quarta-feira, novembro 14, 2018

Jeremoabo não deixe essa chama apagar

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"As bandas filarmônicas sempre fizeram parte da cultura dos municípios brasileiros. Hoje, no entanto, são símbolos de resistência ou já se encontram perdidas nos registros históricos. A perda cultural com o encerramento de uma banda filarmônica é imensurável, por isso muitas ainda resistem à modernidade e fazem os acordes clássicos ressoarem nos tempos atuais.
“As Filarmônicas, assim como as fanfarras, representam o grau de influência que a arte, no caso a música, exerce sobre a comunidade. E o fato de ela estar desaparecendo vem como reflexo da desvalorização da cultura local, com a ausência das atividades regulares de arte nas escolas, tratada meramente como atividade interdisciplinar”, analisa Kitty Canário, professora do Instituto Mpumalanga.
Tradicionalmente, as bandas filarmônicas são formadas juntamente com a fundação dos municípios, portanto tornam-se símbolo histórico do local. (http://mpumalanga.com.br)"
" A HISTÓRIA DA MÚSICA A palavra música é de origem grega e significa "a força das musas". De acordo com Buckinx (1998), as musas eram as ninfas, que ensinavam aos seres humanos as verdades dos deuses, semideuses e heróis, através da poesia, da dança, do canto lírico, do canto coral e do teatro. Todas estas manifestações eram acompanhadas por sons. Então música, numa definição mais precisa, seria a arte de ensinar. Como as primeiras manifestações musicais não deixaram vestígios, é praticamente impossível responder como surgiu a música. Alguns estudiosos nem tentam explicar seu surgimento, outros enfrentam o problema com base naquilo que se sabe sobre a vida humana na Pré-história e preenchem as lacunas com certa dose de imaginação. Mas nenhuma hipótese diz com exatidão o momento em que os primitivos começaram a fazer um sentido religioso. Considerava-a um presente dos deuses e atribuía-lhe função mágica, associada à dança, ela assumia um caráter de ritual, pelo qual as tribos reverenciavam o desconhecido, agradecendo-lhe a abundância da caça, a fertilidade da terra e dos homens. Com o ritmo criado batendo as mãos e os pés, eles buscavam também celebrar fatos da sua realidade, vitórias na guerra, descobertas surpreendentes. Mais tarde, em vez de usar só as mãos e os pés, passaram a ritmar suas danças com pancadas na madeira, primeiro simples e depois trabalhadas para soarem de arte com os sons. Ao que parece, os homens e as mulheres das cavernas davam à sua música formas diferentes. Surgia, assim, o instrumento de percussão. Até o século XV ou XVI, segundo Wisnik (1989), a atividade musical era utilizada em rituais religiosos, e como forma de comunicação através dos trovadores, que levavam notícias à população. A noção de arte da música, voltada exclusivamente para a 11 criação abstrata de obras que explorassem os parâmetros musicais, só surgiu no Renascimento europeu e em países como a França, Itália, Inglaterra e Alemanha. Já no século XX, conforme descreve Wisnik (1989), a música passa a ter mais força, com a inclusão da música medieval, do canto gregoriano, das danças e do repertório dos menestréis, uma espécie de cantor e poeta da época, dos coralistas renascentistas e da ópera, a música começa a ganhar mais destaque. Sabe-se que a história da música que estudamos é a História da Música da Europa Ocidental. Segundo Barraud (1991) Esta música não é a única, não é a mais importante e não é melhor do que a de outros povos e civilizações. É aquela na qual estamos inseridos culturalmente e que aprendemos e trabalhamos todo o seu arcabouço teórico, tocamos os instrumentos inventados ou desenvolvidos por ela e elegemos os compositores daquele continente como nossos modelos. Além disto nós delimitamos seu estudo a partir da Idade Média, mais precisamente". (LUANA COSTA COLLE -  http://newpsi.bvs-psi.org.br/tcc/60.pdf).

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