O deputado ACM Neto (DEM) disse hoje (9), em entrevista à Rádio Tudo FM, que o PMDB do ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, também é responsável pelos erros cometidos no governo Jaques Wagner (PT). “Veja que ontem mesmo Geddel e Wagner estavam reunidos na mesma mesa que a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) num aniversário em Salvador. Não adianta Geddel querer se isentar da responsabilidade, já que ele fez parte do governo e só deixou a base faltando pouco mais de um ano para a eleição”, salientou Neto.
O democrata apontou como erros do governo a falta de investimentos em segurança pública, saúde, educação e a ausência de projetos para atrair investimentos. “E não adianta essa velha história de herança maldita porque já são mais quase três anos de governo. Um governador que se preze tinha de estar preparado para fazer mudanças nesse período. E Wagner, infelizmente, não está preparado para governar a Bahia”, afirmou o parlamentar.
Neto disse que Wagner não soube montar uma equipe competente de secretários para auxiliá-lo. “O resultado é que a Bahia tem um dos piores governadores. Não tem uma única escola inaugurada por Wagner nesse período. Os hospitais que ele inaugurou começaram a ser construídos no governo passado. E a criminalidade está tomando conta da Bahia, já que foram mais de dez mil assassinados no período em que o PT está no poder. Isso sem falar que a amizade entre o governador e o presidente Lula não se traduziu em investimentos nem públicos nem privados para nosso estado”.
“A gente pensava que, com o governador amigo do presidente, a gente seria esmagado na oposição, já que Wagner faria um governo imbatível. O que não aconteceu”, acrescentou ACM Neto.
Fidelidade partidária – O deputado também reafirmou a disposição do DEM de pedir de volta os mandatos dos parlamentares que deixaram a legenda. Na Bahia, ele citou os casos do deputado federal Jairo Carneiro e do deputado estadual PDT. “Conversei outro dia com um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e ele disse que isso não vai ficar assim. Ele disse que o Supremo não vai fraquejar. Por isso, temos a esperança de que a regra da fidelidade partidária, que funcionou como uma verdadeira reforma política feita pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), vai ser cumprida”.
Carlos Augusto
Fonte: Jornal Feira Hoje
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