Um ato de repúdio à ação promovida por policiais civis contra o Juiz Federal Roberto Dantes Shuman de Paula reuniu, no auditório da Justiça Federal, ontem à tarde, representantes da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
Segundo o depoimento de Shuman, no último dia 4, segunda-feira de carnaval, ele saltou de um táxi na Lapa, Centro do Rio, quando um carro da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core) buzinou para ele sair da rua. Shuman teria ido para a calçada e pedido desculpas aos policiais. Neste momento os policiais teriam começado a insulta-lo. O Juiz teria questionado a atitude dos policiais, que o algemaram e o levaram para a delegacia.
Segundo os policiais, Shuman foi detido por desacato, crime que não permite a prisão em flagrante de juízes. O Juiz Roberto Shuman disse que este não era um ato em defesa da magistratura, mas da cidadania brasileira.
- As minhas marcas no pulso já desapareceram, mas as marcas que ficaram só me fortaleceram - disse. - Nunca deixem nada passar. Se queremos que as coisas sejam diferentes, não podemos ficar inertes.
O Ministério Público Federal (MPF) investigará denúncia pelos crimes de abuso de autoridade, violência arbitrária e desacato contra os três policiais envolvidos, que já estão afastados de suas atividades. Se culpados, eles podem ser expulsos da corporação.
O presidente da Ajufe, Walter Nunes da Silva Junior, criticou o trabalho dos policiais no Rio e garantiu que a ação não ficará impune.
- Infelizmente, essas arbitrariedades fazem parte do cotidiano da polícia no Rio - lamentou.
Fonte: JB Online
quinta-feira, fevereiro 14, 2008
Após lesão, Ronaldo pode ficar até um ano parado, diz jornal

JB Online
RIO - Com um início de temporada incerto, onde diversas lesões o tiraram de campo, o brasileiro Ronaldo entrou em campo no início do segundo tempo, em partida contra o Livorno, para tentar superar as dificuldades e fazer as pazes com o gol. Infelizmente, aos 15 minutos, pouco depois de entrar no gramado do estádio San Siro no lugar de Gilardino, ao subir para tentar um cabeceio na área, o brasileiro caiu em campo com fortes dores no joelho esquerdo.
- É igual à outra vez, é igual à outra vez – gritava, chorando, referindo-se à outras lesões.
Ronaldo teve confirmada a lesão pouco depois de entrar em campo. De acordo com o diretor do departamento médico do Milan, Jean-Pierre Messerman, o brasileiro será operado nesta quinta-feira, em Paris. A operação será comandada pela mesma equipe do médico Saillant, que o operou em 2000, quando ele sofreu problema similar no joelho direito.
De acordo com informações do jornal italiano "La Gazzetta Dello Sport", Ronaldo poderá ficar entre nove meses e um ano sem jogar.
Carreira marcada por lesões
Desde que chegou à Itália, em 1998, Ronaldo se viu estampando as principais manchetes de jornais por sua atuação nos gramados, mas também pelas diversas lesões que sofreu.
Em novembro de 1999, mais de um ano depois de ter sofrido uma convulsão na Copa do Mundo de 98, Ronaldo sofreu a primeira grave lesão da carreira. Num jogo do Inter com o Lecce, o brasileiro sofreu uma contusão no tendão do joelho da perna direita. Foi operado e os médicos disseram, então, que poderia retornar cerca de cinco meses depois.
Em abril de 2000, durante partida com a Lázio, Ronaldo tentava driblar o português Fernando Couto, mas torceu o joelho direito, abandonando os gramados e retornando somente 12 meses depois.
O Fenômeno passou, então, por um longo tempo parado, mas retornou em 2002, quando ajudou o Brasil a tornar-se pentacampeão, sob o comando de Luiz Felipe Scolari. Ronaldo não teve mais lesões graves, mas vários problemas físicos. Por isso passou mais tempo entre os reservas do que nos gramados.
Em novembro de 2007, Ronaldo lesionou-se no aquecimento antes do jogo com o Benfica e acabou fora de algumas partidas. Nos últimos dias já se queixava de dores no joelho esquerdo, o mesmo que esta quarta obrigou o jogador a parar cerca de um ano. Resta saber se ainda retorna.
RIO - Com um início de temporada incerto, onde diversas lesões o tiraram de campo, o brasileiro Ronaldo entrou em campo no início do segundo tempo, em partida contra o Livorno, para tentar superar as dificuldades e fazer as pazes com o gol. Infelizmente, aos 15 minutos, pouco depois de entrar no gramado do estádio San Siro no lugar de Gilardino, ao subir para tentar um cabeceio na área, o brasileiro caiu em campo com fortes dores no joelho esquerdo.
- É igual à outra vez, é igual à outra vez – gritava, chorando, referindo-se à outras lesões.
Ronaldo teve confirmada a lesão pouco depois de entrar em campo. De acordo com o diretor do departamento médico do Milan, Jean-Pierre Messerman, o brasileiro será operado nesta quinta-feira, em Paris. A operação será comandada pela mesma equipe do médico Saillant, que o operou em 2000, quando ele sofreu problema similar no joelho direito.
De acordo com informações do jornal italiano "La Gazzetta Dello Sport", Ronaldo poderá ficar entre nove meses e um ano sem jogar.
Carreira marcada por lesões
Desde que chegou à Itália, em 1998, Ronaldo se viu estampando as principais manchetes de jornais por sua atuação nos gramados, mas também pelas diversas lesões que sofreu.
Em novembro de 1999, mais de um ano depois de ter sofrido uma convulsão na Copa do Mundo de 98, Ronaldo sofreu a primeira grave lesão da carreira. Num jogo do Inter com o Lecce, o brasileiro sofreu uma contusão no tendão do joelho da perna direita. Foi operado e os médicos disseram, então, que poderia retornar cerca de cinco meses depois.
Em abril de 2000, durante partida com a Lázio, Ronaldo tentava driblar o português Fernando Couto, mas torceu o joelho direito, abandonando os gramados e retornando somente 12 meses depois.
O Fenômeno passou, então, por um longo tempo parado, mas retornou em 2002, quando ajudou o Brasil a tornar-se pentacampeão, sob o comando de Luiz Felipe Scolari. Ronaldo não teve mais lesões graves, mas vários problemas físicos. Por isso passou mais tempo entre os reservas do que nos gramados.
Em novembro de 2007, Ronaldo lesionou-se no aquecimento antes do jogo com o Benfica e acabou fora de algumas partidas. Nos últimos dias já se queixava de dores no joelho esquerdo, o mesmo que esta quarta obrigou o jogador a parar cerca de um ano. Resta saber se ainda retorna.
Fonte: JB Online
Brasil/PF prende 31 acusados de fraudar a Previdência
Quadrilha paraense pode ter fraudado 17 mil benefícios do INSS concedidos desde 2003
BELÉM - A Polícia Federal prendeu ontem, em Belém, 31 pessoas acusadas de fraudar a Previdência Social. Investigações feitas ao longo dos últimos 18 meses mostram que a quadrilha pode ter fraudado 17 mil benefícios do INSS, concedidos desde 2003. O prejuízo para os cofres da Previdência Social pode chegar a R$10 milhões. As fraudes eram cometidas no Pará e no Maranhão. Entre os fraudadores presos na Operação Flagelo, que contou com a participação de procuradores do Ministério Público Federal e de fiscais da própria Previdência, estão sete servidores administrativos e dois médicos peritos. As outras 22 pessoas presas atuavam como intermediárias, dos quais dois são falsos médicos.
Um dos detidos é o chefe da Agência da Previdência Social da localidade de Mosqueiro, a 65km da capital, que estava atuando em Belém. Segundo a Polícia Federal, foram expedidos 37 mandados de busca e apreensão e 31 de prisão. Todos foram executados e cumpridos. A força-tarefa concluiu as investigações iniciadas pelo INSS em outubro de 2006. O Ministério da Previdência informou que a quadrilha reunia pessoas interessadas em conseguir benefícios fraudulentos, como auxílio-doença, aposentadoria por tempo de contribuição, por idade ou invalidez, pensão por morte ao idoso e portador de deficiência.
Isso era feito por meio de documentos falsos e da ajuda de servidores e médicos peritos integrantes do grupo. Após confeccionarem a documentação falsa necessária para pedir o benefício, os interessados entravam com requerimento em uma das agências da Previdência Social onde trabalhava um integrante da quadrilha. Lá, o servidor habilitava e concedia o benefício, ou o médico perito atestava a existência de doença ou invalidez. É a terceira operação da PF contra fraudes da Previdência só este ano. As anteriores foram em Santa Catarina e Minas Gerais. (AG)
Fonte: Correio da Bahia
BELÉM - A Polícia Federal prendeu ontem, em Belém, 31 pessoas acusadas de fraudar a Previdência Social. Investigações feitas ao longo dos últimos 18 meses mostram que a quadrilha pode ter fraudado 17 mil benefícios do INSS, concedidos desde 2003. O prejuízo para os cofres da Previdência Social pode chegar a R$10 milhões. As fraudes eram cometidas no Pará e no Maranhão. Entre os fraudadores presos na Operação Flagelo, que contou com a participação de procuradores do Ministério Público Federal e de fiscais da própria Previdência, estão sete servidores administrativos e dois médicos peritos. As outras 22 pessoas presas atuavam como intermediárias, dos quais dois são falsos médicos.
Um dos detidos é o chefe da Agência da Previdência Social da localidade de Mosqueiro, a 65km da capital, que estava atuando em Belém. Segundo a Polícia Federal, foram expedidos 37 mandados de busca e apreensão e 31 de prisão. Todos foram executados e cumpridos. A força-tarefa concluiu as investigações iniciadas pelo INSS em outubro de 2006. O Ministério da Previdência informou que a quadrilha reunia pessoas interessadas em conseguir benefícios fraudulentos, como auxílio-doença, aposentadoria por tempo de contribuição, por idade ou invalidez, pensão por morte ao idoso e portador de deficiência.
Isso era feito por meio de documentos falsos e da ajuda de servidores e médicos peritos integrantes do grupo. Após confeccionarem a documentação falsa necessária para pedir o benefício, os interessados entravam com requerimento em uma das agências da Previdência Social onde trabalhava um integrante da quadrilha. Lá, o servidor habilitava e concedia o benefício, ou o médico perito atestava a existência de doença ou invalidez. É a terceira operação da PF contra fraudes da Previdência só este ano. As anteriores foram em Santa Catarina e Minas Gerais. (AG)
Fonte: Correio da Bahia
A pizza no forno
Por: Carlos chagas
BRASÍLIA - Caso faltassem provas de que o governo pretende reduzir a CPI dos Cartões Corporativos a uma simples brisa, evitando a tempestade, aí está a decisão imposta pelo Palácio do Planalto às lideranças oficiais: presidente e relator devem ser integrantes da base parlamentar governista. Tanto faz se um virá do PMDB e outro do PT, desde que sejam confiáveis e se mostrem dispostos a blindar os gastos do presidente Lula e de seus familiares com cartões corporativos.
A oposição estrilou, mas nem tanto quanto deveria, tendo em vista o acordo para estender ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso as mesmas garantias dadas ao sucessor.
Existem, porém, alguns obstáculos à transformação da CPI dos Cartões Corporativos numa imensa pizza de marmelada. Primeiro que o acordão não foi nem poderia ser celebrado por escrito. Ficou no gogó, coisa temerária em política. Depois, que o Supremo Tribunal Federal poderá decidir, em poucos dias, pela liberação absoluta de todos os gastos e despesas.
Um terceiro argumento é definitivo: mesmo detendo a maioria dos integrantes da CPI, dificilmente o governo evitará que muitos dos "fiéis companheiros" atuem conforme exige a opinião pública, ou melhor, a opinião publicada, que vem fazendo do escândalo dos cartões corporativos a peça de resistência em sua busca por maiores tiragens e melhor audiência. Ninguém investe impunemente contra a natureza das coisas, e ela indica, hoje, o rumo das denúncias integrais.
O deputado ou senador que se omitir, esquivar-se ou tentar amaciar os trabalhos será identificado junto ao eleitorado, não parecendo tão longe assim a data em que se candidatarão no mínimo à reeleição.
Em suma, apesar de o dono do campo e da bola parecer também o empregador do juiz e o árbitro das regras do jogo, é possível que a CPI desvende boa parte dos horrores praticados à sombra dos cartões corporativos. Sessões de botox pagas com recursos públicos poderão ser identificadas, menos pelo dinheiro despendido, mais pelo absurdo intrínseco, igual ou maior do que a aquisição de material de construção, jogos de camisas de futebol de salão, perfumes e cosméticos de toda ordem e sucedâneos.
A pergunta que se faz refere-se às conseqüências de uma devassa ampla nos meandros da transformação da coisa pública em "cosa nostra". Nada que abale o mandato do atual presidente da República ou leve seu antecessor ao banco dos réus, mas, com certeza, revelações capazes de abalar a credibilidade dos detentores do poder, atuais ou recentes. Traduzindo: as eleições presidenciais de 2010 poderão trazer desagradáveis surpresas para companheiros e para tucanos.
Confraternização com pingüins
Mal chegado do extremo norte do País, o presidente Lula seguirá no trajeto oposto, devendo a partir de amanhã viajar para Punta Arenas, no Chile, e no dia seguinte, de helicóptero, visitar a base naval brasileira no Pólo Sul. A gente se pergunta o porquê desse périplo digno de Indiana Jones e a resposta não envolve estratégias para tirar o escândalo dos cartões corporativos da primeira página dos jornais.
A viagem estava programada há meses. O que não dá para entender é como o presidente Lula não adiou aventura tão supérflua para dedicar-se à análise e ao enfrentamento da crise que assola o País. Deveria, com todo o respeito, estar-se reunindo com líderes, auxiliares, observadores e experts em relações do Legislativo com o Executivo, visando reduzir os efeitos da lambança feita com os cartões corporativos.
Audiência explosiva
Hoje, no Senado, haverá audiência pública para debater as obras já iniciadas do desvio das águas do Rio São Francisco. Estão convidados o bispo Dom Capio, aquele da greve de fome, o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, o deputado Ciro Gomes, o senador Eduardo Suplicy e outros.
Vai sair faísca, a menos que o prelado reflua e admita não reagir mais ao projeto em curso. Como as indicações são de que aumentará o diapasão de suas críticas, atribui-se ao ministro Geddel uma sugestão para os trabalhos que devem durar muitas horas: mandar servir suculentos sanduíches para os participantes e rezar para que os fotógrafos não poupem flagrantes do reverendíssimo mastigando presuntos e queijos de grife.
A permanente impunidade
Volta o senador Pedro Simon a bater na tecla que tem caracterizado sua atividade parlamentar: a impunidade. Para ele, se houvesse cartões de crédito corporativos nos tempos em que governou o Rio Grande do Sul ou foi ministro da Agricultura, sairia preso de seu gabinete o auxiliar capaz da ousadia de propor-lhe tamanho descalabro.
Suas previsões são de que, mesmo com todos os excessos apurados pela CPI, ninguém será punido por participar do escândalo. Tornaram-se tão maleáveis as instituições que regem o País a ponto de, em Porto Alegre, ele ter recebido dezenas de indagações a respeito de porque jamais utilizou cartões corporativos. Está passando por bobo...
Fonte: Tribuna da Imprensa
BRASÍLIA - Caso faltassem provas de que o governo pretende reduzir a CPI dos Cartões Corporativos a uma simples brisa, evitando a tempestade, aí está a decisão imposta pelo Palácio do Planalto às lideranças oficiais: presidente e relator devem ser integrantes da base parlamentar governista. Tanto faz se um virá do PMDB e outro do PT, desde que sejam confiáveis e se mostrem dispostos a blindar os gastos do presidente Lula e de seus familiares com cartões corporativos.
A oposição estrilou, mas nem tanto quanto deveria, tendo em vista o acordo para estender ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso as mesmas garantias dadas ao sucessor.
Existem, porém, alguns obstáculos à transformação da CPI dos Cartões Corporativos numa imensa pizza de marmelada. Primeiro que o acordão não foi nem poderia ser celebrado por escrito. Ficou no gogó, coisa temerária em política. Depois, que o Supremo Tribunal Federal poderá decidir, em poucos dias, pela liberação absoluta de todos os gastos e despesas.
Um terceiro argumento é definitivo: mesmo detendo a maioria dos integrantes da CPI, dificilmente o governo evitará que muitos dos "fiéis companheiros" atuem conforme exige a opinião pública, ou melhor, a opinião publicada, que vem fazendo do escândalo dos cartões corporativos a peça de resistência em sua busca por maiores tiragens e melhor audiência. Ninguém investe impunemente contra a natureza das coisas, e ela indica, hoje, o rumo das denúncias integrais.
O deputado ou senador que se omitir, esquivar-se ou tentar amaciar os trabalhos será identificado junto ao eleitorado, não parecendo tão longe assim a data em que se candidatarão no mínimo à reeleição.
Em suma, apesar de o dono do campo e da bola parecer também o empregador do juiz e o árbitro das regras do jogo, é possível que a CPI desvende boa parte dos horrores praticados à sombra dos cartões corporativos. Sessões de botox pagas com recursos públicos poderão ser identificadas, menos pelo dinheiro despendido, mais pelo absurdo intrínseco, igual ou maior do que a aquisição de material de construção, jogos de camisas de futebol de salão, perfumes e cosméticos de toda ordem e sucedâneos.
A pergunta que se faz refere-se às conseqüências de uma devassa ampla nos meandros da transformação da coisa pública em "cosa nostra". Nada que abale o mandato do atual presidente da República ou leve seu antecessor ao banco dos réus, mas, com certeza, revelações capazes de abalar a credibilidade dos detentores do poder, atuais ou recentes. Traduzindo: as eleições presidenciais de 2010 poderão trazer desagradáveis surpresas para companheiros e para tucanos.
Confraternização com pingüins
Mal chegado do extremo norte do País, o presidente Lula seguirá no trajeto oposto, devendo a partir de amanhã viajar para Punta Arenas, no Chile, e no dia seguinte, de helicóptero, visitar a base naval brasileira no Pólo Sul. A gente se pergunta o porquê desse périplo digno de Indiana Jones e a resposta não envolve estratégias para tirar o escândalo dos cartões corporativos da primeira página dos jornais.
A viagem estava programada há meses. O que não dá para entender é como o presidente Lula não adiou aventura tão supérflua para dedicar-se à análise e ao enfrentamento da crise que assola o País. Deveria, com todo o respeito, estar-se reunindo com líderes, auxiliares, observadores e experts em relações do Legislativo com o Executivo, visando reduzir os efeitos da lambança feita com os cartões corporativos.
Audiência explosiva
Hoje, no Senado, haverá audiência pública para debater as obras já iniciadas do desvio das águas do Rio São Francisco. Estão convidados o bispo Dom Capio, aquele da greve de fome, o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, o deputado Ciro Gomes, o senador Eduardo Suplicy e outros.
Vai sair faísca, a menos que o prelado reflua e admita não reagir mais ao projeto em curso. Como as indicações são de que aumentará o diapasão de suas críticas, atribui-se ao ministro Geddel uma sugestão para os trabalhos que devem durar muitas horas: mandar servir suculentos sanduíches para os participantes e rezar para que os fotógrafos não poupem flagrantes do reverendíssimo mastigando presuntos e queijos de grife.
A permanente impunidade
Volta o senador Pedro Simon a bater na tecla que tem caracterizado sua atividade parlamentar: a impunidade. Para ele, se houvesse cartões de crédito corporativos nos tempos em que governou o Rio Grande do Sul ou foi ministro da Agricultura, sairia preso de seu gabinete o auxiliar capaz da ousadia de propor-lhe tamanho descalabro.
Suas previsões são de que, mesmo com todos os excessos apurados pela CPI, ninguém será punido por participar do escândalo. Tornaram-se tão maleáveis as instituições que regem o País a ponto de, em Porto Alegre, ele ter recebido dezenas de indagações a respeito de porque jamais utilizou cartões corporativos. Está passando por bobo...
Fonte: Tribuna da Imprensa
Para Dirceu, depoimentos negam seu envolvimento
SÃO PAULO - O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu afirmou ontem que os depoimentos prestados até agora no processo que investiga o mensalão negam seu envolvimento no caso. Segundo o deputado cassado, que responde às acusações de corrupção ativa e formação de quadrilha, os interrogatórios ajudam a demonstrar a motivação política por trás de seu afastamento do cargo de ministro e da cassação de seu mandato de deputado.
"A sucessão de depoimentos à Justiça, vários por semana, dos réus do chamado 'mensalão' prova, dia a dia, que não cometi nenhum ato ilícito", afirmou Dirceu, em nota publicada em seu blog na internet (Zedirceu). "Os depoimentos reafirmam a convicção que tenho e sempre transmiti: é político o processo em que me envolveram, com o propósito de me afastarem do cargo de ministro-chefe da Casa Civil e de me cassarem o mandato de deputado federal pelo que eu representava no governo do PT e do presidente Lula."
Ao comentar o depoimento prestado terça-feira à Justiça pelo também deputado cassado Roberto Jefferson, Dirceu apontou que o presidente do PTB recusou-se a acusá-lo diretamente.
No interrogatório, Jefferson evitou comentar o envolvimento de Dirceu e de outros membros do governo no caso, sob o argumento de que falava como réu e não como testemunha. Em um ponto do depoimento, disse que Dirceu "era o ministro político do governo" e que "todos os acordos tinham a chancela dele".
"Roberto Jefferson afirmou no depoimento, ontem (terça), que eu era o ministro político do governo, que tratava comigo da aliança PTB-governo e que os acordos tinham a minha chancela. Também não fez referências associando-me ao chamado 'mensalão'", afirmou Dirceu, no blog.
A mesma atitude, segundo o ex-ministro, marcou o depoimento de outros réus, entre eles o publicitário Marcos Valério. "Valério confirmou que nunca teve reuniões comigo para tratar dessa história de 'mensalão'", prosseguiu. Ao encerrar a nota, Dirceu voltou dizer que confia na Justiça e que aguarda "com serenidade" o julgamento do processo.
Fonte: Tribuna da Imprensa
"A sucessão de depoimentos à Justiça, vários por semana, dos réus do chamado 'mensalão' prova, dia a dia, que não cometi nenhum ato ilícito", afirmou Dirceu, em nota publicada em seu blog na internet (Zedirceu). "Os depoimentos reafirmam a convicção que tenho e sempre transmiti: é político o processo em que me envolveram, com o propósito de me afastarem do cargo de ministro-chefe da Casa Civil e de me cassarem o mandato de deputado federal pelo que eu representava no governo do PT e do presidente Lula."
Ao comentar o depoimento prestado terça-feira à Justiça pelo também deputado cassado Roberto Jefferson, Dirceu apontou que o presidente do PTB recusou-se a acusá-lo diretamente.
No interrogatório, Jefferson evitou comentar o envolvimento de Dirceu e de outros membros do governo no caso, sob o argumento de que falava como réu e não como testemunha. Em um ponto do depoimento, disse que Dirceu "era o ministro político do governo" e que "todos os acordos tinham a chancela dele".
"Roberto Jefferson afirmou no depoimento, ontem (terça), que eu era o ministro político do governo, que tratava comigo da aliança PTB-governo e que os acordos tinham a minha chancela. Também não fez referências associando-me ao chamado 'mensalão'", afirmou Dirceu, no blog.
A mesma atitude, segundo o ex-ministro, marcou o depoimento de outros réus, entre eles o publicitário Marcos Valério. "Valério confirmou que nunca teve reuniões comigo para tratar dessa história de 'mensalão'", prosseguiu. Ao encerrar a nota, Dirceu voltou dizer que confia na Justiça e que aguarda "com serenidade" o julgamento do processo.
Fonte: Tribuna da Imprensa
Oposição quer acesso a gastos secretos
Arthur Virgílio protocola mandado de segurança para ter acesso a cartões corporativos da Presidência
BRASÍLIA - O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), entrou ontem no Supremo Tribunal Federal (STF) com um mandado de segurança pedindo acesso aos dados sigilosos dos cartões corporativos do gabinete pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo Virgílio, a Constituição estabelece que cabe ao Congresso Nacional exercer a fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial da União.
O senador classificou a medida de "extrema, dura, mas que visa a corrigir um ato de omissão do governo federal. Eu quero que ele me permita cumprir o meu dever de parlamentar e fiscalizar, inclusive, as contas do gabinete da Presidência da República", afirmou.
Virgílio disse que o fato de o Executivo negar o acesso aos dados, sob o pretexto de resguardar a segurança nacional, contraria os princípios da publicidade e da moralidade pública. Segundo o senador, esses gastos não são estratégicos, mas pessoais.
"O governo insiste que gastos pessoais do gabinete da Presidência da República são de segurança nacional. Isso não é verdade. Não há nenhuma parte da legislação brasileira que ampare esse ponto de vista", afirma.
Arthur Virgílio informou que encaminhou à Secretaria Geral da Presidência da República 37 requerimentos com pedidos de informação sobre os gastos de todos os ministérios. Ele também solicitou a divulgação dos seus próprios gastos com cartões corporativos no período em que foi secretário-geral da Presidência, no governo de Fernando Henrique Cardoso. Se os pedidos forem negados, o senador disse que irá recorrer novamente ao STF.
O líder do PSDB informou que todos os gastos referentes ao governo FHC já estão à disposição do governo federal. O pedido de informações protocolado no STF, segundo Arthur Virgílio, tem um objetivo político. "Mostrar que não há acordinho, nem acordo, nem acordão. Nós queremos tudo". (Com Agência Brasil)
Fonte: Tribuna da Imprensa
BRASÍLIA - O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), entrou ontem no Supremo Tribunal Federal (STF) com um mandado de segurança pedindo acesso aos dados sigilosos dos cartões corporativos do gabinete pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo Virgílio, a Constituição estabelece que cabe ao Congresso Nacional exercer a fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial da União.
O senador classificou a medida de "extrema, dura, mas que visa a corrigir um ato de omissão do governo federal. Eu quero que ele me permita cumprir o meu dever de parlamentar e fiscalizar, inclusive, as contas do gabinete da Presidência da República", afirmou.
Virgílio disse que o fato de o Executivo negar o acesso aos dados, sob o pretexto de resguardar a segurança nacional, contraria os princípios da publicidade e da moralidade pública. Segundo o senador, esses gastos não são estratégicos, mas pessoais.
"O governo insiste que gastos pessoais do gabinete da Presidência da República são de segurança nacional. Isso não é verdade. Não há nenhuma parte da legislação brasileira que ampare esse ponto de vista", afirma.
Arthur Virgílio informou que encaminhou à Secretaria Geral da Presidência da República 37 requerimentos com pedidos de informação sobre os gastos de todos os ministérios. Ele também solicitou a divulgação dos seus próprios gastos com cartões corporativos no período em que foi secretário-geral da Presidência, no governo de Fernando Henrique Cardoso. Se os pedidos forem negados, o senador disse que irá recorrer novamente ao STF.
O líder do PSDB informou que todos os gastos referentes ao governo FHC já estão à disposição do governo federal. O pedido de informações protocolado no STF, segundo Arthur Virgílio, tem um objetivo político. "Mostrar que não há acordinho, nem acordo, nem acordão. Nós queremos tudo". (Com Agência Brasil)
Fonte: Tribuna da Imprensa
Mensalão: Bispo Rodrigues diz que não vendeu apoio
Ex-deputado admite que recebeu dinheiro e reclama dos "sacrifícios" da vida parlamentar
Denunciado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no processo do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o mensalão, o ex-deputado Bispo Rodrigues usou ontem seu depoimento na ação, a que responde com outros 39 réus, para negar a existência do esquema e se queixar dos "sacrifícios" da vida parlamentar.
Ele afirmou nunca ter ouvido falar da compra de votações na Câmara, confirmada na véspera pelo ex-deputado Roberto Jefferson, mas admitiu ter recebido do PT dinheiro para saldar dívidas da campanha de 2002. O ex-parlamentar negou, contudo, haver relação entre o recebimento e o apoio do PL, a que pertencia, ao governo federal nas votações das reformas tributária e previdenciária. Segundo ele, PT e PL já votavam juntos no governo anterior.
"Meritíssimo, é uma questão até de matemática e também de astúcia política", disse Rodrigues ao juiz Erik Navarro Wolkart, substituto da 7ª Vara Federal Criminal. "Se os partidos vêm há oito anos fazendo uma oposição acirrada, ferrenha, contra um modelo econômico, partidário, político, que eram o PSDB e o PFL, se viemos oito anos votando sempre, isso pode ser visto pelo Ministério Público e pela Justiça... Todas as votações que o PT votou, votamos igual.
Era obrigatório nosso partido ter um parlamentar todo dia para falar mal do governo Fernando Henrique. Uma vez que a gente foi para o governo, iríamos vender votação? Por que não vendemos para outro? Nunca ouvi falar nisso."
Rodrigues confirmou, contudo, ter recebido uma quantia em dinheiro, que o juiz afirmou ser R$ 150 mil, do motorista Célio Siqueira, que trabalhava para o deputado Wanderval Santos (PL-SP). O funcionário, afirmou, fez-lhe um favor ao ir à agência bancária fazer a retirada, repassada via Banco Rural pelo PT, em dezembro de 2003, por determinação do então tesoureiro petista, Delúbio Soares, ou do então presidente nacional do PL, Valdemar Costa Netto - o ex-deputado disse não se lembrar qual dos dois autorizou o saque.
As dívidas tinham sido feitas na campanha do segundo turno da eleição de 2002 no Rio, cuja seção regional do PL Rodrigues presidia à época. Ele disse ter recebido de Costa Netto a determinação de apoiar Lula e "depois acertar" as despesas.
"Nunca imaginei que o dinheiro que vinha do PT era de origem nebulosa", afirmou. "O PT era acima de qualquer suspeita, era quase um guardião da ética." O ex-deputado, contudo, negou ter recebido outros R$ 250 mil detectados nas investigações e declarou que "nunca ouviu falar", antes do escândalo, do empresário Marcos Valério de Souza, apontado como principal fonte do mensalão. Com Delúbio, afirmou, mantinha relacionamento "estritamente partidário". O magistrado, porém, afirmou ver dois fluxos de recursos: um para pagar dívidas de campanha e outro para pagar por votações.
Para reforçar seus argumentos, Rodrigues reclamou da vida de político. "Porque ser parlamentar é muito ruim, meritíssimo, é muito ruim", disse. "O senhor sacrifica tudo o que o senhor tem. Entra ali (no Congresso) de manhã, sai à noite, e não vê o dia passar. Sábado à noite, às vezes tem que ir para um casamento abraçar 100 pessoas que nunca viu na sua vida. E às vezes está em casa, um eleitor seu morreu e você tem que botar um terno e ir lá no enterro. E larga a sua família, sua esposa quer ir ao cinema, e você tem que atender o pedido político. Então, ser parlamentar não é simples, embora a imprensa ache que é um paraíso. Não é isso.
É um sacrifício pessoal. Para você chegar ali e vender o seu voto, isso, para mim, é um absurdo. Nunca vi isso." No interesse da sua defesa, Rodrigues respondeu apenas às perguntas do juiz, não às do Ministério Público nem dos advogados dos demais réus, como permite a lei. À saída, não quis dar entrevistas. "Deixei a vida pública", declarou, em tom compungido.
Fonte: Tribuna da Imprensa
Denunciado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no processo do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o mensalão, o ex-deputado Bispo Rodrigues usou ontem seu depoimento na ação, a que responde com outros 39 réus, para negar a existência do esquema e se queixar dos "sacrifícios" da vida parlamentar.
Ele afirmou nunca ter ouvido falar da compra de votações na Câmara, confirmada na véspera pelo ex-deputado Roberto Jefferson, mas admitiu ter recebido do PT dinheiro para saldar dívidas da campanha de 2002. O ex-parlamentar negou, contudo, haver relação entre o recebimento e o apoio do PL, a que pertencia, ao governo federal nas votações das reformas tributária e previdenciária. Segundo ele, PT e PL já votavam juntos no governo anterior.
"Meritíssimo, é uma questão até de matemática e também de astúcia política", disse Rodrigues ao juiz Erik Navarro Wolkart, substituto da 7ª Vara Federal Criminal. "Se os partidos vêm há oito anos fazendo uma oposição acirrada, ferrenha, contra um modelo econômico, partidário, político, que eram o PSDB e o PFL, se viemos oito anos votando sempre, isso pode ser visto pelo Ministério Público e pela Justiça... Todas as votações que o PT votou, votamos igual.
Era obrigatório nosso partido ter um parlamentar todo dia para falar mal do governo Fernando Henrique. Uma vez que a gente foi para o governo, iríamos vender votação? Por que não vendemos para outro? Nunca ouvi falar nisso."
Rodrigues confirmou, contudo, ter recebido uma quantia em dinheiro, que o juiz afirmou ser R$ 150 mil, do motorista Célio Siqueira, que trabalhava para o deputado Wanderval Santos (PL-SP). O funcionário, afirmou, fez-lhe um favor ao ir à agência bancária fazer a retirada, repassada via Banco Rural pelo PT, em dezembro de 2003, por determinação do então tesoureiro petista, Delúbio Soares, ou do então presidente nacional do PL, Valdemar Costa Netto - o ex-deputado disse não se lembrar qual dos dois autorizou o saque.
As dívidas tinham sido feitas na campanha do segundo turno da eleição de 2002 no Rio, cuja seção regional do PL Rodrigues presidia à época. Ele disse ter recebido de Costa Netto a determinação de apoiar Lula e "depois acertar" as despesas.
"Nunca imaginei que o dinheiro que vinha do PT era de origem nebulosa", afirmou. "O PT era acima de qualquer suspeita, era quase um guardião da ética." O ex-deputado, contudo, negou ter recebido outros R$ 250 mil detectados nas investigações e declarou que "nunca ouviu falar", antes do escândalo, do empresário Marcos Valério de Souza, apontado como principal fonte do mensalão. Com Delúbio, afirmou, mantinha relacionamento "estritamente partidário". O magistrado, porém, afirmou ver dois fluxos de recursos: um para pagar dívidas de campanha e outro para pagar por votações.
Para reforçar seus argumentos, Rodrigues reclamou da vida de político. "Porque ser parlamentar é muito ruim, meritíssimo, é muito ruim", disse. "O senhor sacrifica tudo o que o senhor tem. Entra ali (no Congresso) de manhã, sai à noite, e não vê o dia passar. Sábado à noite, às vezes tem que ir para um casamento abraçar 100 pessoas que nunca viu na sua vida. E às vezes está em casa, um eleitor seu morreu e você tem que botar um terno e ir lá no enterro. E larga a sua família, sua esposa quer ir ao cinema, e você tem que atender o pedido político. Então, ser parlamentar não é simples, embora a imprensa ache que é um paraíso. Não é isso.
É um sacrifício pessoal. Para você chegar ali e vender o seu voto, isso, para mim, é um absurdo. Nunca vi isso." No interesse da sua defesa, Rodrigues respondeu apenas às perguntas do juiz, não às do Ministério Público nem dos advogados dos demais réus, como permite a lei. À saída, não quis dar entrevistas. "Deixei a vida pública", declarou, em tom compungido.
Fonte: Tribuna da Imprensa
Juízes unidos... por juiz
Magistratura faz ato de desagravo após prisão de magistrado
Juiz Roberto de Paula: "se esta ilegalidade foi praticada contra mim, imagina o que mais está acontecendo por aí".
Marcelo Copelli
Cerca de cem juízes federais compareceram, ontem, no auditório do Forum da Justiça federal, no Centro do Rio, a um ato público de desagravo ao juiz federal Roberto Dantes Schuman de Paula, supostamente vítima de arbitrariedades promovidas por policiais civis da Core (Coordenadoria de Recursos Especiais) durante a segunda-feira de Carnaval.
No evento organizado pela Vice-presiência da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) da 2ª Região, no qual foi exaltada a defesa pela cidadania e a independência do Poder Judiciário, o presidente da associação, juiz Walter Nunes da Silva Junior, afirmou que a ação policial atingiu não somente o cidadão Roberto Schuman, mas também a magistratura e a sociedade brasileira.
Em carta divulgada à imprensa esta semana, Schuman comentou sobre o incidente ocorrido na Lapa, no Centro, envolvendo os policiais civis. "Confesso que sai do camburão algemado me sentindo como um trapo, um lixo, em relação à minha cidadania e minha condição funcional, contudo, após esses dias saio um cidadão e um magistrado ainda mais forte, e isso eu devo a todos vocês", afirmou, em referência ao apoio de amigos e entidades de classe.
Na última terça-feira, o Ministério Público Federal (MPF) ofereceu denúncia à Justiça Federal contra os policiais civis da Core envolvidos no caso, Cristiano Carvalho Veiga da Mouta, Marcelo Costa de Jesus e Bernadilson Ferreira de Castro. Todos já foram afastados do policiamento ostensivo, ficando restritos aos serviços internos.
A realidade
Fervoroso, o presidente da Ajufe afirmou que as acusações de desrespeito por parte de policias, infelizmente, não é incomum. "Faz parte do cotidiano da polícia. É lamentável que neste exato momento que fazemos este ato, cidadãos estejam sendo vítimas de arbitrariedades iguais ou até piores do que essa", disse. Ovacionado, Nunes acrescentou que o ato era não somente contra as agressões das prerrogativas da magistratura brasileira, mas também contra as profundas agressões que são praticadas contra a população brasileira, principalmente as classes mais baixas.
Preso e algemado
Segundo denúncia, Schuman foi preso e levado algemado à delegacia após ter contestado o tratamento grosseiro que recebeu ao ser abordado por policiais civis quando descia de um táxi, na Lapa, no Centro do Rio, durante o Carnaval. Segundo a Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman), juízes não podem ser presos sem ordem escrita do Tribunal do qual fazem parte, a não ser em caso de flagrante e, ainda assim, quando se trate de crime inafiançável.
Em nota divulgada semana passada, a Ajufe tratou o caso como sendo não somente uma afronta à lei, mas também uma extrapolação de funções. "Tais arbitrariedades são manifestações de quem se considera acima dos poderes constituídos, sendo inadmissível que sejam praticadas por agentes integrantes da chamada elite da Polícia Civil do Rio de Janeiro", definiu o texto.
Direitos
Sem discurso pronto, Schuman disse que um desabafo que fez na Internet provocou manifestações de apoio em todo o Brasil, além de ter recebido mensagens da Europa e dos Estados Unidos. "Se esta ilegalidade foi praticada contra mim, o que mais está acontecendo por aí?", questionou.
Apesar de ressaltar que não iria falar sobre os problemas sociais do Rio, até porque todos já eram profundos conhecedores de causa, o juiz reafirmou que a luta pelo cumprimento dos direitos deve ser mantida por todos, sem exceção. "O recado que eu tenho a dar é o seguinte: nunca deixem, na medida do possível e da sua própria segurança, nada passar. Não vale a pena. Se a gente quer um Brasil diferente, seja em que posição esteja, seja na simples condição de cidadão que já é muita coisa, nunca fiquemos inertes, sempre façamos algo. Vai surtir fruto, vai surtir efeito", afirmou.
Schuman garantiu, ainda, que o fato não irá cair no esquecimento. "As marcas que ficaram nos meus pulsos, elas desapareceram. Agora, as marcas que ficarm do espisódio, certamente me fortaleceram", disse.
Segundo o juiz federal, entretanto, o fato ocorrido não pode generalizar todas as corporações policiais. "Foi um ponto específico que se restringiu a três agentes específicos e com certeza não refletem (..) a maioria dos integrantes da Polícia que está aí justamente para nos proteger", finalizou.
Estiveram presentes no ato representantes da seccional do Rio da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ), da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), da Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho (ANPT), da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra) e da Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (Conamp).
Procurada, a Assessoria de Imprensa da Polícia Civil afirmou não ter ainda dados oficiais sobre a versão dos policias envolvidos.
Fonte: Tribuna da Imprensa
Juiz Roberto de Paula: "se esta ilegalidade foi praticada contra mim, imagina o que mais está acontecendo por aí".
Marcelo Copelli
Cerca de cem juízes federais compareceram, ontem, no auditório do Forum da Justiça federal, no Centro do Rio, a um ato público de desagravo ao juiz federal Roberto Dantes Schuman de Paula, supostamente vítima de arbitrariedades promovidas por policiais civis da Core (Coordenadoria de Recursos Especiais) durante a segunda-feira de Carnaval.
No evento organizado pela Vice-presiência da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) da 2ª Região, no qual foi exaltada a defesa pela cidadania e a independência do Poder Judiciário, o presidente da associação, juiz Walter Nunes da Silva Junior, afirmou que a ação policial atingiu não somente o cidadão Roberto Schuman, mas também a magistratura e a sociedade brasileira.
Em carta divulgada à imprensa esta semana, Schuman comentou sobre o incidente ocorrido na Lapa, no Centro, envolvendo os policiais civis. "Confesso que sai do camburão algemado me sentindo como um trapo, um lixo, em relação à minha cidadania e minha condição funcional, contudo, após esses dias saio um cidadão e um magistrado ainda mais forte, e isso eu devo a todos vocês", afirmou, em referência ao apoio de amigos e entidades de classe.
Na última terça-feira, o Ministério Público Federal (MPF) ofereceu denúncia à Justiça Federal contra os policiais civis da Core envolvidos no caso, Cristiano Carvalho Veiga da Mouta, Marcelo Costa de Jesus e Bernadilson Ferreira de Castro. Todos já foram afastados do policiamento ostensivo, ficando restritos aos serviços internos.
A realidade
Fervoroso, o presidente da Ajufe afirmou que as acusações de desrespeito por parte de policias, infelizmente, não é incomum. "Faz parte do cotidiano da polícia. É lamentável que neste exato momento que fazemos este ato, cidadãos estejam sendo vítimas de arbitrariedades iguais ou até piores do que essa", disse. Ovacionado, Nunes acrescentou que o ato era não somente contra as agressões das prerrogativas da magistratura brasileira, mas também contra as profundas agressões que são praticadas contra a população brasileira, principalmente as classes mais baixas.
Preso e algemado
Segundo denúncia, Schuman foi preso e levado algemado à delegacia após ter contestado o tratamento grosseiro que recebeu ao ser abordado por policiais civis quando descia de um táxi, na Lapa, no Centro do Rio, durante o Carnaval. Segundo a Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman), juízes não podem ser presos sem ordem escrita do Tribunal do qual fazem parte, a não ser em caso de flagrante e, ainda assim, quando se trate de crime inafiançável.
Em nota divulgada semana passada, a Ajufe tratou o caso como sendo não somente uma afronta à lei, mas também uma extrapolação de funções. "Tais arbitrariedades são manifestações de quem se considera acima dos poderes constituídos, sendo inadmissível que sejam praticadas por agentes integrantes da chamada elite da Polícia Civil do Rio de Janeiro", definiu o texto.
Direitos
Sem discurso pronto, Schuman disse que um desabafo que fez na Internet provocou manifestações de apoio em todo o Brasil, além de ter recebido mensagens da Europa e dos Estados Unidos. "Se esta ilegalidade foi praticada contra mim, o que mais está acontecendo por aí?", questionou.
Apesar de ressaltar que não iria falar sobre os problemas sociais do Rio, até porque todos já eram profundos conhecedores de causa, o juiz reafirmou que a luta pelo cumprimento dos direitos deve ser mantida por todos, sem exceção. "O recado que eu tenho a dar é o seguinte: nunca deixem, na medida do possível e da sua própria segurança, nada passar. Não vale a pena. Se a gente quer um Brasil diferente, seja em que posição esteja, seja na simples condição de cidadão que já é muita coisa, nunca fiquemos inertes, sempre façamos algo. Vai surtir fruto, vai surtir efeito", afirmou.
Schuman garantiu, ainda, que o fato não irá cair no esquecimento. "As marcas que ficaram nos meus pulsos, elas desapareceram. Agora, as marcas que ficarm do espisódio, certamente me fortaleceram", disse.
Segundo o juiz federal, entretanto, o fato ocorrido não pode generalizar todas as corporações policiais. "Foi um ponto específico que se restringiu a três agentes específicos e com certeza não refletem (..) a maioria dos integrantes da Polícia que está aí justamente para nos proteger", finalizou.
Estiveram presentes no ato representantes da seccional do Rio da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ), da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), da Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho (ANPT), da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra) e da Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (Conamp).
Procurada, a Assessoria de Imprensa da Polícia Civil afirmou não ter ainda dados oficiais sobre a versão dos policias envolvidos.
Fonte: Tribuna da Imprensa
Brasil vendeu carne não rastreada à UE
BRASÍLIA - Às vésperas da retomada das negociações para a reabertura do mercado europeu à carne brasileira, o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, afirmou ontem, no Senado, que alguns frigoríficos venderam carne de animais não rastreados para a União Européia (UE). A incapacidade do governo de garantir a rastreabilidade do gado foi o que levou as autoridades européias a suspender as compras de carne de Brasil no último dia 1º.
"Hoje eu tenho certeza disto: eles (frigoríficos) exportaram para a União Européia carne rastreada e não rastreada", afirmou Stephanes, durante audiência na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária do Senado. Ao deixar a reunião, o ministro evitou estender-se no assunto. "Eu prefiro não ter fogo amigo", disse. Segundo o ministro, a suspensão das exportações provoca prejuízo diário de R$ 5 milhões ao Brasil.
Como forma de atender às exigências do bloco europeu, o sistema de rastreabilidade do rebanho nacional começou a ser implementado em 2002, quando era ministro da Agricultura o atual presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), Marcus Vinícius de Moraes. Apesar de Stephanes ter evitado dar mais detalhes sobre o problema, representantes da iniciativa privada avaliaram que o estrago está feito. "O ministro deu um tiro no próprio pé", resumiu uma fonte.
Já a senadora Kátia Abreu (DEM-TO), uma das líderes dos ruralistas no Senado, lembrou que os certificados de exportação são emitidos pelo ministério. "A declaração é gravíssima", disse.
Crítica
Durante a audiência, Stephanes também criticou indiretamente seus antecessores, que, segundo ele, não fiscalizaram as empresas certificadoras, que são responsáveis pela rastreabilidade dos animais. Ele disse que a situação delas era "um escândalo". Segundo o ministro, uma fiscalização feita pelo ministério recentemente "eliminou" 20 empresas de uma lista de 71 reconhecidas pelo governo federal para a execução do trabalho
O ministro disse ainda que os frigoríficos precisam assumir um papel de liderança no processo de rastreabilidade. "Os frigoríficos são um elo muito importante da cadeia produtiva, porque são eles os exportadores. Se os frigoríficos não liderarem o processo de rastreabilidade, ela não acontece. É preciso fidelizar clientes, ou seja, fornecedores, e pagar um adicional", afirmou.
Negociações
Hoje, em Bruxelas, o secretário de Defesa Agropecuária, Inácio Kroetz, do Ministério da Agricultura, inicia as negociações para tentar reabrir o mercado da União Européia (UE) para a carne bovina brasileira. As vendas estão suspensas porque o Brasil apresentou em janeiro uma lista de 2.681 fazendas que, segundo o governo brasileiro, estavam aptas a exportar para o bloco, contrariando a orientação dos europeus de que a relação tivesse apenas 300 propriedades.
Kroetz deverá apresentar uma segunda lista, em substituição à primeira, que foi rejeitada pela UE. Segundo Stephanes, a nova lista indicará o nome de cerca de 600 propriedades e que a idéia é negociar posteriormente a ampliação do número de propriedades credenciadas. Uma fonte do governo disse que poderá haver corte ou adição de fazendas à lista até o momento da reunião de Kroetz com os europeus.
Isso porque os dados enviados pelos seis estados habilitados a vender carne para o bloco estão sendo checados novamente em Brasília, mas a expectativa é que a lista final não ultrapasse a marca de 700 fazendas.
No total, os Estados enviaram ao ministério listas com um total de 1.058 propriedades. Na audiência de ontem, os parlamentares pediram a Stephanes que não enviasse a lista e adotasse uma postura mais dura diante da União Européia.
"Não queremos que o Brasil se curve às exigências da UE. O Brasil tem de deixar claro que não concorda com a segregação. Se a questão não é técnica, e sim comercial, precisamos fazer retaliações", afirmou o deputado Homero Pereira (PR-MT). Stephanes, porém, disse que é necessário manter a janela aberta às negociações. "Não temos condições de retirar a lista neste momento", afirmou.
Fonte: Tribuna da Imprensa
"Hoje eu tenho certeza disto: eles (frigoríficos) exportaram para a União Européia carne rastreada e não rastreada", afirmou Stephanes, durante audiência na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária do Senado. Ao deixar a reunião, o ministro evitou estender-se no assunto. "Eu prefiro não ter fogo amigo", disse. Segundo o ministro, a suspensão das exportações provoca prejuízo diário de R$ 5 milhões ao Brasil.
Como forma de atender às exigências do bloco europeu, o sistema de rastreabilidade do rebanho nacional começou a ser implementado em 2002, quando era ministro da Agricultura o atual presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), Marcus Vinícius de Moraes. Apesar de Stephanes ter evitado dar mais detalhes sobre o problema, representantes da iniciativa privada avaliaram que o estrago está feito. "O ministro deu um tiro no próprio pé", resumiu uma fonte.
Já a senadora Kátia Abreu (DEM-TO), uma das líderes dos ruralistas no Senado, lembrou que os certificados de exportação são emitidos pelo ministério. "A declaração é gravíssima", disse.
Crítica
Durante a audiência, Stephanes também criticou indiretamente seus antecessores, que, segundo ele, não fiscalizaram as empresas certificadoras, que são responsáveis pela rastreabilidade dos animais. Ele disse que a situação delas era "um escândalo". Segundo o ministro, uma fiscalização feita pelo ministério recentemente "eliminou" 20 empresas de uma lista de 71 reconhecidas pelo governo federal para a execução do trabalho
O ministro disse ainda que os frigoríficos precisam assumir um papel de liderança no processo de rastreabilidade. "Os frigoríficos são um elo muito importante da cadeia produtiva, porque são eles os exportadores. Se os frigoríficos não liderarem o processo de rastreabilidade, ela não acontece. É preciso fidelizar clientes, ou seja, fornecedores, e pagar um adicional", afirmou.
Negociações
Hoje, em Bruxelas, o secretário de Defesa Agropecuária, Inácio Kroetz, do Ministério da Agricultura, inicia as negociações para tentar reabrir o mercado da União Européia (UE) para a carne bovina brasileira. As vendas estão suspensas porque o Brasil apresentou em janeiro uma lista de 2.681 fazendas que, segundo o governo brasileiro, estavam aptas a exportar para o bloco, contrariando a orientação dos europeus de que a relação tivesse apenas 300 propriedades.
Kroetz deverá apresentar uma segunda lista, em substituição à primeira, que foi rejeitada pela UE. Segundo Stephanes, a nova lista indicará o nome de cerca de 600 propriedades e que a idéia é negociar posteriormente a ampliação do número de propriedades credenciadas. Uma fonte do governo disse que poderá haver corte ou adição de fazendas à lista até o momento da reunião de Kroetz com os europeus.
Isso porque os dados enviados pelos seis estados habilitados a vender carne para o bloco estão sendo checados novamente em Brasília, mas a expectativa é que a lista final não ultrapasse a marca de 700 fazendas.
No total, os Estados enviaram ao ministério listas com um total de 1.058 propriedades. Na audiência de ontem, os parlamentares pediram a Stephanes que não enviasse a lista e adotasse uma postura mais dura diante da União Européia.
"Não queremos que o Brasil se curve às exigências da UE. O Brasil tem de deixar claro que não concorda com a segregação. Se a questão não é técnica, e sim comercial, precisamos fazer retaliações", afirmou o deputado Homero Pereira (PR-MT). Stephanes, porém, disse que é necessário manter a janela aberta às negociações. "Não temos condições de retirar a lista neste momento", afirmou.
Fonte: Tribuna da Imprensa
quarta-feira, fevereiro 13, 2008
Lobão Filho tem mais dificuldade ainda para achar seu novo partido
Márcio Falcão BRASÍLIA
A busca do senador Lobão Filho (MA) por um partido ficou mais complicada. Duas das três legendas que lhe formularam convites de filiação não possuem o aval das bancadas.
Além de enfrentar a resistência de parte do PMDB, o novo senador, que deixará o DEM, deve se preparar para uma briga no PTB. Três dos sete senadores petebistas já avisaram a Executiva Nacional que não aceitam ceder espaço para Lobão Filho. A saída do senador pode ser o PR, com o qual intensificou os contatos.
A justificativa dos petebistas é de que primeiro o senador precisa explicar ao seus pares as acusações de que teria participado de um esquema de sonegação de impostos e falsidade ideológica para depois procurar uma nova legenda. No PTB, o senador Romeu Tuma, que é corregedor do Senado e abriu investigação contra Lobão Filho é o mais resistente. Apesar da falta de consenso, Epitácio Cafeteira insiste em Lobão Filho no partido e acredita que ao seu lado terá mais espaço político no Maranhão.
Fonte: JB Online
A busca do senador Lobão Filho (MA) por um partido ficou mais complicada. Duas das três legendas que lhe formularam convites de filiação não possuem o aval das bancadas.
Além de enfrentar a resistência de parte do PMDB, o novo senador, que deixará o DEM, deve se preparar para uma briga no PTB. Três dos sete senadores petebistas já avisaram a Executiva Nacional que não aceitam ceder espaço para Lobão Filho. A saída do senador pode ser o PR, com o qual intensificou os contatos.
A justificativa dos petebistas é de que primeiro o senador precisa explicar ao seus pares as acusações de que teria participado de um esquema de sonegação de impostos e falsidade ideológica para depois procurar uma nova legenda. No PTB, o senador Romeu Tuma, que é corregedor do Senado e abriu investigação contra Lobão Filho é o mais resistente. Apesar da falta de consenso, Epitácio Cafeteira insiste em Lobão Filho no partido e acredita que ao seu lado terá mais espaço político no Maranhão.
Fonte: JB Online
Eleição pós-ACM tem disputa pulverizada
A morte do senador Antonio Carlos Magalhães mudou completamente o cenário eleitoral na disputa pela prefeitura de Salvador. Ao contrário do que acontecia em pleitos anteriores, quando a campanha se dividia entre carlistas e não-carlistas, este ano pelo menos quatro forças políticas disputam a administração da terceira maior cidade do Brasil. Sucessor do senador, morto em julho de 2007, na política baiana, o deputado federal Antonio Carlos Magalhães Neto é o candidato natural do DEM. Além de ACM Neto, como é mais conhecido o parlamentar, também devem concorrer o prefeito João Henrique Carneiro (PMDB), o ex-prefeito Antonio Imbassahy (PSDB), o radialista Raimundo Varela (PRB) e a vereadora Olívia Santana (PCdoB). Dependendo de negociações partidárias, também postulam o cargo os deputados federais Nelson Pellegrino (PT) e Lídice da Mata (PSB). De todos os prováveis candidatos, a grande novidade é o radialista Raimundo Varela, que nunca disputou uma eleição. Presença diária no rádio e na televisão baiana nos últimos 30 anos, Varela é muito popular principalmente entre os moradores da periferia. Pesquisa Datafolha publicada no dia 9 de dezembro do ano passado revelou que Varela liderava os quatro cenários apresentados pelo instituto. Além de acabar com a polarização, a disputa também será o primeiro grande teste eleitoral do governador Jaques Wagner (PT), após o ex-ministro do Trabalho (primeira administração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva) ter interrompido uma hegemonia de 16 anos do carlismo no Estado. A situação de Wagner é complicada: o PT, seu partido, quer lançar um candidato próprio à sucessão, e o PMDB, que o apóia, fechou com o prefeito João Henrique. Além disso, o ministro Geddel Vieira Lima (Integração Nacional), a principal liderança do PMDB na Bahia, trabalha, nos bastidores, para Wagner “esquecer o candidato do PT” na sucessão municipal. Em 2004, a sigla comandada por ACM, então chamada PFL, elegeu 155 prefeitos, e ocupava, além do Palácio de Ondina (sede da governadoria), três cadeiras no Senado, 12 na Câmara Federal e 14 na Assembléia Legislativa. Atualmente, segundo o presidente da legenda, o ex-governador Paulo Souto, o DEM contabiliza 60 prefeitos, 9 deputados federais, 13 estaduais e um senador. Em contrapartida, o PMDB, que era quase um nanico em 2004, transformou-se no maior partido político do Estado. Segundo levantamento do site oficial da sigla, a base peemedebista teve o número de prefeitos ampliado de 14 para 121 e o de deputados estaduais de dois para nove nos últimos dois anos. No plano federal, apenas Geddel foi eleito, mas depois de alçado à condição de ministro da Integração Nacional, angariou as adesões de mais três parlamentares. Já na Câmara de Vereadores de Salvador, a representação do partido saltou de 2 para 9 integrantes.(Manuela Martinez - Especial para o UOL em Salvador)
MPF vai apurar gastos com cartões na Bahia
O Ministério Público Federal na Bahia (MPF/BA) instaurou ontem inquérito civil público para investigar a legitimidade dos gastos com cartões corporativos por entidades federais sediadas ou com representação no Estado. As instituições têm dez dias para apresentar ao MPF cópia da prestação de contas dos gastos realizados, no ano passado, por seus servidores com a utilização de cartões corporativos na modalidade cash. Responsável pela condução do inquérito, o procurador da República Israel Gonçalves explica que, caso a prestação de contas ainda não tenha sido formalizada, a instituição deve enviar cópia das notas fiscais e recibos com a justificativa para o dispêndio. Enquanto aguarda o envio das informações solicitadas, o procurador vai analisar, com base nas informações do portal Transparência Brasil, a pertinência entre os gastos e as atividades das instituições federais. “Caso haja discrepância, o MPF vai exigir justificativa para o fato”, informa Gonçalves. O inquérito civil público foi instaurado com base nas notícias divulgadas na última semana na imprensa baiana sobre a utilização dos cartões de crédito corporativo por órgãos públicos federais sediados ou com representação no Estado.
PSB decide hoje se deixa ou fica com João Henrique
A reunião que o diretório municipal do PSB fará hoje, às 19 horas, no Hotel da Bahia, será decisiva para a legenda definir se permanece ou não no governo municipal. Incentivado pelos ventos que sopram favoráveis à deputada federal Lídice da Mata nas pesquisas realizadas até aqui, os socialistas tendem a optar pela candidatura própria ao Palácio Thomé de Souza, mas não está descartada a permanência da aliança com o prefeito João Henrique (PMDB). Segundo Paulo Mascarenhas, presidente do diretório municipal e titular da Secretaria de Emprega e Renda da prefeitura de Salvador, “o quadro é de indefinição”. Favorável à permanência na administração municipal, Mascarenhas disse que “o partido vai discutir democraticamente esta situação, onde cada membro colocará a sua posição de forma democrática e fraterna”. Segundo ele, somente os 45 membros do diretório municipal terão direito a votar, embora outros integrantes poderão falar durante a reunião. “Defendo a manutenção da aliança porque entendo que ela é fundamental também para o governo do Estado. Todos nós temos responsabilidade com a governa-bilidade”, disse Mascarenhas, justificando a sua posição sobre a polêmica decisão que deverá ser tomada hoje pelos socialistas. Embora não descarte que “existe uma incógnita em relação ao resultado”, que poderá provocar desagregação no partido, o presidente do diretório municipal dos socialistas disse que vai depender da forma como as coisas serão conduzidas. (Por Evandro Matos)
Governo restaurará mais quatro monumentos
A partir de hoje o Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac), autarquia da Secretaria de Cultura (Secult), inicia a abertura de concorrência para restauração do Palácio Rio Branco, a igreja e o cemitério do Pilar, o Solar Casa das Sete Mortes e a Igreja Nossa Senhora da Conceição do Boqueirão. De acordo com o diretor geral do instituto, arquiteto Frederico Mendonça, as obras serão iniciadas ainda neste primeiro semestre e contemplam o restauro arquitetônico completo, a conservação e a revitalização de bens móveis e integrados. “A previsão é que o processo licitatório esteja finalizado em março, com a conclusão das obras em doze meses”, enfatiza. Os recursos, que totalizam cerca de R$ 13,5 milhões, foram viabilizados por meio de convênio assinado, em Salvador, pelo governador Jaques Wagner e a ministra do Turismo, Marta Suplicy, em agosto do ano passado. É uma iniciativa do Programa de Desenvolvimento do Turismo no Nordeste (Prodetur/NE 2) com financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e a contrapartida do governo estadual. Na Bahia, o programa é executado pela Secretaria Estadual de Turismo (Setur) e a Secult, por meio do Ipac, licita e coordena as obras. Uma segunda etapa do Prodetur 2 contemplará ainda a restauração da Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, no Largo do Pelourinho, do Oratório da Cruz do Pascoal e do Hotel Portal da Misericórdia, todos situados no Centro Histórico de Salvador. As restaurações integram a 6ª etapa de revitalização do CHS, iniciada em 1997.
Fonte: Tribuna da Bahia
MPF vai apurar gastos com cartões na Bahia
O Ministério Público Federal na Bahia (MPF/BA) instaurou ontem inquérito civil público para investigar a legitimidade dos gastos com cartões corporativos por entidades federais sediadas ou com representação no Estado. As instituições têm dez dias para apresentar ao MPF cópia da prestação de contas dos gastos realizados, no ano passado, por seus servidores com a utilização de cartões corporativos na modalidade cash. Responsável pela condução do inquérito, o procurador da República Israel Gonçalves explica que, caso a prestação de contas ainda não tenha sido formalizada, a instituição deve enviar cópia das notas fiscais e recibos com a justificativa para o dispêndio. Enquanto aguarda o envio das informações solicitadas, o procurador vai analisar, com base nas informações do portal Transparência Brasil, a pertinência entre os gastos e as atividades das instituições federais. “Caso haja discrepância, o MPF vai exigir justificativa para o fato”, informa Gonçalves. O inquérito civil público foi instaurado com base nas notícias divulgadas na última semana na imprensa baiana sobre a utilização dos cartões de crédito corporativo por órgãos públicos federais sediados ou com representação no Estado.
PSB decide hoje se deixa ou fica com João Henrique
A reunião que o diretório municipal do PSB fará hoje, às 19 horas, no Hotel da Bahia, será decisiva para a legenda definir se permanece ou não no governo municipal. Incentivado pelos ventos que sopram favoráveis à deputada federal Lídice da Mata nas pesquisas realizadas até aqui, os socialistas tendem a optar pela candidatura própria ao Palácio Thomé de Souza, mas não está descartada a permanência da aliança com o prefeito João Henrique (PMDB). Segundo Paulo Mascarenhas, presidente do diretório municipal e titular da Secretaria de Emprega e Renda da prefeitura de Salvador, “o quadro é de indefinição”. Favorável à permanência na administração municipal, Mascarenhas disse que “o partido vai discutir democraticamente esta situação, onde cada membro colocará a sua posição de forma democrática e fraterna”. Segundo ele, somente os 45 membros do diretório municipal terão direito a votar, embora outros integrantes poderão falar durante a reunião. “Defendo a manutenção da aliança porque entendo que ela é fundamental também para o governo do Estado. Todos nós temos responsabilidade com a governa-bilidade”, disse Mascarenhas, justificando a sua posição sobre a polêmica decisão que deverá ser tomada hoje pelos socialistas. Embora não descarte que “existe uma incógnita em relação ao resultado”, que poderá provocar desagregação no partido, o presidente do diretório municipal dos socialistas disse que vai depender da forma como as coisas serão conduzidas. (Por Evandro Matos)
Governo restaurará mais quatro monumentos
A partir de hoje o Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac), autarquia da Secretaria de Cultura (Secult), inicia a abertura de concorrência para restauração do Palácio Rio Branco, a igreja e o cemitério do Pilar, o Solar Casa das Sete Mortes e a Igreja Nossa Senhora da Conceição do Boqueirão. De acordo com o diretor geral do instituto, arquiteto Frederico Mendonça, as obras serão iniciadas ainda neste primeiro semestre e contemplam o restauro arquitetônico completo, a conservação e a revitalização de bens móveis e integrados. “A previsão é que o processo licitatório esteja finalizado em março, com a conclusão das obras em doze meses”, enfatiza. Os recursos, que totalizam cerca de R$ 13,5 milhões, foram viabilizados por meio de convênio assinado, em Salvador, pelo governador Jaques Wagner e a ministra do Turismo, Marta Suplicy, em agosto do ano passado. É uma iniciativa do Programa de Desenvolvimento do Turismo no Nordeste (Prodetur/NE 2) com financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e a contrapartida do governo estadual. Na Bahia, o programa é executado pela Secretaria Estadual de Turismo (Setur) e a Secult, por meio do Ipac, licita e coordena as obras. Uma segunda etapa do Prodetur 2 contemplará ainda a restauração da Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, no Largo do Pelourinho, do Oratório da Cruz do Pascoal e do Hotel Portal da Misericórdia, todos situados no Centro Histórico de Salvador. As restaurações integram a 6ª etapa de revitalização do CHS, iniciada em 1997.
Fonte: Tribuna da Bahia
Traficantes ditam a lei na cidade
Por Karina Baracho
Na madrugada de ontem, duas casas foram incendiadas na localidade conhecida como Baixa da Égua., no bairro do Engenho Velho da Federação. De acordo com testemunhas o crime aconteceu em represália por um grupo de traficantes ter invadido a chamada Rua do Forno, também no mesmo bairro, com o intuito de disputarem o ponto de tráfico de drogas do local. O s akvos eram “‘Eduardinho’, ‘Negão’ e ‘Gol’ ”, disse uma testemunha. Ela se referia a Eduardo Venâncio dos Santos, o ‘Eduardinho’, Edson de Jesus, conhecido como ‘Negão’ e Josemar de Jesus Conceição, o ‘Gol’, traficanets da área. A polícia identificou o grupo agressor como sendo: ‘George’, Kleber da Nóbrega, o ‘Kekeu’, José Henrique da Conceição, conhecido como ‘Henrique’, ‘Bombeirinho’, ‘kiko’, ‘Jan’, José Carlos Bellon, o ‘Pôto’, ‘Jaquison’ – irmão de Pôto e Edilson. Todos remanescentes da quadrilha do traficante Eberson Souza Santos, conhecido como ‘Pitty’, morto no ano passado em confronto com polícia. Inicialmente eles incendiaram a residência da mãe de ‘Negão’, onde uma criança de seis anos teve queimaduras de segundo e terceiro graus e foi levada para o Hospital Geral do Estado (HGE). ‘Negão’, que segundo populares estava dormindo na casa, conseguiu fugir, mas a mãe dele teve os dois braços queimados. Em seguida o grupo jogou uma garrafa contendo material inflamável na residência do avô de ‘Negão’. Segundo a polícia, ‘Gol’ e ‘Negão’ são primos e ‘Eduardinho’ cunhado de ‘Negão’. Eles fazem parte do grupo do traficante conhecido como ‘Perna’, detido no Presídio Salvador. Agentes acrescentaram ainda que ‘Kekeu’ e ‘Henrique’ saíram do Complexo penitenciário do Estado com o indulto do Dia dos Pais e não retornaram a unidade prisional, enquanto ‘Eduardinho’ teve o indulto de Natal há mais de um ano e também não voltou. De acordo com a polícia, as duas quadrilhas são rivais e brigam na Baixa da Égualo pelo domínio do tráfico de drogas. Policiais lotados na 41ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM), localizada na Federação, já investigam as duas facções. “Estamos no encalço desses grupos. Eles estão tirando o sono dos moradores daquele local pelo domínio de pontos de drogas”, explicou um policial. Disseu ainda, que tanto a gangue da Rua do Forno quanto à da Baixa da Égua são altamente perigosas. “Usam armas de grosso calibre”. O crime aconteceu por volta da 0h30 de ontem e deixou os moradores do local em pânico. Ainda na tarde de ontem, ninguém quis falar sobre o que havia acontecido. Todos temiam algum tipo de represália por parte de uma das facções. “Muita gente viu, mas ninguém diz nada”, explicou uma das vítimas. A criança queimada foi levada para o Hospital Geral do Estado e até o fechamento dessa edição não corria risco de morte. Agentes da 7ª Delegacia de Polícia (Rio Vermelho, estiveram no local na manhã de ontem e assim como a 41ª CIPM, investigam o caso. Desde o mês passado, a Baixa da Égua tem sido palco de muitos homicídios. Todos os crimes, inclusive o de ontem, têm uma característica em comum: "Mais de 20 homens, todos fortemente armados, cercam o local, no intuito de conseguirem chegar até as vítimas e intimidar os moradorese usam até fuzil”, concluiu um policial.
Expulso do bairro e morto
; Na Chapada do Rio Vermelho na Rua Vinte de Janeiro, Éric Rocha Santos, 18, foi executado quando visitava uma tia. Ele e sua família tinham sido expulsos do bairro por bandidos, e estava morando no bairro de Mirantes de Periperi. No último Domingo, no final da tarde, a vítima resolveu ir na casa da tia Alda Souza. Ao entrar na residência, o rapaz foi assassinado. A família teme por suas vidas, e fizeram diversos apelos as autoridades sobre a violência no bairro e a petulância dos traficantes. Os parentes não souberam informar sobre o motivo, mas relataram que do rapaz estava ameaçado no bairro e disseram que ele nunca esteve envolvido com coisas erradas. E não sabiam dizer se o rapaz era usuário de drogas. Apenas a mãe disse que ele fazia ameaças quem tivesse desentendimento com ele, mas nunca possuiu uma arma e nuca fez nada com ninguém. O corpo de um homem ainda não identificado foi encontrado dentro de uma fábrica de sabão abandonada, nas proximidades da rotatória do bairro de Mapele no município de Simões Filho. A vítima aparentava ter idade ente 30 anos, já se encontrava em estado de decomposição e possivelmente foi morta a tiros na última sexta-feira. De acordo com policiais da 8ª D.P (Cia), onde o caso foi instaurado, alguns vigilantes de empresas vizinhas escutaram disparos de arma de fogo na sexta-feira à noite. No bairro da Lapinha, César Augusto Ferreira Cunha com idade entre 20 anos, foi executado a tiros. Conforme informações da polícia ele estava no bar quando um homem chegou atirando. A vítima ainda tentou correr, mas caiu morto perto do matagal. (Por Silvana Blesa)
Fonte: Tribuna da Bahia
Na madrugada de ontem, duas casas foram incendiadas na localidade conhecida como Baixa da Égua., no bairro do Engenho Velho da Federação. De acordo com testemunhas o crime aconteceu em represália por um grupo de traficantes ter invadido a chamada Rua do Forno, também no mesmo bairro, com o intuito de disputarem o ponto de tráfico de drogas do local. O s akvos eram “‘Eduardinho’, ‘Negão’ e ‘Gol’ ”, disse uma testemunha. Ela se referia a Eduardo Venâncio dos Santos, o ‘Eduardinho’, Edson de Jesus, conhecido como ‘Negão’ e Josemar de Jesus Conceição, o ‘Gol’, traficanets da área. A polícia identificou o grupo agressor como sendo: ‘George’, Kleber da Nóbrega, o ‘Kekeu’, José Henrique da Conceição, conhecido como ‘Henrique’, ‘Bombeirinho’, ‘kiko’, ‘Jan’, José Carlos Bellon, o ‘Pôto’, ‘Jaquison’ – irmão de Pôto e Edilson. Todos remanescentes da quadrilha do traficante Eberson Souza Santos, conhecido como ‘Pitty’, morto no ano passado em confronto com polícia. Inicialmente eles incendiaram a residência da mãe de ‘Negão’, onde uma criança de seis anos teve queimaduras de segundo e terceiro graus e foi levada para o Hospital Geral do Estado (HGE). ‘Negão’, que segundo populares estava dormindo na casa, conseguiu fugir, mas a mãe dele teve os dois braços queimados. Em seguida o grupo jogou uma garrafa contendo material inflamável na residência do avô de ‘Negão’. Segundo a polícia, ‘Gol’ e ‘Negão’ são primos e ‘Eduardinho’ cunhado de ‘Negão’. Eles fazem parte do grupo do traficante conhecido como ‘Perna’, detido no Presídio Salvador. Agentes acrescentaram ainda que ‘Kekeu’ e ‘Henrique’ saíram do Complexo penitenciário do Estado com o indulto do Dia dos Pais e não retornaram a unidade prisional, enquanto ‘Eduardinho’ teve o indulto de Natal há mais de um ano e também não voltou. De acordo com a polícia, as duas quadrilhas são rivais e brigam na Baixa da Égualo pelo domínio do tráfico de drogas. Policiais lotados na 41ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM), localizada na Federação, já investigam as duas facções. “Estamos no encalço desses grupos. Eles estão tirando o sono dos moradores daquele local pelo domínio de pontos de drogas”, explicou um policial. Disseu ainda, que tanto a gangue da Rua do Forno quanto à da Baixa da Égua são altamente perigosas. “Usam armas de grosso calibre”. O crime aconteceu por volta da 0h30 de ontem e deixou os moradores do local em pânico. Ainda na tarde de ontem, ninguém quis falar sobre o que havia acontecido. Todos temiam algum tipo de represália por parte de uma das facções. “Muita gente viu, mas ninguém diz nada”, explicou uma das vítimas. A criança queimada foi levada para o Hospital Geral do Estado e até o fechamento dessa edição não corria risco de morte. Agentes da 7ª Delegacia de Polícia (Rio Vermelho, estiveram no local na manhã de ontem e assim como a 41ª CIPM, investigam o caso. Desde o mês passado, a Baixa da Égua tem sido palco de muitos homicídios. Todos os crimes, inclusive o de ontem, têm uma característica em comum: "Mais de 20 homens, todos fortemente armados, cercam o local, no intuito de conseguirem chegar até as vítimas e intimidar os moradorese usam até fuzil”, concluiu um policial.
Expulso do bairro e morto
; Na Chapada do Rio Vermelho na Rua Vinte de Janeiro, Éric Rocha Santos, 18, foi executado quando visitava uma tia. Ele e sua família tinham sido expulsos do bairro por bandidos, e estava morando no bairro de Mirantes de Periperi. No último Domingo, no final da tarde, a vítima resolveu ir na casa da tia Alda Souza. Ao entrar na residência, o rapaz foi assassinado. A família teme por suas vidas, e fizeram diversos apelos as autoridades sobre a violência no bairro e a petulância dos traficantes. Os parentes não souberam informar sobre o motivo, mas relataram que do rapaz estava ameaçado no bairro e disseram que ele nunca esteve envolvido com coisas erradas. E não sabiam dizer se o rapaz era usuário de drogas. Apenas a mãe disse que ele fazia ameaças quem tivesse desentendimento com ele, mas nunca possuiu uma arma e nuca fez nada com ninguém. O corpo de um homem ainda não identificado foi encontrado dentro de uma fábrica de sabão abandonada, nas proximidades da rotatória do bairro de Mapele no município de Simões Filho. A vítima aparentava ter idade ente 30 anos, já se encontrava em estado de decomposição e possivelmente foi morta a tiros na última sexta-feira. De acordo com policiais da 8ª D.P (Cia), onde o caso foi instaurado, alguns vigilantes de empresas vizinhas escutaram disparos de arma de fogo na sexta-feira à noite. No bairro da Lapinha, César Augusto Ferreira Cunha com idade entre 20 anos, foi executado a tiros. Conforme informações da polícia ele estava no bar quando um homem chegou atirando. A vítima ainda tentou correr, mas caiu morto perto do matagal. (Por Silvana Blesa)
Fonte: Tribuna da Bahia
A corrente da transparência
Por: Carlos Chagas
BRASÍLIA - Nem tudo está perdido. Ontem, no Congresso, começava a reação de muitos senadores e deputados diante do acordo celebrado entre governo e oposição para não serem investigados, na CPI dos cartões corporativos, os gastos familiares do presidente Lula e do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
Parlamentares de diversas origens, inclusive fiéis servidores da base oficial, mobilizavam-se para descumprir, na prática, o entendimento teórico dos líderes partidários. Afinal, por tão desavergonhado, o acordão não foi escrito, apenas combinado.
Aceita-se por unanimidade que gastos com a segurança pessoal de um presidente da República fiquem blindados da devassa. Se um dos automóveis postos à sua disposição foi para a oficina, se o Aerolula passa por uma revisão, se num longo trajeto rodoviário a comitiva fará uma parada neste ou naquele lugar - centenas de exemplos poderiam ser alinhados em favor da segurança presidencial.
Até mesmo o nome do alfaiate e os horários em que freqüenta o Palácio da Alvorada para conferir as medidas para um terno devem ser objeto de sigilo. Assim como as despesas com cabeleireiro e modista da primeira-dama, que precisa apresentar-se nas recepções e visitas de acordo com o protocolo.
Agora, não dá para considerar matéria de segurança nacional a compra de material de construção ou de um jogo de camisas de futebol de salão por uma filha do presidente. Nem a aquisição de aparelhos esportivos e de roupas de grife para os pimpolhos, além de gastos feitos por eles em churrascarias e bares.
A CPI ainda não foi constituída, mas determinadas estratégias já são acertadas para reverter o abominável acordo em torno dos gastos familiares, onde, se abusos aconteceram, devem ser expostos e ressarcidos. Esperam alguns deputados e senadores que, acionado pelo líder do PSDB, Artur Virgílio, o Supremo Tribunal Federal assegure a amplitude nas investigações.
Sempre haverá, também, a possibilidade de integrantes da CPI formularem questões vetadas pela maioria, mas discutidas livremente e divulgadas pela imprensa. Sem apuração, certas dúvidas até correrão o risco de passarem por verdades, prejudicando mais os investigados do que se tivessem esclarecido a origem dos gastos, muitas vezes compreensíveis.
Em suma, a corrente da transparência ameaça engrossar, atropelando o acordo que nada mais faz do que provar a identidade entre o seis e o meia-dúzia. Ou entre Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Henrique Cardoso...
No coração e na cadeia
Do lendário general Miguel Costa, revolucionário de 1924, 1930 e 1932, em São Paulo, conta-se que, quando secretário estadual de Segurança, dele se dizia: "Guarda o comunismo no coração, mas os comunistas na cadeia..."
Por que se lembra essa singular característica do comandante que dividiu com Luiz Carlos Prestes o comando da coluna empenhada em percorrer o sertão brasileiro? Porque, com todo o respeito, guardadas as proporções e invertida a equação, o presidente Lula faz o mesmo. Guarda no coração o anseio por melhores condições sociais para os trabalhadores, mas manda sufocar qualquer reivindicação proposta pelas centrais sindicais.
Basta a gente ver o que acontece com a CUT. De aríete responsável até pela ascensão de um operário à presidência da República, de uns tempos para cá sumiu aquele que foi o maior conglomerado sindical da História do Brasil. Pouco se ouve da CUT em matéria de reivindicações e de ampliação das prerrogativas dos assalariados. Mesmo na campanha para a adoção de 40 horas semanais de trabalho a CUT vai a reboque.
As elites preparam nova investida sobre o que sobrou da Consolidação das Leis do Trabalho. Querem aprovar ainda este ano projeto extinguindo as multas por demissões imotivadas e acabando com as férias remuneradas e o décimo-terceiro através de sua divisão de doze parcelas anuais, coisa que os faria desaparecer em pouco tempo, dada a perda progressiva do poder aquisitivo dos salários.
Pois o que faz a CUT? Nada. Aliás, estenda-se a inação para as outras centrais sindicais a esse respeito. Caíram no engodo das elites, aceitando serem os direitos trabalhistas o maior entrave ao desenvolvimento econômico?
Pelas promessas do governo, vem aí um projeto de reforma tributária e, feito urubus, os privilegiados já espalham o abominável raciocínio de que se mais gente pagar impostos, todos pagarão menos... Todos quem, cara-pálida? Se muitos assalariados não pagam Imposto de Renda, por exemplo, e se vão passar a pagar, quem se beneficia senão aquele que pagava mais e vai pagar menos?
Existem montes de causas fundamentais para as centrais sindicais botarem o pescoço de fora e até, se necessário, lutarem para botar o presidente Lula outra vez no rumo que o levou ao Palácio do Planalto, defendendo e ampliando os direitos do trabalhador. Por tudo isso, companheiros, mãos à obra. Ou vão reconhecer que o seu líder maior guarda-os no coração, mas os mantém senão na cadeia, ao menos no silêncio?
Fonte: Tribuna da Imprensa
BRASÍLIA - Nem tudo está perdido. Ontem, no Congresso, começava a reação de muitos senadores e deputados diante do acordo celebrado entre governo e oposição para não serem investigados, na CPI dos cartões corporativos, os gastos familiares do presidente Lula e do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
Parlamentares de diversas origens, inclusive fiéis servidores da base oficial, mobilizavam-se para descumprir, na prática, o entendimento teórico dos líderes partidários. Afinal, por tão desavergonhado, o acordão não foi escrito, apenas combinado.
Aceita-se por unanimidade que gastos com a segurança pessoal de um presidente da República fiquem blindados da devassa. Se um dos automóveis postos à sua disposição foi para a oficina, se o Aerolula passa por uma revisão, se num longo trajeto rodoviário a comitiva fará uma parada neste ou naquele lugar - centenas de exemplos poderiam ser alinhados em favor da segurança presidencial.
Até mesmo o nome do alfaiate e os horários em que freqüenta o Palácio da Alvorada para conferir as medidas para um terno devem ser objeto de sigilo. Assim como as despesas com cabeleireiro e modista da primeira-dama, que precisa apresentar-se nas recepções e visitas de acordo com o protocolo.
Agora, não dá para considerar matéria de segurança nacional a compra de material de construção ou de um jogo de camisas de futebol de salão por uma filha do presidente. Nem a aquisição de aparelhos esportivos e de roupas de grife para os pimpolhos, além de gastos feitos por eles em churrascarias e bares.
A CPI ainda não foi constituída, mas determinadas estratégias já são acertadas para reverter o abominável acordo em torno dos gastos familiares, onde, se abusos aconteceram, devem ser expostos e ressarcidos. Esperam alguns deputados e senadores que, acionado pelo líder do PSDB, Artur Virgílio, o Supremo Tribunal Federal assegure a amplitude nas investigações.
Sempre haverá, também, a possibilidade de integrantes da CPI formularem questões vetadas pela maioria, mas discutidas livremente e divulgadas pela imprensa. Sem apuração, certas dúvidas até correrão o risco de passarem por verdades, prejudicando mais os investigados do que se tivessem esclarecido a origem dos gastos, muitas vezes compreensíveis.
Em suma, a corrente da transparência ameaça engrossar, atropelando o acordo que nada mais faz do que provar a identidade entre o seis e o meia-dúzia. Ou entre Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Henrique Cardoso...
No coração e na cadeia
Do lendário general Miguel Costa, revolucionário de 1924, 1930 e 1932, em São Paulo, conta-se que, quando secretário estadual de Segurança, dele se dizia: "Guarda o comunismo no coração, mas os comunistas na cadeia..."
Por que se lembra essa singular característica do comandante que dividiu com Luiz Carlos Prestes o comando da coluna empenhada em percorrer o sertão brasileiro? Porque, com todo o respeito, guardadas as proporções e invertida a equação, o presidente Lula faz o mesmo. Guarda no coração o anseio por melhores condições sociais para os trabalhadores, mas manda sufocar qualquer reivindicação proposta pelas centrais sindicais.
Basta a gente ver o que acontece com a CUT. De aríete responsável até pela ascensão de um operário à presidência da República, de uns tempos para cá sumiu aquele que foi o maior conglomerado sindical da História do Brasil. Pouco se ouve da CUT em matéria de reivindicações e de ampliação das prerrogativas dos assalariados. Mesmo na campanha para a adoção de 40 horas semanais de trabalho a CUT vai a reboque.
As elites preparam nova investida sobre o que sobrou da Consolidação das Leis do Trabalho. Querem aprovar ainda este ano projeto extinguindo as multas por demissões imotivadas e acabando com as férias remuneradas e o décimo-terceiro através de sua divisão de doze parcelas anuais, coisa que os faria desaparecer em pouco tempo, dada a perda progressiva do poder aquisitivo dos salários.
Pois o que faz a CUT? Nada. Aliás, estenda-se a inação para as outras centrais sindicais a esse respeito. Caíram no engodo das elites, aceitando serem os direitos trabalhistas o maior entrave ao desenvolvimento econômico?
Pelas promessas do governo, vem aí um projeto de reforma tributária e, feito urubus, os privilegiados já espalham o abominável raciocínio de que se mais gente pagar impostos, todos pagarão menos... Todos quem, cara-pálida? Se muitos assalariados não pagam Imposto de Renda, por exemplo, e se vão passar a pagar, quem se beneficia senão aquele que pagava mais e vai pagar menos?
Existem montes de causas fundamentais para as centrais sindicais botarem o pescoço de fora e até, se necessário, lutarem para botar o presidente Lula outra vez no rumo que o levou ao Palácio do Planalto, defendendo e ampliando os direitos do trabalhador. Por tudo isso, companheiros, mãos à obra. Ou vão reconhecer que o seu líder maior guarda-os no coração, mas os mantém senão na cadeia, ao menos no silêncio?
Fonte: Tribuna da Imprensa
Cartões corporativos por acordos cooperativos
CONSTATAÇÃO E INTERROGAÇÃO OBRIGATÓRIA: A REEELEIÇÃO DE FHC FOI PAGA COM CARTÃO?
O estardalhaço com os gastos mirabolantes dos cartões corporativos provocou o primeiro resultado: os acordos cooperativos. Em poucas horas, Romero Jucá (experimentadíssimo, PMDB, ex-FHC) e Carlos Sampaio (PSDB, tentando fazer carreira como "profissional" de CPI, se destacou na primeira) liquidaram todas as brechas e obstáculos, produziram tranqüilidade geral.
Acertaram vários pontos.
1 - Haverá CPI, seria uma afronta à opinião pública se não houvesse, depois de tanto barulho.
2 - Duas concessões, de lado a lado. Não será apenas do Senado, ia parecer subserviência ao PMDB, que controla a "casa".
3 - Será mista, assim o governo ficará com o relator e o presidente.
4 - O PSDB não se incomoda nem se sente diminuído. Como o resultado já foi resolvido antecipadamente, para o PSDB não será "humilhação" ficar sem nada, na vala comum.
5 - Sérgio Guerra, que preside mas não lidera o PSDB (nesse item existe muita gente acima dele), tentou dar aval ao que o seu correligionário acertou com o líder do governo no Senado. E como é do seu hábito, estilo, convicção, falou no jeito empolado: "Se a crise é geral, todo mundo vai sobreviver". Apesar da mediocridade, ninguém definiu melhor o espírito do acordo "contra" as CPIs: "NÃO RESPONSABILIZAR NINGUÉM".
É isso que vai acontecer, o senador Jucá e o deputado Carlos Sampaio são homens de palavra. "Falou está falado, combinou está combinado, acertou está acertado".
6 - A extrema cordialidade Jucá-Sampaio não foi quebrada em nenhum momento. Existiam alguns pontos que pareciam polêmicos, deixaram de ser por causa da certeza dos dois lados de que tinham muito a perder.
7 - A possibilidade de FHC e Lula serem atingidos pessoalmente. Logo, logo, decidiram: não haverá investigação sobre Lula ou FHC nos gastos privados.
8 - Outra dúvida: a carta em que começaria a investigação. O PSDB queria que a devassa começasse com Lula, sabiam que seria impossível.
9 - O PT-PT e PMDB aceitaram começar pelos dois últimos anos de FHC, podendo retroceder a outros períodos.
10 - O PSDB e o PMDB coincidiam perigosamente e tripudiaram sobre a opinião pública. Aceitaram começar em 2001, podendo retroceder a 1998. Todos são culpados, sabem disso. A CPI seria uma guerra mortal. Depois de começada sem acordo, não poderia haver armistício.
11 - Assim, tendo feito esse "convescote", estão todos tranqüilos.
12 - Igualmente culpados, despudorados, constrangidos, envergonhados, concordaram em não apurar nada, se mantiveram apenas na farsa. Nisso são mestres.
Alguns pontos são tão visivelmente perigosos que não houve dificuldade para acordo. A base partidária não gosta muito de poesia, mas sabe que cartão rima com mensalão, não deseja nenhuma repetição.
A chamada oposição sabe de ciência certa que cartão rima com reeeleição. E como se sabe que o presidente tucano na ânsia de continuar no Poder pagaria qualquer dinheiro, nada mais fácil e satisfatório do que ficar mais 4 anos no Poder sem mexer no dinheiro da Fundação Ford. (Que FHC, por motivos óbvios e remanescentes, só chama de "Ford Foundation").
PS - Portanto, tudo resolvido, podemos voltar ao trabalho, enquanto governo e oposição se divertem. Quem lamenta mesmo é a TV Câmara e a TV Senado, que grande espetáculo o País estará perdendo.
Eurico Miranda
Na vida esportiva é presidente interino. Na vida pessoal, está em liberdade condicional. "Por que não te calas?".
Quando, há meses, o ex-banqueiro Cacciola foi preso ao entrar em Monte Carlo, imediatamente escrevi: "Ele não será extraditado para o Brasil de maneira alguma, mesmo que a ação leve alguns anos". Dias depois, completei: "Na certa Cacciola ficará com sua conta bancária muito menos volumosa, mas nada lhe acontecerá". Exatamente o que ocorreu. Só uma surpresa para este repórter: inesperadamente ninguém mais falou no assunto, jornalões e televisões silenciaram.
Curiosidade: esse silêncio coincidiu com o "sussurro" de que o ex-banqueiro havia sido transferido para um hotel. Assim caminha a humanidade.
As Casas Bahia foram obrigadas a se "fundir" com a Wall Mart, a maior empresa de varejo do mundo. Agora é o Ponto Frio que, pertencendo a bilionários, não se agüenta. Quer evitar a falência.
Ninguém no setor explica a farra de gastos da Casa & Vídeo. Hoje a maior anunciante do Brasil, não equilibra despesas e receita. Resistirá?
O bilionário do México Ricardo Salinas passou o carnaval no Brasil, "sentindo" o mercado. Começou plagiando Paul Getty. "O melhor negócio é uma refinaria bem administrada, o último, refinaria mal administrada". Transferiu para bancos.
Vai instalar bancos para financiar quem precisa de até 500 reais. Ha! Ha! Ha! Seu patrimônio é avaliado em 10 bilhões. Isso o Bradesco (e bancos multinacionais) ganha num semestre.
Chegam à Redação da Tribuna novas denúncias sobre irregularidades no Partido Verde. Agora, falam na existência de uma mansão alugada às margens do Lago Paranoá, em Brasília, que seria usada por amigos e partidários.
À semelhança do que o então ministro Antonio Palocci mantinha na capital, para suas festas particulares. Estamos encaminhando essas denúncias à direção do PV, para que sejam respondidas. Vamos aguardar.
Os sinais da TV digital começaram a ser emitidos em São Paulo dia 2 de dezembro. Até aí, tudo bem, porque qualquer inovação é sempre bem-vinda.
O problema é o custo do aparelho de conversão dos televisores, que não sai por menos de 500 reais, embora o ministro Helio Costa tivesse garantido que o preço do equipamento não chegaria a R$ 200.
A Net está iludindo os consumidores, anunciando planos de TV digital por assinatura a preços mais caros, é claro. A publicidade enganosa omite o fato de ser necessário instalar o conversor para receber a imagem digital.
Fora de São Paulo, nem existe. Ao invés de iludir o consumidor, a Net deveria é estar garantindo que os canais vendidos cheguem às residências com som e imagem compatíveis. Verdadeiro caso de polícia.
Os jornalões fizeram estardalhaço porque Obama ganhou (apertado) 3 prévias: Nebrasca (5 votos), Louisiana (9) e Estado de Washington (11). Mas ainda está atrás em número de delegados.
Quando Dirceu era o homem mais poderoso do Planalto-Alvorada (e do governo e do País), João Paulo Cunha era presidente da Câmara, mas não se viam nem se falavam. Dirceu nem atendia seu celular.
Agora, fingindo oposição, os dois tentam se aproximar do presidente Lula, apesar de saberem que não conseguirão. Para isso, formaram aliança, se encontram ou se falam todo dia.
Antigamente a Polícia Militar era presidida por um general, lógico, do Exército. E seus oficiais só chegavam a tenente-coronel. Movimento pacífico mas de grande força acabou com as duas coisas.
Agora, o secretário Beltrame quer que um general volte a comandar a PM, e reduzir o número de coronéis. O Exército nem quer ouvir falar nisso. E a PM muito menos, truculência Beltrame.
Ontem o Órgão Especial do Tribunal de Justiça (especialmente presidido por Murta Ribeiro) promoveu 8 juízes a desembargadores. Por antiguidade e merecimento. A posse será amanhã, 5ª feira.
O deputado estadual André do PV se meteu numa enrascada. Com boa intenção, claro. Quer que os estaleiros se preparem para reutilizar a água usada nos serviços de reparos e manutenção.
Não obterá sucesso. Motivo: misturar neste momento estaleiros com Cedae é o mais explosivo possível. Cuidado, André, pode naufragar.
Em 1996, FHC mandou pagar indevidamente a Paulo Cabral e Condomínios Associados a importância de 380 milhões. Paulo Cabral recebeu, não deu satisfações a ninguém, principalmente Gilberto Chateaubriand. Este, representante do espólio do pai, entrou com ação ANULATÓRIA.
14ª Vara Cível. Movimento incrível da parte de Paulo Cabral. Petições, contestação, perícias, lobismo, causuísmo, exibição de influência. Da parte de Gilberto, pedido de quebra de sigilo de muitos condôminos.
Gilberto, filho e herdeiro dos bens do embaixador, representando o espólio, tinha direito líquido e certo a uma parte desses 380 milhões. Claro, não recebeu nada, apesar de ter sua participação reconhecida em magnífica sentença do juiz Ronaldo Rocha Passos.
Paulo Cabral recorreu ao Tribunal de Justiça, 3ª Câmara Cível. Mesmo lobismo, pressão, esquemas, muito dinheiro em jogo. Finalmente a decisão a favor de Paulo Cabral, visivelmente contra a prova dos autos. 2 a 1, surpresa total.
Esse voto vencido, do desembargador Luiz Felipe Haddad, grande magistrado. Ainda cabem vários recursos, que serão utilizados.
XXX
O destino é injusto até no nome. Jade Barbosa, a atleta fascinante, não ganhou o prêmio de melhor nos jogos olímpicos. Pois Jader Barbalho cada vez acumula mais prestígio, nomeia mais "pupilos" seus para cargos de alto faturamento.
XXX
Como é que depois de tanta degradação o ministério de Dona Marina propõe anistia aos que praticaram crimes inafiançáveis na Amazônia? Se são "crimes hediondos e inafiançáveis", como podem receber anistia? Que República, perdão, que Amazônia.
XXX
No dia 15 de janeiro noticiei: Marta Lyra, que era chefe de gabinete do presidente do Senado, desde os tempos de Sarney, foi demitida por Garibaldi-Garibaldi. No dia 2 de fevereiro, abrindo a coluna "Panorama Político", bem no alto, estava a mesma nota, integral. Incluindo o fato dela nunca ter deixado o cargo.
Não tenho certeza, é um informe e não uma informação, não posso deixar de registrar. Romario e Eurico teriam conversado, inicialmente pelo celular.
XXX
Nada surpreendente. O Vasco deve mais de 70 milhões a Romário. Houve acordo, a garantia é o Estádio de São Januário. Se quiser, Romario pode barrar o presidente interino.
Por: Helio Fernandes
Fonte: Tribuna da Imprensa
O estardalhaço com os gastos mirabolantes dos cartões corporativos provocou o primeiro resultado: os acordos cooperativos. Em poucas horas, Romero Jucá (experimentadíssimo, PMDB, ex-FHC) e Carlos Sampaio (PSDB, tentando fazer carreira como "profissional" de CPI, se destacou na primeira) liquidaram todas as brechas e obstáculos, produziram tranqüilidade geral.
Acertaram vários pontos.
1 - Haverá CPI, seria uma afronta à opinião pública se não houvesse, depois de tanto barulho.
2 - Duas concessões, de lado a lado. Não será apenas do Senado, ia parecer subserviência ao PMDB, que controla a "casa".
3 - Será mista, assim o governo ficará com o relator e o presidente.
4 - O PSDB não se incomoda nem se sente diminuído. Como o resultado já foi resolvido antecipadamente, para o PSDB não será "humilhação" ficar sem nada, na vala comum.
5 - Sérgio Guerra, que preside mas não lidera o PSDB (nesse item existe muita gente acima dele), tentou dar aval ao que o seu correligionário acertou com o líder do governo no Senado. E como é do seu hábito, estilo, convicção, falou no jeito empolado: "Se a crise é geral, todo mundo vai sobreviver". Apesar da mediocridade, ninguém definiu melhor o espírito do acordo "contra" as CPIs: "NÃO RESPONSABILIZAR NINGUÉM".
É isso que vai acontecer, o senador Jucá e o deputado Carlos Sampaio são homens de palavra. "Falou está falado, combinou está combinado, acertou está acertado".
6 - A extrema cordialidade Jucá-Sampaio não foi quebrada em nenhum momento. Existiam alguns pontos que pareciam polêmicos, deixaram de ser por causa da certeza dos dois lados de que tinham muito a perder.
7 - A possibilidade de FHC e Lula serem atingidos pessoalmente. Logo, logo, decidiram: não haverá investigação sobre Lula ou FHC nos gastos privados.
8 - Outra dúvida: a carta em que começaria a investigação. O PSDB queria que a devassa começasse com Lula, sabiam que seria impossível.
9 - O PT-PT e PMDB aceitaram começar pelos dois últimos anos de FHC, podendo retroceder a outros períodos.
10 - O PSDB e o PMDB coincidiam perigosamente e tripudiaram sobre a opinião pública. Aceitaram começar em 2001, podendo retroceder a 1998. Todos são culpados, sabem disso. A CPI seria uma guerra mortal. Depois de começada sem acordo, não poderia haver armistício.
11 - Assim, tendo feito esse "convescote", estão todos tranqüilos.
12 - Igualmente culpados, despudorados, constrangidos, envergonhados, concordaram em não apurar nada, se mantiveram apenas na farsa. Nisso são mestres.
Alguns pontos são tão visivelmente perigosos que não houve dificuldade para acordo. A base partidária não gosta muito de poesia, mas sabe que cartão rima com mensalão, não deseja nenhuma repetição.
A chamada oposição sabe de ciência certa que cartão rima com reeeleição. E como se sabe que o presidente tucano na ânsia de continuar no Poder pagaria qualquer dinheiro, nada mais fácil e satisfatório do que ficar mais 4 anos no Poder sem mexer no dinheiro da Fundação Ford. (Que FHC, por motivos óbvios e remanescentes, só chama de "Ford Foundation").
PS - Portanto, tudo resolvido, podemos voltar ao trabalho, enquanto governo e oposição se divertem. Quem lamenta mesmo é a TV Câmara e a TV Senado, que grande espetáculo o País estará perdendo.
Eurico Miranda
Na vida esportiva é presidente interino. Na vida pessoal, está em liberdade condicional. "Por que não te calas?".
Quando, há meses, o ex-banqueiro Cacciola foi preso ao entrar em Monte Carlo, imediatamente escrevi: "Ele não será extraditado para o Brasil de maneira alguma, mesmo que a ação leve alguns anos". Dias depois, completei: "Na certa Cacciola ficará com sua conta bancária muito menos volumosa, mas nada lhe acontecerá". Exatamente o que ocorreu. Só uma surpresa para este repórter: inesperadamente ninguém mais falou no assunto, jornalões e televisões silenciaram.
Curiosidade: esse silêncio coincidiu com o "sussurro" de que o ex-banqueiro havia sido transferido para um hotel. Assim caminha a humanidade.
As Casas Bahia foram obrigadas a se "fundir" com a Wall Mart, a maior empresa de varejo do mundo. Agora é o Ponto Frio que, pertencendo a bilionários, não se agüenta. Quer evitar a falência.
Ninguém no setor explica a farra de gastos da Casa & Vídeo. Hoje a maior anunciante do Brasil, não equilibra despesas e receita. Resistirá?
O bilionário do México Ricardo Salinas passou o carnaval no Brasil, "sentindo" o mercado. Começou plagiando Paul Getty. "O melhor negócio é uma refinaria bem administrada, o último, refinaria mal administrada". Transferiu para bancos.
Vai instalar bancos para financiar quem precisa de até 500 reais. Ha! Ha! Ha! Seu patrimônio é avaliado em 10 bilhões. Isso o Bradesco (e bancos multinacionais) ganha num semestre.
Chegam à Redação da Tribuna novas denúncias sobre irregularidades no Partido Verde. Agora, falam na existência de uma mansão alugada às margens do Lago Paranoá, em Brasília, que seria usada por amigos e partidários.
À semelhança do que o então ministro Antonio Palocci mantinha na capital, para suas festas particulares. Estamos encaminhando essas denúncias à direção do PV, para que sejam respondidas. Vamos aguardar.
Os sinais da TV digital começaram a ser emitidos em São Paulo dia 2 de dezembro. Até aí, tudo bem, porque qualquer inovação é sempre bem-vinda.
O problema é o custo do aparelho de conversão dos televisores, que não sai por menos de 500 reais, embora o ministro Helio Costa tivesse garantido que o preço do equipamento não chegaria a R$ 200.
A Net está iludindo os consumidores, anunciando planos de TV digital por assinatura a preços mais caros, é claro. A publicidade enganosa omite o fato de ser necessário instalar o conversor para receber a imagem digital.
Fora de São Paulo, nem existe. Ao invés de iludir o consumidor, a Net deveria é estar garantindo que os canais vendidos cheguem às residências com som e imagem compatíveis. Verdadeiro caso de polícia.
Os jornalões fizeram estardalhaço porque Obama ganhou (apertado) 3 prévias: Nebrasca (5 votos), Louisiana (9) e Estado de Washington (11). Mas ainda está atrás em número de delegados.
Quando Dirceu era o homem mais poderoso do Planalto-Alvorada (e do governo e do País), João Paulo Cunha era presidente da Câmara, mas não se viam nem se falavam. Dirceu nem atendia seu celular.
Agora, fingindo oposição, os dois tentam se aproximar do presidente Lula, apesar de saberem que não conseguirão. Para isso, formaram aliança, se encontram ou se falam todo dia.
Antigamente a Polícia Militar era presidida por um general, lógico, do Exército. E seus oficiais só chegavam a tenente-coronel. Movimento pacífico mas de grande força acabou com as duas coisas.
Agora, o secretário Beltrame quer que um general volte a comandar a PM, e reduzir o número de coronéis. O Exército nem quer ouvir falar nisso. E a PM muito menos, truculência Beltrame.
Ontem o Órgão Especial do Tribunal de Justiça (especialmente presidido por Murta Ribeiro) promoveu 8 juízes a desembargadores. Por antiguidade e merecimento. A posse será amanhã, 5ª feira.
O deputado estadual André do PV se meteu numa enrascada. Com boa intenção, claro. Quer que os estaleiros se preparem para reutilizar a água usada nos serviços de reparos e manutenção.
Não obterá sucesso. Motivo: misturar neste momento estaleiros com Cedae é o mais explosivo possível. Cuidado, André, pode naufragar.
Em 1996, FHC mandou pagar indevidamente a Paulo Cabral e Condomínios Associados a importância de 380 milhões. Paulo Cabral recebeu, não deu satisfações a ninguém, principalmente Gilberto Chateaubriand. Este, representante do espólio do pai, entrou com ação ANULATÓRIA.
14ª Vara Cível. Movimento incrível da parte de Paulo Cabral. Petições, contestação, perícias, lobismo, causuísmo, exibição de influência. Da parte de Gilberto, pedido de quebra de sigilo de muitos condôminos.
Gilberto, filho e herdeiro dos bens do embaixador, representando o espólio, tinha direito líquido e certo a uma parte desses 380 milhões. Claro, não recebeu nada, apesar de ter sua participação reconhecida em magnífica sentença do juiz Ronaldo Rocha Passos.
Paulo Cabral recorreu ao Tribunal de Justiça, 3ª Câmara Cível. Mesmo lobismo, pressão, esquemas, muito dinheiro em jogo. Finalmente a decisão a favor de Paulo Cabral, visivelmente contra a prova dos autos. 2 a 1, surpresa total.
Esse voto vencido, do desembargador Luiz Felipe Haddad, grande magistrado. Ainda cabem vários recursos, que serão utilizados.
XXX
O destino é injusto até no nome. Jade Barbosa, a atleta fascinante, não ganhou o prêmio de melhor nos jogos olímpicos. Pois Jader Barbalho cada vez acumula mais prestígio, nomeia mais "pupilos" seus para cargos de alto faturamento.
XXX
Como é que depois de tanta degradação o ministério de Dona Marina propõe anistia aos que praticaram crimes inafiançáveis na Amazônia? Se são "crimes hediondos e inafiançáveis", como podem receber anistia? Que República, perdão, que Amazônia.
XXX
No dia 15 de janeiro noticiei: Marta Lyra, que era chefe de gabinete do presidente do Senado, desde os tempos de Sarney, foi demitida por Garibaldi-Garibaldi. No dia 2 de fevereiro, abrindo a coluna "Panorama Político", bem no alto, estava a mesma nota, integral. Incluindo o fato dela nunca ter deixado o cargo.
Não tenho certeza, é um informe e não uma informação, não posso deixar de registrar. Romario e Eurico teriam conversado, inicialmente pelo celular.
XXX
Nada surpreendente. O Vasco deve mais de 70 milhões a Romário. Houve acordo, a garantia é o Estádio de São Januário. Se quiser, Romario pode barrar o presidente interino.
Por: Helio Fernandes
Fonte: Tribuna da Imprensa
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