"Carnaval de Jeremoabo: Uma Tradição Perdida no Tempo"
08/02/2024
Fonte: JV PORTAL / JEREMOABO TV
RP: 9291/BA
Nas ruas da cidade, os blocos de carnaval comandado por Jovino Fernandes, Corró e Edson de Antonina, desfilavam, exibindo suas fantasias, dançando os ritmos envolventes do frevo, do samba de roda e do axé, que preenchiam o ar, enquanto foliões dançavam e cantavam em uma celebração de pura energia e diversão, sem deixar de falar, que durante à noite após o encerramento do Trio, muitos foliões dirigiam-se para a Boate Fênix, para dançar ao som da Banda Magia Tropical e Orquestra de Frevo.
Deve-se registrar, que o carnaval de Jeremoabo, era uma das maiores da região, onde a criatividade florescia em cada detalhe a começar pelo Trio Elétrico Irapiranga, com sua estrutura feita de madeirite e folhas de zinco. O diferencial deste carro alegórico, estava em cima de quem fazia a alegria de todos os foliões: o nosso saudoso Manoel de Chico com sua guitarra baiana, o saudoso Galego na guitarra base e Anchieta Meireles no baixo, que executavam marchinhas de carnaval e músicas dos compositores e músicos Dodô & Osmar, mantendo a multidão animada até altas horas.
Não poderíamos deixar de falar, da criatividade do nosso saudoso Gilberto Feitosa, irmão de D. Helenita, que criou o Trio Jegue, tendo como músico Manoel de Chico. Um jegue, dois caçuás, uma bateria de automóvel e dois alto-falantes. Pronto, estava tudo perfeito. A multidão acompanhava vibrante pelas principais ruas da cidade.
Mas, infelizmente, com o passar do tempo, o poder público municipal, a secretaria de cultura, fechou os olhos para esta grande festa que até hoje aguardamos ansiosos que um dia possa voltar a fazer a alegria dos foliões e da comunidade. Enfatizamos, que tal evento, gerava emprego e renda para a economia da cidade, diante do fluxo de visitantes que vinham se divertir em Jeremoabo.
Na musicalidade, durante os festejos momesco, nada contra aos grupos que se apresentam. Nos depararmos com a predominância da música de forró, sertanejo e arrocha durante o Carnaval, muitas vezes em detrimento das tradicionais marchinhas e do ritmo contagiante do axé ou mesmo do pagode.
Além disso, afirmamos sem medo de errar, os foliões que participam das festividades em Jeremoabo, preferem dançar no chamado arrastão. Antes, não tínhamos nada, tínhamos tudo. Hoje, temos tudo, não temos nada. Porque não fazer arrastão com o Mini Trio Ararinha ao invés de palco fixo? Porque, não vemos mais a Orquestra de Frevo “Galo Folia”, animando as principais ruas de nossa cidade em cima de um caminhão ou mesmo puxando blocos. Enquanto isso, nossos músicos, estão sendo apoiados e reconhecidos em cidades circunvizinhas.
Falando-se em reconhecimento, queremos parabenizar o grupo de músicos do Galo Folia, pela a iniciativa de sempre no período de carnaval, prestar homenagem a membros de nossa comunidade que sempre se destacaram pela sua irreverência. Este ano de 2024, o Sr. Leônio Gonçalves, será o homenageado.
Hoje, muitos moradores mais antigos lamentam a perda do Carnaval de Jeremoabo e recordam com saudade os tempos em que as ruas estavam repletas de foliões, cores e música. Embora essa tradição tenha desaparecido, o espírito festivo e a rica cultura local continuam a ser uma parte importante da identidade de Jeremoabo, esperando talvez por um renascimento ou por memórias que permanecerão vivas nos corações daqueles que tiveram a sorte de participar desses carnavais inesquecíveis.
Nota da redação deste Blog - A Maldição dos Capuchinhos e o Declínio de Jeremoabo: Uma Análise Crítica
Introdução:
O artigo de Jovino sobre Jeremoabo oferece uma perspectiva intrigante sobre a "maldição dos capuchinhos" e o declínio da cidade. Acredito que o texto apresenta pontos válidos,. mas pode irei aprimorar nesse comentário com uma análise mais crítica e fundamentada.
Comentário Aprimorado:
Desenvolvimento:
- A "Maldição dos Capuchinhos":
- A maldição é apresentada como um fato consumado, com contextualização histórica ou análise crítica, supostamente quando os capuchinos residentes em Jeremoabo, foram agredidos, hostilizados e perseguidos e expulsos.
- É possível que a "maldição" seja um mito ou uma narrativa usada por nossos antepassados para explicar o declínio de Jeremoabo, mas que não seja a causa principal.
- A Mudança Cultural:
- Jovino critica a mudança nos ritmos musicais do carnaval, lamentando a perda das tradicionais marchinhas, axé e pagode, mesmo assim faz um adendo ao citar que a cultura é dinâmica e em constante transformação.
- No meu entender as novas tendências, implicacam deturpam a identidade cultural de Jeremoabo.
- Falta de Princípios e Cultura:
- Os cabeças que apreciam e mpõem os novos ritmos musicais não possuem princípios ou cultura, mesmo assim de forma democrática muitos aceitam pluralidade cultural, mesmo discordando. de alguns aspectos.
Conclusão:
O artigo de Jovino levanta questões importantes sobre o declínio de Jeremoabo, mesmo evitando generalizações e reconhecendo a complexidade dos problemas enfrentados pela cidade.
- De forma democrática e pelo bem de Jeremoabo, será de bom alvitre reconhecer a diversidade de gostos e expressões culturais, insistindo em propor soluções para os problemas enfrentados pela cidade, considerando hora mesmo tardia de buscarmos soluções conjuntas para o desenvolvimento de Jeremoabo, valorizando nossa história e cultura, mas também abraçando a mudança e a diversidade."

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