sexta-feira, março 20, 2026

Deputado rebate ACM Neto, defende governador Jerônimo e cita obras do governo na região de Itabuna

 

O deputado estadual Marcelino Galo (PT) reagiu nesta quinta-feira (19/03/2026) às declarações feitas por ACM Neto em Itabuna e classificou como “vazio” o discurso do ex-prefeito de Salvador contra o governador Jerônimo Rodrigues. Segundo o parlamentar, o pré-candidato voltou a fazer críticas à atual gestão estadual sem apontar, de forma objetiva, quais promessas teriam deixado de ser cumpridas. Na avaliação de Galo, a ofensiva política se apoia em acusações genéricas e sem lastro em exemplos concretos, enquanto o governo estadual, segundo ele, acumula entregas e investimentos na região sul da Bahia.

O posicionamento do deputado foi apresentado como uma resposta direta ao tom adotado por ACM Neto durante agenda realizada na cidade. Ao rebater o adversário político, Marcelino Galo sustentou que a crítica feita ao governador carece de objetividade e não se sustenta diante de obras e ações já executadas pelo Estado em Itabuna e municípios vizinhos. O parlamentar afirmou ainda que a população tende a julgar a atuação dos agentes públicos a partir de resultados práticos, e não apenas de declarações de palanque.

A manifestação amplia o embate político em torno da gestão estadual e reforça a disputa de narrativas entre aliados do governador e setores da oposição. De um lado, o grupo governista procura vincular a administração de Jerônimo Rodrigues à expansão de obras de infraestrutura, saúde, educação e mobilidade. De outro, ACM Neto mantém o discurso crítico em relação ao governo baiano, em uma dinâmica que antecipa o ambiente de polarização política no estado.

Marcelino Galo acusa oposição de repetir críticas sem apresentar fundamentos

Ao comentar as declarações de ACM Neto, Marcelino Galo afirmou que o ex-prefeito repete uma estratégia retórica já conhecida no debate político baiano: a formulação de críticas amplas, acompanhadas de adjetivações, mas sem a indicação precisa de falhas administrativas, obras paralisadas ou promessas descumpridas. Para o deputado, esse tipo de discurso não resiste à verificação objetiva dos fatos.

Segundo Galo, a crítica de que o governador não estaria cumprindo compromissos assumidos exigiria, para ser consistente, a apresentação de exemplos verificáveis. O deputado argumentou que, sem esse detalhamento, o discurso oposicionista perde densidade e se converte em mera peça de disputa política. Nesse sentido, ele resumiu a fala do adversário como “só blábláblá”, expressão utilizada para reforçar a ideia de que faltariam conteúdo e evidências às acusações.

A reação do parlamentar também procura deslocar o foco do debate da retórica para a materialidade das entregas públicas. Ao enfatizar que a população avalia resultados, Galo busca sustentar que a comparação entre governo e oposição deve ser feita com base em intervenções efetivamente implantadas, na presença do Estado nos municípios e na capacidade administrativa de transformar promessas em políticas públicas.

Obras e investimentos são usados como resposta política em Itabuna e no sul da Bahia

Para sustentar sua crítica ao discurso de ACM Neto, Marcelino Galo citou uma série de obras e investimentos atribuídos ao governo estadual em Itabuna e na região sul da Bahia. Entre os exemplos mencionados está a construção da BA-649, ligação estratégica entre Itabuna e Ilhéus, apresentada como uma intervenção relevante para a mobilidade regional e para o escoamento de atividades econômicas.

O deputado também destacou a duplicação do acesso à cidade, obra que se insere no conjunto de ações voltadas à melhoria da infraestrutura urbana e rodoviária. Na área da saúde, ele mencionou a ampliação do Hospital de Base e a implantação das policlínicas regionais, medidas que, segundo sua argumentação, ampliam a capacidade de atendimento e fortalecem a rede pública na região.

Ao reunir essas intervenções em sua fala, o parlamentar procurou demonstrar que o governo estadual dispõe de uma agenda de entregas concretas, em oposição ao que classificou como um discurso crítico sem base factual. A ênfase nas obras de infraestrutura e saúde também serve para reforçar áreas tradicionalmente sensíveis à percepção pública, sobretudo em cidades-polo como Itabuna.

Saúde, abastecimento e urbanização entram no centro da defesa do governo

No campo da saúde, Marcelino Galo citou ainda a chegada de um centro de hemodiálise pelo SUS no Hospital São Lucas, apontando a medida como um avanço no atendimento especializado e na descentralização dos serviços. A referência reforça a tentativa de demonstrar presença concreta do poder público em uma área de alta demanda social.

Na área de infraestrutura urbana e abastecimento, o deputado mencionou o projeto Mais Água, com a implantação de dois novos reservatórios, além da pavimentação de mais de 60 quilômetros de vias urbanas. Esses pontos foram apresentados como exemplos de intervenções com impacto direto no cotidiano da população, especialmente em serviços essenciais e mobilidade local.

Ao citar essas ações, o parlamentar amplia o escopo de sua resposta e procura mostrar que a defesa do governo não se limita a obras de grande visibilidade regional, mas alcança também iniciativas de efeito mais imediato na vida urbana. Trata-se de uma estratégia argumentativa destinada a associar a gestão estadual à noção de presença administrativa contínua e capilaridade territorial.

Educação e moradia reforçam discurso de entregas concretas

A defesa feita por Marcelino Galo também incluiu referências à área educacional. Segundo o deputado, o governo estadual entregou o Colégio de Tempo Integral Adeum Sauer e o CIEBTEC, equipamentos que, em sua leitura, reforçam a política de ampliação da infraestrutura educacional e da formação técnica no interior baiano.

Além disso, o parlamentar mencionou a entrega de novas moradias para famílias atingidas pelas enchentes, associando a atuação do Estado a uma resposta social voltada à reconstrução de vidas e à mitigação dos efeitos de eventos climáticos severos. Ao inserir esse tema no debate, Galo procura ampliar o contraste entre gestão administrativa e crítica eleitoral, vinculando o governo a medidas de proteção social.

A combinação entre obras de educação, saúde, infraestrutura e habitação compõe a espinha dorsal da argumentação do deputado. O objetivo é consolidar a imagem de um governo apoiado em ações concretas e, ao mesmo tempo, fragilizar a narrativa do adversário ao afirmar que a crítica feita por ACM Neto não acompanharia a realidade das entregas apontadas.

Banco Master entra no embate político e amplia pressão sobre ACM Neto

Além de rebater o conteúdo das críticas ao governador, Marcelino Galo introduziu no debate um elemento de desgaste político para ACM Neto. Segundo o deputado, cartazes espalhados por Itabuna teriam questionado o ex-prefeito a respeito de R$ 3,6 milhões que, de acordo com sua fala, teriam sido pagos pelo Banco Master. A menção foi usada para afirmar que, antes de atacar o governo estadual, o opositor deveria prestar esclarecimentos sobre esse episódio.

Nesse ponto, a fala do parlamentar deixa de se concentrar apenas na defesa administrativa do governo e passa a operar também no campo da pressão política e reputacional sobre o adversário. Ao trazer o tema à tona, Galo tenta inverter a lógica do ataque, deslocando o foco das cobranças dirigidas ao governador para questionamentos dirigidos ao próprio ACM Neto.

A referência ao caso sugere uma estratégia de confronto mais ampla, em que a disputa não se resume à avaliação de políticas públicas, mas incorpora também elementos de credibilidade política e cobrança por explicações públicas. Em termos eleitorais, esse tipo de argumento tende a ser mobilizado para reduzir a efetividade da crítica oposicionista e impor ao adversário o ônus da defensiva.

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