Publicado em 9 de fevereiro de 2024 por Tribuna da Internet
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Bolsonaro queria que ministros agissem antes das eleições
Pedro do Coutto
O ex-presidente Jair Bolsonaro esteve entre os alvos da operação da Polícia Federal, na manhã de ontem, para apurar a organização criminosa responsável por atuar em tentativa de golpe de Estado e abolição do Estado Democrático de Direito.
Apesar de não ser um dos alvos dos mandados de busca e apreensão, o ex-presidente foi obrigado a entregar seu passaporte. A operação atendeu medidas expedidas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes.
CONSOLIDAÇÃO – Os acontecimentos demonstram que o atual governo consolidou uma base político-militar para uma investida mais profunda contra o bolsonarismo. As informações que vieram à tona abrangem e comprometem ainda mais integrantes da gestão passada, estendendo-se ao general Braga Neto, que foi candidato a vice-presidente na chapa de Bolsonaro.
Além disso, ainda ontem, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto foi preso em flagrante na Polícia Federal por posse ilegal de arma de fogo. Ele estava sendo alvo de um mandado de busca e apreensão em uma ação que investiga a tentativa de golpe de Estado quando foi flagrado com uma arma com registro irregular. A arma estava no nome do filho dele e com documentação vencida. Na casa de Valdemar Costa Neto também foi apreendida uma pepita de ouro bruta, encaminhada ao Instituto Nacional de Criminalística (INC) da PF para ser periciada.
GOLPE – Numa entrevista à Rádio Itatiaia, nesta quinta-feira, o presidente Lula afirmou ter havido tentativa de golpe contra a sua posse, assinalada pela invasão de Brasília. Lula defendeu que o ex-presidente Jair Bolsonaro seja investigado e apurado. “Quem tiver responsabilidade pelos seus erros, que pague”, disse Lula.
Os fatos ocorridos nesta quinta-feira vão se refletir certamente nas eleições municipais deste ano, realçando a polarização entre Lula e o bolsonarismo. O processo político brasileiro entra numa nova etapa, representando não só uma sequência das eleições de 2022, mas também o aumento do poder ofensivo do atual governo.