domingo, outubro 25, 2026

Abstenção e votos inválidos têm queda recorde no 2º turno das eleições presidenciais

 

Abstenção e votos inválidos têm queda recorde no 2º turno das eleições presidenciais

Por Italo Nogueira e Vitor Antonio, Folhapress

25/10/2026 às 21:20

Foto: Divulgação/Arquivo

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Nulos e branco representaram 3,23% dos votos, a menor taxa deste século

As taxas de abstenção e de votos inválidos no segundo turno das eleições presidenciais neste domingo (25) sofreram uma queda recorde e atingiram os níveis mais baixos desde 2002, ano em que a urna eletrônica foi universalizada no país.

Com 98,27% das urnas apuradas, a abstenção neste segundo turno foi de 19,11%, quase 3 pontos percentuais dos 21,08% no primeiro turno, a maior da série histórica. O percentual é o mais baixo para o segundo turno desde 2006.

Os votos nulos e brancos, desconsiderados no resultado final, atingiram 3,23%, o menor já registrado nos dois turnos das eleições presidenciais neste século.

O segundo turno desta eleição ficou marcado pela falha na oferta de transporte público para eleitores. O setor de inteligência do Ministério da Justiça identificou problemas em municípios da Bahia, São Paulo, Piauí, Sergipe, Pará, Alagoas e Rio de Janeiro. Em Salvador, a Justiça eleitoral determinou a prisão do secretário de Mobilidade, Pablo Souza.

A restrição à circulação dos eleitores levou ao pedido do PT para ampliar o horário de encerramento da votação de 17h para 19h. O PL também solicitou a mesma medida nos estados de São Paulo, Paraná e Santa Catarina, em razão das chuvas intensas nesses locais.

O ministro Cristiano Zanin, do STF (Supremo Tribunal Federal), e, posteriormente, o ministro Kassio Nunes Marques, presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) acataram os pedidos, ampliando o prazo de votação em todo o país até as 19h. Contudo, as decisões foram expedidas muito perto das 17h e diversas seções já haviam fechado as urnas eletrônicas, inviabilizando a inclusão de novos votos.

A dificuldade gerada para o eleitor gerou tensão campanha petista, que neste segundo turno se mobilizou para tentar reduzir a abstenção no eleitorado. Para estimular a presença de idosos, grupo no qual Lula tinha melhor resultado nas pesquisas de intenção de voto, o governo reforçou a divulgação da informação de que a ida à votação serve como prova de vida para aposentados e pensionistas do INSS.

No primeiro turno, a abstenção já havia caído entre jovens até 18 anos, idosos, e pessoas menos instruídas em comparação a 2022. O perfil dos ausentes só é divulgado pelo TSE dias após o pleito.

Até 2022, em todas as eleições o percentual de eleitores ausentes subiu no segundo turno. O embate entre o presidente Lula e o ex-presidente Jair Bolsonaro foi o primeiro em que houve redução nesta taxa, em relação ao primeiro turno. A queda foi de 0,38 pontos percentuais, de 20,95% para 20,57%.

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