Estado
O senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) voltou hoje à tribuna para denunciar que sua vida estaria sendo devassada por espiões e para acusar o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), de não "retratar a verdade dos fatos". Segundo o pernambucano, Sarney distorceu as suas declarações à Revista Veja no ofício enviado ao Ministério Público e ao Ministério da Justiça, em que solicita investigações sobre a "arapongagem" denunciada por Vasconcelos. Diante de um plenário vazio, com apenas nove senadores, Vasconcelos afirmou que "em momento algum" declarou ter denunciado uma investigação contratada por integrantes do PMDB. Em entrevista à Veja, o senador pernambucano disse que teria sido alvo de espionagem. Vasconcelos também se disse surpreso com a agilidade de Sarney em acionar o Ministério Público e o Ministério da Justiça para apurar as suas denúncias. No discurso, Vasconcelos pediu que Sarney mande apurar com a mesma agilidade outros episódios de espionagem que ocorreram no Senado. Ele citou textualmente casos envolvendo o senador Renan Calheiros (AL), atual líder do PMDB.Como no momento do discurso a bancada do PMDB estava reunida, a resposta às acusações de Vasconcelos só vieram uma hora mais tarde. O senador pernambucano não estava mais no plenário. Sarney rebateu às críticas de Vasconcelos e garantiu que, em nenhum momento, escreveu no ofício encaminhado ao Ministério da Justiça e ao Ministério Público que o pernambucano teria afirmado que o PMDB contratou uma empresa para espioná-lo. Segundo Sarney, o ofício apenas reproduziu informações transcritas da Veja. Citado por Vasconcelos, Renan Calheiros também fez questão de responder ao senador. O líder peemedebista pediu para que Vasconcelos "não apequene" as denúncias, conforme prometeu em seu discurso na semana passada. "É importante que o senador Jarbas Vasconcelos cumpra o prometido. Senão vamos ter de voltar para discutir esses problemas, que são problemas menores. Essa agenda não ajuda o Brasil", disse Renan.
Fonte: A Tarde
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