
Charge reproduzida do Arquivo Google
Francisco Vieira
O artigo de José Vidal, recentemente publicado aqui na TI, está correto ao defender os juro subsidiados do BNDES para incentivar a indústria. O Brasil está sofrendo uma das maiores desindustrializações da história, em um período muito curto. Nos anos 80 e 90, no ponto mais alto da industrialização, esse setor representou 35% da produção nacional. Hoje não é nem 12% e está caindo. Os brasileiros têm que entender como é séria a redução da indústria de transformação no Brasil.
Nenhum país desenvolvido jamais apoiará a industrialização do Brasil. Não querem que surja um novo Japão ao sul do equador e por isso acredito que o Guedes esteja equivocado quando defende o livre mercado no Brasil, com o fim do protecionismo, alegando que é exatamente isso que está acontecendo hoje no mundo!
LIVRE COMÉRCIO – Hoje, quando olhamos para os países ricos, em sua maioria, eles praticam o livre comércio. Por isso, é comum pensarmos que foi com esta receita que eles se desenvolveram.
Mas, na realidade, eles se tornaram ricos usando o protecionismo e as empresas estatais. Foi só quando eles enriqueceram é que adotaram o livre comércio para si e também como uma imposição a outros países.
O título do meu livro “Chutando a Escada” é uma referência a uma obra de um economista alemão do século XIX, Friedrich List, que foi exilado político nos Estados Unidos em 1820. Ele critica a Inglaterra por querer impor aos EUA e à Alemanha o livre comércio. Afinal, quando você olha para a história inglesa, eles usaram todo o tipo de protecionismo para se tornar uma nação rica. A Inglaterra, ao dizer que outros países não podem usar o protecionismo é como alguém que, após subir no topo de uma escada, chuta a escada para que outros não possam usá-la novamente.”
CASO DA ALEMANHA – Mais da metade (55,5%) das exportações brasileiras para a Alemanha é composta por produtos básicos, como soja em grão (16,3% do total), minérios de ferro (13,3%), café em grão (8,9%), farelo de soja (3,9%), carne de frango (2,9%) e carne bovina (2,5%).”
Algum alemão precisa ensinar aos brasileiros como produzir os produtos que eles consomem na Alemanha sem que se precise desmatar por aqui… E talvez alguém diga a eles que o agricultor só planta se tiver lucro na hora de vender e que, quanto maior for a população mundial, maior será a demanda por alimentos.
Portanto, a melhor maneira de preservar não só as florestas brasileiras, mas também as de todo o mundo, seria, ou melhor, é através do controle de natalidade. Com pouca demanda, ninguém irá desmatar para aumentar a oferta de produtos e tomar prejuízo na hora da venda.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Belo retorno, Francisco Vieira, com excelente colocações. Aproveito para lembrar que todos os países desenvolvidos do mundo subsidiam seus produtos agropecuários, mas exigem que o Brasil não adote pedidas protecionistas. Na verdade, Guedes é um bobalhão colonizado. (C.N.)
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Belo retorno, Francisco Vieira, com excelente colocações. Aproveito para lembrar que todos os países desenvolvidos do mundo subsidiam seus produtos agropecuários, mas exigem que o Brasil não adote pedidas protecionistas. Na verdade, Guedes é um bobalhão colonizado. (C.N.)