em 26 ago, 2025 3:23
Blog Cláudio Nunes: a serviço da verdade e da justiça
“O jornalismo é o exercício diário da inteligência e a prática cotidiana do caráter.” Cláudio Abramo.
Na história, há figuras que nascem para governar e outras que, apesar de suas pretensões, falham miseravelmente em cada palco que tentam dominar. Jair Bolsonaro é, sem sombra de dúvida, um personagem tragicômico dessa última categoria. Sua trajetória é um desfile de fracassos retumbantes — do quartel ao Congresso, do casamento à paternidade, da liderança nacional ao simples respeito pela democracia.
Comecemos pelo começo, ou melhor, pelo fim precoce de sua carreira militar. Expulso da Academia Militar, Bolsonaro já dava sinais de que não seria o típico soldado disciplinado e respeitador da hierarquia. Essa expulsão, longe de ser um episódio isolado, foi a primeira de uma série de demonstrações de que sua índole não dialogava com as exigências de uma instituição que valoriza o coletivo e o dever.
Na política, a performance não foi melhor. Bolsonaro jamais se tornou um parlamentar relevante, atuando mais como um espetáculo de bordões e provocações do que como um articulador de projetos concretos. Sua trajetória no Congresso foi marcada pela polarização e pela incapacidade de construir consensos — traços que ele carregaria com ainda mais intensidade no Palácio do Planalto.
No plano pessoal, a imagem de Bolsonaro também não se sustenta. Sua vida conjugal — pontilhada por inúmeros casamentos — espelha uma instabilidade que contrasta com o ideal de um líder firme e confiável. Mas é no ambiente familiar que o homem que tentou se apresentar como patriarca autoritário mostra sua falência mais gritante. Criou os filhos, ironicamente, para serem cobras, e acabou mordido por elas. O episódio do famoso “VTNC” (expressão emblemática do descontrole e da ausência de autoridade doméstica) revela um chefe de família sem comando e sem respeito dentro de casa.
No âmbito nacional, Bolsonaro tentou o que pode ser descrito como um golpe de estado — uma tentativa desesperada e desesperançada de se agarrar ao poder e rasgar a Constituição. Ali, sua falência foi total: não conseguiu sequer mobilizar a parcela que o seguia para legitimar suas ações antidemocráticas. A traição ao Estado Democrático de Direito, que jurou defender, tornou-se sua marca registrada, e a liderança que ambicionava foi reduzida a um bando cada vez menor de seguidores radicalizados.
E é precisamente nesse ponto que entra um fenômeno preocupante: aqueles que ainda seguem cegamente Bolsonaro orbitam no mesmo vazio de contradições e vivem num universo paralelo, longe da realidade. Eles permanecem em estado de delírio, misturando religião e política num messianismo tupiniquim que mais afasta do que aproxima o Brasil da democracia madura. Essa bolha de ilusão, que mistura fé cega e política retrógrada, ainda resiste, mas o país — aos poucos — começa a sair do entorpecimento.
Para entender a figura de Bolsonaro, vale uma analogia bíblica: ele se assemelha ao rei Saul, o primeiro monarca de Israel. Saul começou com apoio e legitimidade, mas seu orgulho, suas decisões erráticas e seu desrespeito às leis divinas o levaram à ruína. Assim como Saul perdeu o favor de Deus e foi sucedido por Davi, o rei que trouxe ordem e justiça, Bolsonaro perdeu a confiança do povo e marcou seu reinado com desordem, divisão e retrocessos.
Bolsonaro falhou como militar, parlamentar, esposo, líder e sobretudo como pai. Seu legado é uma tragédia anunciada, um aviso para que o Brasil jamais confie seu destino a quem não respeita nem mesmo a própria família, que deveria ser a célula-mater da sociedade.
O reinado do “rei sem reino” terminou em fracasso — e que fique a lição para todos que acreditam que a liderança se faz apenas com bravatas e bravuras vazias.
Sefaz/SE: governador deu poderes demais a secretária e agora não tem como descer o jabuti da árvore? Depois de organizar a “casa” Sarah Tarsila criou uma verdadeira “família” com os apadrinhados dela Para deixar claro: nada de pessoal contra a secretária de Estado da Fazenda, Sarah Tarsila, pelo contrário, quando ela chegou este espaço foi um dos primeiros a elogiar a iniciativa e depois a organização da “casa” feita por ela. O problema é que com o tempo ela “observou que, como o blog já relatou “farinha pouca, meu pirão primeiro”, e trouxe dois subsecretários que trabalhavam com ela em Brasília, e pasme sua chefe de gabinete com o esposo, todos lotados na Sefaz. Ou seja, uma verdadeira “família” com apadrinhados dela. Não se contentando trouxe o marido e lotou ele na Agência Sergipe de Desenvolvimento – Desenvolve-SE com alto salário.
Será que o governador assinou o projeto sem ler? Por fim as vantagens que foram dadas, atingiu apenas os novatos pois os demais já estavam nas ultimas letras. Segundo um sindicalista, os aposentados ao contrário do que ela diz, vão receber R$ 400,00 a mais, enquanto ela, há cada 4 meses, vai receber R$ 16.000,00 como bonus, baseado no projeto que ela mesma fez e levou para o governador assinar. Será que ele sabe dos detalhes?
https://infonet.com.br/blogs/claudio-nunes/bolsonaro-o-rei-sem-reino-uma-tragedia-anunciada/