sábado, maio 16, 2026

'Barroso era mais elegante que você', diz Gilmar a Fachin sobre 'saber perder' no STF

 

'Barroso era mais elegante que você', diz Gilmar a Fachin sobre 'saber perder' no STF

Presidente do tribunal adotou medida que irritou decano, e foi cobrado por suspender votações em que pode ser derrotado

Por Mônica Bergamo/Folhapress

15/05/2026 às 14:35

Atualizado em 15/05/2026 às 19:51

Foto: Luiz Silveira/STF

Imagem de 'Barroso era mais elegante que você', diz Gilmar a Fachin sobre 'saber perder' no STF

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes

Os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes e Edson Fachin tiveram um diálogo ríspido na sala de café da Corte, na quinta (14), em torno do andamento de processos.

Presidente do tribunal, Fachin abordou Gilmar para dizer que ele estava interpretando de forma equivocada algumas de suas decisões.

O decano da Corte rebateu reafirmando mensagem enviada a Fachin em que dizia que o presidente, ao ver que suas teses seriam derrotadas, interrompia julgamentos de grande impacto ou tomava medidas para protelar a decisão final.

"Está ficando muito feio, Fachin. O [ex-presidente do STF Luís Roberto] Barroso não gostava de perder, mas era mais elegante do que você. Reconhecia o resultado", afirmou Gilmar Mendes na presença de outros magistrados, segundo relatos feitos à coluna por duas pessoas que estavam na sala.

"Você, não. É mau perdedor. Interrompe o jogo e leva a bolinha para casa ao ver que vai ser derrotado", seguiu o decano.

Fachin insistiu que ele se equivocava. Procurada, a assessoria do STF ainda não se manifestou.

A nova discórdia entre os dois começou depois que o presidente do STF estabeleceu que petições feitas em casos já arquivados devem ser validadas pela presidência do STF antes de serem enviadas ao gabinete do ministro relator.

A decisão foi entendida como um recado a Mendes, que reagiu e cobrou de Fachin, por WhatsApp, menos interrupções de julgamentos de grande impacto.

Em fevereiro, Gilmar deu decisão a favor da Maridt, empresa da família do ministro Dias Toffoli, no âmbito de um procedimento da CPI da Covid que estava engavetado havia três anos.

O presidente do STF quer evitar que essa situação se repita, pois entende que esse tipo de polêmica desgasta ainda mais o tribunal em meio às repercussões do caso Master.

Na mensagem enviada a Fachin, o ministro Gilmar Mendes cita quatro processos de repercussão_ entre eles, a revisão da vida toda do INSS _e diz que "impressiona o número de processos importantes paralisados por sua iniciativa, é o 'filibuster' aplicado ao STF. A não decisão de temas relevantes vai se tornando a marca de sua Presidência".

"Filibuster" é uma tática legislativa de obstrução usada no Senado dos EUA na qual um parlamentar prolonga o debate para atrasar ou impedir a votação de um projeto de lei do qual discorda.

Politica Livre

Flávio Bolsonaro admite que novas mensagens com Vorcaro podem surgir

Flávio Bolsonaro admite que novas mensagens com Vorcaro podem surgir

Charge do Flávio (O Povo)

Isadora Albernaz
Folha

O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse nesta sexta-feira (15) que novas conversas ou relatos de encontros que teve com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, podem se tornar públicos, mas afirmou que o contato que manteve com o ex-banqueiro se restringiu ao filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

“Pode vazar um videozinho mostrando o estúdio, que eu possa ter enviado para ele, ou algum encontro que eu possa ter tido com ele. Foi tudo para tratar exclusivamente do filme. Não vai ter surpresinha. Não virão coisas novas”, disse em entrevista à CNN Brasil.

INVESTIMENTO” – Segundo Flávio, ao todo, o dono do Master –atualmente preso e investigado por fraudes bilionárias– investiu US$ 12 milhões (cerca de R$ 60 milhões, na atual cotação) no longa-metragem intitulado “Dark Horse” (“azarão”, em inglês).

“O orçamento previsto era de US$ 24 milhões, mas não houve captação disso tudo. O que foi investido por ele [Vorcaro] nesse fundo privado, 100% comprovado, foi uma quantia um pouquinho superior a US$ 12 milhões e alguma coisa de dólares”, disse. A informação sobre o investimento de Daniel Vorcaro no filme de Bolsonaro e a tentativa do filho do ex-presidente de conseguir mais dinheiro do ex-banqueiro para a produção foi relevada pelo The Intercept Brasil e confirmada pela Folha na quarta (13).

FINANCIAMENTO – A Polícia Federal suspeita que o montante pode ter sido usado para financiar despesas do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos Estados Unidos, onde ele vive desde fevereiro de 2025. Isso porque os recursos teriam sido transferidos pela Entre Investimentos e Participações, que tem ligações com Vorcaro, a um fundo controlado por aliados de Eduardo e sediado no Texas, nos EUA.

Flávio Bolsonaro negou mais uma vez que o irmão tenha se beneficiado do dinheiro e afirmou que pediu ao fundo americano para disponibilizar o contrato do filme ou que a Go Up Entertainment, produtora do filme, faça uma prestação de contas sobre o uso dos recursos. A empresa nega o recebimento de dinheiro de Vorcaro.

“Tem como comprovar. O que eu pedi hoje foi para o fundo privado disponibilizar o contrato ou que houvesse a prestação de contas pela produtora no Brasil. Acho que isso é suficiente para as pessoas verem, com os próprios olhos, que todos os recursos destinados a esse fundo privado dos EUA foram 100% investidos no filme.”

CONTRATO ANTIGO – Questionado a respeito de nova reportagem do Intercept que afirma que Eduardo atuou como produtor-executivo de “Dark Horse” e, por isso, teria poder sobre os recursos, Flávio disse que a informação seria referente a um contrato antigo. “Esse é um contrato antigo, formalizado com a produtora muito antes de haver toda essa estrutura lá nos Estados Unidos. Foi ali a plataforma legal para o Eduardo colocar dinheiro e segurar o roteirista, o Cyrus [Nowrasteh]”, declarou.

Segundo o senador, ele e Vorcaro se encontraram pessoalmente “poucas vezes”, todas para tratar da produção. Ele voltou a dizer que o dono do Master ainda não era investigado e afirmou que, na época, o banqueiro era um “astro”. “Circulava bem entre autoridades em Brasília e era cortejado por bancos.”

Flávio também disse ter procurado o então banqueiro porque ele não estava honrando com o contrato. “A última parcela de investimento que ele fez foi em maio de 2025. Portanto, não havia toda essa confusão que nós sabemos sobre a sua atuação. Isso não existia na época, assim como não existia em dezembro de 2024, quando ele aceitou fazer esse investimento privado nesse filme privado. A conversa era monotemática, para que ele visse o investimento que estava fazendo”, afirmou. “Não tem possibilidade de aparecer nenhuma relação minha com o Daniel Vorcaro que não seja exclusivamente sobre o filme”, completou.

 

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