
"As bandas filarmônicas sempre fizeram parte da cultura dos municípios brasileiros. Hoje, no entanto, são símbolos de resistência ou já se encontram perdidas nos registros históricos. A perda cultural com o encerramento de uma banda filarmônica é imensurável, por isso muitas ainda resistem à modernidade e fazem os acordes clássicos ressoarem nos tempos atuais.
“As Filarmônicas, assim como as fanfarras, representam o grau de influência que a arte, no caso a música, exerce sobre a comunidade. E o fato de ela estar desaparecendo vem como reflexo da desvalorização da cultura local, com a ausência das atividades regulares de arte nas escolas, tratada meramente como atividade interdisciplinar”, analisa Kitty Canário, professora do Instituto Mpumalanga.
Tradicionalmente, as bandas filarmônicas são formadas juntamente com a fundação dos municípios, portanto tornam-se símbolo histórico do local. (http://mpumalanga.com.br)"
" A HISTÓRIA DA MÚSICA
A palavra música é de origem grega e significa "a força das musas". De acordo
com Buckinx (1998), as musas eram as ninfas, que ensinavam aos seres humanos as verdades
dos deuses, semideuses e heróis, através da poesia, da dança, do canto lírico, do canto coral e
do teatro. Todas estas manifestações eram acompanhadas por sons. Então música, numa
definição mais precisa, seria a arte de ensinar.
Como as primeiras manifestações musicais não deixaram vestígios, é praticamente
impossível responder como surgiu a música. Alguns estudiosos nem tentam explicar seu
surgimento, outros enfrentam o problema com base naquilo que se sabe sobre a vida humana
na Pré-história e preenchem as lacunas com certa dose de imaginação. Mas nenhuma hipótese
diz com exatidão o momento em que os primitivos começaram a fazer um sentido religioso.
Considerava-a um presente dos deuses e atribuía-lhe função mágica, associada à
dança, ela assumia um caráter de ritual, pelo qual as tribos reverenciavam o desconhecido,
agradecendo-lhe a abundância da caça, a fertilidade da terra e dos homens. Com o ritmo
criado batendo as mãos e os pés, eles buscavam também celebrar fatos da sua realidade,
vitórias na guerra, descobertas surpreendentes. Mais tarde, em vez de usar só as mãos e os
pés, passaram a ritmar suas danças com pancadas na madeira, primeiro simples e depois
trabalhadas para soarem de arte com os sons.
Ao que parece, os homens e as mulheres das cavernas davam à sua música formas
diferentes. Surgia, assim, o instrumento de percussão.
Até o século XV ou XVI, segundo Wisnik (1989), a atividade musical era
utilizada em rituais religiosos, e como forma de comunicação através dos trovadores, que
levavam notícias à população. A noção de arte da música, voltada exclusivamente para a
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criação abstrata de obras que explorassem os parâmetros musicais, só surgiu no Renascimento
europeu e em países como a França, Itália, Inglaterra e Alemanha.
Já no século XX, conforme descreve Wisnik (1989), a música passa a ter mais
força, com a inclusão da música medieval, do canto gregoriano, das danças e do repertório
dos menestréis, uma espécie de cantor e poeta da época, dos coralistas renascentistas e da
ópera, a música começa a ganhar mais destaque. Sabe-se que a história da música que
estudamos é a História da Música da Europa Ocidental. Segundo Barraud (1991)
Esta música não é a única, não é a mais importante e não é melhor do que a
de outros povos e civilizações. É aquela na qual estamos inseridos
culturalmente e que aprendemos e trabalhamos todo o seu arcabouço teórico,
tocamos os instrumentos inventados ou desenvolvidos por ela e elegemos os
compositores daquele continente como nossos modelos. Além disto nós
delimitamos seu estudo a partir da Idade Média, mais precisamente". (LUANA COSTA COLLE - http://newpsi.bvs-psi.org.br/tcc/60.pdf).