domingo, fevereiro 11, 2024

É preciso aplaudir a coragem de Moraes, ao tornar pública a preparação do golpe

Publicado em 10 de fevereiro de 2024 por Tribuna da Internet

Sobraram três 'cornos' na decisão de Alexandre de Moraes sobre plano  golpista

Ao divulgar o golpe, Moraes prestou grande serviço ao país

Roberto Nascimento

São preocupantes e perigosos para a nação os fatos que emergem da investigação dos atos golpistas. Mesmo que a força dos tanques e dos fuzis venha impedir que ocorra o julgamento das condutas delituosas de uma minoria de militares golpistas, que tentaram dividir a caserna e por isso atentaram contra a hierarquia e a disciplina, pelo menos o povo brasileiro tomou conhecimento do fracassado planejamento de uma nova tomada do poder pelas armas.

Ressalto a coragem do ministro Alexandre de Moraes, que está firme à frente da operação. Na história deste país, desde o nascimento da República, nas Intentonas militares, na Revolução Constitucionalista de 1932, nas Revoluções de 30 e 64, nas revoltas militares contra Juscelino (Jacareacanga e Aragarças), sempre houve anistia para os crimes da tentativa de tomada do poder por militares, sobrepondo-se à sociedade civil.

MILITARES GOLPISTAS – Na Praça dos Três Poderes, os “Kids Pretos” estavam na linha de frente na destruição do 8 de janeiro, amparados por um grupo de coronéis e generais golpistas. Esses indivíduos, embora ainda fardados, não se confundem com as Forças Armadas, que são legalistas e cientes do papel constitucional de defesa da nação contra a desagregação da unidade nacional e contra o inimigo externo.

Sempre afirmamos aqui na Tribuna da Internet que não estamos livres de uma nova tentativa de tomada do poder, o perigo é latente e real.

Lembrem-se que alguns desses oficiais golpistas, agora foram submetidos a busca e apreensão, são traidores da nação e foram instrutores ou professores da AMAN (Academia Militar das Agulhas Negras). Suas sementes foram plantadas.

REPRISE INDEVIDA – O Brasil não precisava passar por isso novamente. Mas os ecos dos 21 anos do regime militar foram reverberados nos quatro anos do governo Bolsonaro. Nesse mandato, o presidente e seus acólitos só pensavam em permanecer no poder, tramando contra as instituições. Para quê? Para nada. Buscaram glória e poder, sem perceber que tudo é efêmero, tudo passa, tudo vira pó e no final não vale a pena dividir para governar, colocando o país na antessala da guerra civil.

Agora, o comandante do Exército, general Tomás Paiva, terá de fazer um esforço hercúleo para manter a tropa unida dentro dos pilares da hierarquia e da disciplina.

Os generais e coronéis insurretos, que chamaram seus pares oficiais legalistas de “melancias” e lhes dirigiram palavrões impublicáveis, esses falsos militares serão jogados no limbo do esquecimento, dentro de seus pijamas envelhecidos. E a vida dos brasileiros poderá seguir adiante.


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