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Antes de deixar a suplência de Deputado Federal, com retorno do Ministro Geddel Vieira Lima, Mão Branca ainda teve tempo de protagonizar mais uma de suas estultices, ao dizer em histórico (?) pronunciamento de despedida do mandato, o que todos nós já sabíamos: "Deixo o parlamento e volto as minhas origens, porque o que eu sou mesmo é forrozeiro". Aliás, este foi o papel que ele jamais se desincumbiu ao chegar ao Congresso, e isso ficou claro quando o folclórico Deputado Federal, numa atitude inusitada, quis introduzir o uso do chapéu no Plenário da Casa, rompendo com um costume que vem de séculos, sob o argumento de que, o seu eleitor o identificava daquela forma. A idéia foi sepultada com louvor e o resultado foi o arquivamento do Projeto de Resolução, pela Mesa Diretora da Casa. Segundo os seus amigos mais próximos, alguns laranjas, com quem ele dividia as verbas destinadas as assessorias, Mão Branca com aquela iniciativa, tinha um objetivo claro: queria por uma via, nada convencional, criar um fato, chamar a atenção da grande mídia, e aproveitar o espaço para divulgar o seu trabalho, e projetar-se musicalmente a nível nacional. Não deu certo. Deu com os burros n'àgua, e sua projeção ficou circunscrita a alguns minguados municípios baianos. Nas suas poucas aparições na tribuna da Câmara dos Deputados, Mão Branca não fez outra coisa, senão dar alôs para gestores públicos (prefeitos) e colegas fazendeiros, de sua base eleitoral, responsáveis pelas contratações de seus shows. Próximo de deixar o mandato-tampão, Mão Branca ainda teve tempo de apresentar uma de suas mais belas obras legislativas: A instituição do Dia Nacional do Sexo. Ao justificar tão imbecil idéia, o fanfarrão agora ex-deputado, disse que o seu propósito era acabar com a hipocrisia da endemonização da prática sexual, e tornar o ato uma coisa normal e corriqueira, uma iniciativa, que se partisse de alguém com tutano, e por ser ainda tabú na sociedade brasileira, inevitavelmente teria que passar por audiências públicas, onde se pudesse aferir a opinião dos segmentos sociais interessados no assunto. Em última análise, o Deputado Mão Branca, não queria outra coisa senão banalizar o ato sexual e transformá-lo numa "coisa" animal sem nenhum pudor. Para não cansar o leitor com as minhas digressões, por fim, lembraria mais um dos episódios que marcaram a passagem do itapetinguense ( macanariense, conquistense, sei lá..): a retirada de seu nome de um abaixo assinado, que precisava de 251 assinaturas, para a abertura de uma CPI, que visava apurar denuncias de participação de figurões da república em homérico caso de corrupção, cuja quadrilha foi desbaratada pela policia federal. Justiça se lhe faça, Mão Bianca não agiu sozinho, teve como comparsa em mais essa sandice, o Deputado Clodovil Hernandes ( o Clô). Há quem diga que rolou muita grana no seu gesto patriótico. Claro, acusação, no entanto, não pode ser provada, até porque, no CN, os representantes do povo agem em conluio. Portanto, na minha opinião, Mão Branca se despede do mandato, pior do que entrou e consegue ser uma ananimidade negativa. COMENTÁRIO DESTAQUE: AUTOR: "SERENO" |
segunda-feira, abril 05, 2010
UMA UNANIMIDADE NEGATIVA
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