sábado, outubro 24, 2026

O último confronto antes da urna apitar

 

O último confronto antes da urna apitar

(Imagem: Fernando Frazão | Agência Brasil)

Na noite de ontem, Flávio Bolsonaro e Lula participaram do debate da Globo e ficaram cara a cara pela segunda e última vez nestas eleições antes da votação de domingo.

🎪 Eles transformaram em circo de novo? Um pouco menos dessa vez... O modelo do debate da plim-plim forçou que as perguntas mirassem temas práticos e tivessem algumas propostas como respostas — mas não tantas também, não se empolgue.

Além disso, as próprias campanhas perceberam que deveriam ativar o modo “moderado”. Flávio treinou com Tarcísio e não com Marçal, enquanto Lula não levou nomes mais digitais e jovens de sua campanha.

Início do jogo

A pergunta inicial foi sobre infraestrutura e exportação. Com acusações de obras inacabadas entre os dois candidatos, Flávio disse que vai “rasgar o país de ferrovias”, enquanto Lula listou os projetos do seu governo, de estradas a portos.

No momento das regiões, o Sudeste foi sorteado, e Lula questionou sobre salário mínimo e tarifa zero aos finais de semana — proposta com a qual Flávio concordou. O senador fez críticas ao custo de vida e disse que Lula “dá com uma mão e tira com 9 dedos”.

O presidente cobrou um pedido de desculpas, e Flávio se desculpou. Nesse momento, Flávio reforçou a estratégia de fazer um debate mais moderado.

No Centro-Oeste, Flávio acusou Lula de ser inimigo do agronegócio. Já no Norte, defendeu melhorias no saneamento e, no Nordeste, disse que a região está tomada por facções criminosas.

  • Depois de Lula insistir para a audiência dar um Google nas informações, o senador elevou um pouco o tom e perguntou: “Quem governa o Brasil, você ou o Google?”.

Do outro lado, Lula ressaltou o volume de crédito para produtores rurais, enfatizou o potencial da economia verde na região Norte e fez comparações entre o passado e o presente da região Nordeste.

Depois dos intervalos

No segundo e terceiro bloco, Flávio enfatizou o endividamento da população e lembrou a posição favorável de Lula em relação à saidinha. Do lado do petista, o presidente defendeu o fim das bets e relembrou o caso da morte de Ana Clara.

  • O policial militar acusado de matá-la em 2021 foi defendido por Flávio como advogado. Quando Flávio foi se dirigir à mãe de Ana Clara, que foi ao debate com a campanha petista, ele a chamou pelo nome da própria filha falecida.

Mas não teve gafe só do Flávio. Antes do último bloco, Lula cometeu um ato falho ao dizer que pretende "acabar com a polícia" — querendo dizer “milícia” — depois de aprovar a PEC da Segurança e criar o Ministério da Segurança Pública.

Depois virou briga de rua 🥊

Na parte final, com temática livre, aconteceu o inevitável: ataques e acusações em sequência. Lula mencionou os R$ 134 milhões ao filme “Dark Horse” e a disputa de uma ilha envolvendo Willer Tomaz, amigo do senador, e o jogador Richarlison.

Flávio não respondeu diretamente e devolveu as acusações, citando que Vorcaro teria comprado um uísque Macallan 1945 — avaliado em cerca de R$ 500 mil — para presentear Lula. O senador também voltou a fazer acusações relacionadas ao Lulinha e à Roberta Luchsinger.

Ok… Mas quem venceu então?

Esse é o tipo de pergunta que seu amigo de um lado responde uma coisa e do outro responde outra. Mas a verdade é que mais importa vencer novos votos do que vencer o debate em si. Em outras palavras, a grande resposta vem no domingo.

Aproveitando… Amanhã teremos nossa apuração ao vivo, desde 08h da manhã, pelo YouTube. Vamos até a hora que precisar para o anúncio da vitória.

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MUNDO

Um giro pelas principais notícias deste sábado

(Imagem: Amir Cohen | Reuters)

Cisjordânia em alerta. Netanyahu mandou o exército se preparar para uma operação de larga escala na Cisjordânia ocupada, depois que dois soldados israelenses e dois palestinos morreram numa troca de tiros perto de Hebron. O premiê também prometeu demolir casas. Tudo isso a quatro dias das eleições em Israel.

Diesel na eleição. Trump fechou um acordo com Putin para baratear o combustível, e o primeiro petroleiro com diesel russo já está a caminho de Nova York. A duas semanas das eleições de meio de mandato, quase 80% dos americanos culpam o presidente pela alta dos custos.

Chá, biscoito e lanterna. O governo britânico pediu que as famílias tenham em casa suprimentos para três dias de emergência — como água, comida e lanterna. Londres citou a falha no software PHP desta semana e o verão recorde de calor e incêndios como razões para o estoque de suprimentos.

Trégua de primeira-dama? Melania Trump negociou um cessar-fogo entre Rússia e Ucrânia na cidade de Oleshky, ocupada pelos russos, com início em 29 de outubro. A pausa deve permitir a entrada de ajuda humanitária e a retirada de moradores — que têm comido ervas daninhas para sobreviver.

Sábado tenso na França. O governo vai colocar 70 mil policiais nas ruas hoje, dia de uma nova onda de protestos contra cortes no orçamento e contra a alta do custo de vida. Na mobilização anterior, que reuniu 500 mil pessoas, mais de 2 mil foram presas e duas morreram.

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NEGÓCIOS

Bilhão made in Brazil

(Imagem: Divulgação)

A Tractian é o mais novo unicórnio brasileiro — ou seja, acabou de ultrapassar US$ 1 bi de valor de mercado antes mesmo de chegar à Bolsa. A empresa de AI recebeu um investimento de US$ 130 milhões, que avaliou a companhia em US$ 1,4 bilhão — cerca de R$ 7 bilhões.

Seu valor de mercado não só ultrapassou US$ 1 bilhão, como ela também se tornou a maior startup de inteligência artificial da América Latina.

Talvez você nunca tenha ouvido falar dela, mas a empresa foi fundada por três brasileiros e é especializada em sensores com AI que monitoram o funcionamento de máquinas em indústrias.

Pode parecer um trabalho complexo, mas a ideia por trás é simples: evitar que as indústrias percam dinheiro ou tempo com paralisações não planejadas para arrumar os equipamentos das fábricas.

  • Estima-se que essas pausas não antecipadas custem cerca de US$ 1,4 trilhão ao ano para as 500 maiores indústrias do mundo.

Os US$ 130 milhões recebidos serão investidos em pesquisa e desenvolvimento nos próximos cinco anos. Parte do capital deve servir para treinar modelos de AI e comprar processadores da Nvidia.

A empresa já possui alguns escritórios espalhados pelo mundo, com metade da receita vindo dos EUA e do México. A ideia agora é continuar crescendo nos Estados Unidos e acelerar a expansão na Europa.

🇧🇷 A nova rodada é uma demonstração do crescimento de empresas desde o boom da AI. Outro exemplo nacional é a Enter, companhia de inteligência artificial do setor jurídico, que também se tornou um unicórnio no início do ano.

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TECNOLOGIA

Cuidado, cão geneticamente modificado!

(Imagem: Warhound)

O que acontece quando você junta o dono de uma empresa de edição genética e o founder de uma empresa de defesa militar? Nascem cães modificados e preparados para combater o crime.

Parece filme de ficção, mas esse é o objetivo da Warhound — empresa que acabou de se tornar pública com um aporte de US$ 200 milhões.

Por que eles querem fazer isso? Nos EUA, mais de 80% dos cães das forças armadas vêm da Europa e menos da metade está pronta para os serviços necessários. Somado a isso, muitos deles não terminam o treinamento porque possuem predisposições hereditárias e desenvolvem doenças.

🧬 De um lado do novo projeto está o fundador da Colossal, empresa de edição genética — sim, aquela que tenta trazer mamutes de volta para a vida. A equipe dele estudou diferentes raças de cachorros e editará os genes dos cães para terem uma performance melhor nas atividades.

🪖 Do outro lado do projeto está o fundador da Anduril, empresa de defesa militar. Ela será responsável por fornecer tecnologia, coletes e óculos de proteção para os cães.

Um dos sócios disse que o primeiro lote de cães está prestes a ser clonado e incubado. Os nascimentos estão previstos para o começo do próximo ano e o início das atividades em 2028.

Quanto vão custar os supercães? A Warhound ainda não sabe quanto cobrará por eles, mas espera vendê-los para equipes de primeiros socorros, grupos de serviços militares e forças policiais. Se você ouvir um superlatido, já sabe de onde veio…

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SAÚDE

Mais um passo contra o câncer

(Imagem: Dado Ruvic | Reprodução)

O que uma vez já pareceu muito distante, hoje parece cada vez mais próximo. A Moderna, aquela empresa da vacina da Covid-19, está caminhando para desenvolver uma vacina contra o câncer.

Um novo estudo da empresa combina uma vacina contra a doença e um imunoterápico muito conhecido. A junção das duas coisas reduziu em 42% o risco de morte ou de retorno do melanoma — o tipo mais agressivo de câncer de pele.

O resultado vem de um estudo fase 3, com mais de 1.100 pacientes. Essa é a última etapa de testes antes do pedido de aprovação do medicamento.

O que essa vacina tem de diferente? Ao invés de prevenir a doença, ela é fabricada sob medida para tratar especificamente um tumor que o paciente já possui.

  • Junto com isso, a pessoa toma um imunoterápico muito popular chamado Keytruda — que basicamente desarma o tumor para permitir que células de defesa o ataquem.

Além de redução do risco de morte, a combinação também diminuiu em 38% o risco de o câncer se espalhar para outros órgãos.

📊 A reação do mercado: Esses dados seriam apresentados hoje em um congresso, mas foram vazados antes. Apesar do bom resultado, as ações da Moderna apresentam uma queda de cerca de 15% desde a divulgação. O mercado tinha expectativas maiores em relação ao medicamento.

Apesar disso, esse é o primeiro estudo desse porte a mostrar que uma vacina do tipo, com um remédio que ajuda o sistema imune, consegue manter a doença sob controle. Segundo a Moderna, a expectativa é que a vacina chegue ao mercado em 2027.

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OPINIÃO DO LEITOR

E: 11% | D: 15% | Enquete votada por 1.745 leitores na edição de 23/10/26 | Saiba mais aqui.

Alguns votos + comentários de leitores sobre a edição de ontem:

(Imparcial) ”Acho muito bacana a capacidade de rápida adaptação dos redatores. Sobre parcialidade, confesso que leio e releio tentando puxar a sardinha para um lado ou para outro e simplesmente não consigo, pois realmente o The News tem surpreendido pela imparcialidade.”

(Esquerda) “São perceptíveis as tendências em sempre inserir matérias desfavoráveis a Flávio Bolsonaro. Não vejo a mesma dedicação quando se referem aí Lula. É aquela velha história, pode quebrar o país desde que as verbas da Secom sigam para as empresas de comunicação.”

(Direita) ”Enquanto jornalista percebo que a escolha de palavras, razões, argumentos e forma de apresentar a situação de cada candidato é claramente tendenciosa para a direita. Se o objetivo é alcançar o jornalismo imparcial (quase uma utopia), vocês precisam se esforçar mais.”

 
Vote abaixo e comente em seguida. Sempre lemos todos.

Na sua visão, a edição de hoje foi imparcial?

 
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