Por: Teresa Leonel
Longe de querer entrar nas razões pelas quais o senador Jarbas Vasconcelos rasgou o verbo de ponta a ponta sobre o maior partido de oportunistas deste país – o PMDB, que ele ajudou a construir e faz parte das entranhas obscuras da agremiação – é preciso, sobretudo, entender esse rompante, esse algo repentino que aflorou da noite para o dia e fez o senador abrir a torneira.
Um dos questionamentos naturais seria entender o que há de novo em tudo o que o senador Jarbas Vasconcelos disse. Por acaso existe alguma novidade em toda sua retórica que a grande imprensa e a sociedade já não soubessem?
Para quem é novidade que boa parte do PMDB quer mesmo é corrupção? Que quase todos os associados do partido estão buscando benefícios próprios, cargos públicos (já se perdeu a conta da participação do partido em todos os governos federais de esquerda, se é que existe isso, e de direita), negociatas e ganhos de comissões?
O maior exemplo disso é o ex-quase-cassado senador Renan Calheiros (PMDB). Ele é a representação cabal de que o partido e nada é a mesma coisa. Mesmo com todos os escândalos que abalaram a República e os lares brasileiros, não houve nenhuma movimentação para "deletar" Renan do partido.
Muito pelo contrário. O apoio dos companheiros de lutas e desvios foi praticamente total. As exceções ficaram caladas, para não dizer que não falaram de flores. E o resultado? Renan é hoje líder da bancada do PMDB no Senado. O que ele sabe é "muito demais" para perder o poder. Se caísse levaria consigo 99,9% do Congresso. Como diz o meu filho, "rapadura é doce, mas não é mole, não".
Veicular matérias de acordo com interesses
Com mais de quatro décadas no PDMB e vendo de perto as carcaças apodrecendo e boiando na correnteza, exatamente agora, numa época de pré-eleições federais/estaduais, o senador Jarbas diz está totalmente decepcionado e não tem outro partido para ir?
É preocupante, tal afirmativa. Isso ecoa nas entranhas políticas de tal forma que faz a mídia correr pela tangente perdendo de vez o foco da discussão.
Astuciosamente (para não dizer marqueteiramente), Jarbas puxa os holofotes para ele. A mídia, como cordeirinho, vai atrás. Entre os maiores portais e blogs de notícias do país e a reprodução dos demais veículos rádio, sites locais e jornal impresso, só deu Jarbas na cabeça. Até na página principal do MSN o senador batia o ponto.
Por que o barulho? Daí vêm outras interrogações que fazem o espectador refletir sobre o caminho pelo qual os partidos e políticos querem trilhar. Deixa de fora o autor das definições: o cidadão. Corre pelas beiradas em direções tortuosas para que o leitor/eleitor não consiga acompanhar a trajetória e fique com aquele que fizer maior barulho.
A imprensa precisa ter cuidado com o trato da informação para não deixar de cumprir sua maior vocação: formar cidadãos conscientes e estar acima de qualquer partido ou tendência política.
Não é fácil ser jornalista. Quem quiser, que diga que sim. Mas parece ser mais fácil ser empresa jornalística e ter o poder de maquiar, conduzir, produzir e veicular matérias de acordo com interesses de alguns grupos.
Fonte: Observatório da Imprensa
quinta-feira, fevereiro 26, 2009
GILMAR MENDES ACUSA O GOVERNO LULA DE CONIVÊNCIA COM ATOS ILEGAIS DO MST
O ovo da serpente atende pelo nome de Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal.
Como ministro do STF já mostrava a que vinha em março/2007, quando foi o relator do Caso Olivério Medina (que pleiteava refúgio humanitário no Brasil) e tentou convencer seus pares a avocarem a decisão sobre se os crimes atribuidos ao ex-integrante das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia eram políticos ou comuns. Foi sua primeira tentativa de usurpar tal prerrogativa do Executivo.
Nenhum outro ministro o apoiou. O STF reconheceu que a decisão do governo brasileiro, concedendo o status de refugiado político a Medina, havia sido juridicamente perfeita, pois a lei que regulamenta a concessão do benefício (a 9.474, de 22/08/1997, conhecida como Lei do Refúgio) é taxativa: o "reconhecimento da condição de refugiado obstará o seguimento de qualquer pedido de extradição".
Depois, em maio/2007, teve reação das mais exageradas quando uma investigação sigilosa da Polícia Federal sobre a máfia das obras públicas vazou para a imprensa. Aparecia um Gilmar Mendes na lista dos que teriam recebido mimos e brindes da principal empresa corruptora, só que se tratava de um homônimo. Mesmo assim, o então vice-presidente do STF acusou a PF de "canalhice".
Logo em seguida, Mendes insinuou que o ministro da Justiça Tarso Genro omitia-se quando a PF extrapolava sua competência: "Se a polícia começa a decidir quem ela prende e quem ela solta, na verdade, nós estamos num outro modelo que não é o modelo do Estado de Direito".
Não se fez de rogado em apontar qual seria o tal modelo: o da URSS stalinista e o da Alemanha nazista. Sugeriu que a PF estava a caminho de se tornar uma KGB ou Gestapo.
Eleito em março/2008 para a presidência do STF, Mendes aproveitou bem o erro crasso cometido pelo juiz Fausto De Sanctis em julho/2008, ao expedir um segundo mandado de prisão contra o banqueiro Daniel Dantas, logo após ele haver sido beneficiado por um habeas-corpus do STF. Configurava-se o desrespeito de um juiz de instância inferior a uma decisão do Supremo, algo inaceitável numa democracia.
Como o ministro Tarso Genro, de início, apoiou incondicionalmente a Operação Satiagraha, Mendes pôde bater de novo na tecla de que seria o grande defensor do estado de direito contra investidas totalitárias do Governo Lula -- desta vez com mais credibilidade, chegando a receber desagravos e manifestações de solidariedade de expoentes do Judiciário.
Catapultado a novo ídolo da direita, Mendes não parou mais de deitar falação reacionária. Chegou a igualar as atrocidades cometidas pela ditadura militar aos excessos porventura cometidos por resistentes, ao rebater uma afirmação de Dilma Rousseff, de que as torturas constituíam crime imprescritível.
"Essa discussão sobre imprescritibilidade é uma discussão com dupla face, porque o texto constitucional também diz que o crime de terrorismo é imprescritível", afirmou Mendes em novembro/2008, confundindo maliciosamente o exercício do legítimo direito de resistência à tirania com práticas terroristas -- uma falácia característica da propaganda enganosa dos sites fascistas.
Mendes também não tem medido esforços para influenciar negativamente a decisão do STF no Caso Cesare Battisti. Quer porque quer dar a volta por cima da acachapante derrota que sofreu no Caso Medina, reapresentando a mesmíssima tese já rechaçada em 2007. Desta vez, tem as direitas brasileira e italiana ao seu lado.
Salta aos olhos que está mirando mais longe: uma eventual prevalência da tese de que os crimes imputados a Battisti foram comuns reforçaria a posição das viúvas da ditadura brasileira no debate resistência ou terrorismo?. Mendes almeja uma condenação em bloco da luta armada, seja contra democraduras como a da Itália na década de 1970, seja contra as ditaduras nada brandas da América do Sul.
Last but not least, Mendes acaba também de engrossar a grita direitista contra uma alegada omissão do Governo Lula face a excessos do Movimento dos Sem-Terra: ""Há uma lei que proíbe o governo de subsidiar esse tipo de movimento. [Repassar] dinheiro público para quem comete ilícito é também uma ilicitude, e aí a responsabilidade é de quem subsidia", afirmou.
Pavoneando-se sofregamente diante dos microfones, manda às favas a regra de ouro de que ministro do STF se manifesta é nos autos.
Cada vez mais se projeta como um dos líderes informais da oposição ao governo federal, imiscuindo-se em assuntos caracteristicamente políticos e trombeteando opiniões que melhor faria guardando para si, em nome da discrição que deve pautar o comportamento do presidente da mais alta corte do País.
Email:: naufrago-da-utopia@uol.com.br
URL:: http://naufrago-da-utopia.blogspot.com/
Fonte: CMI Brasil
Como ministro do STF já mostrava a que vinha em março/2007, quando foi o relator do Caso Olivério Medina (que pleiteava refúgio humanitário no Brasil) e tentou convencer seus pares a avocarem a decisão sobre se os crimes atribuidos ao ex-integrante das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia eram políticos ou comuns. Foi sua primeira tentativa de usurpar tal prerrogativa do Executivo.
Nenhum outro ministro o apoiou. O STF reconheceu que a decisão do governo brasileiro, concedendo o status de refugiado político a Medina, havia sido juridicamente perfeita, pois a lei que regulamenta a concessão do benefício (a 9.474, de 22/08/1997, conhecida como Lei do Refúgio) é taxativa: o "reconhecimento da condição de refugiado obstará o seguimento de qualquer pedido de extradição".
Depois, em maio/2007, teve reação das mais exageradas quando uma investigação sigilosa da Polícia Federal sobre a máfia das obras públicas vazou para a imprensa. Aparecia um Gilmar Mendes na lista dos que teriam recebido mimos e brindes da principal empresa corruptora, só que se tratava de um homônimo. Mesmo assim, o então vice-presidente do STF acusou a PF de "canalhice".
Logo em seguida, Mendes insinuou que o ministro da Justiça Tarso Genro omitia-se quando a PF extrapolava sua competência: "Se a polícia começa a decidir quem ela prende e quem ela solta, na verdade, nós estamos num outro modelo que não é o modelo do Estado de Direito".
Não se fez de rogado em apontar qual seria o tal modelo: o da URSS stalinista e o da Alemanha nazista. Sugeriu que a PF estava a caminho de se tornar uma KGB ou Gestapo.
Eleito em março/2008 para a presidência do STF, Mendes aproveitou bem o erro crasso cometido pelo juiz Fausto De Sanctis em julho/2008, ao expedir um segundo mandado de prisão contra o banqueiro Daniel Dantas, logo após ele haver sido beneficiado por um habeas-corpus do STF. Configurava-se o desrespeito de um juiz de instância inferior a uma decisão do Supremo, algo inaceitável numa democracia.
Como o ministro Tarso Genro, de início, apoiou incondicionalmente a Operação Satiagraha, Mendes pôde bater de novo na tecla de que seria o grande defensor do estado de direito contra investidas totalitárias do Governo Lula -- desta vez com mais credibilidade, chegando a receber desagravos e manifestações de solidariedade de expoentes do Judiciário.
Catapultado a novo ídolo da direita, Mendes não parou mais de deitar falação reacionária. Chegou a igualar as atrocidades cometidas pela ditadura militar aos excessos porventura cometidos por resistentes, ao rebater uma afirmação de Dilma Rousseff, de que as torturas constituíam crime imprescritível.
"Essa discussão sobre imprescritibilidade é uma discussão com dupla face, porque o texto constitucional também diz que o crime de terrorismo é imprescritível", afirmou Mendes em novembro/2008, confundindo maliciosamente o exercício do legítimo direito de resistência à tirania com práticas terroristas -- uma falácia característica da propaganda enganosa dos sites fascistas.
Mendes também não tem medido esforços para influenciar negativamente a decisão do STF no Caso Cesare Battisti. Quer porque quer dar a volta por cima da acachapante derrota que sofreu no Caso Medina, reapresentando a mesmíssima tese já rechaçada em 2007. Desta vez, tem as direitas brasileira e italiana ao seu lado.
Salta aos olhos que está mirando mais longe: uma eventual prevalência da tese de que os crimes imputados a Battisti foram comuns reforçaria a posição das viúvas da ditadura brasileira no debate resistência ou terrorismo?. Mendes almeja uma condenação em bloco da luta armada, seja contra democraduras como a da Itália na década de 1970, seja contra as ditaduras nada brandas da América do Sul.
Last but not least, Mendes acaba também de engrossar a grita direitista contra uma alegada omissão do Governo Lula face a excessos do Movimento dos Sem-Terra: ""Há uma lei que proíbe o governo de subsidiar esse tipo de movimento. [Repassar] dinheiro público para quem comete ilícito é também uma ilicitude, e aí a responsabilidade é de quem subsidia", afirmou.
Pavoneando-se sofregamente diante dos microfones, manda às favas a regra de ouro de que ministro do STF se manifesta é nos autos.
Cada vez mais se projeta como um dos líderes informais da oposição ao governo federal, imiscuindo-se em assuntos caracteristicamente políticos e trombeteando opiniões que melhor faria guardando para si, em nome da discrição que deve pautar o comportamento do presidente da mais alta corte do País.
Email:: naufrago-da-utopia@uol.com.br
URL:: http://naufrago-da-utopia.blogspot.com/
Fonte: CMI Brasil
No Carnaval da sucessão, Lula fantasiado e convencido
Por: Helio Fernandes
Serra, Dona Dilma, Ciro, Dona Marta, o Carnaval que passou, 2010 que não verão
No Sambódromo, a maior discussão e comentário não era sobre as escolas e sim sobre o presidente. Primeiro presidente a comparecer desde 1994 (Itamar, há 15 anos), Lula deixou lamentável impressão. Sujo, gordo, maltrapilho, sem a aura que cerca os presidentes, foi totalmente ignorado.
Nem vaiado, nem aplaudido, Lula só era bajulado por Cabral e Eduardo Paes, profissionais desse tipo de comportamento, ou melhor, subservientes.
Lula deveria ter repetido os outros anos, quando nem se interessou pelos desfiles, ficou bem longe. Lula não deveria ter vindo, não deveria ter ficado, um pouco de autoestima faria muito bem a ele.
No Carnaval anunciaram nova separação de Dona Marta. Sexóloga e política, mandou fazer pesquisa para saber por que perde maridos e eleições. Marcos Valerio fará o levantamento.
No camarote do Sambódromo, na presença de Lula, alguém falou que Sergio Cabral seria o vice ideal para Dona Dilma. O governador riu, escancarado e entusiasmado.
Mas não tão entusiasmado quanto este repórter. Identificado pelo dossiê de Marcelo Alencar (papa no assunto) e pelas acusações repetidas (e não respondidas) de Marcelo Itagiba, seria ótimo. Como Dona Dilma não ganha. Serginho desapareceria.
Durante o Carnaval, Serra e Aécio falaram três vezes pelo telefone. Não têm medo de gravação. Combinado: terão encontro depois do Carnaval, que já acabou como sempre.
Mas onde se reunirão? Serra não sai de São Paulo, onde é ídolo do empresariado, que o protegeu desde que voltou das férias no Chile. Já Aécio só aceita em Minas ou no Rio.
Quem também falou muito com Serra no Carnaval foi o "disque Quercia para a corrupção". Está apavorado em não se eleger senador, mesmo (ou principalmente?) com apoio de Serra.
O Planalto-Alvorada divulga lista de vices que teriam apoio para completar a chapa com Dona Dilma. Não colocaram o nome de Requião, que votou em Lula 5 vezes. Nas 3 derrotas e duas vitórias.
Alguém estranhou a ausência nessa lista do governador do Paraná, explicaram: "O presidente Lula quer poupar Requião, que considera amigo e dos bons". Motivo: para Lula, Dona Dilma é apenas um espaço, perdido e não preenchido.
Quer dizer: poderia ou poderá ser preenchido por ele mesmo. O PT-PT que tem sido apresentado como "fervoroso adepto de Dona Dilma" nem esconde. Seu ídolo é Luiz Inacio Lula da Silva, favorito para o terceiro mandato seguido.
Aliás, Requião nunca apareceu tão por baixo. Estava no Sambódromo, quis ir cumprimentar o presidente. Barrado pelos seguranças, mandou avisar o presidente. Não obteve retorno nem autorização para entrar. Não soube se falaram mesmo com Lula.
Que tristeza. Requião parece mesmo destinado a voltar ao Senado em 2010. Já foi reeeleito, ganhando de Osmar Dias por menos de 10 mil votos. Acreditava numa vice, não acredita mais. Pelo menos voltou o bom senso.
Serra queria vir ao Sambódromo, dar complemento às boas ligações com Lula. Quando soube que Cabral e Eduardo Paes estariam, desistiu, comentando: "Segundo time, não". Às vezes Serra raciona ou aceita conselhos.
Não só no Sambódromo, mas também em Brasília, muita conversa sobre 2010. Impressão geral no PMDB e fora dele: Lula é candidatíssimo ao terceiro mandato seguido. Dona Dilma é um esconderijo onde Lula se guarda de todos.
PS - Acabado o Carnaval, exposta a fragilidade de homens e de ideais, sobra apenas Luiz Inacio Lula da Silva e sua obsessão elo terceiro mandato.
PS 2 - Vai manobrar no Congresso para obter esse terceiro mandato como FHC manobrou o segundo. Quem será o Sergio Motta de Lula?
PS 3 - Finalmente, ufa, ponto para Lula. Foi padrinho, em pleno Sambódromo, do casamento do Neguinho da Beija Flor. Este foi o grande e sensacional personagem. Por ele mesmo, sobre a vitória contra o câncer e a recuperação total, o casamento maravilhoso. Se não fosse o padrinho, Lula teria voltado a Brasília sem marcar presença no Sambódromo. Deve isso ao Neguinho, que figura.
Fonte: Tribuna da Imprensa
Serra, Dona Dilma, Ciro, Dona Marta, o Carnaval que passou, 2010 que não verão
No Sambódromo, a maior discussão e comentário não era sobre as escolas e sim sobre o presidente. Primeiro presidente a comparecer desde 1994 (Itamar, há 15 anos), Lula deixou lamentável impressão. Sujo, gordo, maltrapilho, sem a aura que cerca os presidentes, foi totalmente ignorado.
Nem vaiado, nem aplaudido, Lula só era bajulado por Cabral e Eduardo Paes, profissionais desse tipo de comportamento, ou melhor, subservientes.
Lula deveria ter repetido os outros anos, quando nem se interessou pelos desfiles, ficou bem longe. Lula não deveria ter vindo, não deveria ter ficado, um pouco de autoestima faria muito bem a ele.
No Carnaval anunciaram nova separação de Dona Marta. Sexóloga e política, mandou fazer pesquisa para saber por que perde maridos e eleições. Marcos Valerio fará o levantamento.
No camarote do Sambódromo, na presença de Lula, alguém falou que Sergio Cabral seria o vice ideal para Dona Dilma. O governador riu, escancarado e entusiasmado.
Mas não tão entusiasmado quanto este repórter. Identificado pelo dossiê de Marcelo Alencar (papa no assunto) e pelas acusações repetidas (e não respondidas) de Marcelo Itagiba, seria ótimo. Como Dona Dilma não ganha. Serginho desapareceria.
Durante o Carnaval, Serra e Aécio falaram três vezes pelo telefone. Não têm medo de gravação. Combinado: terão encontro depois do Carnaval, que já acabou como sempre.
Mas onde se reunirão? Serra não sai de São Paulo, onde é ídolo do empresariado, que o protegeu desde que voltou das férias no Chile. Já Aécio só aceita em Minas ou no Rio.
Quem também falou muito com Serra no Carnaval foi o "disque Quercia para a corrupção". Está apavorado em não se eleger senador, mesmo (ou principalmente?) com apoio de Serra.
O Planalto-Alvorada divulga lista de vices que teriam apoio para completar a chapa com Dona Dilma. Não colocaram o nome de Requião, que votou em Lula 5 vezes. Nas 3 derrotas e duas vitórias.
Alguém estranhou a ausência nessa lista do governador do Paraná, explicaram: "O presidente Lula quer poupar Requião, que considera amigo e dos bons". Motivo: para Lula, Dona Dilma é apenas um espaço, perdido e não preenchido.
Quer dizer: poderia ou poderá ser preenchido por ele mesmo. O PT-PT que tem sido apresentado como "fervoroso adepto de Dona Dilma" nem esconde. Seu ídolo é Luiz Inacio Lula da Silva, favorito para o terceiro mandato seguido.
Aliás, Requião nunca apareceu tão por baixo. Estava no Sambódromo, quis ir cumprimentar o presidente. Barrado pelos seguranças, mandou avisar o presidente. Não obteve retorno nem autorização para entrar. Não soube se falaram mesmo com Lula.
Que tristeza. Requião parece mesmo destinado a voltar ao Senado em 2010. Já foi reeeleito, ganhando de Osmar Dias por menos de 10 mil votos. Acreditava numa vice, não acredita mais. Pelo menos voltou o bom senso.
Serra queria vir ao Sambódromo, dar complemento às boas ligações com Lula. Quando soube que Cabral e Eduardo Paes estariam, desistiu, comentando: "Segundo time, não". Às vezes Serra raciona ou aceita conselhos.
Não só no Sambódromo, mas também em Brasília, muita conversa sobre 2010. Impressão geral no PMDB e fora dele: Lula é candidatíssimo ao terceiro mandato seguido. Dona Dilma é um esconderijo onde Lula se guarda de todos.
PS - Acabado o Carnaval, exposta a fragilidade de homens e de ideais, sobra apenas Luiz Inacio Lula da Silva e sua obsessão elo terceiro mandato.
PS 2 - Vai manobrar no Congresso para obter esse terceiro mandato como FHC manobrou o segundo. Quem será o Sergio Motta de Lula?
PS 3 - Finalmente, ufa, ponto para Lula. Foi padrinho, em pleno Sambódromo, do casamento do Neguinho da Beija Flor. Este foi o grande e sensacional personagem. Por ele mesmo, sobre a vitória contra o câncer e a recuperação total, o casamento maravilhoso. Se não fosse o padrinho, Lula teria voltado a Brasília sem marcar presença no Sambódromo. Deve isso ao Neguinho, que figura.
Fonte: Tribuna da Imprensa
O PT chega à encruzilhada definitiva
Por: Carlos Chagas
BRASÍLIA - Há quem veja semelhança entre o PT dos seus anos de fundação e a Igreja Católica dos primeiros séculos, porque ambos se propunham mudar o mundo. Depois, a Igreja tornou-se instrumento dos poderosos e o PT, com todo o respeito, virou apêndice desimportante do cesarismo expresso pelo Lula.
O Carnaval não é apenas tempo de folia. Certas minorias, na Igreja, aproveitam para revisões através de retiros espirituais e sucedâneos. Pode ter acontecido coisa parecida com algumas lideranças do PT, com o que sobrou da sua intelectualidade. Ficaremos sabendo em poucos dias, caso sobrevenham sinais de mudança.
O partido, uma vez, propôs-se a rasgar o País de alto a baixo, remodelando a economia, extirpando privilégios de berço e de bolso, priorizando o social, fazendo emergir a participação das massas e combatendo a corrupção, entre outros objetivos. Seria o instrumento da ruptura de uma sociedade dominada pelas elites financeiras e pelos vícios tradicionais do passado.
No governo, ou antes, mesmo de conquistá-lo, foi o PT que mudou. Deixou-se levar pela tentação dos contrários, de um lado curvando-se ao personalismo cada vez maior de seu líder, de outro se entregando às facilidades, delícias e pecados do poder. Sem lembrar mais da promessa de romper as amarras da submissão ao neoliberalismo.
Bem que sinais foram enviados pelos fatos, como a perda da bandeira da reforma agrária para o MST. O diabo é que o assalto a cargos públicos com a disposição de usufruir, não mais de corrigir, constituiu-se em passo fundamental para o partido despencar no abismo do mensalão e congêneres. O resultado, hoje, está sendo a transformação do PT num aglomerado insosso, amorfo e inodoro, sem espinha dorsal e, qual Guarda Pretoriana, posto a serviço do César. Basta verificar, ainda que sem má vontade, o aparecimento de Dilma Rousseff como candidata ao trono, por exclusiva obra e graça de quem o ocupa. Ela não surgiu de debates e de decisões entre os companheiros, muito menos de uma discussão democrática sobre objetivos a conquistar. Brotou como imposição e assim se desenvolve.
Nada como o tempo para meditações, mas terá o frágil comando petista tido ânimo para tanto, neste Carnaval?
Pedro Simon, afinal
Neste Carnaval despojado de política, uma exceção. Em entrevista ao jornal mineiro "O Tempo", o senador Pedro Simon decidiu botar o dedo na ferida, concordando com as críticas de Jarbas Vasconcelos. Declarou que o PMDB se oferece para ver quem paga mais e quem ganha mais, numa contundente análise não apenas sobre a sucessão presidencial, mas abrangendo os últimos anos. Em suas palavras, o comando do partido não está à altura de suas responsabilidades, sempre disputando carguinhos e benesses.
Para Simon, entre Dilma Rousseff e José Serra, os dirigentes do PMDB hesitam, imaginando que vantagens poderiam auferir.
Parece certo que nem Michel Temer nem José Sarney se preocuparão em responder ao senador gaúcho, classificando-o na mesma situação de Vasconcelos. Para eles terá sido apenas um desabafo. Podem estar enganados, porque o efeito dominó costuma surpreender...
Os beneficiários
Não é apenas na literatura policial que os detetives começam suas investigações com a clássica pergunta de "a quem interessa o crime". Na política também acontece, ainda que se troque o Código Penal pelo Código Eleitoral.
Dia 3 o plenário do Tribunal Superior Eleitoral decide a questão do Maranhão. Seus nove ministros selarão a sorte do governador Jackson Lago, eleito em 2006 e acusado de abuso de poder econômico. O relator do processo, ministro Eros Grau, já votou pela cassação.
Dias atrás o TSE fulminou o governador da Paraíba, Cássio Cunha Lima, por motivos parecidos. Assumiu, pelas estranhas voltas dadas pela legislação eleitoral, o segundo colocado nas passadas eleições, o senador José Maranhão. Nada contra ele, ex-governador, a não ser o fato de que perdeu para Cássio Cunha Lima. Traduzindo: a Justiça Eleitoral privilegia os derrotados. Contraria a vontade soberana do povo. Indicam a lógica e o bom senso que no caso de um governador se ver incurso em crime é a Assembléia Legislativa o foro natural para retirar-lhe mandato. Pode, é claro, e deve ser julgado pela Justiça, no caso a eleitoral. Mas a cassação, presume-se que em nome do eleitorado, só deveria ocorrer por decisão daqueles que também foram votados, os deputados estaduais. Como a eles, da mesma forma, deveria ser dada a prerrogativa de eleger o sucessor.
Com todo o respeito, à Justiça Eleitoral deveriam caber o julgamento, a condenação e a recomendação de cassação, mas deixar a perda de mandato a doutos juristas que jamais concorreram a uma eleição significa desprezar a peça mais importante em todo processo político, "Sua Majestade o Eleitor", como dizia o saudoso dr. Ulysses Guimarães.
Assim, tanto no caso de Cássio quanto no de Jackson e qualquer outro, a decisão precisaria estar nas Assembléias Legislativas, importando menos a qualidade de seus integrantes.
Estas considerações conduzem à necessidade de retificação da lei eleitoral e da própria Constituição, valendo chegar ao resultado final que se delineia para o Maranhão, o mesmo verificado na Paraíba: verificada a cassação de Jackson Lago pelo TSE, assumirá o governo do estado o segundo colocado, ou melhor, a segunda colocada, nas eleições de 2006, a senadora Roseana Sarney. Quer dizer, derrotada nas urnas, ganha no "tapetão", sem legitimidade eleitoral. Já foi governadora, dispõe de peso político e de capacidade administrativa, mas perdeu, dois anos e pouco atrás.
A quem beneficia a sentença presumida do Tribunal Superior Eleitoral?
Encontro com Obama
Agendada para o próximo dia 17, em Washington, o encontro dos presidentes Lula e Obama poderá constituir-se em mais do que apertos de mão, tapinhas nas costas e votos mútuos de felicidade. Mesmo sem esperar que os Estados Unidos concedam ao Brasil status de parceiro privilegiado na luta contra a crise econômica, salta aos olhos que se continuar a discriminar nossas exportações, munição não nos faltará para retaliar. Foram-se os tempos em que eles mandavam e nós obedecíamos. Não se cometerá o exagero de supor nosso País ingressando no "exército brancaleone" de Hugo Chávez e companhia, mas somos necessários precisamente para conter os ventos bolivarianos que sopram no continente.
Obama precisa desfazer a lambança criada por George W. Bush, interessado que está na mudança da postura imperial estabelecida pelo antecessor. Foram-se os tempos, é óbvio, do comentário feito por Nixon a Médici, de que para onde o Brasil se inclinasse, iria toda a América do Sul. Mas é mais ou menos por aí que flui o processo político do Hemisfério. A influência do presidente Lula nos arroubos do coronel Chávez forneceria ao presidente americano oxigênio bastante para enfrentar dificuldades do outro lado do Atlântico sem preocupar-se com a retaguarda.
Fonte: Tribuna da Imprensa
BRASÍLIA - Há quem veja semelhança entre o PT dos seus anos de fundação e a Igreja Católica dos primeiros séculos, porque ambos se propunham mudar o mundo. Depois, a Igreja tornou-se instrumento dos poderosos e o PT, com todo o respeito, virou apêndice desimportante do cesarismo expresso pelo Lula.
O Carnaval não é apenas tempo de folia. Certas minorias, na Igreja, aproveitam para revisões através de retiros espirituais e sucedâneos. Pode ter acontecido coisa parecida com algumas lideranças do PT, com o que sobrou da sua intelectualidade. Ficaremos sabendo em poucos dias, caso sobrevenham sinais de mudança.
O partido, uma vez, propôs-se a rasgar o País de alto a baixo, remodelando a economia, extirpando privilégios de berço e de bolso, priorizando o social, fazendo emergir a participação das massas e combatendo a corrupção, entre outros objetivos. Seria o instrumento da ruptura de uma sociedade dominada pelas elites financeiras e pelos vícios tradicionais do passado.
No governo, ou antes, mesmo de conquistá-lo, foi o PT que mudou. Deixou-se levar pela tentação dos contrários, de um lado curvando-se ao personalismo cada vez maior de seu líder, de outro se entregando às facilidades, delícias e pecados do poder. Sem lembrar mais da promessa de romper as amarras da submissão ao neoliberalismo.
Bem que sinais foram enviados pelos fatos, como a perda da bandeira da reforma agrária para o MST. O diabo é que o assalto a cargos públicos com a disposição de usufruir, não mais de corrigir, constituiu-se em passo fundamental para o partido despencar no abismo do mensalão e congêneres. O resultado, hoje, está sendo a transformação do PT num aglomerado insosso, amorfo e inodoro, sem espinha dorsal e, qual Guarda Pretoriana, posto a serviço do César. Basta verificar, ainda que sem má vontade, o aparecimento de Dilma Rousseff como candidata ao trono, por exclusiva obra e graça de quem o ocupa. Ela não surgiu de debates e de decisões entre os companheiros, muito menos de uma discussão democrática sobre objetivos a conquistar. Brotou como imposição e assim se desenvolve.
Nada como o tempo para meditações, mas terá o frágil comando petista tido ânimo para tanto, neste Carnaval?
Pedro Simon, afinal
Neste Carnaval despojado de política, uma exceção. Em entrevista ao jornal mineiro "O Tempo", o senador Pedro Simon decidiu botar o dedo na ferida, concordando com as críticas de Jarbas Vasconcelos. Declarou que o PMDB se oferece para ver quem paga mais e quem ganha mais, numa contundente análise não apenas sobre a sucessão presidencial, mas abrangendo os últimos anos. Em suas palavras, o comando do partido não está à altura de suas responsabilidades, sempre disputando carguinhos e benesses.
Para Simon, entre Dilma Rousseff e José Serra, os dirigentes do PMDB hesitam, imaginando que vantagens poderiam auferir.
Parece certo que nem Michel Temer nem José Sarney se preocuparão em responder ao senador gaúcho, classificando-o na mesma situação de Vasconcelos. Para eles terá sido apenas um desabafo. Podem estar enganados, porque o efeito dominó costuma surpreender...
Os beneficiários
Não é apenas na literatura policial que os detetives começam suas investigações com a clássica pergunta de "a quem interessa o crime". Na política também acontece, ainda que se troque o Código Penal pelo Código Eleitoral.
Dia 3 o plenário do Tribunal Superior Eleitoral decide a questão do Maranhão. Seus nove ministros selarão a sorte do governador Jackson Lago, eleito em 2006 e acusado de abuso de poder econômico. O relator do processo, ministro Eros Grau, já votou pela cassação.
Dias atrás o TSE fulminou o governador da Paraíba, Cássio Cunha Lima, por motivos parecidos. Assumiu, pelas estranhas voltas dadas pela legislação eleitoral, o segundo colocado nas passadas eleições, o senador José Maranhão. Nada contra ele, ex-governador, a não ser o fato de que perdeu para Cássio Cunha Lima. Traduzindo: a Justiça Eleitoral privilegia os derrotados. Contraria a vontade soberana do povo. Indicam a lógica e o bom senso que no caso de um governador se ver incurso em crime é a Assembléia Legislativa o foro natural para retirar-lhe mandato. Pode, é claro, e deve ser julgado pela Justiça, no caso a eleitoral. Mas a cassação, presume-se que em nome do eleitorado, só deveria ocorrer por decisão daqueles que também foram votados, os deputados estaduais. Como a eles, da mesma forma, deveria ser dada a prerrogativa de eleger o sucessor.
Com todo o respeito, à Justiça Eleitoral deveriam caber o julgamento, a condenação e a recomendação de cassação, mas deixar a perda de mandato a doutos juristas que jamais concorreram a uma eleição significa desprezar a peça mais importante em todo processo político, "Sua Majestade o Eleitor", como dizia o saudoso dr. Ulysses Guimarães.
Assim, tanto no caso de Cássio quanto no de Jackson e qualquer outro, a decisão precisaria estar nas Assembléias Legislativas, importando menos a qualidade de seus integrantes.
Estas considerações conduzem à necessidade de retificação da lei eleitoral e da própria Constituição, valendo chegar ao resultado final que se delineia para o Maranhão, o mesmo verificado na Paraíba: verificada a cassação de Jackson Lago pelo TSE, assumirá o governo do estado o segundo colocado, ou melhor, a segunda colocada, nas eleições de 2006, a senadora Roseana Sarney. Quer dizer, derrotada nas urnas, ganha no "tapetão", sem legitimidade eleitoral. Já foi governadora, dispõe de peso político e de capacidade administrativa, mas perdeu, dois anos e pouco atrás.
A quem beneficia a sentença presumida do Tribunal Superior Eleitoral?
Encontro com Obama
Agendada para o próximo dia 17, em Washington, o encontro dos presidentes Lula e Obama poderá constituir-se em mais do que apertos de mão, tapinhas nas costas e votos mútuos de felicidade. Mesmo sem esperar que os Estados Unidos concedam ao Brasil status de parceiro privilegiado na luta contra a crise econômica, salta aos olhos que se continuar a discriminar nossas exportações, munição não nos faltará para retaliar. Foram-se os tempos em que eles mandavam e nós obedecíamos. Não se cometerá o exagero de supor nosso País ingressando no "exército brancaleone" de Hugo Chávez e companhia, mas somos necessários precisamente para conter os ventos bolivarianos que sopram no continente.
Obama precisa desfazer a lambança criada por George W. Bush, interessado que está na mudança da postura imperial estabelecida pelo antecessor. Foram-se os tempos, é óbvio, do comentário feito por Nixon a Médici, de que para onde o Brasil se inclinasse, iria toda a América do Sul. Mas é mais ou menos por aí que flui o processo político do Hemisfério. A influência do presidente Lula nos arroubos do coronel Chávez forneceria ao presidente americano oxigênio bastante para enfrentar dificuldades do outro lado do Atlântico sem preocupar-se com a retaguarda.
Fonte: Tribuna da Imprensa
O PT chega à encruzilhada definitiva
Por: Carlos Chagas
BRASÍLIA - Há quem veja semelhança entre o PT dos seus anos de fundação e a Igreja Católica dos primeiros séculos, porque ambos se propunham mudar o mundo. Depois, a Igreja tornou-se instrumento dos poderosos e o PT, com todo o respeito, virou apêndice desimportante do cesarismo expresso pelo Lula.
O Carnaval não é apenas tempo de folia. Certas minorias, na Igreja, aproveitam para revisões através de retiros espirituais e sucedâneos. Pode ter acontecido coisa parecida com algumas lideranças do PT, com o que sobrou da sua intelectualidade. Ficaremos sabendo em poucos dias, caso sobrevenham sinais de mudança.
O partido, uma vez, propôs-se a rasgar o País de alto a baixo, remodelando a economia, extirpando privilégios de berço e de bolso, priorizando o social, fazendo emergir a participação das massas e combatendo a corrupção, entre outros objetivos. Seria o instrumento da ruptura de uma sociedade dominada pelas elites financeiras e pelos vícios tradicionais do passado.
No governo, ou antes, mesmo de conquistá-lo, foi o PT que mudou. Deixou-se levar pela tentação dos contrários, de um lado curvando-se ao personalismo cada vez maior de seu líder, de outro se entregando às facilidades, delícias e pecados do poder. Sem lembrar mais da promessa de romper as amarras da submissão ao neoliberalismo.
Bem que sinais foram enviados pelos fatos, como a perda da bandeira da reforma agrária para o MST. O diabo é que o assalto a cargos públicos com a disposição de usufruir, não mais de corrigir, constituiu-se em passo fundamental para o partido despencar no abismo do mensalão e congêneres. O resultado, hoje, está sendo a transformação do PT num aglomerado insosso, amorfo e inodoro, sem espinha dorsal e, qual Guarda Pretoriana, posto a serviço do César. Basta verificar, ainda que sem má vontade, o aparecimento de Dilma Rousseff como candidata ao trono, por exclusiva obra e graça de quem o ocupa. Ela não surgiu de debates e de decisões entre os companheiros, muito menos de uma discussão democrática sobre objetivos a conquistar. Brotou como imposição e assim se desenvolve.
Nada como o tempo para meditações, mas terá o frágil comando petista tido ânimo para tanto, neste Carnaval?
Pedro Simon, afinal
Neste Carnaval despojado de política, uma exceção. Em entrevista ao jornal mineiro "O Tempo", o senador Pedro Simon decidiu botar o dedo na ferida, concordando com as críticas de Jarbas Vasconcelos. Declarou que o PMDB se oferece para ver quem paga mais e quem ganha mais, numa contundente análise não apenas sobre a sucessão presidencial, mas abrangendo os últimos anos. Em suas palavras, o comando do partido não está à altura de suas responsabilidades, sempre disputando carguinhos e benesses.
Para Simon, entre Dilma Rousseff e José Serra, os dirigentes do PMDB hesitam, imaginando que vantagens poderiam auferir.
Parece certo que nem Michel Temer nem José Sarney se preocuparão em responder ao senador gaúcho, classificando-o na mesma situação de Vasconcelos. Para eles terá sido apenas um desabafo. Podem estar enganados, porque o efeito dominó costuma surpreender...
Os beneficiários
Não é apenas na literatura policial que os detetives começam suas investigações com a clássica pergunta de "a quem interessa o crime". Na política também acontece, ainda que se troque o Código Penal pelo Código Eleitoral.
Dia 3 o plenário do Tribunal Superior Eleitoral decide a questão do Maranhão. Seus nove ministros selarão a sorte do governador Jackson Lago, eleito em 2006 e acusado de abuso de poder econômico. O relator do processo, ministro Eros Grau, já votou pela cassação.
Dias atrás o TSE fulminou o governador da Paraíba, Cássio Cunha Lima, por motivos parecidos. Assumiu, pelas estranhas voltas dadas pela legislação eleitoral, o segundo colocado nas passadas eleições, o senador José Maranhão. Nada contra ele, ex-governador, a não ser o fato de que perdeu para Cássio Cunha Lima. Traduzindo: a Justiça Eleitoral privilegia os derrotados. Contraria a vontade soberana do povo. Indicam a lógica e o bom senso que no caso de um governador se ver incurso em crime é a Assembléia Legislativa o foro natural para retirar-lhe mandato. Pode, é claro, e deve ser julgado pela Justiça, no caso a eleitoral. Mas a cassação, presume-se que em nome do eleitorado, só deveria ocorrer por decisão daqueles que também foram votados, os deputados estaduais. Como a eles, da mesma forma, deveria ser dada a prerrogativa de eleger o sucessor.
Com todo o respeito, à Justiça Eleitoral deveriam caber o julgamento, a condenação e a recomendação de cassação, mas deixar a perda de mandato a doutos juristas que jamais concorreram a uma eleição significa desprezar a peça mais importante em todo processo político, "Sua Majestade o Eleitor", como dizia o saudoso dr. Ulysses Guimarães.
Assim, tanto no caso de Cássio quanto no de Jackson e qualquer outro, a decisão precisaria estar nas Assembléias Legislativas, importando menos a qualidade de seus integrantes.
Estas considerações conduzem à necessidade de retificação da lei eleitoral e da própria Constituição, valendo chegar ao resultado final que se delineia para o Maranhão, o mesmo verificado na Paraíba: verificada a cassação de Jackson Lago pelo TSE, assumirá o governo do estado o segundo colocado, ou melhor, a segunda colocada, nas eleições de 2006, a senadora Roseana Sarney. Quer dizer, derrotada nas urnas, ganha no "tapetão", sem legitimidade eleitoral. Já foi governadora, dispõe de peso político e de capacidade administrativa, mas perdeu, dois anos e pouco atrás.
A quem beneficia a sentença presumida do Tribunal Superior Eleitoral?
Encontro com Obama
Agendada para o próximo dia 17, em Washington, o encontro dos presidentes Lula e Obama poderá constituir-se em mais do que apertos de mão, tapinhas nas costas e votos mútuos de felicidade. Mesmo sem esperar que os Estados Unidos concedam ao Brasil status de parceiro privilegiado na luta contra a crise econômica, salta aos olhos que se continuar a discriminar nossas exportações, munição não nos faltará para retaliar. Foram-se os tempos em que eles mandavam e nós obedecíamos. Não se cometerá o exagero de supor nosso País ingressando no "exército brancaleone" de Hugo Chávez e companhia, mas somos necessários precisamente para conter os ventos bolivarianos que sopram no continente.
Obama precisa desfazer a lambança criada por George W. Bush, interessado que está na mudança da postura imperial estabelecida pelo antecessor. Foram-se os tempos, é óbvio, do comentário feito por Nixon a Médici, de que para onde o Brasil se inclinasse, iria toda a América do Sul. Mas é mais ou menos por aí que flui o processo político do Hemisfério. A influência do presidente Lula nos arroubos do coronel Chávez forneceria ao presidente americano oxigênio bastante para enfrentar dificuldades do outro lado do Atlântico sem preocupar-se com a retaguarda.
Fonte: Tribuna da Imprensa
BRASÍLIA - Há quem veja semelhança entre o PT dos seus anos de fundação e a Igreja Católica dos primeiros séculos, porque ambos se propunham mudar o mundo. Depois, a Igreja tornou-se instrumento dos poderosos e o PT, com todo o respeito, virou apêndice desimportante do cesarismo expresso pelo Lula.
O Carnaval não é apenas tempo de folia. Certas minorias, na Igreja, aproveitam para revisões através de retiros espirituais e sucedâneos. Pode ter acontecido coisa parecida com algumas lideranças do PT, com o que sobrou da sua intelectualidade. Ficaremos sabendo em poucos dias, caso sobrevenham sinais de mudança.
O partido, uma vez, propôs-se a rasgar o País de alto a baixo, remodelando a economia, extirpando privilégios de berço e de bolso, priorizando o social, fazendo emergir a participação das massas e combatendo a corrupção, entre outros objetivos. Seria o instrumento da ruptura de uma sociedade dominada pelas elites financeiras e pelos vícios tradicionais do passado.
No governo, ou antes, mesmo de conquistá-lo, foi o PT que mudou. Deixou-se levar pela tentação dos contrários, de um lado curvando-se ao personalismo cada vez maior de seu líder, de outro se entregando às facilidades, delícias e pecados do poder. Sem lembrar mais da promessa de romper as amarras da submissão ao neoliberalismo.
Bem que sinais foram enviados pelos fatos, como a perda da bandeira da reforma agrária para o MST. O diabo é que o assalto a cargos públicos com a disposição de usufruir, não mais de corrigir, constituiu-se em passo fundamental para o partido despencar no abismo do mensalão e congêneres. O resultado, hoje, está sendo a transformação do PT num aglomerado insosso, amorfo e inodoro, sem espinha dorsal e, qual Guarda Pretoriana, posto a serviço do César. Basta verificar, ainda que sem má vontade, o aparecimento de Dilma Rousseff como candidata ao trono, por exclusiva obra e graça de quem o ocupa. Ela não surgiu de debates e de decisões entre os companheiros, muito menos de uma discussão democrática sobre objetivos a conquistar. Brotou como imposição e assim se desenvolve.
Nada como o tempo para meditações, mas terá o frágil comando petista tido ânimo para tanto, neste Carnaval?
Pedro Simon, afinal
Neste Carnaval despojado de política, uma exceção. Em entrevista ao jornal mineiro "O Tempo", o senador Pedro Simon decidiu botar o dedo na ferida, concordando com as críticas de Jarbas Vasconcelos. Declarou que o PMDB se oferece para ver quem paga mais e quem ganha mais, numa contundente análise não apenas sobre a sucessão presidencial, mas abrangendo os últimos anos. Em suas palavras, o comando do partido não está à altura de suas responsabilidades, sempre disputando carguinhos e benesses.
Para Simon, entre Dilma Rousseff e José Serra, os dirigentes do PMDB hesitam, imaginando que vantagens poderiam auferir.
Parece certo que nem Michel Temer nem José Sarney se preocuparão em responder ao senador gaúcho, classificando-o na mesma situação de Vasconcelos. Para eles terá sido apenas um desabafo. Podem estar enganados, porque o efeito dominó costuma surpreender...
Os beneficiários
Não é apenas na literatura policial que os detetives começam suas investigações com a clássica pergunta de "a quem interessa o crime". Na política também acontece, ainda que se troque o Código Penal pelo Código Eleitoral.
Dia 3 o plenário do Tribunal Superior Eleitoral decide a questão do Maranhão. Seus nove ministros selarão a sorte do governador Jackson Lago, eleito em 2006 e acusado de abuso de poder econômico. O relator do processo, ministro Eros Grau, já votou pela cassação.
Dias atrás o TSE fulminou o governador da Paraíba, Cássio Cunha Lima, por motivos parecidos. Assumiu, pelas estranhas voltas dadas pela legislação eleitoral, o segundo colocado nas passadas eleições, o senador José Maranhão. Nada contra ele, ex-governador, a não ser o fato de que perdeu para Cássio Cunha Lima. Traduzindo: a Justiça Eleitoral privilegia os derrotados. Contraria a vontade soberana do povo. Indicam a lógica e o bom senso que no caso de um governador se ver incurso em crime é a Assembléia Legislativa o foro natural para retirar-lhe mandato. Pode, é claro, e deve ser julgado pela Justiça, no caso a eleitoral. Mas a cassação, presume-se que em nome do eleitorado, só deveria ocorrer por decisão daqueles que também foram votados, os deputados estaduais. Como a eles, da mesma forma, deveria ser dada a prerrogativa de eleger o sucessor.
Com todo o respeito, à Justiça Eleitoral deveriam caber o julgamento, a condenação e a recomendação de cassação, mas deixar a perda de mandato a doutos juristas que jamais concorreram a uma eleição significa desprezar a peça mais importante em todo processo político, "Sua Majestade o Eleitor", como dizia o saudoso dr. Ulysses Guimarães.
Assim, tanto no caso de Cássio quanto no de Jackson e qualquer outro, a decisão precisaria estar nas Assembléias Legislativas, importando menos a qualidade de seus integrantes.
Estas considerações conduzem à necessidade de retificação da lei eleitoral e da própria Constituição, valendo chegar ao resultado final que se delineia para o Maranhão, o mesmo verificado na Paraíba: verificada a cassação de Jackson Lago pelo TSE, assumirá o governo do estado o segundo colocado, ou melhor, a segunda colocada, nas eleições de 2006, a senadora Roseana Sarney. Quer dizer, derrotada nas urnas, ganha no "tapetão", sem legitimidade eleitoral. Já foi governadora, dispõe de peso político e de capacidade administrativa, mas perdeu, dois anos e pouco atrás.
A quem beneficia a sentença presumida do Tribunal Superior Eleitoral?
Encontro com Obama
Agendada para o próximo dia 17, em Washington, o encontro dos presidentes Lula e Obama poderá constituir-se em mais do que apertos de mão, tapinhas nas costas e votos mútuos de felicidade. Mesmo sem esperar que os Estados Unidos concedam ao Brasil status de parceiro privilegiado na luta contra a crise econômica, salta aos olhos que se continuar a discriminar nossas exportações, munição não nos faltará para retaliar. Foram-se os tempos em que eles mandavam e nós obedecíamos. Não se cometerá o exagero de supor nosso País ingressando no "exército brancaleone" de Hugo Chávez e companhia, mas somos necessários precisamente para conter os ventos bolivarianos que sopram no continente.
Obama precisa desfazer a lambança criada por George W. Bush, interessado que está na mudança da postura imperial estabelecida pelo antecessor. Foram-se os tempos, é óbvio, do comentário feito por Nixon a Médici, de que para onde o Brasil se inclinasse, iria toda a América do Sul. Mas é mais ou menos por aí que flui o processo político do Hemisfério. A influência do presidente Lula nos arroubos do coronel Chávez forneceria ao presidente americano oxigênio bastante para enfrentar dificuldades do outro lado do Atlântico sem preocupar-se com a retaguarda.
Fonte: Tribuna da Imprensa
TSE pode frear corrida presidencial antecipada, dizem especialistas
SÃO PAULO - Uma resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que obedeça ao "princípio da moralidade" pode restringir a atuação de agentes públicos que também são pré-candidatos nas eleições de 2010, avaliam especialistas em direito eleitoral. Segundo eles, a Corte pode consolidar a jurisprudência sobre propaganda antecipada e definir limites.
De acordo com o advogado Alberto Rollo, presidente do Instituto de Direito Político, Eleitoral e Administrativo, são três as condições que definem a propaganda antecipada: definição do cargo almejado, mérito do postulante (realizações no cargo em que ocupa) e a indicação de possíveis ações futuras (promessas de campanha).
"Se na ida da Dilma para Pernambuco ela assiste ao carnaval, aparece no camarote e de repente na saída faz discurso preenchendo os três elementos, pode tomar uma multa pela moralidade", explicou Rollo. "Já existem precedentes, mas não para pré-candidatos a presidente da República. Para prefeitos tem de monte."
Renato Ventura, autor de livros sobre direito eleitoral, acha que a lei atual já delineia uma clara separação entre atos de promoção pessoal e a campanha eleitoral propriamente dita. "Por isso Dilma está bem assessorada e foi orientada a não falar nada explícito sobre eleição. Nada de frases como 'o PAC vai continuar depois de Lula' ou 'continuaremos neste trabalho'."
Ventura citou ainda uma "desvantagem" do governador de São Paulo, José Serra (PSDB), possível adversário da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, em 2010. "Ela pode fazer propaganda do PAC no Brasil inteiro. O PAC tem uma conotação nacional e pode ter propaganda nacional. Serra não. As ações do governo paulista são locais e não podem atravessar as divisas do Estado", destacou.
Com relação ao governador mineiro, Aécio Neves (PSDB), outro possível candidato, Ventura ressaltou o que seria um estratégia mais comedida. "Ele foi a Brasília como governador e de lá tem feito suas articulações."
Mesmo advogados de campanhas recentes, como de Marta Suplicy (PT) e Gilberto Kassab (DEM), concordam que é preciso uma reavaliação do tema. Hélio Silveira, que defendeu Marta, aponta que a desigualdade entre os candidatos pode ser minorada. Para ele, a propaganda antecipada não se aproxima do caso da infidelidade partidária, mas sim da improbidade administrativa, tema sobre o qual o TSE não poderia legislar.
Já Ricardo Penteado, defensor de Kassab, avisou que "não precisa ir longe para detectar que o comportamento de Dilma é inadequado". Segundo ele, basta observar a Constituição, que versa sobre a igualdade de todos perante a lei.
Fonte: Tribuna da Imprensa
De acordo com o advogado Alberto Rollo, presidente do Instituto de Direito Político, Eleitoral e Administrativo, são três as condições que definem a propaganda antecipada: definição do cargo almejado, mérito do postulante (realizações no cargo em que ocupa) e a indicação de possíveis ações futuras (promessas de campanha).
"Se na ida da Dilma para Pernambuco ela assiste ao carnaval, aparece no camarote e de repente na saída faz discurso preenchendo os três elementos, pode tomar uma multa pela moralidade", explicou Rollo. "Já existem precedentes, mas não para pré-candidatos a presidente da República. Para prefeitos tem de monte."
Renato Ventura, autor de livros sobre direito eleitoral, acha que a lei atual já delineia uma clara separação entre atos de promoção pessoal e a campanha eleitoral propriamente dita. "Por isso Dilma está bem assessorada e foi orientada a não falar nada explícito sobre eleição. Nada de frases como 'o PAC vai continuar depois de Lula' ou 'continuaremos neste trabalho'."
Ventura citou ainda uma "desvantagem" do governador de São Paulo, José Serra (PSDB), possível adversário da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, em 2010. "Ela pode fazer propaganda do PAC no Brasil inteiro. O PAC tem uma conotação nacional e pode ter propaganda nacional. Serra não. As ações do governo paulista são locais e não podem atravessar as divisas do Estado", destacou.
Com relação ao governador mineiro, Aécio Neves (PSDB), outro possível candidato, Ventura ressaltou o que seria um estratégia mais comedida. "Ele foi a Brasília como governador e de lá tem feito suas articulações."
Mesmo advogados de campanhas recentes, como de Marta Suplicy (PT) e Gilberto Kassab (DEM), concordam que é preciso uma reavaliação do tema. Hélio Silveira, que defendeu Marta, aponta que a desigualdade entre os candidatos pode ser minorada. Para ele, a propaganda antecipada não se aproxima do caso da infidelidade partidária, mas sim da improbidade administrativa, tema sobre o qual o TSE não poderia legislar.
Já Ricardo Penteado, defensor de Kassab, avisou que "não precisa ir longe para detectar que o comportamento de Dilma é inadequado". Segundo ele, basta observar a Constituição, que versa sobre a igualdade de todos perante a lei.
Fonte: Tribuna da Imprensa
Supremo cobra ação contra "Carnaval Vermelho
BRASÍLIA - Em reação ao "Carnaval Vermelho", o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, disse ontem que é ilegal o repasse de recursos públicos para movimentos sociais que invadem terras. O ministro também cobrou uma atuação mais enérgica do Ministério Público contra os invasores.
"O financiamento público de movimentos que cometem ilícito é ilegal, é ilegítimo", disse. "No Estado de Direito, todos estão submetidos à lei. Não há soberano. Se alguém pode invadir sem autorização judicial, ele se torna soberano, logo está num quadro de ilicitude", afirmou.
Em 2001, o STF analisou a legalidade do Estatuto da Terra, que proíbe o repasse em caso de invasões. Os ministros rejeitaram um pedido de liminar para que partes da lei fossem derrubadas. O fato foi lembrado hoje por Gilmar Mendes para demonstrar que os repasses não podem ser feitos para movimentos que invadem propriedades públicas e privadas. "O tribunal rechaçou a inconstitucionalidade", afirmou o presidente do Supremo.
Mendes cobrou uma atuação dura do Ministério Público (MP) no caso. Segundo ele, o MP tem de agir para buscar a punição dos sem-terra que participaram das invasões ocorridas em São Paulo e Pernambuco e para descobrir se houve repasse de recursos públicos. "É preciso que a Justiça dê a resposta adequada, que o MP tome as providências, inclusive para verificar se não está havendo financiamento ilícito a essas instituições", afirmou.
O presidente do STF condenou as invasões no carnaval e os assassinatos cometidos em Pernambuco. "Em geral, esse tipo de conflito começa com característica de protesto, manifestação política, e tem redundado em violências às vezes contra os próprios invasores, às vezes contra pessoas que defendem áreas ou terras. Isso não interessa à ordem pública, não interessa à paz social", afirmou.
"Eu tenho impressão de que a sociedade tolerou excessivamente esse tipo de ação, por razões diversas, talvez um certo paternalismo, uma certa compreensão, mas isso não é compatível com a Constituição, isso não é compatível com o Estado de Direito", declarou.
Em São Paulo, militantes ligados a José Rainha Júnior, dissidente do Movimento dos Sem-Terra (MST), invadiram no final de semana 20 fazendas, numa ação que foi chamada de "Carnaval Vermelho". Em Pernambuco, quatro seguranças foram mortos numa chacina ocorrida no interior do Estado.
O Ministério do Desenvolvimento Agrário, por meio da assessoria de imprensa, disse que não vai comentar a entrevista do ministro Gilmar Mendes.
Fonte: Tribuna da Imprensa
"O financiamento público de movimentos que cometem ilícito é ilegal, é ilegítimo", disse. "No Estado de Direito, todos estão submetidos à lei. Não há soberano. Se alguém pode invadir sem autorização judicial, ele se torna soberano, logo está num quadro de ilicitude", afirmou.
Em 2001, o STF analisou a legalidade do Estatuto da Terra, que proíbe o repasse em caso de invasões. Os ministros rejeitaram um pedido de liminar para que partes da lei fossem derrubadas. O fato foi lembrado hoje por Gilmar Mendes para demonstrar que os repasses não podem ser feitos para movimentos que invadem propriedades públicas e privadas. "O tribunal rechaçou a inconstitucionalidade", afirmou o presidente do Supremo.
Mendes cobrou uma atuação dura do Ministério Público (MP) no caso. Segundo ele, o MP tem de agir para buscar a punição dos sem-terra que participaram das invasões ocorridas em São Paulo e Pernambuco e para descobrir se houve repasse de recursos públicos. "É preciso que a Justiça dê a resposta adequada, que o MP tome as providências, inclusive para verificar se não está havendo financiamento ilícito a essas instituições", afirmou.
O presidente do STF condenou as invasões no carnaval e os assassinatos cometidos em Pernambuco. "Em geral, esse tipo de conflito começa com característica de protesto, manifestação política, e tem redundado em violências às vezes contra os próprios invasores, às vezes contra pessoas que defendem áreas ou terras. Isso não interessa à ordem pública, não interessa à paz social", afirmou.
"Eu tenho impressão de que a sociedade tolerou excessivamente esse tipo de ação, por razões diversas, talvez um certo paternalismo, uma certa compreensão, mas isso não é compatível com a Constituição, isso não é compatível com o Estado de Direito", declarou.
Em São Paulo, militantes ligados a José Rainha Júnior, dissidente do Movimento dos Sem-Terra (MST), invadiram no final de semana 20 fazendas, numa ação que foi chamada de "Carnaval Vermelho". Em Pernambuco, quatro seguranças foram mortos numa chacina ocorrida no interior do Estado.
O Ministério do Desenvolvimento Agrário, por meio da assessoria de imprensa, disse que não vai comentar a entrevista do ministro Gilmar Mendes.
Fonte: Tribuna da Imprensa
Supremo cobra ação contra "Carnaval Vermelho
BRASÍLIA - Em reação ao "Carnaval Vermelho", o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, disse ontem que é ilegal o repasse de recursos públicos para movimentos sociais que invadem terras. O ministro também cobrou uma atuação mais enérgica do Ministério Público contra os invasores.
"O financiamento público de movimentos que cometem ilícito é ilegal, é ilegítimo", disse. "No Estado de Direito, todos estão submetidos à lei. Não há soberano. Se alguém pode invadir sem autorização judicial, ele se torna soberano, logo está num quadro de ilicitude", afirmou.
Em 2001, o STF analisou a legalidade do Estatuto da Terra, que proíbe o repasse em caso de invasões. Os ministros rejeitaram um pedido de liminar para que partes da lei fossem derrubadas. O fato foi lembrado hoje por Gilmar Mendes para demonstrar que os repasses não podem ser feitos para movimentos que invadem propriedades públicas e privadas. "O tribunal rechaçou a inconstitucionalidade", afirmou o presidente do Supremo.
Mendes cobrou uma atuação dura do Ministério Público (MP) no caso. Segundo ele, o MP tem de agir para buscar a punição dos sem-terra que participaram das invasões ocorridas em São Paulo e Pernambuco e para descobrir se houve repasse de recursos públicos. "É preciso que a Justiça dê a resposta adequada, que o MP tome as providências, inclusive para verificar se não está havendo financiamento ilícito a essas instituições", afirmou.
O presidente do STF condenou as invasões no carnaval e os assassinatos cometidos em Pernambuco. "Em geral, esse tipo de conflito começa com característica de protesto, manifestação política, e tem redundado em violências às vezes contra os próprios invasores, às vezes contra pessoas que defendem áreas ou terras. Isso não interessa à ordem pública, não interessa à paz social", afirmou.
"Eu tenho impressão de que a sociedade tolerou excessivamente esse tipo de ação, por razões diversas, talvez um certo paternalismo, uma certa compreensão, mas isso não é compatível com a Constituição, isso não é compatível com o Estado de Direito", declarou.
Em São Paulo, militantes ligados a José Rainha Júnior, dissidente do Movimento dos Sem-Terra (MST), invadiram no final de semana 20 fazendas, numa ação que foi chamada de "Carnaval Vermelho". Em Pernambuco, quatro seguranças foram mortos numa chacina ocorrida no interior do Estado.
O Ministério do Desenvolvimento Agrário, por meio da assessoria de imprensa, disse que não vai comentar a entrevista do ministro Gilmar Mendes.
Fonte: Tribuna da Imprensa
"O financiamento público de movimentos que cometem ilícito é ilegal, é ilegítimo", disse. "No Estado de Direito, todos estão submetidos à lei. Não há soberano. Se alguém pode invadir sem autorização judicial, ele se torna soberano, logo está num quadro de ilicitude", afirmou.
Em 2001, o STF analisou a legalidade do Estatuto da Terra, que proíbe o repasse em caso de invasões. Os ministros rejeitaram um pedido de liminar para que partes da lei fossem derrubadas. O fato foi lembrado hoje por Gilmar Mendes para demonstrar que os repasses não podem ser feitos para movimentos que invadem propriedades públicas e privadas. "O tribunal rechaçou a inconstitucionalidade", afirmou o presidente do Supremo.
Mendes cobrou uma atuação dura do Ministério Público (MP) no caso. Segundo ele, o MP tem de agir para buscar a punição dos sem-terra que participaram das invasões ocorridas em São Paulo e Pernambuco e para descobrir se houve repasse de recursos públicos. "É preciso que a Justiça dê a resposta adequada, que o MP tome as providências, inclusive para verificar se não está havendo financiamento ilícito a essas instituições", afirmou.
O presidente do STF condenou as invasões no carnaval e os assassinatos cometidos em Pernambuco. "Em geral, esse tipo de conflito começa com característica de protesto, manifestação política, e tem redundado em violências às vezes contra os próprios invasores, às vezes contra pessoas que defendem áreas ou terras. Isso não interessa à ordem pública, não interessa à paz social", afirmou.
"Eu tenho impressão de que a sociedade tolerou excessivamente esse tipo de ação, por razões diversas, talvez um certo paternalismo, uma certa compreensão, mas isso não é compatível com a Constituição, isso não é compatível com o Estado de Direito", declarou.
Em São Paulo, militantes ligados a José Rainha Júnior, dissidente do Movimento dos Sem-Terra (MST), invadiram no final de semana 20 fazendas, numa ação que foi chamada de "Carnaval Vermelho". Em Pernambuco, quatro seguranças foram mortos numa chacina ocorrida no interior do Estado.
O Ministério do Desenvolvimento Agrário, por meio da assessoria de imprensa, disse que não vai comentar a entrevista do ministro Gilmar Mendes.
Fonte: Tribuna da Imprensa
Supremo cobra ação contra "Carnaval Vermelho
BRASÍLIA - Em reação ao "Carnaval Vermelho", o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, disse ontem que é ilegal o repasse de recursos públicos para movimentos sociais que invadem terras. O ministro também cobrou uma atuação mais enérgica do Ministério Público contra os invasores.
"O financiamento público de movimentos que cometem ilícito é ilegal, é ilegítimo", disse. "No Estado de Direito, todos estão submetidos à lei. Não há soberano. Se alguém pode invadir sem autorização judicial, ele se torna soberano, logo está num quadro de ilicitude", afirmou.
Em 2001, o STF analisou a legalidade do Estatuto da Terra, que proíbe o repasse em caso de invasões. Os ministros rejeitaram um pedido de liminar para que partes da lei fossem derrubadas. O fato foi lembrado hoje por Gilmar Mendes para demonstrar que os repasses não podem ser feitos para movimentos que invadem propriedades públicas e privadas. "O tribunal rechaçou a inconstitucionalidade", afirmou o presidente do Supremo.
Mendes cobrou uma atuação dura do Ministério Público (MP) no caso. Segundo ele, o MP tem de agir para buscar a punição dos sem-terra que participaram das invasões ocorridas em São Paulo e Pernambuco e para descobrir se houve repasse de recursos públicos. "É preciso que a Justiça dê a resposta adequada, que o MP tome as providências, inclusive para verificar se não está havendo financiamento ilícito a essas instituições", afirmou.
O presidente do STF condenou as invasões no carnaval e os assassinatos cometidos em Pernambuco. "Em geral, esse tipo de conflito começa com característica de protesto, manifestação política, e tem redundado em violências às vezes contra os próprios invasores, às vezes contra pessoas que defendem áreas ou terras. Isso não interessa à ordem pública, não interessa à paz social", afirmou.
"Eu tenho impressão de que a sociedade tolerou excessivamente esse tipo de ação, por razões diversas, talvez um certo paternalismo, uma certa compreensão, mas isso não é compatível com a Constituição, isso não é compatível com o Estado de Direito", declarou.
Em São Paulo, militantes ligados a José Rainha Júnior, dissidente do Movimento dos Sem-Terra (MST), invadiram no final de semana 20 fazendas, numa ação que foi chamada de "Carnaval Vermelho". Em Pernambuco, quatro seguranças foram mortos numa chacina ocorrida no interior do Estado.
O Ministério do Desenvolvimento Agrário, por meio da assessoria de imprensa, disse que não vai comentar a entrevista do ministro Gilmar Mendes.
Fonte: Tribuna da Bahia
"O financiamento público de movimentos que cometem ilícito é ilegal, é ilegítimo", disse. "No Estado de Direito, todos estão submetidos à lei. Não há soberano. Se alguém pode invadir sem autorização judicial, ele se torna soberano, logo está num quadro de ilicitude", afirmou.
Em 2001, o STF analisou a legalidade do Estatuto da Terra, que proíbe o repasse em caso de invasões. Os ministros rejeitaram um pedido de liminar para que partes da lei fossem derrubadas. O fato foi lembrado hoje por Gilmar Mendes para demonstrar que os repasses não podem ser feitos para movimentos que invadem propriedades públicas e privadas. "O tribunal rechaçou a inconstitucionalidade", afirmou o presidente do Supremo.
Mendes cobrou uma atuação dura do Ministério Público (MP) no caso. Segundo ele, o MP tem de agir para buscar a punição dos sem-terra que participaram das invasões ocorridas em São Paulo e Pernambuco e para descobrir se houve repasse de recursos públicos. "É preciso que a Justiça dê a resposta adequada, que o MP tome as providências, inclusive para verificar se não está havendo financiamento ilícito a essas instituições", afirmou.
O presidente do STF condenou as invasões no carnaval e os assassinatos cometidos em Pernambuco. "Em geral, esse tipo de conflito começa com característica de protesto, manifestação política, e tem redundado em violências às vezes contra os próprios invasores, às vezes contra pessoas que defendem áreas ou terras. Isso não interessa à ordem pública, não interessa à paz social", afirmou.
"Eu tenho impressão de que a sociedade tolerou excessivamente esse tipo de ação, por razões diversas, talvez um certo paternalismo, uma certa compreensão, mas isso não é compatível com a Constituição, isso não é compatível com o Estado de Direito", declarou.
Em São Paulo, militantes ligados a José Rainha Júnior, dissidente do Movimento dos Sem-Terra (MST), invadiram no final de semana 20 fazendas, numa ação que foi chamada de "Carnaval Vermelho". Em Pernambuco, quatro seguranças foram mortos numa chacina ocorrida no interior do Estado.
O Ministério do Desenvolvimento Agrário, por meio da assessoria de imprensa, disse que não vai comentar a entrevista do ministro Gilmar Mendes.
Fonte: Tribuna da Bahia
Salgueiro quebra jejum de 16 anos
A Acadêmicos do Salgueiro guardava a fome de um jejum de 16 anos pelo título de campeã do Grupo Especial do Rio. A escola do Andaraí (Zona Norte) levou ontem a taça ao superar em um ponto a bicampeã do Carnaval carioca, a Beija-Flor de Nilópolis, com um enredo sobre o tambor. O Salgueiro vencera pela última vez em 1993, cantando a história da viagem do navio Ita de Belém ao Rio, no enredo "Peguei um Ita no Norte". O título de campeão do Carnaval de 2009 é o nono da escola desde sua fundação, em 1953.
Decidida a tirar a diferença dos últimos anos, a presidente Regina Duran resolveu levar à Sapucaí o que o Salgueiro tem de melhor: a batucada. Coube ao carnavalesco Renato Lage contar, em 36 alas, a história e as aplicações do instrumento. O Salgueiro fez uma viagem pelo mundo e entre os estilos musicais, em um desfile impecável, com fantasias luxuosas, efeitos especiais e samba-enredo empolgante, cantado pelos integrantes e pelo público. A estrela do desfile foi a bateria de Mestre Marcão, que mesclou os ritmos de timbalada, olodum e candomblé.
As notas mais baixas recebidas pelo Salgueiro foram dois 9,8 - um em enredo e outro na bateria. No total, com 399 pontos, a escola ficou a um ponto da perfeição (400 pontos). Em quatro quesitos, a vermelha-e-branca conquistou unânimes notas 10: alegorias e adereços, fantasias, samba-enredo e comissão de frente. A escola liderou a apuração do início ao fim e terminou com um ponto à frente da vice, a Beija-Flor.
Campeã nos últimos dois anos, a Beija-Flor ficou com o título de vice em 2009, com 398 pontos. A escola de Nilópolis gastou 8 mil litros de água para contar a história do banho. Conquistou três notas 10 unânimes, em fantasias, samba-enredo e conjunto.
A disputa pelo terceiro lugar foi apertada, mas virou a favor da tradicional Portela, que obteve 397,9 pontos. A harmonia e evolução da escola de Oswaldo Cruz foram avaliadas como nota 10 por todos os jurados dos dois quesitos. A quarta colocação sobrou para a Vila Isabel, que fez um desfile luxuoso sobre o centenário do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, e ficou com 397,6 pontos.
As agremiações foram avaliadas por quatro jurados em cada um dos dez quesitos: alegorias e adereços, enredo, fantasias, harmonia, samba-enredo, conjunto, evolução, comissão de frente, bateria e mestre-sala e porta-bandeira. No total, os desfiles passaram pelo crivo de 40 avaliadores.
Fonte: Tribuna da Imprensa
Decidida a tirar a diferença dos últimos anos, a presidente Regina Duran resolveu levar à Sapucaí o que o Salgueiro tem de melhor: a batucada. Coube ao carnavalesco Renato Lage contar, em 36 alas, a história e as aplicações do instrumento. O Salgueiro fez uma viagem pelo mundo e entre os estilos musicais, em um desfile impecável, com fantasias luxuosas, efeitos especiais e samba-enredo empolgante, cantado pelos integrantes e pelo público. A estrela do desfile foi a bateria de Mestre Marcão, que mesclou os ritmos de timbalada, olodum e candomblé.
As notas mais baixas recebidas pelo Salgueiro foram dois 9,8 - um em enredo e outro na bateria. No total, com 399 pontos, a escola ficou a um ponto da perfeição (400 pontos). Em quatro quesitos, a vermelha-e-branca conquistou unânimes notas 10: alegorias e adereços, fantasias, samba-enredo e comissão de frente. A escola liderou a apuração do início ao fim e terminou com um ponto à frente da vice, a Beija-Flor.
Campeã nos últimos dois anos, a Beija-Flor ficou com o título de vice em 2009, com 398 pontos. A escola de Nilópolis gastou 8 mil litros de água para contar a história do banho. Conquistou três notas 10 unânimes, em fantasias, samba-enredo e conjunto.
A disputa pelo terceiro lugar foi apertada, mas virou a favor da tradicional Portela, que obteve 397,9 pontos. A harmonia e evolução da escola de Oswaldo Cruz foram avaliadas como nota 10 por todos os jurados dos dois quesitos. A quarta colocação sobrou para a Vila Isabel, que fez um desfile luxuoso sobre o centenário do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, e ficou com 397,6 pontos.
As agremiações foram avaliadas por quatro jurados em cada um dos dez quesitos: alegorias e adereços, enredo, fantasias, harmonia, samba-enredo, conjunto, evolução, comissão de frente, bateria e mestre-sala e porta-bandeira. No total, os desfiles passaram pelo crivo de 40 avaliadores.
Fonte: Tribuna da Imprensa
Carnaval foi o prenúncio do jogo de 2010
Tribuna da Bahia
Notícias
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Os tambores e guitarras já silenciaram na avenida e a cena cede espaço à política, que ainda nos camarotes revelou fatos que estão diretamente relacionados com a disputa eleitoral de 2010. Entre os mais prováveis candidatos ao governo do Estado, a exceção do ex-governador Paulo Souto, que se isolou nas praias do Litoral Norte, os outros não perderam tempo e disputaram palmo a palmo os espaços da mídia e a simpatia dos artistas e foliões. Assim, o governador Jaques Wagner (PT), o ministro Geddel Vieira Lima e o prefeito João Henrique (PMDB) procuraram fazer o dever de casa, cada um ao seu modo.
Já declarado candidato à reeleição, o governador Jaques Wagner foi um dos que mais investiram neste Carnaval. Expondo-se ao máximo e preocupado com os números da festa, o governador foi para a avenida com todo o seu staff e procurou tirar o máximo da folia. Preocupado com a violência do Carnaval, o petista pediu à própria imprensa que “valorizasse mais as coisas boas e desse menos atenção às questões negativas”, numa clara preocupação com o impacto negativo que a festa poderia trazer ao seu governo. Com a redução da violência, que é um dos principais problemas da sua administração, Wagner comemorou e espera mudar o quadro desfavorável que se lhe apresenta até o momento.
Convencido de que o prefeito João Henrique possa ser seu concorrente em 2010, o governador parece ter estabelecido uma medição de espaço com ele neste Carnaval. Por isso os dois reacenderam desde o inicio da festa a velha pendenga do período eleitoral sobre quem fez ou deixou de fazer mais pela capital baiana. De olho em 2010, Jaques Wagner assumiu o discurso de candidato, o que foi confirmado através da sua movimentada agenda. (Por Evandro Matos)
Com Geddel à frente, o PMDB desfilou com outras opções
Acomodado no Campo Grande no mesmo camarote do prefeito João Henrique, ou visitando o circuito Barra-Ondina, o ministro Geddel Vieira Lima também não se descuidou do fazer política. Bastante cumprimentado por aliados e foliões, Geddel pôde testar neste Carnaval as suas potencialidades sobre uma provável disputa ao governo do Estado em 2010. Sempre disposto, o ministro confirmou que será mesmo candidato, embora deixasse para o jogo das imaginações qual será o seu papel na futura eleição. Com vaga assegurada para disputar o Senado, Geddel aguarda “as consequências da conjuntura nacional” para definir o seu rumo. Ostentando as condições que ele próprio defende “como uma conquista do esforço pessoal e fruto do crescimento do PMDB na Bahia”, o ministro tanto pode disputar o governo do Estado quanto a ser o vice da ministra Dilma Rousseff, provável candidata do PT à Presidência da República. Provando a sua importância como “jogador” na futura eleição, o ministro pode ser considerado também uma carta na manga da candidatura tucana ao Palácio do Planalto em 2010.
Mas o PMDB tem outra carta na manga caso queira mesmo disputar o governo do Estado em 2010. Ao colocar-se como “o próximo da fila” dentro do PMDB, o prefeito João Henrique demonstrou durante o Carnaval ser mais uma opção para o seu partido. A disputa de espaço com o governador Jaques Wagner durante o Carnaval mostrou que ele não está brincando. Como anfitrião, João Henrique fez uma jogada arriscada ao subir num trio e discursar para agradecer aos foliões e funcionários da prefeitura pela qualidade da festa.
Aplaudido, João mostrou mais uma vez que sabe lidar com as massas. (Por Evandro Matos)
Paulo Souto pode mudar rumo da sucessão indo para o PSDB
A transferência do ex-governador Paulo Souto do DEM para o PSDB ainda está no campo das especulações, mas o fato pode se concretizar a qualquer momento. Recolhido para descanso nas praias do Litoral Norte durante o Carnaval, Souto nada acrescenta sobre o assunto, mas é tudo por conta da delicada operação que o assunto envolve. Há resistência nacional do DEM, principalmente do presidente Rodrigo Maia. Contudo, na Bahia, embora também exista alguma resistência, a posição dos que são favoráveis é majoritária.
Lideranças como os deputados federais Jutahy Júnior e João Almeida e o ex-prefeito Antônio Imbassahy não se opõem à decisão, principalmente se for para o bem do partido. Apenas o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Marcelo Nilo, tem se mostrado contrário à ideia. Aliado do PT no Estado, a Nilo não parece interessante porque o partido certamente passaria a fazer oposição ao governador Jaques Wagner, com quem ele pretende marchar em 2010. Mas é justamente aí onde está o “X” da questão. Sem um palanque forte para os seus candidatos nas últimas eleições presidenciais, a direção nacional do PSDB trabalha desde já os problemas existentes nos estados. Por isso, a entrada do ex-governador Paulo Souto é considerada estratégica para fortalecer o palanque baiano, colocando lado a lado tucanos e democratas, como deve acontecer no resto do País.
Caso a decisão de Paulo Souto seja favorável a entrar no ninho tucano, inevitavelmente mexerá no tabuleiro sucessório de 2010. Souto pode se tornar o principal nome da oposição para disputar o governo do Estado, mas a possibilidade de o PMDB lançar um candidato, provavelmente o ministro Geddel Vieira Lima, pode haver uma recomposição, com o futuro tucano disputando o Senado. Mas como tudo vai depender da conjuntura nacional, alguns passos dados no Carnaval foram apenas ensaios para 2010. Por fim, o fim do Carnaval baiano também trouxe um sinal de paz dentro do PPS, com a possibilidade de mudança no comando estadual da legenda. Vivendo o mesmo drama do PSDB, que no plano local é governo e no nacional é oposição, os dirigentes do PPS baiano ensaiam um acordo, sinalizando a eleição de um nome que contemple o desejo das duas facções que dominam o partido. (Por Evandro Matos)
Polêmica entre Meirelles e Caldas acaba na AL
Mesmo após encerrado o Carnaval, permanece a polêmica envolvendo o cantor e compositor Luiz Caldas e o secretátio estadual da Cultura, Márcio Meireles. Ontem foi a vez da oposição na Assembleia Legislativa criticar abertamente Meirelles. Em comunicado oficial, o líder do bloco, Heraldo Rocha (DEM), disse que o episódio envolvendo o criador da Axé Music não é o primeiro em que Meirelles tenta “destruir” a cultura do Estado. “Não é a primeira e infelizmente acredito que não vai ser a última ação deste secretário tentando acabar com o que temos de bom na nossa Bahia. Primeiro tentou destruir o Solar do Unhão, depois acabou com o Balé Folclórico e o Balé do Teatro Castro Alves, a Fundação Casa de Jorge Amado vive em crise, que também atinge o Teatro XVIII e já ameaçou fechar o Teatro Vila Velha, casa do próprio secretário. A crise também chega no Pelourinho, que está completamente abandonado”, disparou. Por tabela, Heraldo Rocha pede ainda que Jaques Wagner tome uma atitude e demita imediatamente o secretário do cargo.
A polêmica girou por conta de o cantor e compositor Luiz Caldas, destacado como criador da Axé Music, ter acusado o secretário estadual durante a folia de ter boicotado o trio independente do qual o multiinstrumentista seria a estrela maior. Pelo projeto, Luiz Caldas tocaria por três dias nas ruas de Salvador para o folião pipoca. Mas, segundo Caldas, mesmo com a orientação da primeira-dama Fátima Mendonça e com o aval do governador do Estado, Márcio Meirelles engavetou o projeto. Pelo que se sabe, até o secretário Domingos Leonelli (Turismo) tentou intervir, mas não teve sucesso. Indignado com o descaso e a falta de respeito por parte do gestor da pasta da Cultura, Luiz Caldas escreveu um manifesto contra o secretário. O texto foi lido em pleno Carnaval , mostrando o que Caldas classificou como “política anti-cultural”. Meirelles, por sua vez, na ocasião declarou em nota que a respeito do manifesto divulgado pelo compositor jamais promoveu qualquer perseguição ou boicote à sua participação no Carnaval de Salvador.
“Ao contrário, Luiz Caldas foi um dos primeiros artistas a serem convidados pela Secretaria de Cultura a participar do programa Carnaval Pipoca, que em 2009 patrocinou 20 desfiles, em trios sem cordas, nos dois circuitos da festa”. No documento constava ainda que “a Secult-BA apoia o Carnaval 2009 através de programas, com regras transparentes. (Por Fernanda chagas)
Fonte: Tribuna da Bahia
Notícias
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Os tambores e guitarras já silenciaram na avenida e a cena cede espaço à política, que ainda nos camarotes revelou fatos que estão diretamente relacionados com a disputa eleitoral de 2010. Entre os mais prováveis candidatos ao governo do Estado, a exceção do ex-governador Paulo Souto, que se isolou nas praias do Litoral Norte, os outros não perderam tempo e disputaram palmo a palmo os espaços da mídia e a simpatia dos artistas e foliões. Assim, o governador Jaques Wagner (PT), o ministro Geddel Vieira Lima e o prefeito João Henrique (PMDB) procuraram fazer o dever de casa, cada um ao seu modo.
Já declarado candidato à reeleição, o governador Jaques Wagner foi um dos que mais investiram neste Carnaval. Expondo-se ao máximo e preocupado com os números da festa, o governador foi para a avenida com todo o seu staff e procurou tirar o máximo da folia. Preocupado com a violência do Carnaval, o petista pediu à própria imprensa que “valorizasse mais as coisas boas e desse menos atenção às questões negativas”, numa clara preocupação com o impacto negativo que a festa poderia trazer ao seu governo. Com a redução da violência, que é um dos principais problemas da sua administração, Wagner comemorou e espera mudar o quadro desfavorável que se lhe apresenta até o momento.
Convencido de que o prefeito João Henrique possa ser seu concorrente em 2010, o governador parece ter estabelecido uma medição de espaço com ele neste Carnaval. Por isso os dois reacenderam desde o inicio da festa a velha pendenga do período eleitoral sobre quem fez ou deixou de fazer mais pela capital baiana. De olho em 2010, Jaques Wagner assumiu o discurso de candidato, o que foi confirmado através da sua movimentada agenda. (Por Evandro Matos)
Com Geddel à frente, o PMDB desfilou com outras opções
Acomodado no Campo Grande no mesmo camarote do prefeito João Henrique, ou visitando o circuito Barra-Ondina, o ministro Geddel Vieira Lima também não se descuidou do fazer política. Bastante cumprimentado por aliados e foliões, Geddel pôde testar neste Carnaval as suas potencialidades sobre uma provável disputa ao governo do Estado em 2010. Sempre disposto, o ministro confirmou que será mesmo candidato, embora deixasse para o jogo das imaginações qual será o seu papel na futura eleição. Com vaga assegurada para disputar o Senado, Geddel aguarda “as consequências da conjuntura nacional” para definir o seu rumo. Ostentando as condições que ele próprio defende “como uma conquista do esforço pessoal e fruto do crescimento do PMDB na Bahia”, o ministro tanto pode disputar o governo do Estado quanto a ser o vice da ministra Dilma Rousseff, provável candidata do PT à Presidência da República. Provando a sua importância como “jogador” na futura eleição, o ministro pode ser considerado também uma carta na manga da candidatura tucana ao Palácio do Planalto em 2010.
Mas o PMDB tem outra carta na manga caso queira mesmo disputar o governo do Estado em 2010. Ao colocar-se como “o próximo da fila” dentro do PMDB, o prefeito João Henrique demonstrou durante o Carnaval ser mais uma opção para o seu partido. A disputa de espaço com o governador Jaques Wagner durante o Carnaval mostrou que ele não está brincando. Como anfitrião, João Henrique fez uma jogada arriscada ao subir num trio e discursar para agradecer aos foliões e funcionários da prefeitura pela qualidade da festa.
Aplaudido, João mostrou mais uma vez que sabe lidar com as massas. (Por Evandro Matos)
Paulo Souto pode mudar rumo da sucessão indo para o PSDB
A transferência do ex-governador Paulo Souto do DEM para o PSDB ainda está no campo das especulações, mas o fato pode se concretizar a qualquer momento. Recolhido para descanso nas praias do Litoral Norte durante o Carnaval, Souto nada acrescenta sobre o assunto, mas é tudo por conta da delicada operação que o assunto envolve. Há resistência nacional do DEM, principalmente do presidente Rodrigo Maia. Contudo, na Bahia, embora também exista alguma resistência, a posição dos que são favoráveis é majoritária.
Lideranças como os deputados federais Jutahy Júnior e João Almeida e o ex-prefeito Antônio Imbassahy não se opõem à decisão, principalmente se for para o bem do partido. Apenas o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Marcelo Nilo, tem se mostrado contrário à ideia. Aliado do PT no Estado, a Nilo não parece interessante porque o partido certamente passaria a fazer oposição ao governador Jaques Wagner, com quem ele pretende marchar em 2010. Mas é justamente aí onde está o “X” da questão. Sem um palanque forte para os seus candidatos nas últimas eleições presidenciais, a direção nacional do PSDB trabalha desde já os problemas existentes nos estados. Por isso, a entrada do ex-governador Paulo Souto é considerada estratégica para fortalecer o palanque baiano, colocando lado a lado tucanos e democratas, como deve acontecer no resto do País.
Caso a decisão de Paulo Souto seja favorável a entrar no ninho tucano, inevitavelmente mexerá no tabuleiro sucessório de 2010. Souto pode se tornar o principal nome da oposição para disputar o governo do Estado, mas a possibilidade de o PMDB lançar um candidato, provavelmente o ministro Geddel Vieira Lima, pode haver uma recomposição, com o futuro tucano disputando o Senado. Mas como tudo vai depender da conjuntura nacional, alguns passos dados no Carnaval foram apenas ensaios para 2010. Por fim, o fim do Carnaval baiano também trouxe um sinal de paz dentro do PPS, com a possibilidade de mudança no comando estadual da legenda. Vivendo o mesmo drama do PSDB, que no plano local é governo e no nacional é oposição, os dirigentes do PPS baiano ensaiam um acordo, sinalizando a eleição de um nome que contemple o desejo das duas facções que dominam o partido. (Por Evandro Matos)
Polêmica entre Meirelles e Caldas acaba na AL
Mesmo após encerrado o Carnaval, permanece a polêmica envolvendo o cantor e compositor Luiz Caldas e o secretátio estadual da Cultura, Márcio Meireles. Ontem foi a vez da oposição na Assembleia Legislativa criticar abertamente Meirelles. Em comunicado oficial, o líder do bloco, Heraldo Rocha (DEM), disse que o episódio envolvendo o criador da Axé Music não é o primeiro em que Meirelles tenta “destruir” a cultura do Estado. “Não é a primeira e infelizmente acredito que não vai ser a última ação deste secretário tentando acabar com o que temos de bom na nossa Bahia. Primeiro tentou destruir o Solar do Unhão, depois acabou com o Balé Folclórico e o Balé do Teatro Castro Alves, a Fundação Casa de Jorge Amado vive em crise, que também atinge o Teatro XVIII e já ameaçou fechar o Teatro Vila Velha, casa do próprio secretário. A crise também chega no Pelourinho, que está completamente abandonado”, disparou. Por tabela, Heraldo Rocha pede ainda que Jaques Wagner tome uma atitude e demita imediatamente o secretário do cargo.
A polêmica girou por conta de o cantor e compositor Luiz Caldas, destacado como criador da Axé Music, ter acusado o secretário estadual durante a folia de ter boicotado o trio independente do qual o multiinstrumentista seria a estrela maior. Pelo projeto, Luiz Caldas tocaria por três dias nas ruas de Salvador para o folião pipoca. Mas, segundo Caldas, mesmo com a orientação da primeira-dama Fátima Mendonça e com o aval do governador do Estado, Márcio Meirelles engavetou o projeto. Pelo que se sabe, até o secretário Domingos Leonelli (Turismo) tentou intervir, mas não teve sucesso. Indignado com o descaso e a falta de respeito por parte do gestor da pasta da Cultura, Luiz Caldas escreveu um manifesto contra o secretário. O texto foi lido em pleno Carnaval , mostrando o que Caldas classificou como “política anti-cultural”. Meirelles, por sua vez, na ocasião declarou em nota que a respeito do manifesto divulgado pelo compositor jamais promoveu qualquer perseguição ou boicote à sua participação no Carnaval de Salvador.
“Ao contrário, Luiz Caldas foi um dos primeiros artistas a serem convidados pela Secretaria de Cultura a participar do programa Carnaval Pipoca, que em 2009 patrocinou 20 desfiles, em trios sem cordas, nos dois circuitos da festa”. No documento constava ainda que “a Secult-BA apoia o Carnaval 2009 através de programas, com regras transparentes. (Por Fernanda chagas)
Fonte: Tribuna da Bahia
Bloco da polícia é eleito o melhor da avenida
Por Mariacelia Vieira e Silvana Blesa
A sincronia entre a proposta da Segurança Pública e o amadurecimento da população permitiu Salvador exportar a alegria de comemorar um Carnaval sem homicídios no circuito da festa. Para o delegado-chefe Joselito Bispo, o “pacto pela paz” solicitado pela Polícia Civil foi bem entendido pelo folião, e a preparação e treinamentos dos policiais colaboraram para que todos extravasassem a alegria, que era de direito, e assim, permanecessem até o último dia. “Homicídio zero no circuito da folia”.
As campanhas pela paz e o uso de recursos tecnológicos, para conter aquele que extrapolasse o nível de tolerância foram marcos decisivos nesta comemoração, segundo Bispo. A interação de policiais civis com os colegas militares pelas ruas dos vários circuitos do Carnaval, num perfeito policiamento ostensivo, deu certo. “Quatorze mandados judiciais foram cumpridos. Os policiais fizeram o reconhecimento das pessoas no circuito, enquanto trabalhavam junto com o folião”, como adiantou o delegado chefe.
Para falar do bem-sucedido Carnaval, o Secretário da Segurança Pública, César Nunes, reuniu a imprensa no Hotel da Bahia, ontem pela manhã. Assegurou que reinou harmonia, paz e alegria. “Estamos comemorando. Uma festa onde concentrou cerca de 1 milhão de pessoas, não tivemos nenhum assassinato e nem ocorrências de gravidade. Podemos dizer que atingimos nosso objetivo, com um Carnaval alegre e de paz”, comemorou o secretário Nunes.
Carnaval 2009 teve redução de 7,8% em ocorrências
Desde as 19 horas da última quinta-feira, quando deu início a festa de Momo, até a manhã de ontem, final do Carnaval, foram registrados 1.379 ocorrências, com uma redução segundo Nunes de 7,8% em relação ao ano passado, que registrou 1.495 delitos. Nunes avaliou que 12% foram registros de lesões corporais, 6,4% de furto e 35% de roubo.
No último dia oficial de folia, a polícia contabilizou o maior número de ocorrência. Num espaço de 24 horas, 441 registros foram notificados. Destas, 290 aconteceram no circuito Osmar (Centro), 140 no Dodô (Orla) e 11 no Batatinha (Centro Histórico de Salvador). Entre as principais ocorrências nos três palcos da festa, 98 registros de furtos; 19 situações resultaram em lesão corporal; sete roubos; e seis ocorrências por porte e uso de drogas. Uma pessoa foi presa no circuito da orla por tráfico de drogas e outra por exploração sexual.
Durante os seis dias de festa, 1.463 pessoas foram conduzidas para averiguações nos postos especializados para o atendimento nos circuitos. Sendo que 71 ficaram detidas e foram encaminhadas para o Complexo Policial dos Barris, e estão à disposição da Justiça. Segundo o delegado chefe, Joselito Bispo, 14 dessas pessoas eram procuradas pela justiça. “Dentre os presos, 12 foram autuados por tráfico de drogas, 89 foram conduzidas por uso de substancia entorpecente”, reforçou Bispo.
Para o coronel da Polícia Militar, Nilton Régis Mascarenhas, a tranqüilidade da festa é resultado de todo o investimento tecnológico e a disposição dos agentes durante atuação nos circuitos. "O aprimoramento tecnológico fez com que os agentes trabalhassem perto do folião que foi para o Carnaval com intuito de causar transtorno”, disse Mascarenhas salientando que as 200 pistolas elétricas não-letais taser M-26 distribuídas aos agentes, não tiveram necessidades de serem usadas no Carnaval.
Regime de plantão de carnaval termina hoje nas delegacias
Delegacias vazias e policiais trabalhando ainda em regime de Carnaval foi o que se verificou ontem durante todo o dia em Salvador. Alguns advogados que insistiram em procurar as unidades policiais para contato com clientes tiveram que adiar a visita. Os agentes alegavam excesso de presos e agitação dos mesmos, para justificar o não atendimento à solicitação, como foi o caso na 1ª DP, nos Barris. A informação divulgada na tarde de ontem era de que a partir desta manhã os trabalhos estariam normalizados.
Na Delegacia de Homicídios uma listagem de seis mortes violentas foi apresentada pelos plantonistas. A maioria dos casos era de pessoas que não portavam documentação. Apenas Jackson Borges Cruz, morto na Rua Xisto Bahia, Travessa Cosme, no bairro da Federação, com tiros na cabeça e tórax: e, Ubiraci Vieira Carvalho, executado quando transitava pela Rua da Vitória, no Alto da Teresinha, estavam, reconhecidos oficialmente.
Na Rua Ipitanga, no Centro Industrial de Aratu, um homem negro, que usava camisa azul e bermuda branca foi morto com vários tiros. No bairro de São Cristóvão um corpo do sexo masculino estava jogado na Rua Esperança, Estrada Velha do aeroporto. No km 2 da Via Parafuso, na Avenida Periférica I, próximo ao sítio União, outro rapaz foi encontrado morto.
Seu corpo estava em estado avançado de gigantismo.
Fonte: Tribuna da Bahia
A sincronia entre a proposta da Segurança Pública e o amadurecimento da população permitiu Salvador exportar a alegria de comemorar um Carnaval sem homicídios no circuito da festa. Para o delegado-chefe Joselito Bispo, o “pacto pela paz” solicitado pela Polícia Civil foi bem entendido pelo folião, e a preparação e treinamentos dos policiais colaboraram para que todos extravasassem a alegria, que era de direito, e assim, permanecessem até o último dia. “Homicídio zero no circuito da folia”.
As campanhas pela paz e o uso de recursos tecnológicos, para conter aquele que extrapolasse o nível de tolerância foram marcos decisivos nesta comemoração, segundo Bispo. A interação de policiais civis com os colegas militares pelas ruas dos vários circuitos do Carnaval, num perfeito policiamento ostensivo, deu certo. “Quatorze mandados judiciais foram cumpridos. Os policiais fizeram o reconhecimento das pessoas no circuito, enquanto trabalhavam junto com o folião”, como adiantou o delegado chefe.
Para falar do bem-sucedido Carnaval, o Secretário da Segurança Pública, César Nunes, reuniu a imprensa no Hotel da Bahia, ontem pela manhã. Assegurou que reinou harmonia, paz e alegria. “Estamos comemorando. Uma festa onde concentrou cerca de 1 milhão de pessoas, não tivemos nenhum assassinato e nem ocorrências de gravidade. Podemos dizer que atingimos nosso objetivo, com um Carnaval alegre e de paz”, comemorou o secretário Nunes.
Carnaval 2009 teve redução de 7,8% em ocorrências
Desde as 19 horas da última quinta-feira, quando deu início a festa de Momo, até a manhã de ontem, final do Carnaval, foram registrados 1.379 ocorrências, com uma redução segundo Nunes de 7,8% em relação ao ano passado, que registrou 1.495 delitos. Nunes avaliou que 12% foram registros de lesões corporais, 6,4% de furto e 35% de roubo.
No último dia oficial de folia, a polícia contabilizou o maior número de ocorrência. Num espaço de 24 horas, 441 registros foram notificados. Destas, 290 aconteceram no circuito Osmar (Centro), 140 no Dodô (Orla) e 11 no Batatinha (Centro Histórico de Salvador). Entre as principais ocorrências nos três palcos da festa, 98 registros de furtos; 19 situações resultaram em lesão corporal; sete roubos; e seis ocorrências por porte e uso de drogas. Uma pessoa foi presa no circuito da orla por tráfico de drogas e outra por exploração sexual.
Durante os seis dias de festa, 1.463 pessoas foram conduzidas para averiguações nos postos especializados para o atendimento nos circuitos. Sendo que 71 ficaram detidas e foram encaminhadas para o Complexo Policial dos Barris, e estão à disposição da Justiça. Segundo o delegado chefe, Joselito Bispo, 14 dessas pessoas eram procuradas pela justiça. “Dentre os presos, 12 foram autuados por tráfico de drogas, 89 foram conduzidas por uso de substancia entorpecente”, reforçou Bispo.
Para o coronel da Polícia Militar, Nilton Régis Mascarenhas, a tranqüilidade da festa é resultado de todo o investimento tecnológico e a disposição dos agentes durante atuação nos circuitos. "O aprimoramento tecnológico fez com que os agentes trabalhassem perto do folião que foi para o Carnaval com intuito de causar transtorno”, disse Mascarenhas salientando que as 200 pistolas elétricas não-letais taser M-26 distribuídas aos agentes, não tiveram necessidades de serem usadas no Carnaval.
Regime de plantão de carnaval termina hoje nas delegacias
Delegacias vazias e policiais trabalhando ainda em regime de Carnaval foi o que se verificou ontem durante todo o dia em Salvador. Alguns advogados que insistiram em procurar as unidades policiais para contato com clientes tiveram que adiar a visita. Os agentes alegavam excesso de presos e agitação dos mesmos, para justificar o não atendimento à solicitação, como foi o caso na 1ª DP, nos Barris. A informação divulgada na tarde de ontem era de que a partir desta manhã os trabalhos estariam normalizados.
Na Delegacia de Homicídios uma listagem de seis mortes violentas foi apresentada pelos plantonistas. A maioria dos casos era de pessoas que não portavam documentação. Apenas Jackson Borges Cruz, morto na Rua Xisto Bahia, Travessa Cosme, no bairro da Federação, com tiros na cabeça e tórax: e, Ubiraci Vieira Carvalho, executado quando transitava pela Rua da Vitória, no Alto da Teresinha, estavam, reconhecidos oficialmente.
Na Rua Ipitanga, no Centro Industrial de Aratu, um homem negro, que usava camisa azul e bermuda branca foi morto com vários tiros. No bairro de São Cristóvão um corpo do sexo masculino estava jogado na Rua Esperança, Estrada Velha do aeroporto. No km 2 da Via Parafuso, na Avenida Periférica I, próximo ao sítio União, outro rapaz foi encontrado morto.
Seu corpo estava em estado avançado de gigantismo.
Fonte: Tribuna da Bahia
Com enredo homenagenado a Bahia, Salgueiro é campeã no RJ
Redação CORREIO
A escola de samba Acadêmicos do Salgueiro conquistou nesta quarta-feira (25) o título de melhor agremiação do carnaval do Rio de Janeiro em 2009. Este título tem um sabor especial para os baianos, pois o enrredo homenageou o 'Tambor'. A escola havia vencido pela última vez em 1993.
No desfile da escola, não faltaram homenagens ao Olodum e ao mestre da Timbalada - Carlinhos Brown. O artista desfilou com percussionsitas baianos em cima de um carro alegórico que simbolizava a 'Caetanave'. A rainha da bateria Viviane Araújo foi outra celebridade que embalou o batuque do Salgueiro na Marquês de Sapucaí.
O Salgueiro somou 399 pontos. A Beija Flor ficou em segundo, com 398 pontos; e a Portela, em terceiro com 397,9. Ao todo, desfilaram 36 alas, oito alegorias e 4.100 componentes. O carro abre-alas, chamado de “Tambores da academia”, tinha 15 tambores em branco-e-vermelho.
Já a tradicional escola Império Serreno teve a pior colocação e foi rebaixada para o Grupo de Acesso.
Fonte: Correio da Bahia
A escola de samba Acadêmicos do Salgueiro conquistou nesta quarta-feira (25) o título de melhor agremiação do carnaval do Rio de Janeiro em 2009. Este título tem um sabor especial para os baianos, pois o enrredo homenageou o 'Tambor'. A escola havia vencido pela última vez em 1993.
No desfile da escola, não faltaram homenagens ao Olodum e ao mestre da Timbalada - Carlinhos Brown. O artista desfilou com percussionsitas baianos em cima de um carro alegórico que simbolizava a 'Caetanave'. A rainha da bateria Viviane Araújo foi outra celebridade que embalou o batuque do Salgueiro na Marquês de Sapucaí.
O Salgueiro somou 399 pontos. A Beija Flor ficou em segundo, com 398 pontos; e a Portela, em terceiro com 397,9. Ao todo, desfilaram 36 alas, oito alegorias e 4.100 componentes. O carro abre-alas, chamado de “Tambores da academia”, tinha 15 tambores em branco-e-vermelho.
Já a tradicional escola Império Serreno teve a pior colocação e foi rebaixada para o Grupo de Acesso.
Fonte: Correio da Bahia
Recesso de Carnaval de deputados dura mais de uma semana
Iolando Lourenço, da Agência Brasil
Brasília - Ao contrário da maioria dos trabalhadores brasileiros, que tiveram que retornar ao trabalho às 12 horas desta quarta (25), os deputados só devem voltar às suas atividades na Câmara na próxima semana. Acordo para folgar nesta semana foi firmado pela Presidência da Câmara com os deputados, quando combinaram a realização de sessão deliberativa de votação, na segunda-feira (16), da semana passada.
Apesar do combinado, os deputados compareceram, mas não conseguiram votar nenhuma proposta naquele dia. Mas na terça (17), na quarta (18) e na quinta-feira (19), os deputados votaram projetos como o disciplinamento do trote universitário, a obrigatoriedade do airbag frontal nos carros, entre outras matérias constantes da ordem do dia.
Na próxima semana, os deputados terão inúmeras atividades na Câmara. As lideranças partidárias têm até terça-feira (3), para indicarem os deputados que integrarão cada uma das 20 comissões técnicas permanentes. Os líderes também vão definir até aquele dia os parlamentares que deverão compor as Mesas Diretoras das Comissões (presidentes e três vices-presidentes, cada).
Também se espera para a próxima semana que os líderes partidários indiquem os deputados que deverão integrar a Comissão Especial da Câmara, destinada a promover estudos e oferecer alternativas para o enfrentamento da crise econômico-financeira internacional. A criação da comissão foi um dos primeiros atos do presidente da Casa, deputado Michel Temer (PMDB-SP), após se eleger para o cargo.
Fonte: A Tarde
Brasília - Ao contrário da maioria dos trabalhadores brasileiros, que tiveram que retornar ao trabalho às 12 horas desta quarta (25), os deputados só devem voltar às suas atividades na Câmara na próxima semana. Acordo para folgar nesta semana foi firmado pela Presidência da Câmara com os deputados, quando combinaram a realização de sessão deliberativa de votação, na segunda-feira (16), da semana passada.
Apesar do combinado, os deputados compareceram, mas não conseguiram votar nenhuma proposta naquele dia. Mas na terça (17), na quarta (18) e na quinta-feira (19), os deputados votaram projetos como o disciplinamento do trote universitário, a obrigatoriedade do airbag frontal nos carros, entre outras matérias constantes da ordem do dia.
Na próxima semana, os deputados terão inúmeras atividades na Câmara. As lideranças partidárias têm até terça-feira (3), para indicarem os deputados que integrarão cada uma das 20 comissões técnicas permanentes. Os líderes também vão definir até aquele dia os parlamentares que deverão compor as Mesas Diretoras das Comissões (presidentes e três vices-presidentes, cada).
Também se espera para a próxima semana que os líderes partidários indiquem os deputados que deverão integrar a Comissão Especial da Câmara, destinada a promover estudos e oferecer alternativas para o enfrentamento da crise econômico-financeira internacional. A criação da comissão foi um dos primeiros atos do presidente da Casa, deputado Michel Temer (PMDB-SP), após se eleger para o cargo.
Fonte: A Tarde
PMDB deve manter Temer como presidente do partido
Agencia Estado
A cúpula do PMDB da Câmara já decidiu: quem estará no comando do partido na sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é o deputado Michel Temer (SP). A notícia agrada aos tucanos que querem a candidatura presidencial do governador de São Paulo, José Serra. Eles veem em Temer não só um interlocutor confiável, como um aliado que pode ter papel estratégico em 2010, ajudando a ampliar o número de serristas no PMDB. Afinal, é em São Paulo que a aliança dos sonhos do tucanato, unindo PSDB, PMDB, DEM e PPS, está feita.
?Não há a menor possibilidade de o PMDB interromper o mandato de Michel Temer à frente do partido. Ele fica na cadeira de presidente até março de 2010?, disse o líder peemedebista na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN). Depois desse prazo, seria ?reconduzido? a mais um mandato. ?Não só fica, como é candidato natural à reeleição?, disse Alves. Temer está licenciado do comando da legenda desde que assumiu a presidência da Câmara e vinha negando a intenção de acumular os dois cargos. Mas agora seus aliados argumentam que abrir uma nova disputa interna só serviria para aprofundar as mágoas e o racha provocado pela eleição para o comando das duas Casas no Congresso.
A candidatura vitoriosa de José Sarney (AP) à presidência do Senado foi vista como prejudicial à de Temer - havia resistências a uma dupla vitória peemedebista no Congresso -, mas mesmo assim ele acabou eleito. O PMDB da Câmara, unido, possui força suficiente para impor o nome de Temer, mesmo contra a vontade de senadores do partido. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: A Tarde
A cúpula do PMDB da Câmara já decidiu: quem estará no comando do partido na sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é o deputado Michel Temer (SP). A notícia agrada aos tucanos que querem a candidatura presidencial do governador de São Paulo, José Serra. Eles veem em Temer não só um interlocutor confiável, como um aliado que pode ter papel estratégico em 2010, ajudando a ampliar o número de serristas no PMDB. Afinal, é em São Paulo que a aliança dos sonhos do tucanato, unindo PSDB, PMDB, DEM e PPS, está feita.
?Não há a menor possibilidade de o PMDB interromper o mandato de Michel Temer à frente do partido. Ele fica na cadeira de presidente até março de 2010?, disse o líder peemedebista na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN). Depois desse prazo, seria ?reconduzido? a mais um mandato. ?Não só fica, como é candidato natural à reeleição?, disse Alves. Temer está licenciado do comando da legenda desde que assumiu a presidência da Câmara e vinha negando a intenção de acumular os dois cargos. Mas agora seus aliados argumentam que abrir uma nova disputa interna só serviria para aprofundar as mágoas e o racha provocado pela eleição para o comando das duas Casas no Congresso.
A candidatura vitoriosa de José Sarney (AP) à presidência do Senado foi vista como prejudicial à de Temer - havia resistências a uma dupla vitória peemedebista no Congresso -, mas mesmo assim ele acabou eleito. O PMDB da Câmara, unido, possui força suficiente para impor o nome de Temer, mesmo contra a vontade de senadores do partido. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: A Tarde
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