Antonio Fernando Dantas Montalvão
O Brasil colonial tinha a elite portuguesa e alguns caraminholados da elite nacional.
A regra era a pobreza absoluta e o ouro para a Coroa.
O Brasil Império e o Brasil da 1ª República permanecia no mesmo quadro, dominado pelo capital inglês, a elite dos Barões e dos Coronéis e o povo na miséria.
A regra era a pobreza absoluta e o ouro para a Coroa.
O Brasil Império e o Brasil da 1ª República permanecia no mesmo quadro, dominado pelo capital inglês, a elite dos Barões e dos Coronéis e o povo na miséria.
Na 2ª República já com contornos um pouco diferenciado, a cantiga era de grilo, sempre a mesma. Capital estrangeiro, empresariado nacional latente e elite política entreguista, a manter os seus privilégios.
Nos pós anos 30, mesmo suprimidas as liberdades, Getúlio deu início a política desenvolvimentista com expansão da indústria de base, implantação de empresas e programas capazes de substituir a indústria da importação, criando a Petrobrás, CHESF, SUDENE, dando um grande passo para formação da classe operária brasileira e a vida sindical. Mesmo assim o Brasil dando passos para sua independência econômica, a regra era a miserabilidade da população brasileira e privilégio para poucos. Getúlio contrariou o capital estrangeiro e a nefasta elite brasileira e deu no que deu, se suicidou para não ser destituído ou mesmo assassinado, mesmo assim, a regra era o povo na miséria.
João Goulart deu início as reformas de base e resolveu mexer com os interesses da grande imprensa, taxar a remessa de lucro, ampliar a influência da classe trabalhadora e veio a latente classe média, o empresariado nacional, igreja e militares e o destituíram, implantando-se a ditadura militar sob a mentira de uma suposta revolução, um golpe repetido em 2016.
Surgiu o ponto fora da curva, os governos do PT quando se oportunizou universidade para todos, geração de emprego em massa, fortalecimento das empresas nacionais e expansão para os mercados internacionais, retirando milhões de brasileiros que estavam abaixo da linha de pobreza e proporcionando-se o surgimento de uma nova classe média que depois entendeu que não seria consequência de uma política de oportunidades para todos, para entender ser resultante da meritocracia.Sem qualquer caráter discriminatório (peço desculpas por empregar a expressão), as conhecidas graxeiras, leias-se, domésticas, se fortaleceram, elas e tantos outros brasileiros tiveram acesso aos supermercados, universidades públicas, curso financiados pelo governo no exterior, cartões de crédito e até iam passear na Disney quando o dólar era de R$ 1,80, segundo Paulo Guedes, o mago do entreguismo-cinismo nacional.
Outro dia eu volto ao assunto.
Em 2016 tiraram Dilma, prenderam o sempre Presidente do Povo Lula, oi que nordestino metido, ocupar a Presidência da República por duas vezes, o tornaram inelegível, dizendo o capital estrangeiro e a elite empresarial e política nacional que era de exemplo, que pobre, nordestino, retirante da seca, semianalfabeto tem que viver como pobre, para trabalhar barato para a classe média e servir como mão de obra barata. Classe média odeia pobre.
Pobre frequentando boas escolas, cursando boas universidades públicas ou particulares com incentivo governamental, indo a supermercados, shoppings (lembra dos rolezinhos da periferia de São Paulo), viajando de avião ao lado da patroa, comprando carros e oi que tinha casa que tinha carro os pais e todos os filhos nada disso pode ser admitido, tudo não passou de um equívoco, de um ponto fora da curva.
Nos pós anos 30, mesmo suprimidas as liberdades, Getúlio deu início a política desenvolvimentista com expansão da indústria de base, implantação de empresas e programas capazes de substituir a indústria da importação, criando a Petrobrás, CHESF, SUDENE, dando um grande passo para formação da classe operária brasileira e a vida sindical. Mesmo assim o Brasil dando passos para sua independência econômica, a regra era a miserabilidade da população brasileira e privilégio para poucos. Getúlio contrariou o capital estrangeiro e a nefasta elite brasileira e deu no que deu, se suicidou para não ser destituído ou mesmo assassinado, mesmo assim, a regra era o povo na miséria.
João Goulart deu início as reformas de base e resolveu mexer com os interesses da grande imprensa, taxar a remessa de lucro, ampliar a influência da classe trabalhadora e veio a latente classe média, o empresariado nacional, igreja e militares e o destituíram, implantando-se a ditadura militar sob a mentira de uma suposta revolução, um golpe repetido em 2016.
Surgiu o ponto fora da curva, os governos do PT quando se oportunizou universidade para todos, geração de emprego em massa, fortalecimento das empresas nacionais e expansão para os mercados internacionais, retirando milhões de brasileiros que estavam abaixo da linha de pobreza e proporcionando-se o surgimento de uma nova classe média que depois entendeu que não seria consequência de uma política de oportunidades para todos, para entender ser resultante da meritocracia.Sem qualquer caráter discriminatório (peço desculpas por empregar a expressão), as conhecidas graxeiras, leias-se, domésticas, se fortaleceram, elas e tantos outros brasileiros tiveram acesso aos supermercados, universidades públicas, curso financiados pelo governo no exterior, cartões de crédito e até iam passear na Disney quando o dólar era de R$ 1,80, segundo Paulo Guedes, o mago do entreguismo-cinismo nacional.
Outro dia eu volto ao assunto.
Em 2016 tiraram Dilma, prenderam o sempre Presidente do Povo Lula, oi que nordestino metido, ocupar a Presidência da República por duas vezes, o tornaram inelegível, dizendo o capital estrangeiro e a elite empresarial e política nacional que era de exemplo, que pobre, nordestino, retirante da seca, semianalfabeto tem que viver como pobre, para trabalhar barato para a classe média e servir como mão de obra barata. Classe média odeia pobre.
Pobre frequentando boas escolas, cursando boas universidades públicas ou particulares com incentivo governamental, indo a supermercados, shoppings (lembra dos rolezinhos da periferia de São Paulo), viajando de avião ao lado da patroa, comprando carros e oi que tinha casa que tinha carro os pais e todos os filhos nada disso pode ser admitido, tudo não passou de um equívoco, de um ponto fora da curva.
