domingo, dezembro 07, 2025

Bolsonaro, ao indicar nome de Flávio, fortalece Lula e desorienta a oposição

Publicado em 7 de dezembro de 2025 por Tribuna da Internet

Charge do dia faz referência a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro como presidente para eleições de 2026. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) anunciou nesta sexta-feira (5/12) que foi escolhido pelo pai, o ex-presidente

Charge reproduzida do Arquivo Google

Carlos Newton

Chega a ser comovente o esforço que Jair Bolsonaro faz para bagunçar a próxima eleição. Ao indicar seu filho Flávio, que é chamado de “Zero Um”, o ex-presidente fortalece a campanha de Lula da Silva e cria um problemão para o PL, para o governador paulista Tarcísio de Freitas, para as diversas correntes de direita e centro que tentam se unir para escorraçar o petismo e também para sua própria família.

O PL precisa dos votos dos bolsonaristas, mas não quer ser excluído da escolha do candidato, até porque ainda é muito cedo para tanto. Tarcísio também fica em má situação, porque prometeu ser candidato somente se for indicado por Bolsonaro. Os demais partidos que enfrentam Lula e PT também já exprimiram seu desagrado. E a família Bolsonaro fica dividida, porque a mulher Michelle e o filho Eduardo também aspiravam a candidatura.

HORA ERRADA – Está tudo errado, inclusive não é o momento para uma definição tão importante. As pesquisas políticas mostram que Lula está num momento ruim, com queda na aprovação de seu governo e alta na reprovação a seu nome. O mais recente levantamento do Instituto Datafolha mostra que o atual presidente está com 44% de rejeição, que é uma enormidade.

Além disso, as perspectivas econômicas estão ruins, com o IBGE apontando 0,1% de evolução do PIB no terceiro semestre.

Assim, há risco de estagnação ou até estagflação, em que preços sobem, o poder de compra cai e a economia fica estagnada ou cresce pouco, gerando um dilema para o Banco Central, que precisa controlar a inflação elevando juros sem piorar a recessão, impactando renda e investimento.

AINDA NA FRENTE – Apesar do declínio, Lula ainda bate os rivais, mas na pesquisa AtlasIntel, que ouviu 5,5 eleitores, no segundo turno ele já caiu para empate técnico de 49% a 47% com o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que nem se declara candidato, e também com Michelle.

No Datafolha, que ouviu apenas 2,2 mil eleitores, na margem de erro a diferença é de apenas 1% a favor do petista contra Tarcísio.No Datafolha, a família Bolsonaro perde para Lula, não importa a candidatura.

O patriarca Jair Bolsonaro desponta com 45% de rejeição, empatado com Lula, 44%, considerando a margem de erro. Sem nunca ter disputado uma eleição nacional, contudo, já registram taxas altíssimas de rejeição o senador Flávio, com 38%, o deputado Eduardo, com 37%, e Michelle, com 35%.

RATINHO SOBE – Bolsonaro pai, segundo o Datafolha, perdia de Lula por 47% a 43%, e agora por 49% a 40%. Mas o governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD), tem baixa votação no primeiro turno, mas desempenho semelhante ao de Tarcísio de Freitas no segundo turno.]

Ratinho Jr. perde de Lula por 47% a 41%, com apenas 2 pontos de diferença na margem de erro, o que demonstra a força da direita no segundo turno, seja qual for o candidato contra o atual presidente petista.

Em tradução simultânea, pode-se dizer que há uma tendência de união da direita e da centro-direita contra Lula, mas o clã Bolsonaro está fazendo o possível e o impossível para tumultuar a candidatura mais forte, que é de Tarcísio de Freitas.


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