Carlos Newton ### PS – Foram se queixar ao Papa, deviam ter ido primeiro ao bispo. Afinal, é preciso respeitar sempre a hierarquia. E
como diz o célebre samba-enredo da União da Ilha, dos compositores Didi
e Mestrinho, “é hoje o dia da alegria, e a tristeza nem pode pensar em
chegar”. (C.N.)
Mário Assis Causanilhas
Quem me enviou a matéria abaixo, fez a seguinte observação a respeito
dela: “Que coisa vergonhosa! O “defeito” dela é ser correta e ter
cumprido fielmente seu dever como Corregedora! O pior de tudo é que fica
a advertência: Quem almejar a presidência do Superior Tribunal de
Justiça deve ser conivente. Antigamente isso era conhecido como máfia,
camorra, quadrilha ou bando.” ###
EM MEIO A DESGASTES, MINISTRA DESISTE DE CONCORRER À PRESIDÊNCIA DO STJ Márcio Falcão Folha
A ministra Nancy Andrighi enviou nesta sexta-feira (6) uma carta aos
colegas do STJ (Superior Tribunal de Justiça) informando que abrirá mão
de concorrer à presidência do Tribunal. Pela tradição da corte, Nancy
Andrighi seria a próxima presidente do STJ, seguindo a ordem de
antiguidade. A ministra também seria a primeira mulher a comandar a
corte.
A troca no comando do STJ está prevista para setembro, quando acaba a
gestão do ministro Francisco Falcão. A eleição para o novo presidente
deve acontecer até o dia 30 de junho.
Concorreria ao cargo com Andrighi, a ministra Laurita Vaz. Na
sequência da antiguidade estão os ministros João Otávio de Noronha,
Humberto Martins e Maria Thereza de Assis Moura. DESGASTES INTERNOS
Nos bastidores, ministros apontam desgastes internos como o motivo da
desistência da ministra, que é a atual corregedora Nacional de Justiça.
De acordo com integrantes do tribunal, diante de indicações de que
poderia não ser eleita, mesmo com a tradição da antiguidade, Andrighi
teria preferido deixar a disputa.
A ministra foi alvo de críticas por declarações recentes à Folha em
reportagem mostrando que dez ministros possuem parentes advogando na
corte. Ela disse que essa é “uma das mais nocivas práticas existentes no
Poder Judiciário brasileiro”. INCÔMODOS…
Também gerou incômodo a decisão da ministra de avaliar a abertura de
procedimento administrativo disciplinar contra o ministro Marcelo
Navarro, que foi citado na delação premiada do senador Delcídio do
Amaral (ex-PT-SP), como sendo uma nomeação do governo Dilma para
interferir nas investigações da Lava Jato em favor de empreiteiros
presos.
A ministra Nancy Andrighi também determinou a abertura de
procedimento contra o colega Benedito Gonçalves para investigar suas
relações com o empreiteiro Léo Pinheiro, dono da OAS e condenado na Lava
Jato. DEVOÇÃO À JUSTIÇA
Sem deixar expresso que deixará a disputa, a ministra indica que, ao
fim de seu mandato na Corregedoria Nacional de Justiça, voltará a julgar
processos e não participará da administração do tribunal. Ela aponta
ainda que não teria apego à presidência do tribunal.
“Sempre tive e tenho absoluta devoção e me sinto realizada na
atividade de estudar e julgar, por isso, decidi retornar à jurisdição”,
disse.
“Para que, sobre a minha escolha, não paire dúvidas para os Estimados
Colegas, afirmo-lhes, não há motivo de doença, nem receio de gestão ou
qualquer outro que possam buscar, todos serão pura imaginação ou
especulação. Tenham, sempre, a mais absoluta certeza, essa escolha tem
fundamento exclusivo, na minha incondicional devoção pela jurisdição,
muito mais do que ao apego à inegável honraria de ser presidente do
Superior Tribunal de Justiça”, completou.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Quando afirmamos aqui na Tribuna da Internet
que a Justiça está apodrecida, sempre há quem diga que exageramos. O
caso da ministra Nancy Andrighi mostra a que ponto chegamos. Mas temos
de confiar na Justiça, caso contrário não há esperança de mais nada. (C.N.)
Deu no Yahoo e na Folha ### NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – O Papa não tinha o que
dizer, pensou em mandar rezar cinco orações Ave Maria e dez Pai Nosso
para se livrarem dos pecados. Agora, só falta se queixarem no ONU, na
Corte Internacional dos Direitos Humanos e na Sociedade Internacional
Protetora dos Animais. Seria cômico, se não fosse deplorável, patético e
humilhante. (C.N.)
Renan ameaçou até parar o o processo do impeachment
Débora Álvares, Leandro Colon e Mariana Haubert Folha ### NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Como na célebre canção de
Noel Rosa, que a compôs quando já sabia que ia morrer, trata-se apenas
de um último desejo da presidente Dilma Rousseff, antes de deixar o
poder. Ela atribui sua derrocada à delação do ex-amigo Delcídio e pediu a
Renan que providenciasse a cassação dele antes de o impeachment ir à
votação. Atenciosamente, Renan vai atender a esse último desejo, na
véspera de assinar a intimação do afastamento da presidente, a ser
entregue a ela pelo primeiro-secretário do Senado, Vicentinho Alves
(PR-TO), depois de encerrada a votação em plenário. O resultada dessa
gentileza de Renan é que os senadores (e ele próprio) ficarão em
plenário até a madrugada de quarta-feira e às 9 horas da manhã terão de
voltar para a sessão do impeachment. Será que vão aguentar?(C.N.)
Com palavras e imagens, esta página tenta apressar a
chegada do futuro que o Brasil espera deitado em berço esplêndido. E
lembrar aos sem-memória o que não pode ser esquecido.