quinta-feira, novembro 05, 2026

Wagner Moura e outros artistas defendem Jean Wyllys na Secretaria de Cultura da Bahia

 

Wagner Moura e outros artistas defendem Jean Wyllys na Secretaria de Cultura da Bahia

Por Política Livre

05/11/2026 às 06:56

Atualizado em 05/11/2026 às 06:56

Foto: Antônio Cruz/Arquivo/Agência Brasil

Imagem de Wagner Moura e outros artistas defendem Jean Wyllys na Secretaria de Cultura da Bahia

Jean Wyllys

Um movimento que reúne artistas, intelectuais e profissionais ligados ao setor cultural está pressionando pela indicação do ex-deputado federal Jean Wyllys para o comando da Secretaria de Cultura da Bahia (Secult), atualmente ocupada por Bruno Monteiro. A mobilização, que ganhou força nas redes sociais, conta com o apoio de nomes conhecidos, como o ator baiano Wagner Moura. As informações são da jornalista Bela Megale, do jornal O Globo.

A iniciativa é articulada pelo jornalista Sandro Lobo e busca sensibilizar o governador Jerônimo Rodrigues (PT) para uma eventual mudança no comando da pasta. Além de Wagner Moura, aderiram ao movimento a cantora Rebeca Matta, as atrizes Maria Menezes e Cyria Coentro, o cineasta Henrique Dantas e o ator Ricardo Bittencourt.

A campanha também conquistou o apoio de personalidades de fora da Bahia e até do exterior, entre elas a atriz Regina Braga, a cantora maranhense Rita Benneditto e o multiartista Robertinho Chaves, responsável pela Lavage de La Madeleine, realizada em Paris.

Natural do interior baiano, Jean Wyllys é jornalista, escritor e artista visual, com atuação também na produção musical e na direção de espetáculos. Durante seus mandatos como deputado federal pelo Rio de Janeiro, integrou por duas vezes a Comissão de Cultura da Câmara e participou de discussões sobre políticas culturais no Parlamento do Mercosul.

O ex-parlamentar também destinou emendas para iniciativas culturais na Bahia, incluindo recursos que contribuíram para a criação da Festa Literária de Mucugê (Fligê), realizada na Chapada Diamantina.

A movimentação ocorre em meio a críticas de segmentos do setor cultural à gestão da Secult. Em 2025, mais de cem artistas baianos assinaram um manifesto no qual questionaram a falta de planejamento, transparência e diálogo na condução das políticas culturais do estado.

O movimento surge justamente quando Bruno Monteiro acaba de retornar ao comando da secretaria, após se afastar durante o período eleitoral para atuar nas campanhas de reeleição de Jerônimo Rodrigues e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A recondução de Monteiro ao cargo foi oficializada nesta quarta-feira (4), em publicação no Diário Oficial do Estado. Ele foi indicado ao posto pelo senador Jaques Wagner (PT), de quem foi assessor.

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