domingo, janeiro 13, 2019

Bolsonaro será operado no dia 28 e o general Mourão ficará duas semanas no poder


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Bolsonaro vai se afastar e Mourão ficará 14 dias no poder
Carlos Newton
Se não houver contratempos, a nova cirurgia do presidente eleito Jair Bolsonaro, para a retirada da bolsa de colostomia, está marcada para o próximo dia 28 de janeiro, segundo a equipe médica do Hospital Albert Einstein, de São Paulo. Mas tudo vai depender do exame a ser feito pela equipe do cirurgião Antônio Luiz de Vasconcellos Macedo, antes de Bolsonaro viajar para participar do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, entre os dias 22 e 25.
TERCEIRA CIRURGIA – Se estiver tudo bem, o presidente terá permissão para fazer a viagem e depois passar pela terceira operação, que retirará a bolsa de colostomia, para que seu aparelho intestinal volte a funcionar normalmente.
Segundo o chefe da equipe médica, o presidente ficará cerca de duas semanas afastado – sete dias no hospital, com acompanhamento permanente, e mais sete dias em casa, para completa recuperação.
Durante sua ausência, Bolsonaro será substituído pelo vice-presidente Hamilton Mourão, que assumirá o cargo interinamente.
MATRIZ E FILIAL – Como se vê, o sistema de poder aqui na Filial Brasil é diferente do adotado na Matriz Estados Unidos. Lá, o vice-presidente somente assume quando o presidente está impedido de exercer a função. Ao viajar, o presidente norte-americano continua no poder e despacha normalmente a bordo do Air Force One ou no país onde se encontrar.
Recorde-se o caso de Ronaldo Reagan, que sofreu um grave atentado em 30 de março de 1981, 69 dias após ter assumido a presidência. Quanto saía do Hilton Hotel em Washington, a comitiva foi atacada a tiros por John Hinckley Jr., que era desequilibrado mental. O primeiro tiro atingiu a cabeça de James Brady, secretário de Imprensa da Casa Branca, que ficou incapacitado pelo resto da vida. O segundo disparo foi nas costas do policial Thomas Delahanty e o terceiro projétil atingiu a janela de um prédio do outro lado da rua. O quarto tiro acertou o abdómen do agente Tim McCarthy, da CIA, o quinto disparo atingiu o vidro à prova de balas da limusine presidencial, e o sexto e último projétil ricocheteou na carroceria e acertou o presidente na sua axila esquerda, passando de raspão por uma costela e se alojando no pulmão, parando quase a uma polegada do coração.
EM CONSCIÊNCIA – Em estado grave, Reagan foi internado para operação de emergência, mas surpreendeu a equipe médica e não permitiu receber anestesia geral, para não ser substituído pelo vice-presidente. Foi operado assim, em estado de consciência, aos 70 anos, e teve uma surpreendente recuperação, sem abandonar o poder em momento algum.
Aqui na Filial a conversa é outra. Toda vez que o presidente viaja, o vice tem de assumir, com aquela cerimônia ridícula e tudo o mais, em plena Era da Cibernética, com comunicação imediata em tempo real.
Assim, Mourão vai assumir e espera-se que não faça como o vice Manuel Vitorino Pereira, que ocupou o cargo durante quatro meses, em 1896, quando o presidente Prudente de Moraes adoeceu. Vitorino não conhecia limites, comprou o Palácio do Catete, transferiu o governo para lá, criou várias crises e causou a demissão do ministro da Justiça, Alberto Torres, um dos políticos mais importantes do país.
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P.S.
 – Como há males que vêm para bem, vamos ter oportunidade de ver Mourão no poder. Espera-se que não nomeie o filho para a presidência do Banco do Brasil, alegando que o rebento foi “perseguido em governos anteriores”.(C.N.)

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