quarta-feira, junho 17, 2026

Piada do Ano! Advogado do caso Master ofereceu ao STF uma “delação seletiva”


André Mendonça é eleito presidente da Segunda Turma do STF

Mendonça relatou proposta de um advogado do caso Master

Aguirre Talento e Gustavo Côrtes
Estadão

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça afirmou, durante a sessão de julgamento sobre prisões preventivas do caso Master, que recebeu a proposta de um advogado de fazer uma “delação seletiva”. “Perderam o pudor”, disse.

Mendonça não disse o nome do advogado e nem deixou claro se tratar de alguém da defesa de Daniel Vorcaro, que teve sua delação rejeitada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) nesta semana, após a recusa também da Polícia Federal.

RESPOSTA A GILMAR – Mendonça comentou o episódio dirigindo a palavra ao ministro Gilmar Mendes, que votou por revogar a prisão de Henrique Vorcaro, pai do banqueiro Daniel Vorcaro, e fez duras críticas ao uso da delação premiada.

Apesar de não citar nomes, André Mendonça frisou que a conversa não envolveu o criminalista José Luís de Oliveira Lima, o Juca, que começou a negociar a delação premiada de Vorcaro mas deixou o caso após a primeira proposta ter sido rejeitada.

“Não é o advogado que deixou o caso, o Juca, mas me chegou uma proposta por um advogado… perderam o pudor, ministro Gilmar. ‘Queremos fazer uma delação seletiva’. Falaram na minha cara isso. Eu disse: ‘não faço questão de delação, agora, delação seletiva, comigo não’”, afirmou Mendonça, que até recebeu dos advogados uma cópia da primeira proposta de delação de Vorcaro, mas preferiu não ler, porque ainda não caberia a ele a análise.

MORTE DE SICÁRIO – Mendonça afirmou ter duvidado de que a morte de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como Sicário, tenha sido de fato um suicídio. Em março, o executor de ações violentas contra adversários de Vorcaro, tirou a própria vida enquanto estava sob custódia da Polícia Federal em Minas Gerais.

“Foi um choque para todos nós a morte do senhor Phllipi Mourão, conhecido como Sicário. Meu custou a acreditar que fosse um suicídio. Infelizmente, eu tive que ver a cena, uma cena dura, ver um ser humano tirando a própria vida”, lembrou Mendonça, relator do processo no STF.

Ele reforçou que as apurações apontam que o caso, de fato, foi um suicídio. “Mandamos investigar com a suspeita de que pudesse ser uma queima de arquivos, alguma coisa do tipo. Mas todos os indicativos até agora, da Polícia Federal, indicam que não foi isso. Foi um ato voluntário dele. As razões nós não sabemos ao certo.”

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Em tradução simultânea, Mendonça deu a entender que o advogado tentou suborná-lo. Se tivesse aceitado, é claro que a segunda parte da conversa seria o preço. Ou seja, Mendonça deveria ter mandado prender o advogado de Vorcaro. (C.N.)


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