quinta-feira, agosto 22, 2019

Ser ou não ser embaixador, eis a questão shakespeariana de Bolsonaro pai e filho


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Charge do Aroeira (jornal O Dia/RJ)
Pedro do Coutto
O Globo, Folha de São Paulo e O Estado de São Paulo publicaram na quarta-feira tanto a hipótese de o Presidente Jair Bolsonaro recuar da indicação quanto a afirmação do deputado Eduardo Bolsonaro de que sua indicação está mantida e ele está preparado para enfrentar a sabatina do Senado Federal.
A reportagem da Folha está assinada por Gustavo Uribe e Bruno Boghossian. E ao longo do dia de ontem o presidente da República fez novo pronunciamento, para confirmar que a indicação de seu filho para embaixador nos EUA está mantida.
“FRACASSO” – Na terça-feira, e os jornais publicaram ontem, Jair Bolsonaro sustentava que não iria expor seu filho a um fracasso. Assim, em menos de 24 horas o chefe do Executivo mudou seu posicionamento.
Essa é uma face da questão. Na minha opinião, qualquer que seja o desfecho, tanto pai quanto filho não sairão bem do problema. Tal desfecho repercutirá fortemente na opinião pública. 
O problema poderá ser resolvido nas próximas horas, de acordo com as novas tendências que forem consolidadas em torno da presidência da República. Apesar de o presidente Bolsonaro ter dito que só resolverá a questão em setembro a atmosfera política não se modificará em face do adiamento.
TENDÊNCIA – Tenho a impressão de que o presidente da República, nesse novo espaço de tempo certamente procurará sentir melhor a disposição do Senado de aprovar ou não a indicação. 
Vamos esperar, mas enquanto isso, surge um novo sonho do Ministro Paulo Guedes. Reunido com senadores destacou que, desvinculando do universo federal as receitas dos estados e municípios, o governo espera transferir cerca de R$ 500 bilhões a estados e municípios nos próximos 15 anos por meio de ações do chamado novo pacto federativo. Entre as medidas, estão novas regras para a divisão de recursos da exploração do petróleo, autorização para que estados obtenham empréstimos com garantia, além de mais dinheiro para o Fundeb, que financia a educação básica nos municípios. Uma matéria de Vanderlei Lima, Lu Akito Otta e Edna Simão, no Valor, aborda o assunto. Eis aí mais um lance de dados divulgado por Paulo Guedes. 
ABRIR AS CORTINAS – Somando-se R$ 100 bilhões por ano, economizados com a Previdência, e mais praticamente outros R$ 33 bilhões desse novo cálculo, abrindo-se as cortinas, vamos nos deparar com uma capacidade fantástica de gerar recursos para reerguer a economia brasileira. 
Sonhar é fácil. Executar é que é difícil.

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