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Gen. Villas Boas causou essa grave crise, ao “inventar” Jair Bolsonaro em 2018

Publicado em 3 de novembro de 2026 por Tribuna da Internet

General Villas Boas ocupará cargo no governo Bolsonaro | VEJA

Sonho do general com a volta dos militares era pesadelo

Carlos Newton

Os militares adoram o poder, mas se recolheram aos quartéis e sumiram do mapa político devido ao fracasso da ditadura de 1964, que começou bem, ao fomentar o chamado “milagre brasileiro”, que transformou o Brasil no país de maior desenvolvimento econômico no século 20, mas depois se tornou um retumbante fracasso, com inflação descontrolada e moratória na dívida externa.

Essa passividade militar durou até 2015, no governo Dilma Rousseff, quando a então presidente nomeou o general Eduardo Villas Boas para o comando do Exército.

LINHA DURA – Villas Boas era um dos oficiais que jamais se conformaram com a devolução do poder aos civis, e decidiu assumir uma posição pró-ativa. O primeiro passo foi mandar a inteligência do Exército pesquisar se havia brasileiros saudosos do regime militar. E o resultado foi positivo.

A pesquisa mostrou que expressiva parcela de cidadãos estava disposta a votar num candidato militar que pudesse colocar ordem na atividade política, diminuir a corrupção etc. e tal.

De posse dessas informações, o comandante do Exército chegou à conclusão de que poderia utilizar a experiência de um militar na política, o capitão Jair Bolsonaro, que já estava no quinto mandato de deputado federal. Villas Boas convocou uma reunião com ele e o instruiu a lançar sua candidatura à Presidência, dizendo que as Forças Armadas iriam apoiá-lo com força total.

AVALIAÇÃO CORRETA – O general Villas Boas acertara em cheio a sua avaliação. Estávamos no apogeu da Lava Jato e a candidatura de Bolsonaro para pôr fim à corrupção logo ganhou apoio. Contraditoriamente, a corrupção era justamente uma especialidade secreta do deputado, já enriquecido ilicitamente com as rachadinhas e os negócios imobiliários em dinheiro vivo, mas o comandante do Exército não sabia nada disso, nem dava importância.

Quando essas peculiaridades vieram a público, mesmo assim Villas Boas não esmoreceu e continuou incentivando Bolsonaro. Houve então o atentado a faca, até hoje muito mal explicado, e Bolsonaro chegou ao poder nas urnas.

Simultaneamente, Villas Boas limpara o nome de Bolsonaro, dando por concluído o curso dele na Academia Militar das Agulhas Negras, e ainda lhe concedeu a Medalha do Pacificador, maior honraria do Exército, vejam bem a que ponto de desfaçatez a política pode levar.

CONTRATAÇÃO – A essa altura, o general já estava com a gravíssima doença Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA). Mesmo assim, Bolsonaro o contratou para supostamente trabalhar no Gabinete de Segurança Institucional, mas o objetivo era que o general continuasse morando no Comando Militar, onde recebia assistência médica permanente e gratuita.

A doença do general e as maluquices de Bolsonaro e dos filhos na trama do golpe jogaram no lixo o sonho militar de voltar ao poder, e assim Lula conseguiu se reeleger, apesar da rejeição cada vez maior a ele e ao PT.  

Flávio Bolsonaro perdeu a eleição, mas nada mudou. A família é tão despreparada e alucinada que continua acreditando em golpe militar, com ajuda de Donald Trump, Tio Patinhas, Homem-Aranha e Mulher-Maravilha, sem que nenhum parente ou amigo chame a ambulância psiquiátrica para internar essa gente.

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P.S.
– Em meio ao festival de besteiras que hoje caracteriza o noticiário político, surge a informação de que Lula vai substituir os comandantes militares. Para quê? Ora, para nada… Na verdade, Lula é tão despreparado quanto Bolsonaro. Até hoje, aos 81 anos, o petista ainda não descobriu que não se mexe em time que está ganhando. É desanimador. (C.N.)

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