cara ao participar da festa no céu, para onde voou na viola do urubu, sem passagem de volta.

O Lula afirma-se como um dos maiores presidentes na História da República. Mudou a face do país, tornando-se desnecessário referir, aqui, as realizações, planos e projetos que deram certo. O problema está na diferença de funções, nenhuma delas superior às outras. A presidência do Brasil não constitui trampolim para nada. Completa-se nela mesma. A secretaria-geral da ONU e a presidência do Banco Mundial exigem de seus titulares atribuições nem maiores nem melhores do que o palácio do Planalto, apenas diferentes. É mais ou menos como se pegássemos o maior craque de nosso selecionado de futebol, o Cacá, por exemplo, e o escalássemos no selecionado de basquete.

Dispõe o Lula de excepcionais condições para combater a miséria e a pobreza e impulsionar o desenvolvimento, entre nós, mas como enfrentará a primeira crise entre Tonga-Bonga e Songa-Monga, lá no Oceano Índico, só para não citar confrontos e conflitos muito superiores?

O fato de o nosso presidente ser monoglota não constituiria maior impedimento, para isso existem os intérpretes. Mas ajuda bastante olhar no olho de interlocutores variados e perscrutar as armadilhas escondidas em seus comentários, quando compreendidos sem o auxílio de tradutores.

Em suma, essa história de despachar o Lula para Washington ou Nova York só pode ser criação de um inimigo ou devaneio de um desmiolado auxiliar…
Fonte: Tribuna da Imprensa

Eleitor corre risco de ser multado se fizer propaganda antes de julho

Patrícia França, do A TARDE

Num cenário em que o presidente Lula está em campanha eleitoral desde o ano passado divulgando a pré-candidatura à Presidência da República da ex-ministra da Casa Civil Dilma Rousseff (PT), multar o eleitor que manifesta a sua simpatia por um candidato parece excessivamente rigoroso. Mas é exatamente essa punição que a legislação sobre propaganda eleitoral prevê para o eleitor que fizer, por exemplo, uso de adesivos ou faixas antes do dia 6 de julho. A multa varia de R$ 5 mil a R$ 25 mil.

Na Bahia, a Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) já ingressou com seis representações na Justiça Eleitoral contra pessoas que afixaram em seus veículos adesivos com o nome de pré-candidatos. Os casos ainda não foram julgados, mas em um deles – que trazia o adesivo com a mensagem: “Paulo Souto. Nesse eu confio” –, a Justiça deu liminar determinando a retirada da propaganda ilegal.

Para o procurador regional eleitoral, Sidney Madruga, não há dúvida de que se trata de propaganda irregular. “Ele (o eleitor) está funcionando como cabo eleitoral do candidato e fazendo propaganda eleitoral fora da hora”, assinala Madruga, informando que a lei pune tanto o responsável pela propaganda antecipada como o beneficiário, no caso o candidato.

Faixas pró-Geddel - Mas não é só por conta de adesivos que o eleitor pode ter prejuízo no bolso nesta eleição. A simples colocação de faixas e cartazes na fachada de residências ou em carros, além de camisetas e bonés alusivos aos pré-candidatos e, também, a propaganda na internet estão proibidos.

Na última segunda-feira, por exemplo, a PRE protocolou no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) mais uma representação, por propaganda eleitoral antecipada, contra o ex-ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima – candidato do PMDB ao governo da Bahia. Motivo: veiculação de faixas durante a inauguração da Praça Guaratuba, em Stella Maris.

Leia mais sobre a propaganda eleitoral ilegal na edição impressa de A TARDE desta segunda-feira

domingo, maio 23, 2010

Falecimento de MARLY SOARES

"Recebi consternado. surpreso e com grande pesar o falecimento, neste sábado (22), da Professora Marly Soares,

Minhas condolências a família pela perda insubstituível


SAUDADES, MARLY SOARES
Jovino Fernandes
É com pesar, que comunicamos o falecimento da Professora Marly Soares, residente no Bairro São José/Jeremoabo/BA, ( filha do Sr. Sarturnino e D. Lourdinha). A mesma faleceu na madrugada deste sábado (22) no hospital na cidade de Salvador.

Amigos e familiares aguardam o corpo que deve chegar por volta das 21:30 (22), devendo ser sepultada neste domingo (23) às 8:30 no Cemitério São João Batista/Jeremoabo/BA.

Em nome da equipe do PORTAL JV, queremos nos solidarizar com a família enlutada.

Se o Datafolha diz que Dilma e Serra estão empatados, é porque Dilma está na frente

O comportamento do jornal Folha de S. Paulo e seu instituto de pesquisa Datafolha, de descarado antilulismo e antipetismo, me autorizam a pensar: se a pesquisa deles afirma que Dilma e Serra estão empatados, é porque Dilma está disparada na frente. É uma questão de credibilidade perdida. Tanto assim que a modalidade espontânea da pesquisa revela que, realmente, Dilma dispara na frente e Serra entra em queda, inclusive com aumento de rejeição.

A pesquisa do Instituto Datafolha para a corrida presidencial, publicada hoje, sábado (22), confirma a tendência já apontada pelas pesquisas Sensus e Vox Populi. A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, atingiu sua melhor marca até então na série de pesquisas do Datafolha e está empatada com José Serra (PSDB). Ambos estariam com 37%. Ou seja, Dilma teve alta de sete pontos e Serra teve queda de cinco pontos percentuais.

De acordo com o levantamento da Datafolha, em uma projeção de segundo turno entre a petista Dilma Rousseff e o tucano José Serra, os dois estão tecnicamente empatados: a petista teria 46% contra 45% do tucano. Em abril, Serra aparecia dez pontos à frente da petista nesse quesito, com 50% a 40%. A candidata do PT conseguiu, de abril para cá, diminuir sua rejeição de 24% para 20%, enquanto Serra subiu de 24% para 27%.

Na pesquisa espontânea, em que não são apresentados aos entrevistados as opções da candidatos, Dilma Rousseff assume a liderança isolada, com 19%. Ela tinha 8% em dezembro e 13% em abril. José Serra pontuou 14%, também em ascendência, mas em ritmo mais lento.

Este levantamento é o mais considerado pela coordenação das campanhas, por ser considerado o de votos consolidados. Ainda na pesquisa espontânea, há também 5% que dizem ter intenção de votar em Lula , que não pode ser candidato. Outros 3% declarar querer votar no "candidato do Lula". E 1% responde "no PT" ou no "candidato do PT".

Em tese, portanto, o potencial de voto espontâneo em Dilma pode ser de 28% - os seus 19% e mais outros 9% dos que desejam votar em Lula, em quem ele indicar ou em um nome apresentado pelo PT.

Na pesquisa de hoje (22), o presidente Lula retornou ao índice recorde de aprovação de seu governo: 76%, um índice desde que assumiu, em janeiro de 2003. Ele já registrara essa taxa em março deste ano, mas recuou para 73%, em abril. A curva tem se mantido acima de 70% desde dezembro, quando o país soube que a economia já estava em franca recuperação após a crise financeira internacional. Além dos 76% que avaliam o governo Lula como “bom” ou “ótimo”, outros 19% o apontam como “regular”.

O Datafolha que ficou muito mal para a opinião pública, desde que passou a ter seus resultados questionados por outros institutos de pesquisa, tenta agora recuperar sua credibilidade perdida, divulgando que Dilma e Serra estão empatados. Não estão não. Dilma está na frente, em crescimento. Vai ser presidente.

# posted by Oldack Miranda/Bahia de Fato

Fotos do dia

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Lula quer assumir a ONU ou o Banco Mundial

Folha de S.Paulo

BRASÍLIA --O presidente Luiz Inácio Lula da Silva iniciou articulações com outros líderes mundiais para definir seu futuro após deixar o cargo. Gostaria de virar secretário-geral de uma renovada Organização das Nações Unidas ou de presidir o Banco Mundial.

A reportagem apurou que Lula já tratou dos dois temas com outros presidentes e primeiros-ministros. O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, também fala com diplomatas estrangeiros.

A avaliação de Lula, Amorim e alguns líderes mundiais é que o brasileiro conquistou cacife político que o credencia a assumir um posto internacional de relevo.

Não interessaria a Lula virar secretário-geral da ONU no atual formato, muito dependente dos EUA e dos outros vencedores da Segunda Guerra Mundial --Reino Unido, França, Rússia e China.

Mas, se for aprovada uma reforma da ONU, a começar pelo Conselho de Segurança, Lula trabalhará para disputar a secretaria-geral. O Brasil, hoje membro rotativo do Conselho, quer ser titular de uma cadeira permanente.

Apoios
Na Europa, três líderes endossam a postulação de Lula para secretário-geral: o presidente de governo da Espanha, José Luis Rodríguez Zapatero, o premiê de Portugal, José Sócrates, e o presidente da França, Nicolas Sarkozy.

"Lula tem capital político tão importante no mundo que seria um grande desperdício não aproveitá-lo", disse o premiê de Portugal.

Das potências emergentes, ele conta com a simpatia do premiê Manmohan Singh (Índia). Diversos presidentes da América do Sul já sugeriram a Lula seguir esse caminho, de Hugo Chávez (Venezuela) a Cristina Kirchner (Argentina).

Há atritos na relação entre o Brasil e os EUA, mas, na opinião do governo brasileiro, eles poderiam ser superados. Lula acredita que a presidência do Banco Mundial permitiria o financiamento de projetos nos países pobres.

O atual secretário-geral da ONU, Ban Ki Moon, tem mandato até o final de 2011 e pode ser reconduzido.

Fonte: Agora

35 candidatos citados na Justiça

Adriana Ferraz
do Agora

Três em cada dez deputados estaduais que disputarão as eleições em 3 de outubro já foram citados por um tribunal, seja ele fiscal, eleitoral, de contas ou de Justiça. São 35 parlamentares com processos e contestações administrativas.

Segundo levantamento da ONG Transparência Brasil, em parceria com o Agora, há ações relacionadas a irregularidades cometidas durante mandatos no Legislativo, no Executivo ou, ainda, na fase de campanha. São casos de estelionato, compra de votos e contratação ilegal.

Atualmente, todos os citados podem disputar as próximas eleições para manter o cargo ou tentar uma vaga na Câmara dos Deputados. Dos 94 representantes paulistas, apenas José Bruno (DEM) não será candidato, diz o partido. O projeto Ficha Limpa, aprovado pelo Senado, prevê que políticos que venham a ter condenação sejam proibidos de concorrer.

Leia esta reportagem completa na edição impressa do Agora

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Revisão do auxílio-acidente vai sair antes

Anay Cury
do Agora

A revisão e a concessão do auxílio-acidente podem ficar mais rápidas. Isso porque, nos últimos meses, o STJ (Superior Tribunal de Justiça) julgou uma série de ações previdenciárias por meio de recurso repetitivo. Ou seja, todas as questões que chegarem ao tribunal sobre o mesmo assunto serão julgadas da mesma forma, com um entendimento consolidado. Assim, a decisão sai com mais rapidez, beneficiando quem já entrou com uma ação na Justiça.

A revisão do auxílio-acidente para aqueles que começaram a receber o benefício até abril de 1995, por exemplo, já foi julgada por meio de recurso repetitivo.

Tem direito ao reajuste quem teve o valor do auxílio concedido, antes de 1995, menor do que 50% do salário de benefício (média das 80% maiores contribuições desde 1994). A revisão pode chegar a 67% (leia mais ao lado).

Além do reajuste, o segurado poderá receber atrasados --valores não pagos pelo INSS nos últimos cinco anos-- de até R$ 29.250.

Leia esta reportagem completa na edição impressa do Agora

Governo Lula bate mais um recorde de aprovação popular

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a bater o recorde de índice de aprovação para o seu governo. Segundo dados da pesquisa Datafolha, 76% dos brasileiros consideram o governo Lula bom ou ótimo. O petista já havia obtido essa taxa em março deste ano, mas viu os números caírem em abril, quando foi registrado 73% de aprovação.

A curva de popularidade do presidente se mantém estável e acima do 70% desde dezembro de 2009, quando a economia brasileira confirmou ter sofrido pouco com a crise financeira internacional e mostrou-se em franca recuperação.

Além dos 76% que aprovaram o governo Lula, outros 19% o apontam como regular, enquanto apenas 5% classificam a atual gestão como ruim ou péssima.

Os dados são de pesquisa nacional Datafolha realizada entre quinta e sexta-feira (20 e 21) com 2.660 entrevistas. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais o para menos.

Fonte: Tribuna da Bahia

Entidade lançará portal para divulgar candidatos "ficha limpa"

Político com bons antecedentes poderá fazer cadastro e enviar certidões. Critério será não ter condenação em primeira instância

G1/Globo.com atualizado

Autor do Projeto Ficha Limpa aprovado pelo Congresso, o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) agora pretende lançar um portal para cadastrar e divulgar os candidatos que não possuem problemas com a Justiça.

Prevista para entrar no ar em julho, a página será alimentada pelos próprios candidatos que quiserem divulgar seus bons antecedentes.

Modificado e aprovado na Câmara dos Deputados, o projeto ficha limpa foi aprovado na quarta-feira (19) pelo Senado. Para entrar em vigor, precisa da sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O projeto original previa a proibição de candidatura para quem fosse condenado em primeira instância, mas foi alterado para condenados em decisão colegiada.

"Vamos ajudar os eleitores a ver, com mais facilidade, quem realmente tem ficha limpa", diz o presidente da Associação Brasileira de Magistrados, Procuradores e Promotores Eleitorais (Abrampe), Marlon Reis, membro do comitê nacional do MCCE. O portal pretende evitar que políticos condenados em primeira instância queiram "capitalizar" por não terem sido atingidos pela lei na forma em que ela foi aprovada.

"Não é o fato de passar pelo crivo da lei que alguém é honesto. Isso não apaga o passado. Outros sinais devem ser analisados”, pondera Reis.

A página, que será feita em parceria com a Articulação Brasileira contra a Corrupção e Impunidade (Abracci), vai oferecer uma espécie de cadastro para os candidatos.

Eles poderão apresentar certidões negativas de antecedentes criminais digitalizadas e os documentos serão publicados.

O critério para ser considerado "ficha limpa" pelo portal será o mesmo do projeto original enviado ao Congresso: não ter condenação em nenhuma instância ou, no caso de políticos com foro privilegiado, não ter denúncia criminal recebida por um tribunal.

Reis acrescenta que, como o portal será aberto à sociedade, qualquer pessoa poderá fiscalizar e contestar as informações. A página estará aberta a candidatos a qualquer cargo. "Se o seu candidato não estiver lá, das duas, uma: ou é porque não tem como entrar no portal ficha limpa ou porque não dá importância a isso, o que também é sério."

Fonte: Gazeta do Povo

Ficha Limpa vale já em 2010, mas com ação limitada, diz TSE

José Cruz/ABr

José Cruz/ABr /
candidaturas

Brasília - Aprovado pelo Congresso Nacional como remédio contra a corrupção na política, o chamado projeto Ficha Limpa não deve alterar o perfil das candidaturas deste ano. O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Ricardo Lewandowski, jogou um balde de água fria na euforia dos que esperavam que a lei já enquadrasse os candidatos já condenados. O ministro disse ontem que a proposta só poderá ser aplicada contra pessoas condenadas no intervalo de tempo entre a sanção da lei pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o registro das candidatura. Como Lula tem até 15 dias para confirmar ou não o texto do projeto – ou seja, 3 de junho, dificilmente algum candidato será enquadrado nas novas regras. O prazo para o registro das candidaturas na Justiça Eleitoral vai de 10 de junho a 5 de julho.

Segundo Lewandowski, uma lei não pode retroagir para prejudicar ninguém. Por outro lado, a Justiça Eleitoral costuma considerar, em seus julgamentos, a situação da pessoa apenas na data do registro para examinar a validade dele – ou seja, condenações posteriores não seriam levadas em consideração.

Entrevista

Francisco Dornelles, senador (PP-RJ).

Há interpretações de que as mudanças abrem uma brecha para que as novas regras não sejam aplicadas nas eleições deste ano. O senhor concorda?

Você deu a cinco letras de um item, a mesma redação que foi aplicada em outras oito letras deste mesmo item. Se essa legislação vai ser aplicada ou não nas eleições deste ano é um problema de interpretação judicial. Nada tem a ver com as emendas de redação apresentadas.

Quer dizer que parte do texto já estava com o verbo no futuro e as emendas de redação apenas acompanharam isso?

Sim. Em parte do texto, todos os verbos já estavam no futuro.

Não houve intenção de beneficiar ninguém com a mudança?

Nosso objetivo foi unificar a redação. Nestas emendas de redação não dá para ninguém identificar qualquer pessoa que poderá ser beneficiada.

Mas o fato é que alguns políticos já condenados em segunda instância poderão ser beneficiados como o ex-prefeito Paulo Maluf, do seu partido.

Eu não gosto de personalizar. O projeto foi extremamente importante, vai dar uma nova visão do mundo político brasileiro. Basta examinar as emendas de redação para se constatar que esse argumento não tem fundamento. Até porque essas cinco mudanças seguem o que já constava em outros oito itens do texto.

“Esse é um princípio jurídico. A lei só pode retroagir para beneficiar alguém, nunca pode prejudicar”, disse o ministro.

Lewandowski, entretanto, elogiou a aprovação do projeto. Para o ministro, a medida servirá para melhorar a qualidade da política brasileira. Como consequência, ele considera que, “o povo brasileiro estará bem melhor representado” no próximo ano, se a lei for aplicada nas eleições de outubro.

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, também comemorou a nova regra e defendeu a aplicação nas eleições deste ano. Já existem duas consultas registradas no TSE questionando se a lei poderia ser aplicada neste ano. Lewandowski afirmou que a dúvida será respondida em breve, antes do prazo para o registro das candidaturas.

Controvérsia

A lei conhecida como Ficha Limpa transformou-se em alvo de controvérsia entre a Câmara Federal e o Senado. O projeto foi aprovado e enviado quarta-feira à noite em tempo recorde para sanção do presidente Lula.

A polêmica em torno do projeto surgiu depois da aprovação de emenda do senador Fran­­cisco Dornelles (PP-RJ), que trocou em cinco dispositivos da lei a expressão “tenham sido” por “os que forem”. Essa alteração deixou claro que os políticos condenados e que já cumpriram suas penas não serão atingidos pelas novas regras de inelegibilidade.

Para o relator do projeto na Câmara, deputado José Eduardo Cardozo (PT-SP), essa mudança alterou o teor da lei, criando-se uma brecha para que os políticos com processos em andamento possam se candidatar, mesmo que já tenham sido condenados por órgão colegiado. “Isso vai dar uma discussão jurídica grande em relação aos processos em curso”, observou Cardozo.

Relator do projeto no Senado, Demóstenes Torres (DEM-GO) discorda de seus colegas de Congresso. Garante que a emenda não alterou o teor do projeto e que os políticos com processos em andamento serão atingidos pela legislação. “Não modificamos nada Apenas melhoramos o texto para evitar decisões contraditórias e não virar uma balbúrdia”, afirmou Torres. “Com a aprovação da lei, acredito que 25% daqueles que disputarão a eleição não chegarão ao fim”, disse.

“Foi feita, tão somente, uma emenda de redação [que não altera o texto] para uniformizar os tempos verbais, utilizados nos vários dispositivos do projeto”, enfatizou nota divulgada pelo Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral.

Fonte: Gazeta do Povo

Aécio por linhas tortas

Dora Kramer


Do hospital onde estava internado em São Pau­­lo, o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra, falou na semana passada com Aécio Neves por telefone na Europa. Terminou a conversa otimista com a possibilidade de o ex-governador de Minas Gerais aceitar ser candidato a vice na chapa presidencial com José Ser­­ra. Transmitiu essa impressão à cúpula do partido, que aguarda em silêncio, admite a torcida e, pa­­ra além desse limite, não se per­­mite avançar.

As chances aumentaram, mas não há nada decidido, inclusive porque o ex-governador de Minas Gerais voltou ao Brasil neste fim de semana e só retomará a agenda de trabalho nos próximos dias. O primeiro tema da pauta é a eleição estadual mineira.

Com um olho na situação re­­gional e outro no cenário nacional, Aécio deve resolver se reconsidera ou não a decisão de concorrer a uma vaga no Senado pa­­ra integrar a chapa presidencial como vice de José Serra. É provável que ainda nesta semana se reúna com Serra, Fernando Henrique Cardoso, Sérgio Guer­­ra e Tasso Jereissati, para discutir o assunto.

O assunto que estava aparentemente fora de cogitação voltou a circular a partir de onde menos se esperava: Minas Gerais, pois os correligionários de Aécio sempre impuseram as maiores resistências à composição da chamada chapa puro-sangue.

Pelo menos com o nome do ex-governador como candidato a vice. Consideravam essa hipótese uma ofensa ao estado, um papel subalterno, uma demonstração de arrogância dos paulistas que queriam pôr Minas “a re­­boque” na eleição.

Pois enquanto os paulistas cumpriam à risca a quarentena de silêncio imposta por Aécio, eis que de Minas começaram a surgir movimentos na direção oposta à posição anterior. Do bastidor saíram à cena aberta quando o secretário-geral do PSDB mineiro, Lafayette de Andrada, disse na quinta-feira que existe “um grande desejo da militância do partido e dos mineiros de um modo geral de que Aécio aceite ser vice na chapa de José Serra.

O que teria operado tão radical mudança? É o que se perguntam também até outro dia os acusados que solapar a altivez dos mineiros. Primeiro: traduzem o que vai à mente de Aécio? Mesmo de longe, dificilmente seus correligionários diriam algo que contrariasse suas posições.

Segundo: qual o ganho objetivo de deixar o plano do Senado para abraçar o projeto da vice? Hipóteses aventadas. Uma: co­­mo a prioridade de Aécio é ma­­nutenção do poder político em Minas, seus aliados teriam ficados preocupados com o destino da candidatura de Antonio Anas­­tásia, vice de Aécio, hoje no exercício do cargo. Ele aparece na pesquisa Vox Populi com 17% contra 45% para Hélio Costa do PMDB. A presença de Aécio nu­­ma chapa presidencial, estariam raciocinando, teria mais poder de “puxar” o candidato a governador que uma candidatura ao Senado. Despertaria o sentimento de “Minas lá” no Planalto.

Outra: candidato ao Senado, Aécio terá necessariamente de descartar um aliado, Itamar Fran­­co, já que são duas vagas em disputa, ele se elegeria certamente e a segunda provavelmen­te ficaria para o campo adversário: PT ou PMDB.

Mais uma: candidato a vice, Aécio ajuda a oposição a não deixar “escapar” de maneira danosa os votos de Minas para Dilma Rous­­seff o que, se acontecer, também resultará em prejuízos para ele. Locais e nacionais.

E se perder como vice? Terá apostado alto, podendo manter o governo estadual. Se José Serra perder a presidência e Aécio for para o Senado e o PT ou o PMDB ficarem com o governo de Minas, será senador de minoria e terá perdido o controle político do estado.

E qual o efeito sobre o eleitorado da chapa puro-sangue? Aécio Neves costuma dizer que impacto político é coisa efêmera. Mas os tucanos não desprezam a eficácia do instrumento. Acham que aliado ao desempenho da dupla, à complementação de atributos de personalidade, à liderança política que exercem nos dois maiores colégios eleitorais do país não garante a vitória, mas é boa parte do caminho andado.

Ainda assim, em se tratando de mineiros, ninguém ainda sabe direito qual é o rumo certo.

Fonte: Gazeta do Povo

Um plantinha tenra

Carlos Chagas

Terão seu registro negado os condenados por colegiados, leia-se, por tribunais, quer dizer, na segunda instância do Judiciário. Somarão 25% dos pretendentes às eleições de outubro, como supôs o senador Demóstenes Torres, presidente da Comissão de Constituição e Justiça? Tomara que sim, mas não parece fácil. O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Ricardo Ledwandowski, já declarou que a proibição vale para as condenações praticadas depois da promulgação da lei da ficha-limpa, ou seja, após o presidente Lula sancioná-la e em seguida à sua publicação no Diário Oficial.

Senão uma ducha de água fria, ao menos um balde de decepção acaba de ser virado no plenário do Senado, interrompendo a euforia anterior. Mesmo assim, valeu a iniciativa parlamentar, iniciada numa subscrição popular e aprovada pela Câmara. O futuro Congresso deverá ser o último a apresentar razoáveis percentuais de fichas-suja. Pode valer o mesmo para certos governos estaduais.

Otávio Mangabeira dizia ser a democracia uma plantinha tenra que devia ser regada todos os dias. Estava certo. Desde a eleição de Tancredo Neves e a posse de José Sarney que o país respira normalidade institucional, uma constante desde 1985, não obstante traumas variados. Muita gente imaginou a hipótese de uma ruptura, ironicamente gerada por excesso de democracia, ou seja, pela eleição de um operário que adquiriu tanta popularidade a ponto de ser sugerida sua continuação no poder. O terceiro mandato do Lula equivaleria à implosão do processo, mesmo se fosse aprovada pelo Congresso. Coube ao próprio presidente cortar o mal pela raiz, lançando sua candidata e antecipando a campanha sucessória. Pelo jeito, agiu conscientemente, para desfazer ambições e ilusões imaginadas por companheiros. Mesmo sujeito a multas impostas pela Justiça Eleitoral, está de regador na mão.

Terrorismo e armas nucleares

Criou polêmica o senador Cristóvam Buarque ao afirmar a fragilidade do argumento utilizado pelas grandes potências, de que se dispuser da bomba atômica, o Irã seria capaz de cedê-la a grupos terroristas. Disse o ex-governador do Distrito Federal que o terror prefere métodos mais simples, nem por isso menos execráveis, carentes os seus líderes da sofisticada tecnologia de mísseis sucedâneos.

Do jeito que as coisas vão, logo os artefatos nucleares caberão numa mala capaz de ultrapassar fronteiras e viajar pelo mundo. A literatura de ficção política não anda assim tão longe da realidade. Recomenda-se a Cristóvan Buarque, se tiver direito a algum ócio, durante o recesso parlamentar, que leia “A Soma de Todos os Medos”, de Tom Clancy…

Estrilo

Estrilou o presidente Lula, em encontro com prefeitos de todo o país, diante da aprovação pelo Congresso do projeto que extingue o fator previdenciário. De onde o governo vai tirar os muitos bilhões para enfrentar essa despesa adicional? – perguntou o presidente, acusando deputados e senadores de votarem propostas eleitoreiras.

Com todo o respeito, o problema não é de caixa. Caso o Banco Central reduzisse apenas 1% nos juros, o tesouro nacional deixaria de entregar dezenas de bilhões aos especuladores daqui e de fora que compram títulos públicos. Outras alternativas existem. Só não dá para entender porque sacrificar os aposentados, aliás, desde o governo Fernando Henrique que eles vem sendo esbulhados.

Vai licenciar-se?

Em junho o PMDB formaliza a indicação de Michel Temer como candidato à vice-presidência da República, na chapa de Dilma Rousseff. A pergunta é se, em plena campanha, manterá a dupla presidência de que dispõe? Continuará como presidente da Câmara, dirigindo os trabalhos, ou solicitará licença? Mais complicada ainda será sua permanência na presidência do PMDB. Ambas as atividades parecem incompatíveis com a condição de candidato por simples questão de tempo disponível e de liberdade de ação. Na Câmara, promoveria a votação de projeto prejudicial ao governo? No PMDB, daria força a grupos estaduais em choque com o PT?

Fonte: Tribuna da Imprensa

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