quarta-feira, outubro 21, 2020

Bolsonaro diz que Coronavac “não será comprada” pelo governo


Afirmação foi feita em resposta a um comentário em rede social

Victor Farias e Daniel Gullino
O Globo

Menos de 24 horas após o Ministério da Saúde anunciar que tem a intenção de adquirir 46 milhões de doses da Coronavac, vacina candidata contra Covid-19 do laboratório chinês Sinovac Biotech testada no Brasil pelo Instituto Butantan, o presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira, dia 21, que o imunizante contra o novo coronavírus “não será comprado” pelo governo brasileiro.

A mensagem foi publicada em uma rede social, em resposta a um comentário crítico ao anúncio da pasta comandada por Eduardo Pazuello. “Presidente, a China é uma ditadura, não compre essa vacina, por favor. Eu só tenho 17 anos e quero ter um futuro, mas sem interferência da ditadura chinesa”, comentou o usuário, ao que o presidente respondeu: “Não será comprada”.


REGISTRO DA ANVISA – O acordo foi fechado durante reunião do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, com governadores. A compra só será realizada após a vacina receber um registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A outro usuário que acusou Pazuello de trair o governo ao comprar a vacina chinesa e disse que o presidente “se enganou mais uma vez”, Bolsonaro afirmou que “qualquer coisa publicada, sem qualquer comprovação, vira traição”.

A vacina desenvolvida pelo laboratório chinês sofre críticas de apoiadores do governo que a relacionam ao regime comunista. Além disso, o imunizante é produzido no Brasil em parceria com São Paulo, do governador João Doria (PSDB), ex-aliado de Bolsonaro e vocal crítico da gestão da crise provocada pela pandemia pelo presidente.

OBRIGATORIEDADE – Nesta semana, Bolsonaro afirmou a apoiadores que a vacina contra o novo coronavírus “não será obrigatória e ponto final”, e voltou a criticar o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), que defende a obrigatoriedade da dose.

“O Programa Nacional da Vacinação, incluindo as vacinas obrigatórias, é de 1975. A lei atual incluiu a questão da pandemia. Mas a lei é bem clara e quem define isso é o Ministério da Saúde. O meu ministro da Saúde [Eduardo Pazuello] já disse, claramente, que não será obrigatório esta vacina e ponto final”, enfatizou o presidente.

CORONAVAC – De acordo com a gestão Doria, a Coronavac teve os menores índices de reações em comparação a outros imunizantes contra a Covid-19. O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, informou que o sintoma mais frequente nos testes com 9 mil voluntários brasileiros foi dor no local da aplicação, relatada por 18% das pessoas testadas.

A primeira fase de testes clínicos da Coronavac no Brasil terminou na sexta-feira (16), apontando pouco mais de 5% de efeitos colaterais entre quem recebeu a vacina.A vacina desenvolvida pelo laboratório chinês sofre críticas de apoiadores do governo que a relacionam ao regime comunista.

Além disso, o imunizante é produzido no Brasil em parceria com São Paulo, do governador João Doria (PSDB), ex-aliado de Bolsonaro e vocal crítico da gestão da crise provocada pela pandemia pelo presidente.

Em destaque

INTIMAÇÃO PESSOAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL

  TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL SECRETARIA JUDICIÁRIA COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO   RECURSO ESPECIAL ELEITORAL (11549) - 0600425-35.2024.6....

Mais visitadas