quinta-feira, agosto 20, 2009

Potiguar ou paraíba?

Não tive tempo nem paciência para acompanhar pela TV o debate na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, entre a depoente, a hoje famosa por uma semana ex-secretaria da Receita Federal, a elegante e charmosa Lina Vieira e os senadores das bancadas do governo, que jogaram na defensiva, mas com muitos ataques, alguns passaram dos limites éticos de um bate-boca com uma senhora e da oposição que esperava ganhar de goleada e teve que se contentar com um empate.Na primeira meia hora que acompanhei o debate, tive a impressão que a depoente Lina estava dando um banho de bola no governo. Serena, mas enérgica, esboçou a sua imagem com frases bem construídas, com jeito que rendem manchete: Não preciso de agenda para dizer a verdade. E sobre o prova dos nove da agenda do seu suposto encontro com a ministra-candidata Dilma Rousseff: Não sou fantasma, deve ter registro. No desabafo depois do massacre: Quiseram confundir minhas palavras. Não mudo a verdade no grito. A mentira não faz parte da minha biografia.A leitura paciente do noticiário caudaloso em vários jornais acabou por me convencer de que a reunião de horas da CCJ do Senado foi um mofino espetáculo para as TVs. Não deixou certezas, não dissipou dúvidas.Se o desempenho da ex-secretária Lina Vieira foi de uma atriz com todos os dotes natos, da postura à voz, aos gestos comedidos, da ênfase nas frases mais fortes àa dura evidência é que não há explicação para o apagão da memória no dado essencial da hora, dia e mês do seu suposto encontro com a ministra candidata em campanha Dilma Rousseff. O esquecimento da agenda na sua casa em Natal não convence o mais ingênuo dos mortais. Pois, nas circunstâncias, justificaria uma ida e volta à capital do Rio Grande do Norte; se não bastasse um telefonema a uma parente que tenha a chave da porta da sua casa ou a ordem para o arrombamento com a troca de fechadura.Dona Dilma Rousseff depois da declaração categórica que não mandou recado à ex-secretária Lina Vieira, desapareceu de circulação e deve estar dando pulos trancada em casa. Sem entrar no ringue, ganhou por pontos o primeiro round.Para o Senado e os seus líderes, o recado é transparente: passou da hora de dar um basta no escândalo da roubalheira, com qualquer solução razoável e cuidar da recuperação do conceito do Poder Legislativo, no pior momento da sua história.Só a campanha eleitoral salva o Congresso. A definição das chapas, o ensaio da polarização com as pesquisas de tendência de voto é o melhor remendo para tampar os rombos no espaço de meses até polarização, com a campanha na rua e no horário de propaganda eleitoral gratuita para os privilegiados. Pago pela Viúva, que está contando níqueis depois da gastança federal, estadual e municipal.
Fonte: Villas Bôas Corrêa

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