
Jair Bolsonaro insiste em exigir o retorno ao voto impresso
Eduardo Rodrigues, Daniel Galvão, Marcelo Mota e Elizabeth Lopes
Terra/Estadão
Ao sair do hospital em São Paulo, o presidente Jair Bolsonaro aproveitou a presença dos jornalistas para voltar a questionar o ‘empenho’ do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, em defesa da urna eletrônica e volta a falar em fraude
Nove dias após ter chamado Barroso de “imbecil”, Bolsonaro atacou a postura dele contra o voto impresso e defendeu o que chamou de “voto auditável: “Queremos transparência e não fraude nas eleições”, disse.
VONTADE DOIDA – Bolsonaro disse que depois que Barroso visitou o Congresso, os líderes partidários trocaram os integrantes da comissão especial da Câmara que discute a proposta de emenda à Constituição (PEC) do voto impresso para que votassem contra. “Por que essa vontade doida do Barroso de manter o sistema como está?”, perguntou.
Ele questionou a razão de o TSE não querer esse tipo de voto. “Se urna eletrônica é confiável, por que o Japão e outros países não usam?”, perguntou. De acordo com Bolsonaro, o TSE não é uma instituição com poderes absolutos.
NOVO RECUO – Em declarações anteriores, Bolsonaro chegou a cogitar a possibilidade de não haver eleições em 2022 caso a proposta de voto impresso não seja aprovada pelo Congresso. No entanto, o presidente depois afirmou defender a liberdade de expressão e o artigo 5.º da Constituição. E hoje repetiu a dose. Ao negar que seja golpista, o presidente afirmou que respeita integralmente todos os artigos da Constituição, e, segundo ele, “algumas autoridades interpretam.
“Parece que estão com saudades da volta da corrupção e da impunidade.”