domingo, novembro 01, 2026

Governo tenta acelerar votação da PEC da Segurança, mas oposição insiste na redução da maioridade penal

 

Governo tenta acelerar votação da PEC da Segurança, mas oposição insiste na redução da maioridade penal

Por Redação

01/11/2026 às 09:28

Atualizado em 01/11/2026 às 08:58

Foto: Jonas Pereira/Arquivo/Agência Senado

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Plenário do Senado

A base aliada do governo no Senado articula a votação, em dois turnos no mesmo dia, da PEC da Segurança Pública. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), marcou a análise da proposta para terça-feira (3), e os governistas querem aprovar um calendário especial para dispensar o intervalo regimental entre as votações. A tentativa de acelerar a tramitação ocorre em meio ao impasse com a oposição sobre a inclusão da redução da maioridade penal no texto.

O governo defende que a discussão sobre a maioridade seja feita em uma proposta separada, para evitar alterações na PEC que obrigariam o texto a retornar à Câmara dos Deputados. A oposição, por sua vez, insiste em uma emenda apresentada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), com apoio de outros parlamentares, que reduz a idade penal de 18 para 16 anos para todos os crimes e para 14 anos nos casos de crimes hediondos. O líder do PL, Carlos Portinho (RJ), apresentou um destaque para que a emenda seja votada separadamente. O governo afirma ter votos suficientes para rejeitá-la e aprovar a proposta sem mudanças.

A PEC prevê a integração das ações de segurança entre União, estados e municípios, o compartilhamento de informações e provas e a ampliação das atribuições da Polícia Rodoviária Federal, que poderá atuar no policiamento de ferrovias e hidrovias federais. O texto também estabelece regras mais rigorosas para integrantes de facções criminosas, milícias e organizações paramilitares, além de medidas para confisco de bens, proteção a denunciantes e garantia de direitos às vítimas. A divergência sobre a maioridade penal já havia provocado a retirada da proposta da pauta em 15 de outubro. A discussão também dividiu o PT: enquanto uma ala defende negociar uma redução limitada aos crimes hediondos, outra mantém a posição histórica do partido contra a mudança. Pesquisa Datafolha de junho de 2026 citada pela CNN aponta que 79% dos brasileiros são favoráveis à redução.

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