quarta-feira, outubro 11, 2006

MOÇÃO DE REPÚDIO À REPRESSÃO SOFRIDA PELO ME NAS UNIVERSIDADES

Por Movimento A Plenos Pulmões

Sobre a repressão sofrida pelo movimento estudantil nas últimas semanas em várias universidades



Diante dos diversos casos de repressão aos estudantes e ao ME em várias universidades, inclusive aqui na Unicamp, tiramos ontem (27/09) em assembléia geral de estudantes, funcionários e professores do IFCH uma moção de repúdio as punições. Segue abaixo.

MOÇÃO DE REPÚDIO À REPRESSÃO SOFRIDA PELO ME NAS UNIVERSIDADES.

Nas ultimas semanas, o Centro Acadêmico de Ciências Humanas (CACH) vem sendo avisado pela diretoria de nosso instituto sobre as diversas advertências recebidas por causa das confraternizações estudantis organizadas e realizadas no espaço de nosso centro acadêmico.
Através de uma série de notificações que insistem em chegar a diretoria de nosso instituto, a reitoria, utilizando-se da prefeitura do campus, pretende cercear nosso direito legítimo de utilizarmos o espaço de nosso centro acadêmico para confraternizações, atividades culturais e reuniões. Estes momentos visam criar uma integração entre os estudantes do nosso e de outros institutos, pois concebemos que a vida universitária está para além da lógica meritocrática, sufocante, competitiva e individualista que nos é imposta para alcançarmos o suposto reconhecimento acadêmico.
Nesse sentido, entendemos as advertências recebidas pelo CACH como uma forma de ingerência da reitoria num espaço autônomo que questiona as estruturas que a mesma reitoria em conjunto com o governo, com tanto afinco, implementa.
Este é apenas um dos muitos exemplos de ataques que vêm sendo desferidos contra as liberdades democráticas de expressão e manifestação dos estudantes. Está em curso, na Unicamp, um processo de sindicância contra alunos que faziam uma manifestação na reunião do CONSU, bem como já vêm ocorrendo com estudantes da Unesp desde o ano passado. Na USP, só na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, contabiliza-se 80 punições e uma sindicância aberta para apurar a realização de sete festas; além disso, 168 câmeras serão instaladas no campus Butantã. Na Unesp Araraquara, nem mesmo panfletagens são permitidas.

Nós, professores, funcionários e estudantes do IFCH, diante de tantos exemplos de ataques as liberdades democráticas dos estudantes, nos colocamos terminantemente contra tamanho autoritarismo e o manifestamos nessa moção de repúdio.






ATO HOJE NA USP AS 16 HORAS NO PORTÃO 1, DA VITAL BRASIL!


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Entrevista com Clodovil Hernandes

Por entrevista 11/10/2006 às 06:30


Clodovil Hernandes no Miss Brasil Gay, em Juiz de Fora - MG

Estilista diz que já foi convidado outras vezes, e também conta porque não vai à Parada Gay


Clodovil


Juiz de Fora - MG

Clodovil Hernandes no Miss Brasil Gay

Estilista diz que já foi convidado outras vezes e explica o motivo de só ter aceito agora e também conta porque não vai a Parada Gay

Sílvia Zoche
Repórter
17/08/2006

Um convidado há muito tempo esperado, vem pela primeira vez ao Miss Brasil Gay, evento que comemora Bodas de Pérola, em 2006. O estilista Clodovil Hernandes confirmou presença no concurso e oferecerá a oportunidade, para quem estiver presente, de assistir a duas músicas em que ele interpreta a dançarina e cantora norte-americana Josephine Baker, a Vênus Negra, que começou a fazer sucesso na década de 1920.

A equipe do Portal ACESSA.com conversou com Clodovil Hernandes com exclusividade e soube de antemão os detalhes desta apresentação. Leia e confira a entrevista:

ACESSA.com - Quando você recebeu o convite para vir ao Miss Brasil Gay?

Clodovil Hernandes - Todos os anos eles me convidam e eu nunca fui.

ACESSA.com - Por que esse ano você resolveu aceitar?

Clodovil Hernandes - Eu nunca quis me envolver neste assunto, porque é evidente que esse assunto não me diz respeito, porque é a mesma coisa que se existisse um clube de marginalizados, de aleijados, um clube de negros, um clube de não sei do quê... Essa coisa de viver em gueto não é muito a minha cabeça. Porque não é assim diante de Deus, entendeu? Pelo menos o meu Deus, que é um Deus que não é castigo, que é provedor do Universo.

Mas este ano, como eu resolvi entrar para a política, por razões que eu também não posso te dizer, porque não são minhas, são transcedentais, e é uma força maior que me forçou a fazer este tipo de trabalho, porque isso pra mim é um trabalho. Então, eu falei: bom, já que a Marta Suplicy e tanta gente usou este grupo de gente com esta coisa de Parada Gay, não sei o quê, não sei mais o quê, quer ter votos e depois não deram nem confiança para as pessoas, e elas continuaram marginalizadas como antes, eu vou mostrar pra elas que, além de eu ir lá dentro, eu ainda farei parte do grupo do jeito que eles entendem a coisa, porque, veja bem, eu não posso nem matar, nem roubar, nem fazer coisa em nome de nada, mas eu posso ter uma atitude. E essa atitude está na capa da revista Flash, que eu me vesti de Josephine Baker, que é o espetáculo que eu vou levar e que está na capa de Flash de hoje. Por quê? Porque é muito fácil você fazer lobby e campanha quando você não tem filhos com este problema, quando você não tem não tem na família, porque é sempre assim, não é assim?

Agora, eu procurei a beleza que tem nessa gente, por exemplo. O que é bonito é quando eles transformam em mulher - porque ficam mais bonitos - e dão esta coisa carinhosa, este abraço na mulher. Porque o homem quando se transforma em mulher, é porque sabe que vai ficar mais bonito. Tem os que ficam mais ridículos, isso é uma outra história. Mas vão pra rua pra fazer michê, quer dizer, é o fim do mundo! Aí, eles mesmos fazem a eleição da mulher e eles mesmos avacalham com ela depois. Por que, pra quê procurar beleza pra se prostituir na rua, me diga?

Ou seja, eu fiz isso para provar pra eles que eu nunca tive nada contra, e nem poderia ter - seria o roto falando do rasgado. Mas é pra mostrar pra eles que cada pessoa oferece pra outra aquilo que ela tem. Quando ela não tem nada, ela não tem nada pra oferecer, ela só tem pra tirar.

ACESSA.com - E como vai ser sua apresentação do musical Eu e Elas no evento?

Clodovil Hernandes - Eu só vou fazer duas músicas. Eu faço em cima da Josephine Baker, que é um novo espetáculo que eu vou fazer. Eu faço J'ai deux amours, que foi uma música que ela celebrizou, e La vie en rose, que não é dela, é da Piaf, mas que ela cantou também. Esteticamente, eu me visto de mulher, mas pra provar que aos 70 anos eu ainda posso fazer isso numa boa e nem precisa de photoshop.

ACESSA.com - Qual a mensagem principal que você deseja passar no seu musical?

Clodovil Hernandes - Eu acho assim, que Deus, o meu Deus é a beleza. E não existe nenhuma pessoa feia, pra alguém sempre ela é bonita, porque isso é uma mágica da vida. E que as pessoas procuram a beleza sempre pra tirar proveito, no sentido do imoral, no sentido do ganho pão. E a beleza não é isso. A beleza é pra você reverenciar Deus, porque Deus deu essa beleza para o universo e não nos cobrou nada. Ele talvez cobre uma atitude - se é que é assim, eu não sei se é, mas eu nunca me senti obrigado a fazer nada, tanto que eu não tenho medo de Deus. Eu não posso ter medo de quem eu amo, não é? Aquilo que eu amo, eu não tenho medo. E também um pouco de dignidade, porque eu cheguei aos 70 anos, relutando com tudo, não dei a cara nunca pra bater, essa é a primeira vez que eu me exponho, mas as pessoas não vão poder falar nada. Sabe quando não pode falar nada? Não vão poder falar nada.

ACESSA.com - O papel da moda em sua vida é muito importante, não é?

Clodovil Hernandes - Porque isto é uma vontade superior também. Quando você tem um nome que assine qualquer coisa, a responsabilidade de bom de gosto ou de mau gosto é sua. Agora, se eu fui o melhor estilista que esse país já teve, tudo que eu faço agora, eu tenho o aval da minha própria etiqueta.

ACESSA.com - Você conhece Juiz de Fora?

Clodovil Hernandes - Conheço. Eu estive uma vez aí para atender uma casa de crianças para angariar fundos pra essa casa. Essa é a segunda vez que vou à Juiz de Fora.

ACESSA.com - E você vai participar também da Parada Gay ou só do Miss Brasil?

Clodovil Hernandes - Não, não vou, porque não gosto. Eu não me exponho a esse ponto. Nada contra, mas é aquilo que eu disse a você. Uma coisa é você se ajudar, porque eu também estou me ajudando. Outra coisa é você fazer carnaval fora de data. Não acho que seja motivo pra este tipo de manifestação. Não é uma revanche, não é nada. É simplesmente uma diversão. Tem tanta diversão que não precisa ser isso... É muito mais divertido, por exemplo, você ajudar quem precisa realmente. Quando você faz isso, dá muito mais alegria do que passar pela rua fazendo carnaval. Não vou fazer isso.

ACESSA.com - Na sua visão, como é a questão da homossexualidade no Brasil ainda hoje?

Clodovil Hernandes - Eu acho que no mundo inteiro é sempre a mesma coisa. Na verdade, os homossexuais se juntam sempre em boate, sauna e coisas desse tipo. E eu não sei por que isso? É uma coisa que eu não consigo entender! A Rainha da Holanda, por exemplo, estabeleceu que os homossexuais tinham direito de freqüentar os porões das igrejas e fazer disso os bares, boates. Isso aconteceu, e ainda tem lugares que são dentro das igrejas, onde eles se reúnem pra tomar um copo de vinho e porque ela achou de bom alvitre fazer isso, porque as pessoas não estão num endereço profano e tal. Agora, claro que atrás tem um monte de coisa, como toda religião tem. Agora, a gente se juntar pra nada, eu não me conformo.

Então, eu prefiro seguir Leonardo da Vinci, Santos Dumont, Garcia Lorca, Tennessee Wiliams e um monte de gente, que foram homossexuais sérios e que deixaram coisas para humanidade. Eu prefiro pensar por esse caminho... Na verdade, eu não quero pensar por nenhum, porque minha vida não é pra... Enfim, eu estou aqui para atender a um pedido ou alguma coisa superior e o que eu faço da minha vida é exatamente aqui o que eu vou levar de volta. A vida é um carimbo para as atitudes que você tem, eu acho. É como se você estivesse reconhecendo a firma de alguma documentação que você precisa apresentar.

ACESSA.com - Gostaríamos que você deixasse uma mensagem para os internautas do ACESSA.com, que acessam o caderno Zona Pink.

Clodovil Hernandes - No sentido da vida, não da homossexualidade, porque todos nós temos direito a ela, o que eu diria é o seguinte: é preferível afrontar o mundo para servir a nossa consciência do que afrontar a nossa consciência para ser agradável ao mundo. Você entendeu por que eu não vou na Parada?



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Por DELFINO ALVES FILHO

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Arnaldo Bozó

Por Júlio César Montenegro


O alckminista global, que caiu da Rede para as páginas de jornal agenciadas pelo Brasil, tenta tranformar o presunçoso e repetitivo "delegado de porta de cadeia" do debate da Band em Leonardo de Caprio na proa do Titanic. Ex-gigante dos mares, onde aliás afundou...


Arnaldo Jabô (quem deforma fatos pode ter o nome deformado) continua cada vez mais O MESMO. Copiando seus patrões, quando editaram pró Collor o debate com o Lula, Arnaldo achou pouca a mesmice de Alckmin no confronto com Lula e repetiu, em seu artigo de 10/09, agenciado para a imprensa de todo Brasil e repercutido por internautas que querem usá-lo pra convencer mesmo sem ler, o mote "Qual é a origem do dinheiro?"

A pergunta, tirada diretamente dos lábios finos e nervosos do Alckmin "delegado de porta de cadeia" do debate da Band, dá o tom de um artigo mentiroso, arrogante, pedante, longuíssimo (será que Jabô é pago por linha escrita?!) e chatissimo como sempre.

Duvidam? Com certeza vai ser empurrado pra quem tiver saco e tempo. A edição jabôsta do debate na TV concorrente é tão "honesta" quanto a que seus patrões fizeram do acontecido em 1989. As mal traçadas linhas querem construir um Alckmin que lembra mais o Leonardo di Caprio na proa do Titanic do que o mauricinho obsessivo com desonestidades ALHEIAS que eu e muita gente vimos na Band.
Já o Lula... como pode esperar ser considerado um nordestino sindicalista e barbudo por um fiel representante e comensal da "elite branca perversa" descrita por quem tão bem a conhece como o ex-vice de Alckmin e atual governador de São Paulo, Cláudio Lembo?

Quem se dispuser a enfrentar o cipoal de lorotas vai notar como, na edição jabôsta, o toque de Lula sobre o valerioduto ser o maior do mundo por vir desde Eduardo Azeredo do PSDB de Minas e das 69 CPIs esmagadas pelo rolo compressor do PSDB em São Paulo, virou meras "barragens de CPIs e caixa 2 sem provas". Como é que se pode provar o que nem foi investigado graças a ação entre amigos do Partido Só De Bicões e cumplicidade de uma mídia que vive de "edições"?

Vou pro final esclarecedor: "Tudo está óbvio. Neste momento perigosíssimo da nossa história, só resta esperar que o "povo" perceba o óbvio. Já que os intelectuais jamais o enxergarão". TUDO é demais. Mas muita coisa do sermão jabôsta fica óbvia nesta citação.

Primeiro Jabô quer passar toda a sua manipulação safada e interesseira como coisa indiscutível, "óbvia". Depois reconhece sem querer que uma história que vem sendo contruida sempre pelos mesmos há 500 anos (a qual Lula aludiu no debate da Band e Alckim fingiu(?!) não ter entendido) está passando por modificações "perigosíssimas"... para os ME$MO$. Tanto que não se refere a história do Brasil, confunde-a com a dos seus patrões e dos PATRÕES dos que o pagam para que edite uma história que querem que seja "nossa".

Em época de eleição é sempre mais oportuno "ser" povo que intelectual. Daí a besteira preconceituosa de considerar TODOS os intelectuais cegos. Mas como o uso do cachimbo faz a boca torta, "povo" só assim, ENTRE ASPAS. É que a maioria do povo votou no Lula e como já disse o guru FHC que quem vota no Lula é "atrasado" e o Jabô é "moderno", com as aspas ele quer se desvincular claramente dessa categoria.

Nem povo, nem patrão, nem intelectual... Pensando bem o escriba alugado pertence a uma categoria especial. A mesma a que pertencia um personagem do Chico Anisio que espertamente queria usar o prestígio dos tentáculos globais para bolinar incautas moçoilas. Mesmo fora da telinha, temos agora ARNALDO BOZÓ: "Eu sou da Globo!"


Email:: julio@cerbras.com.br


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GRUPO CARLISTA DA BAHIA CONTINUA DE CABEÇA BAIXA

Por Renildo Carvalho

16 anos de PFL na Bahia e 5 milhões de baianos passando fome. Esta eleição foi decisiva para os baianos que deram o troco a ACM, que perdeu o governo e uma cadeira no senado. O carlismo foi derrotado.


Passados 12 dias da eleições nacionais, o suposto líder do grupo carlista que se apoderou da Bahia por 16 anos, Antônio Carlos Magalhães, ainda continua de cabeça baixa diante a inesperada derrota no primeiro turno.

O atual governador Paulo Souto (PFL), foi derrotado pelo ex- Ministro das Relações Institucionais do governo Lula, Jaque Wagner (PT).

O novo governador, Wagner que não acreditava na vitória em primeiro turno, já que as pesquisas indicavam a vitória de Paulo Souto, já começou a arquitetar as mudanças na Bahia.

O legado da turma de ACM, deixou a Bahia com 5, dos 13 milhões de habitantes passando fome. ACM disse recentemente que a volta do carlismo ao poder será triunfal.

Wagner contou com o apoio de 9 partidos de oposição inconformados com a gestão do PFL, e conseguiu eleger 10 deputados estaduais e um senador.

Email:: renniscarvalho@yahoo.com.br


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Ministério da Corrupção

Por Marcus Aurélio S. Figueiredo

Quem sabe um novo ministério não seria a solução?


Deveria ser instituído um novo ministério que seria o ministério e secretarias da corrupção. Desta forma ficaria mais fácil analisar as "realizações" de cada governo com seus números e gráficos. Quem sabe assim, institucionalizando o que ocorre inevitavelmente em qualquer governo de qualquer esfera, opovo brasileiro não assinaria este cheque em branco que é o voto e saberia ao menos no "melhor" ladrão a escolher. Sem bravatas de campanha ou acusações escusas. Estaria tudo claro com relatórios amplamente divulgados pela mídia e informando o quanto foi oficilamente roubado no ano exercício.
Quem sabe não ficaríamos mais aliviados em saber que os nossos governantes não precisariam mais mentir sobre este assunto.

Marcus Aurélio Figueiredo
Engenheiro Mecânico e Empresário
Maceió - AL

Email:: marcus_fig@yahoo.com.br

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Informe da Bahia

Por: Correio da Bahia

Governo x oposição


O deputado estadual Heraldo Rocha (PFL) disse ontem que a oposição ao governador eleito Jaques Wagner (PT), da qual fará parte, não vai precisar trazer militantes de partidos políticos, em ônibus particulares, para pressionar a nova situação nas negociações envolvendo reajustes salariais para beneficiar as diversas categorias do funcionalismo público. “O PT, que vai liderar a futura situação, vai ter de colocar em prática tudo o que defendeu como oposição ao governo do PFL e partidos aliados, inclusive na área dos aumentos salariais. Caso contrário, nem vamos precisar contratar ônibus para trazer pessoas para protestar na Assembléia, como eles faziam”, salientou.


Inacreditável


Quem viu não acreditou. Ontem, em discurso no plenário da Assembléia, o deputado Edson Pimenta (PCdoB) falou contra o reajuste dos vencimentos dos servidores do Judiciário. Há menos de 15 dias, ele defendia com veemência o aumento – por conta disso, quase foi agredido por funcionários daquele poder. Agora, já que vai compor a base de sustentação do futuro governo do estado, vestiu a camisa da responsabilidade orçamentária. Esse filme o PFL já viu no Congresso Nacional, com a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2002.


Aparelhamento


Aliás, nesse mesmo filme, o roteiro reserva, como se viu também no governo Lula, um capítulo para o aparelhamento do governo baiano. Os petistas são os mais ansiosos em garantir cargos no futuro governo Jaques Wagner. Na segunda colocação entre os mais ansiosos está, curiosamente, o PSDB, que queria ter candidato próprio ao governo da Bahia – não teve por intervenção nacional da legenda – e cuja maioria dos prefeitos apoiou a candidatura à reeleição do governador Paulo Souto (PFL).


Sondagem


Petistas ligados ao governador eleito, Jaques Wagner, começaram a se reunir nos últimos dias para levantar o número exato de cargos comissionados disponíveis em cada secretaria e órgão estadual. Anteontem, alguns até ensaiaram ligações para órgãos, sob a mera justificativa de estarem fazendo “sondagens”.


Diplomação


O Pleno do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) da Bahia homologou ontem o resultado das eleições estaduais deste ano. Durante a sessão, a Corte aprovou o relatório do pleito, promulgou os eleitos e designou o dia da diplomação, que acontecerá no auditório do próprio TRE, dia 19 de dezembro, às 19h.


Prestação


Ainda é muito lenta a procura de candidatos e comitês financeiros pela prestação de contas referentes ao primeiro turno das eleições na Bahia. Até ontem à noite, apenas 13 candidatos haviam apresentado suas contas, sendo 12 postulantes à Assembléia Legislativa e Câmara Federal e um ao Senado. A Secretaria de Controle Interno do TRE iniciou o recebimento dos balanços financeiros no último dia 2 e dará continuidade ao processo até próximo dia 31. A não-apresentação das contas impede a diplomação dos candidatos eleitos, conforme determina o Artigo 29, da Lei nº 9.504/97 (Lei das Eleições).


Orçamento


O projeto que define o orçamento de Salvador para 2007 está parado na Câmara Municipal deste o último dia 29. Enquanto as sessões ordinárias permanecerem suspensas, a tramitação não é iniciada oficialmente. Para adiantar os trabalhos, a diretoria da Mesa da Câmara Municipal encaminhou uma cópia do texto a Comissão de Orçamento Finanças e Fiscalização. A previsão para 2007 é de um orçamento de R$2,3 bilhões, R$200 milhões a mais que a previsão para 2006.


Despachos


O governador Paulo Souto (PFL) despachou ontem com secretários de estado. Hoje, ele inaugura, a partir das 9h30, um dos trechos reformados da orla de Salvador, numa solenidade que ocorre no Clube Português, na Pituba.

Governo pressiona e adia sessão da CPI dos Sanguessugas

Por; Correio da Bahia


Comissão iria votar mais de cem convocações e quebras de sigilo dos suspeitos de envolvimento na compra do dossiê

BRASÍLIA - O governo pressionou a CPI dos Sanguessugas e impediu, ontem, a votação de mais de cem requerimentos de convocações e quebras de sigilo dos suspeitos de envolvimento na compra do dossiê anti-tucano, que só iria prejudicar a candidatura do presidente-candidato Luiz Inácio Lula da Silva. Houve bate-boca e troca de acusações entre os membros da comissão depois que o presidente da CPI, deputado Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ), decidiu deixar as votações para a próxima terça-feira.


Biscaia adiou a votação, ontem de manhã, diante da falta de quorum dos parlamentares, mas os sub-relatores Carlos Sampaio (PSDB-SP) e Fernando Gabeira (PV-RJ), depois de conversa reservada com o presidente da CPI, anunciaram que haveria nova reunião à tarde. Mais de 12 parlamentares, o quorum mínimo necessário para a abertura da sessão, compareceram para a nova tentativa de votação.


Biscaia - parlamentar da base aliada do governo – chegou à CPI e disse, no entanto, que não haveria a reunião à tarde e negou ter concordado com o apelo de Sampaio e Gabeira. “Depois de fazer encenação na frente das câmeras, foram tentar me convencer e não conseguiram. Eu não vou participar dessa disputa político-eleitoral, a CPI é uma coisa séria”, criticou Biscaia.


Sampaio e Gabeira reagiram à decisão de Biscaia. Gabeira chegou
a afirmar que o presidente da CPI mentiu durante o encontro reservado quando teria concordado com a nova sessão. Já Sampaio afirmou que Biscaia, mesmo com a sua conduta isenta na presidência da CPI, pode ter sido pressionado pelo governo para adiar as votações _ já que os acusados da compra do dossiê são petistas, mesmo partido que o presidente do colegiado. “Até hoje eu não achava (que Biscaia sofria pressões). Hoje (ontem) achei que ele foi pressionado, mas espero que amanhã ele não negue a sua biografia”, disse Sampaio.


Em meio à polêmica, os parlamentares tentaram instalar a reunião sem a presença de Biscaia. A deputada Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), aliada do governo, defendeu o presidente da comissão e acusou membros da CPI de terem selecionado documentos na Justiça de Cuiabá em vez de terem recolhido toda a documentação necessária à CPI. “em vez de ficar fazendo factóides, vamos investigar. O juiz autorizou trazer o material e cadê?”, questionou.


Sampaio e Gabeira reagiram às críticas da deputada. “Eu passei 20 minutos com o delegado, se eu fosse escolher documentos, ficaria pelo menos três horas”, disse Gabeira. Em meio ao clima de embate entre membros do governo e da oposição, alguns parlamentares temem que a CPI não consiga avançar nos trabalhos antes do segundo turno das eleições, um dos objetivos do presidente Lula já que não seria descoberto, antes do final do pleito do próximo dia 29, a origem dos dinheiro utilizado por petistas para comprar o dossiê. “Estamos em um momento em que precisamos descobrir a origem do dinheiro para a compra do dossiê. Quanto mais se aproxima do segundo turno, mais difícil fica”, criticou o deputado Júlio Delgado (PSB-MG).

Lula novamente diz que não sabia de nada

Por: Correio da Bahia

SÃO PAULO - O presidente-candidato Luiz Inácio Lula da Silva voltou a negar que saiba a origem do dinheiro que seria usado na compra do dossiê Vendoin e reafirmou que é o maior interessado no esclarecimento do caso. “Nesse caso, eu quero saber o conjunto da obra. Porque se tem uma pessoa que foi prejudicada por isso, fui eu, não foram meus adversários”, disse Lula em entrevista, ontem, à rádio Bandeirantes. “Se tem um brasileiro hoje que tem interesse em saber, sou eu”.


Lula ainda insinuou que a oposição _ principal atingida no caso do dossiê _ não se interessa pela resolução do caso, mas apenas pelo ganho eleitoral que pode tirar dele. “Me parece que algumas pessoas não querem saber disso (dos detalhes do caso).
Só querem saber, primeiro, da fotografia do dinheiro para impedir o que aconteceu em 2002. Segundo, algumas pessoas querem saber onde está o dinheiro, que eu tenho o maior interesse em saber”, disse, referindo-se ao R$1,75 milhão apreendido pela Polícia Federal com Gedimar Passos e Valdebran Padilha. “Não sei qual foi a estratégia, porque a coisa foi tão imbecil”, afirmou.


Lula lembrou ainda que, como presidente da República, não deve investigar, trabalho exclusivo da Polícia Federal e demais autoridades ligadas à Justiça. “O presidente da República não julga, não prende, não investiga. O presidente da República espera a polícia com a sabedoria que ela tem”, disse.


Quando perguntado sobre a proximidade dos envolvidos no “dossiêgate”, Lula ressaltou que o presidente deve punir exemplarmente os envolvidos em casos como esse, o que tem ocorrido, segundo disse. “Se amanhã eu te convidar para vir para o governo, você vem pelo teu passado, mas se cometer um erro, vai ser punido exemplarmente. Essa é a lógica de quem quer combater definitivamente a corrupção”.


Lógica que, segundo Lula, foi usada no caso do caseiro Francenildo dos Santos Costa, que teve o sigilo bancário quebrado por ordem do ex-ministro da Fazenda, o petista Antonio Palocci. “É inimaginável você imaginar uma autoridade pública querer ver a conta de uma caseiro. É abominável. Isso já foi condenado pela sociedade e eu tomei a atitude que deveria ter tomado”, concluiu. Mas até hoje não se tem notícia que, além da expulsão do Partido dos Trabalhadores ou da exoneração dos cargos, nenhum dos envolvidos em corrupção _ todos ligados ao presidente _ está preso ou respondendo a processo.

ACM diz que mentira faz parte do governo Lula

Por: Correio da Bahia

Senador afirma que debate deixou claro que petista nunca teve condições morais de ocupar a Presidência

BRASÍLIA - O senador Antonio Carlos Magalhães (PFL) lamentou ontem, em discurso no plenário do Senado, que a mentira faça parte do governo do poresidente Luiz Inácio Lula da Silva e do governo do Partido dos Trabalhadores. “A mentira é o mote principal do presidente Lula”, disse ACM. O senador afirmou que o presidente mente, de forma inacreditável, ao referir-se a declarações atribuídas ao candidato da coligação PSDB-PFL à Presidência, o tucano Geraldo Alckmin, de que, após eleito iria privatizar a Petrobras, o Banco do Brasil, a Caixa Econômica e o Banco do Nordeste. “Enfim, tudo que não é verdade”, assegurou ACM.


O senador fez ainda uma avaliação da participação de Lula e Alckmin no debate de domingo, na TV Bandeirantes, quando ficou claro certos aspectos que tornam evidente o despreparo do presidente Lula em ocupar a Presidência da República. As evidências, segundo o senador, tornaram-se públicas durante o debate realizado no último domingo pela TV Bandeirantes, quando houve a “demonstração inequívoca de que o presidente da República deverá ser Geraldo Alckmin (PSDB/PFL)”.


“Era preciso, sim, um debate público para se ver ao final que o presidente Lula não poderia ser presidente e não poderá ser presidente porque não tem as qualificações indispensáveis para dirigir um país como o Brasil”, afirmou o líder político baiano. Para ele, o público teve a oportunidade de notar, desde o início do debate, que Geraldo Alckmin estava muito melhor preparado. “Por que está melhor preparado e por que não pode ser comparado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva”, completou.


O senador contou que assistiu ao debate, do início ao fim, pela TV. “Nunca vi em debate de televisão uma superioridade tão grande em todos os sentidos, do primeiro ao último bloco”, declarou, referindo-se ao tucano. Para ACM o presidente Lula não marcou um ponto, foi nocauteado do começo ao fim, uma derrota que começou com a pergunta: “De onde vem o dinheiro?”
A questão levantada pelo candidato do PSDB, referindo-se ao R$1,7 milhão que seria usado para a compra de um falso dossiê contra tucanos, atordoou o presidente da República, segundo afirmou o senador. “Aliás, até hoje ninguém sabe de onde veio o dinheiro”, observou. ACM referiu-se aos comentários de que os dólares e reais viriam dos Estados Unidos, mas policiais federais já admitem que o dinheiro pode ter vindo do jogo do bicho.


“Levando-se em conta que eram muito pequenas as notas, notas de jogador de bicho. Paira essa dúvida”. Para o senador baiano a pergunta era previsível, mas atingiu o petista. “Lula ficou grogue e, do princípio ao fim, não acertou coisa nenhuma”, completou.


Durante o pronunciamento, ACM aproveitou para discordar dos senadores que elogiaram a política externa do atual governo. “É o contrário. Há muito tempo a política externa do Brasil não vem dando certo, mas nunca esteve pior”, disse. O senador argumentou que a luta por um lugar no Conselho de Segurança faz com que o país atravesse situações dificílimas. “Cedendo coisas a todos os países e sempre sendo derrotado na política externa”, avaliou.


Durante o discurso, o senador exemplificou o caso da China, que negou apoio ao governo brasileiro, e com a Bolívia, cujo presidente Hugo Chavez sempre teve o apoio de Lula. “Foi assim com a Bolívia. Foi assim até com o presidente Chávez, para quem o presidente Lula deita-se para que ele passe por cima”, criticou. No caso da Bolívia, ACM lembrou que, durante o debate, o próprio Lula confessou que a Bolívia estava certa. “E que o Brasil deveria perder bilhões para o povo boliviano, que a Petrobras tinha de perder”.


Outro aspecto levantado pelo senador Antonio Carlos Magalhães foi em relação à insistência do presidente Lula em dirigir suas críticas ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). “A mania que ele (Lula) tem em relação ao ex-Presidente Fernando Henrique me faz perguntar: por que o presidente Lula não chama para um debate o presidente Fernando Henrique?”, sugeriu ACM.
O eventual debate entre Lula e FHC, segundo o senador baiano, poderia ser “interessantíssimo”. “Em vez de cobrar do presidente Alckmin, iria o próprio ex-presidente Fernando Henrique mostrar que ele, presidente Fernando Henrique, é o autor principal da auto-suficiência do petróleo”, afirmou.

ACM lembrou que foi o governo FHC o responsável pelo grande subida na exploração de petróleo no Brasil. “Fernando Henrique iria demonstrar que os números que Lula apresenta são falsos, tanto na saúde quanto na educação”.

AL aprova reposição salarial para servidores do Judiciário

Por: Correio da Bahia

Aliados de Jaques Wagner adiam reajuste para 2008 temendo impacto nas contas

Antes mesmo da posse do governador eleito Jaques Wagner (PT), os parlamentares da oposição na Assembléia Legislativa sentiram na pele, ontem, a difícil tarefa de ser governo. Em uma sessão que durou mais de nove horas, os deputados do PT, PCdoB, PSB, PTB, PSDB, PSC e PPS, que hoje são oposição, se dividiram sobre a aprovação de emenda que reajusta em 11,98% os vencimentos dos servidores do Judiciário baiano, como compensação pelas perdas relativas à conversão da remuneração de Cruzeiro Real para Unidade Real de Valor (URV). A proposta só foi aprovada por volta das 22h, depois de muita pressão exercida pelos deputados do PFL, PP e PL, que serão oposição, encerrando a greve dos 12 mil servidores do poder na Bahia, que já durava 30 dias.


A emenda foi anexada ao projeto elaborado pelo Tribunal de Justiça da Bahia (TJ), que determina o pagamento de uma indenização de R$313 milhões aos servidores do Judiciário baiano, também por conta das perdas relativas à conversão para a URV, valor que será pago em quatro anos, a partir de janeiro de 2007. Já o reajuste proposto pela emenda do relator, o deputado Reinaldo Braga (PFL), com o apoio de toda bancada do governo e dos servidores, começa a valer a partir de 2008.


Os governistas e os servidores defendiam que o reajuste começasse a valer já em 2007, mas a oposição, depois de passar o dia discutindo a proposição com assessores que trabalharam na campanha de Jaques Wagner, não concordou, em função do impacto de R$60 milhões aos cofres do estado. Os servidores lamentaram, mas cederam e decidiram que retornarão ao trabalho na próxima segunda-feira.


Por conta do projeto, a sessão de ontem – a mais movimentada após o primeiro turno das eleições –, teve aspectos inusitados.
Pela primeira vez em muitos anos, deputados da oposição utilizaram a tribuna para criticar reajuste salarial de servidor público. E mais: alegaram preocupação com as contas do estado, tarefa que antes era de legendas como o PFL, PP e PL. O deputado Edson Pimenta (PCdoB) foi o mais veemente. “Não podemos aprovar o projeto sem um estudo do impacto financeiro”, afirmou, contrariando os deputados Javier Alfaya e Álvaro Gomes, companheiros de partido que haviam discursado em favor da aprovação integral do projeto, ou seja, com a emenda. “Se Paulo Souto tivesse sido reeleito, o senhor estaria discursando aí pela aprovação do projeto, com demagogia, sem dar a mínima para as contas do governo”, rebateu o deputado Ângelo Coronel (PL).


O deputado Arthur Maia (PSDB), que já aderiu ao governo Jaques Wagner, chegou a dizer que a emenda era inconstitucional porque gerava despesas. Ele disse que votaria a favor do projeto integralmente, mas afirmou que não se responsabilizaria por futuras suplementações orçamentárias ao poder Judiciário.


“O deputado tem de assumir suas responsabilidades. Já falei aqui que estamos abertos para alterarmos o Orçamento de acordo com as propostas feitas em campanha pelo candidato Jaques Wagner. Portanto, podemos votar esse reajuste já para o ano que vem. Essa atitude não engrandece esta Casa”, disse o líder do governo, deputado Paulo Azi (PFL).


“Por uma questão de responsabilidade, só decidimos votar o projeto em acordo com a oposição, porque eles serão governo ano que vem. Não queríamos, portanto, passar o rolo compressor. Antes da eleição, haviamos prometido aos servidores que votaríamos o projeto”, acrescentou.


“Inverteu-se os papéis. A oposição, que será situação, está sofrendo antes mesmo de ser governo. Está sofrendo até com a pressão do Sindicato dos Servidores do Judiciário (Sinpojud). Antes, era tudo muito fácil. Eles mostraram hoje (ontem) que só têm discurso”, disse o líder do PFL, deputado Gildásio Penedo. O deputado Heraldo Rocha (PFL) lembrou que os oposicionistas, sobretudo o PT, utilizaram na campanha eleitoral a não aprovação do projeto como arma contra o PFL. “Agora, a oposição mostra como sempre foi demagoga”, frisou.


Por solicitação da bancada de oposição, a sessão de ontem chegou a ser suspensa por mais de uma hora. Os oposicionistas queriam analisar os números do impacto financeiro relativos à emenda do reajuste, atitude que nunca tiveram. Até representantes do Instituto Pedro Ribeiro de Administração Judiciária (Ipraj) se reuniram com os parlamentares para discutir o assunto. Em muitos momentos, a emenda propondo o reajuste correu o risco de não ser aprovada.


O projeto aprovado ontem também promove ajustes na estrutura organizacional, administrativa e no plano de cargos de provimento temporário do TJ. Ele cria a Secretaria de Ação Social, que objetiva viabilizar uma maior aproximação do poder com a sociedade, e propõe a regulamentação da contratação de cem juízes substitutos de carreira inicial, que servirão, preferencialmente, nas comarcas de 1ª e 2ª entrâncias.


O projeto cria ainda o Núcleo de Psicologia e Assistência do Poder Judiciário, vinculado aos serviços auxiliares do TJ, com a finalidade de coordenar, planejar, acompanhar e avaliar potencialidades individuais no campo de trabalho do poder na Bahia. Caberá ao Pleno do tribunal definir a composição e as atribuições do núcleo, ressalta o projeto. E também cria cargos na estrutura do Ipraj.

domingo, outubro 08, 2006

Ponte Aracaju-Barra é equipamento que muda vidas e gera debates dos dois lados

Sectur estima que número de turistas deve triplicar. Prefeito da Barra diz que município não tem infra-estrutura









Niúra Belfort
Da Redação

Os números impressionam. Foram gastos 7,2 milhões de quilos de ferro, 430 mil sacos de cimento e 112,8 mil toneladas de concreto na construção da ponte que interliga Aracaju e Barra dos Coqueiros – a Construtor João Alves.

Considerada a obra do século, a ponte é o mais novo cartão postal do Estado, atrai olhares curiosos e desperta a admiração de sergipanos e turistas. Mas muito mais que isso, já começa por operar mudanças no ritmo de vida das comunidades da capital e do litoral norte.

“Eu estou achando um espetáculo. Vim de Recife especialmente para a inauguração da ponte. Há 30 anos venho à Barra passar férias e agora virei com mais freqüência”, afirma a assistente social Riselda Vasconcelos de Souza. A euforia da pernambucana tem justificativa.

Antes da inauguração da ponte há oito dias, a travessia de carro para a Barra dos Coqueiros levava horas – muito pela espera de carro. Hoje, em 10 minutos, é possível transpor o Rio Sergipe e desfrutar de toda a beleza das praias do litoral norte. A ponte de R$ 135 milhões tem 1,8 mil metros de extensão e 23,4 metros de largura no vão central. Uma obra gigantesca que transformou a paisagem urbana.

Para as agências de turismo receptivo, a ponte vai representar um aumento na procura por destinos ainda pouco conhecidos como a praia do Jatobá e deverá consolidar as praias da Costa e Atalaia Nova. A Secretaria do Estado de Turismo – Sectur – estima que 52 segmentos da atividade econômica serão beneficiados pela ponte e o número de turistas para região de Barra e Pirambu deverá ser triplicado.

Mas nem tudo são flores. A ponte ainda é o centro de uma polêmica, e não podia ser diferente. Afinal, toda obra gera transtornos, provoca mudanças e traz conseqüências positivas e negativas, previsíveis ou não. O prefeito da Barra, Airton Martins, PT, afirma que de imediato a ponte deixou mais de 500 trabalhadores desempregados.

As demissões ocorreram na H. Dantas, empresa que operava o serviço de balsas desativado um dia após a inauguração, e na empresa de ônibus Via Norte, que vem demitindo empregados desde que a viação Rotasul passou a operar na Barra.

LANCHAS

O desemprego ronda também taxistas, charreteiros e moto-taxistas em decorrência da redução no fluxo de passageiros das lanchas. Durante a semana, eles realizaram dois protestos e impediram a passagem dos ônibus da Rotasul e de táxis oriundos da capital alegando que eles invadiram o município. Os ânimos ficaram acirrados e a semana terminou sem uma solução aparente. Mas os problemas não param por aí.


Apesar de reconhecer que a ponte é necessária, o prefeito da Barra afirma que o município não está preparado para receber um fluxo grande de turistas e se apega a dados para comprovar o que diz. Cerca de 30% do município não tem água encanada, 70% não têm saneamento básico e a água fornecida pela Deso tem um alto teor de ferro.

Ele alega que as rodovias estaduais que ligam a Barra ao porto e a Pirambu não têm acostamento e estão esburacadas. No município, falta segurança. “Há quatro policiais de plantão. À noite, a delegacia fica fechada. Eles ficam lá dentro, reféns até dos bandidos”, relata.


Essa falta de segurança e infra-estrutura poderá afastar o turista, na visão de Marco Antônio Cabral, presidente da Associação Voz da Ilha. "Se eles vierem agora não voltam, porque não temos nada a oferecer. Eles vão acabar indo para Pirambu, que poderá ser beneficiada pela ponte", afirma. Gilvânio Albuquerque, secretário de Turismo e Meio Ambiente da Barra, engrossa o coro e diz que a malha viária do município não comporta o fluxo de 30 mil veículos estimado para um fim de semana. Segundo ele, o Estado não implementou nenhuma medida mitigadora do impacto da ponte.

O prefeito Airton Martins admite ingressar na Justiça contra o governo para que ele cumpra o que prometeu. Enquanto isso, ele tenta, com o plano diretor, barrar a invasão de áreas de preservação ambiental e os loteamentos irregulares do município. A discussão sobre a falta de infra-estrutura chegou à Câmara de Vereadores.

O parlamentar Carlos Barreto, o Caducha, PT, reconhece que a ponte muda a perspectiva do município em alcançar um novo patamar de desenvolvimento, mas a falta de estrutura compromete esse crescimento.

“Nossa grande queixa é que o Governo do Estado virou as costas para a Barra. Ele foi omisso", salienta. O secretário do Estado da Infra-estrutura, Luiz Durval, garante que o prefeito confunde identificação de problemas pelo Estudo de Impacto Ambiental – Eia-Rima – com mitigação.

"O Eia-Rima apontou problemas e o que foi compromisso do Estado foi feito", enfatiza. Segundo ele, o governo elaborou o plano diretor, entregue à Câmara de Vereadores em 2005. A proposta não foi votada, sob a alegação de haver imperfeições. O novo projeto de plano diretor, desta vez feito pela prefeitura, será apresentado aos vereadores ainda esta semana.

SATISFAÇÃO PARA OUTROS

Mas se a ponte representa problema para uns, traz uma imensa satisfação para outros. O comerciante Ronivaldo Lima diz que a ponte foi o que de melhor aconteceu no município em toda a sua história. "Antes as pessoas não vinham por causa da demora na balsa. Agora em dez minutos elas já estão na praia. Isso vai estimular o turismo", afirma. E ele não tem dúvidas: ela vai gerar emprego, sim.

"Quem tem um bar na Praia da Costa vai ampliar. Quem tem uma loja comercial, vai investir mais", enfatiza. Para o vereador Alysson Souza, PHS, haverá benefícios em todas as áreas.

Na saúde, os casos de urgência e emergência serão encaminhados aos hospitais João Alves e Cirurgia pela ponte, sem depender da longa espera das balsas e lanchas. "Isso significa salvar vidas", diz. Segundo ele, outro grande benefício, já anunciado pelo governo, é que a Barra será abastecida com água do Rio São Francisco.

Quem investe no município também vibra com a inauguração. O empresário Edison José dos Santos, proprietário do Barra dos Coqueiros Resort, antigo Hotel da Ilha, garante que a ponte trará desenvolvimento e uma melhor qualidade de vida para os habitantes. "Se não fosse a ponte, não estaríamos criando um dos maiores empreendimentos da rede hoteleira do Nordeste, classificado entre os melhores do Brasil, com 210 apartamentos", salienta. O empresário espera gerar 500 empregos diretos e cerca de 2,5 mil indiretos e quer formar sua equipe de colaboradores com pessoas da região e do próprio Estado.




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Obra estará concluída em 20 dias, diz secretário

A construção da ponte Aracaju-Barra ainda não terminou. O secretário de Infra-estrutura, Luiz Durval, afirma que a ponte receberá uma nova camada de asfalto e o guarda-corpo para pedestre na área dos cabos está em fase de conclusão.

Mas quem mora no Bairro Industrial lamenta a pressa em inaugurar a obra. A malha viária das ruas e avenidas está deteriorada e fluxo de veículos aumentou de forma considerável. “Está uma confusão”, afirma Lícia Magna Damásio.

Vários acidentes já foram registrados. Não há sinalização. André Vieira lembra que, em poucas horas, presenciou quatro veículos subindo a ponte pela contramão. “Até um carro do IML teve que descer de ré”, conta. O problema só foi solucionado depois que uma viatura da CPTran passou a fazer plantão no local.

O morador Marcelo Marques teme pelo que possa acontecer caso os tapumes da obra sejam retirados sem a execução de um projeto urbanístico. “Isso pode se transformar num reduto de marginais. O ideal é que fosse instalado um módulo policial”, enfatiza.

O secretário Luiz Durval garante que o Estado construirá uma praça e fará uma passagem restabelecendo a ligação entre as avenidas Confiança e João Rodrigues. “Em 20 dias devem estar concluídos os trabalhos”, diz.

Ainda esta semana, ele pretende contatar a Superintendência Municipal de Trânsito – SMTT –, para saber o que será construído no terreno do antigo terminal de integração.

Fonte: Cinform

Déda promove carreta da vitória e já articula campanha de Lula

O objetivo agora é ir às ruas e ampliar a vantagem de Lula junto ao eleitorado sergipano





Márcio Dantas/Divulgação


Déda ao lado do vice-governador eleito, Belivaldo Chagas


O governador eleito de Sergipe, Marcelo Déda, PT, realiza neste domingo, 8, a carreata da vitória, que vai sair da Colina do Santo Antônio e percorrer vários bairros da capital. O seu comitê central vai permanecer aberto até o dia 30 de outubro, para funcionar como base estadual da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Na última sexta-feira, 6, no Iate Clube de Aracaju, Marcelo Déda reuniu prefeitos aliados e lideranças políticas de todo o Estado para discutir as estratégias para o 2º turno da campanha de reeleição do presidente, com quem esteve na quinta-feira, em Brasília.

Déda vai integrar a coordenação nacional e estadual da campanha de Lula. Na reunião, ele agradeceu o empenho de todos que estiveram ao seu lado nos últimos três meses e pediu a mesma dedicação com o projeto político de Lula, que teve em Sergipe 475 mil votos contra 446 mil de Geraldo Alckmin, PSDB. Este último saiu vitorioso em 28 municípios, incluindo Aracaju.

O governador eleito disse que o objetivo agora é ir às ruas e ampliar a vantagem de Lula junto ao eleitorado sergipano. Ele disse que as lideranças políticas não podem se acomodar com a sua vitória, sendo necessário agora o compromisso com a reeleição de Lula, para que seja realizada uma administração em parceria com o governo federal nas áreas social e econômica.

Fonte: Cinform

Uma cidade doente no Vale do Mundaú

Sem passarela, garoto acaba tendo contato com água poluída


FÁTIMA ALMEIDA
Repórter
Em maio de 2005, a morte da pequena Tamires Ferreira dos Santos no município de Santana do Mundaú, vítima de esquistossomose aos dez anos de idade, fez ficar vermelho o sinal que há muito tempo estava amarelo: o alto índice apresentado pelos municípios alagoanos de infestação da doença causada pelo parasita Shistosoma mansoni, que se aloja nas veias do fígado e do intestino, provocando obstruções que podem levar à morte.
Em julho do mesmo ano, o Ministério da Integração Nacional reconheceu, por meio de decreto, o estado de emergência em Santana do Mundaú ao ter confirmado em exames de laboratório que o índice de prevalência da doença era altíssimo.
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Com nome sujo, Santana do Mundaú não obtém salvação
O discurso da administração pública municipal é um grito de socorro. Endividado e com uma arrecadação mensal de aproximadamente R$ 350 mil, o município não consegue limpar o nome no Cadastro de Inadimplentes (Cadin) e está impedido de receber recursos federais. “Herança de governos passados”, diz o secretário de Administração, José Élcio da Silva.
Só com o INSS, o débito é em torno de R$ 2 milhões. “Tentamos parcelar, mas tínhamos que dar uma entrada de R$ 80 mil. Não dispomos desse dinheiro”, diz ele, apelando para a bancada federal e para o Ministério da Saúde.
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Incidência em crianças é superior a 30%
Na última quarta-feira, o grupo de estudo da Universidade Federal de Alagoas, liderado pela professora Janira Lúcia, teve um encontro importante com pais, alunos e professores das Escolas Monsenhor Clóvis Duarte e Pequeno Príncipe, no município de Santana do Mundaú.
Era dia de levar o resultado de exames realizados em 295 crianças das duas escolas situadas na zona urbana, e passar informações sobre o combate à doença.
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Obra de saneamento está abandonada
Na entrada da cidade de Santana do Mundaú, uma estrutura de concreto, ladeada por um poço de águas turvas, chama a atenção. O aspecto é de abandono. Uma cerca de arame farpado delimita e protege a área. Ainda bem, porque provavelmente o poço já se transformou em mais um criadouro do Schistosoma mansoni. No local, duas placas com as assinaturas dos governos estadual e federal dão as explicações: “Sistema de Esgotamento Sanitário de Santana do Mundaú”.
De acordo com as informações, a obra foi iniciada em 27 de janeiro de 2003.


Fonte: Gazetaweb

Lula diz que eleição começa após o debate de domingo

ANDREZA MATAIS
da Folha Online, em Brasília


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato do PT à reeleição, afirmou hoje que não se ganha uma campanha apenas com a imprensa, pela TV ou com debates. Lula convocou a militância a ajudá-lo nesta segunda fase da disputa.

Ao visitar um novo comitê de sua campanha, em Brasília, o presidente afirmou que a disputa --do segundo turno-- começa depois do debate deste domingo, que será promovido pela "TV Bandeirantes", e fez um apelo para que a militância saia às ruas para defender o seu governo.

"Uma campanha a gente não ganha apenas pela imprensa, pela TV, pelo debate. Ganha com a capacidade de convencimento da militância. O segundo turno começa segunda-feira, depois do debate. A partir de segunda, teremos 20 dias para as eleições e a militância tem que ocupar cada metro quadrado do território nacional para que a gente possa fazer o debate", disse.

Críticas

Sem citar o seu adversário na disputa, o tucano Geraldo Alckmin, o presidente disse que não foi ele quem dividiu o país entre pobres e ricos e justificou que seu governo precisa atender a esta parcela da população que esteve esquecida durante séculos.

"Temos que fazer muito mais porque a dívida social com o povo não é de uma década, é secular. Uma parte das pessoas que governaram [o país] imaginava governar para 1/3 [da população]. Quero uma sociedade onde todos possam ter acesso aos bens materiais, que tenham mais dignidade", disse.

Depois complementou: "De vez em quando eu leio na imprensa que o candidato Lula quer dividir a sociedade entre pobres e ricos. Eu não quero, até porque não fui eu quem dividi a sociedade entre pobres e ricos".

Lula disse que tem confiança na vitória. "O jogo está jogado e vamos ganhar porque é melhor para o povo brasileiro", afirmou.

Segundo cálculos da Polícia Militar do DF, de 1000 a 1500 pessoas estavam presentes no evento. Sem nenhuma segurança, os comunicadores do ato tiveram que pedir para as pessoas que não forçassem o vidro que separava o comitê da campanha da rua.

Debaixo de uma forte chuva, muitos militantes permaneceram na rua, mas a maioria entrou no comitê, o que causou grande tumulto quando Lula chegou. O presidente andou no meio dos militantes, abraçou e tirou fotos das pessoas.

Estratégias

Pela manhã, o presidente se reuniu com os ministros Guido Mantega (Fazenda), Dilma Roussef (Casa Civil) e Tarso Genro (Relações Institucionais), na residência oficial da Granja do Torto, para se preparar para o debate de amanhã.

Lula foi munido de dados sobre a sua gestão para fazer o enfrentamento com Alckmin. Será o primeiro debate que Lula irá participar nesta campanha, já que ele não foi a nenhum no primeiro turno.

O coordenador nacional da campanha de Lula, Marco Aurélio Garcia, também participou da reunião. Para a imprensa disse apenas que foi "boa".
Fonte: Folha

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