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André Esteves está sempre bem próximo dos governantes
Mônica BergamoFolha
A defesa do ex-ministro Antonio Palocci emitiu uma nota para afirmar que há, sim, provas das acusações que ele fez a Lula e ao banqueiro André Esteves, do BGT Pactual, em delação premiada que firmou com a Polícia Federal, e que foi homologada pelo ministro Edson Fachin, do STF (Supremo Tribunal Federal) em 2018.
O advogado Tracy Reinaldet contesta o relatório do delegado Marcelo Daher, que encerrou o inquérito sem indiciar os acusados e afirmando que as informações dadas por Palocci em sua delação “parecem todas terem sido encontradas em pesquisas de internet”, sem “acréscimo de elementos de corroboração, a não ser notícias de jornais”.
.Segundo Palocci, o banqueiro Esteves administrava um fundo de propinas para o petista em troca de informações privilegiadas sobre a política de juros do Copom (Comitê de Política Monetária), do Banco Central.
NEGAR É NORMAL – “É natural que investigados neguem o fato delatado, como já ocorreu em diversos inquéritos da operação Lava Jato. É importante dizer que há na investigação da PF prova pericial que comprova a veracidade da colaboração de Palocci”, diz o texto, assinado pelo advogado Tracy Reinaldet.
“Além disto, existem outros fundos indicados pelo colaborador que ainda não foram investigados pela PF e que confirmam a versão do ex-ministro”, acrescenta a nota da defesa.
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – A matéria anterior da Folha reconhece que “os jornais, na época, haviam feito reportagens sobre os ganhos astronômicos do Bintang em setembro de 2011”, quando o Copom derrubou os juros. Segundo a delação de Palocci, o então ministro Guido Mantega, mantido pela presidente Dilma Rousseff, informou previamente a decisão a André Esteves, do BGT Pactual, que fez a festa. Sobre o restante das provas alegadas pela defesa de Palocci, vamos ver o que dizem os procuradores responsáveis pela delação. (C.N.)