sábado, junho 28, 2025

O São João de Jeremoabo: Tradição, Alegria e Novos Ritmos

O São João de Jeremoabo: Tradição, Alegria e Novos Ritmos

Os festejos juninos em Jeremoabo mais uma vez mostraram a força da cultura local, reunindo uma multidão de pessoas para celebrar uma das festas mais queridas do Nordeste. Apesar das opiniões divergentes e das críticas que sempre surgem em eventos de grande porte, é inegável que a festa foi um sucesso de público, com muita animação e alegria por parte dos participantes.

Como em qualquer evento público, a organização enfrenta desafios, e é natural que surjam comentários e pontos de vista diferentes. Afinal, a percepção de uma festa é algo pessoal e subjetiva. No entanto, é importante analisar os fatos e o contexto em que o evento se desenvolveu.


Organização e Segurança

Um ponto crucial para a realização de um evento de sucesso é a segurança. A prefeitura de Jeremoabo, sob a gestão de Tista de Deda, garantiu um forte esquema de segurança com a presença da polícia militar, guardas municipais e seguranças particulares, garantindo que o público pudesse se divertir com tranquilidade.

Quanto à questão do som excessivo dos paredões, que muitas vezes ultrapassa os limites permitidos por lei, essa é uma questão de fiscalização que compete diretamente à polícia, não à administração municipal. É uma batalha contínua que exige o esforço de todos para garantir o respeito às leis e o bem-estar de toda a comunidade. É importante ressaltar que neste ano, a programação foi ajustada de forma a não coincidir com as novenas do padroeiro São João Batista, o que é um ponto positivo para a convivência pacífica entre os festejos e a fé.


A Questão da Música: Forró e Outros Ritmos

Uma crítica comum não apenas em Jeremoabo, mas em todo o Brasil, é a presença de outros ritmos musicais nas festas de São João, além do tradicional forró. É uma discussão que divide opiniões: de um lado, os puristas que defendem a manutenção das raízes do forró pé de serra; do outro, a juventude que busca uma variedade de ritmos que acompanham as tendências musicais atuais.

Essa mudança de perfil é uma realidade nacional, e o São João de Jeremoabo reflete essa transformação. Artistas de diversos gêneros sobem aos palcos, atraindo um público cada vez mais diversificado. O que importa, no fim das contas, é a capacidade da festa de unir as pessoas, promover a alegria e gerar um impacto positivo na economia local.


A Crítica ao Conselho Tutelar e a Presença de Crianças

Um ponto de preocupação levantado por alguns participantes foi a presença de mães com crianças de colo no meio da multidão e do barulho intenso. A reclamação é direcionada ao Conselho Tutelar, que, segundo a crítica, teria falhado em sua responsabilidade de fiscalizar e garantir a proteção de menores em situações que poderiam ser prejudiciais à saúde.

É importante frisar que a responsabilidade do Conselho Tutelar é zelar pelos direitos da criança e do adolescente. A atuação do órgão depende de denúncias e de ações coordenadas, e qualquer falha nesse sentido é de responsabilidade do próprio conselho e não da prefeitura.


Reflexão Final

É impossível agradar a todos, e a diversidade de opiniões faz parte da democracia e do debate saudável. O que se viu no São João de Jeremoabo foi uma festa vibrante, que cumpriu seu papel de oferecer entretenimento e celebração para a população. A grande quantidade de pessoas, a animação e a alegria presentes nas ruas e no circuito da festa são a prova de que, à sua maneira, o São João de Jeremoabo continua forte e relevante.

sexta-feira, junho 27, 2025

"DECLÍNIO E QUEDA DO IMPÉRIO ROMANO" by Pedro Melo

 

DECLÍNIO E QUEDA DO IMPÉRIO ROMANO
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Author Photo Pedro Melo
2021, DECLÍNIO E QUEDA DO IMPÉRIO ROMANO
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Moraes abre última fase de processo contra Bolsonaro antes do julgamento sobre trama golpista

 Foto: Antonio Augusto/Arquivo/Ascom/STF

Alexandre de Moraes27 de junho de 2025 | 12:53

Moraes abre última fase de processo contra Bolsonaro antes do julgamento sobre trama golpista

brasil

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), abriu nesta sexta-feira (27) a fase de alegações finais do processo contra o núcleo central da trama golpista.

É a última etapa antes do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros sete denunciados pela PGR (Procuradoria-Geral da República) de integrar organização criminosa que supostamente tentou dar um golpe de Estado contra a eleição de Lula (PT) em 2022.

A primeira parte a se manifestar é a PGR, com 15 dias para apresentar seus últimos argumentos. Depois da acusação, o mesmo prazo será dado ao tenente-coronel Mauro Cid, colaborador da investigação. Por último, os demais réus terão as mesmas duas semanas para suas alegações finais.

Os prazos processuais não serão suspensos durante o recesso do STF, de 2 a 31 de julho. O Código de Processo Penal e a jurisprudência do Supremo definem que ações penais com réus presos não são paralisadas nas férias —é o caso do processo do golpe, com o ex-ministro Braga Netto detido no Comando Militar do Leste, no Rio de Janeiro.

A expectativa no Supremo é que o processo sobre a tentativa de golpe de Estado esteja pronto para ir a julgamento no início de setembro.

Cézar Feitoza/FolhapressPolitica Livre

Crédito consignado bate recorde de reclamações no ano de 2025

 Foto: Pedro França/Agência Senado/Arquivo

Em meio ao escândalo das cobranças indevidas do INSS, reclamações sobre empréstimos com desconto em folha cresceram 91,2%27 de junho de 2025 | 17:00

Crédito consignado bate recorde de reclamações no ano de 2025

economia

Em meio ao escândalo das cobranças indevidas do INSS e ao lançamento do consignado CLT, as reclamações sobre empréstimos com desconto em folha cresceram 91,2% entre janeiro a maio de 2025 em relação ao mesmo período do ano passado, segundo dados da plataforma consumidor.gov, do Ministério da Justiça.

O portal de defesa do consumidor registrou 50.563 queixas sobre crédito consignado no acumulado deste ano, o maior valor da série histórica do portal, que se inicia em 2014. O montante supera inclusive 2021 —foi quando a margem consignável para aposentados subiu a 40%, o que estimulou ofertas agressivas pelos bancos.

Neste ano, as queixas de consumidores já vinham em alta no primeiro trimestre, mas passaram a aumentar ainda mais a partir de março, após o lançamento do consignado CLT e da operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal e pela CGU (Controladoria-Geral da União) e que investiga descontos não autorizados em benefícios do INSS.

Quando se olha as queixas específicas sobre o crédito consignado a aposentados, houve 27.950 reclamações nos primeiros cinco meses do ano, um crescimento de 73,3% ante janeiro a maio de 2024. Somente no mês passado, foram registradas 7.300 queixas, um salto de 266% ante mesmo período do ano passado.

Na avaliação de especialistas, as informações amplamente divulgadas pela mídia sobre a investigação da PF e da CGU levaram muitos aposentados e seus parentes a checarem os extratos do INSS para verificar possíveis cobranças irregulares.

Para Ione Amorim, economista e consultora do programa de serviços financeiros do Idec, essa checagem pode ter levado muitos aposentados a constatarem cobranças irregulares de consignado.

Os dados do consumidor.gov mostram que, em maio, os problemas mais reclamados sobre o consignado INSS foram cobrança por serviço não contratado, com 25,66% das queixas, seguido de não entrega de documento relacionado ao serviço (16,07% do total) e de cobrança indevida ou abusiva para alterar ou cancelar contrato (10,15%).

“Muitos idosos são enganados, não se dão conta que o consignado é um crédito. Imaginam que é alguma antecipação do 13º, e depois não percebem que os seus benefícios vão sofrendo descontos”, afirma ela. “Com o escândalo das associações do INSS, muitos foram olhar com cuidado suas contas”.

É a mesma avaliação do Procon-SP. “Pode ser que os consumidores, alertados pelas notícias dos débitos indevidos de associações, tenham passado a verificar com mais atenção seus extratos e constatar o débito indevido, efetuando reclamações, posto que no dia a dia o consumidor demora a perceber os descontos indevidos”.

CONSIGNADO CLT

No caso do crédito consignado a trabalhadores do setor privado e funcionários públicos, o total de queixas no acumulado do ano até maio foi de 22.613, uma alta ainda mais pronunciada, de 119,2% na comparação anual.

As reclamações foram impulsionadas pelo lançamento do crédito consignado CLT, novo produto para trabalhadores do setor privado com negociação em leilão dentro do aplicativo da carteira de trabalho digital. O programa entrou em vigor no final de março.

As principais queixas no mês passado foram a não entrega do contrato ou documentação relacionada ao serviço (15,41% das queixas), contestação de cálculo de juros e saldo devedor (10,06%) e dificuldades para obter boletos de quitação (8,11%).

“Muitas reclamações recentes sobre o consignado privado e de funcionários públicos refletem a forma pouco transparente da oferta de crédito do consignado CLT, com muita gente aceitando as ofertas sem informação suficiente”, afirma Amorim.

COMPROMETIMENTO DA RENDA

Para a especialista do Idec, é importante que o consumidor compreenda que, no momento em que contrata um consignado, está comprometendo sua renda mensal por um determinado período de tempo.

“Ela está reduzindo seus recursos para sobrevivência mensal, e isso faz com que a pessoa não tenha renda integral. É um impulsionador de endividamento das famílias, e cria uma dependência sistemática de crédito que pode levar à busca de linhas de crédito mais caras”.

Amorim é uma das autoras de um estudo que mostra que, apesar das taxas de juros serem mais baixas nesse tipo de empréstimo, uma combinação de ofertas abusivas, falta de fiscalização e regulação frágil torna o consignado um estímulo ao endividamento prolongado de idosos.

Isso porque o comprometimento da renda pode chegar a até 45%, quando se considera na conta o cartão de crédito consignado, e o prazo de pagamento é de até 96 meses, ou oito anos.

“O consignado tem essa característica de que conforme a pessoa vai pagando, mais margem consignável vai abrindo, e os bancos oferecem de novo aquele crédito. É uma oferta bastante agressiva”, reforça Rafael Schiozer, professor titular de Finanças da FGV EAESP.

Para a Febraban (Federação Brasileira de Bancos), os dados da plataforma se comparam a um total de mais de 6 milhões de operações de consignado registradas no primeiro trimestre de 2025.

“O número de queixas representa menos de 0,05% do total de empréstimos do primeiro trimestre de 2025”, afirma Amaury Oliva, diretor executivo de Cidadania Financeira e Relações com o Consumidor da Febraban. “É um número pequeno quando pensamos no total de operações”.

Na avaliação de Oliva, as reclamações ao consumidor.gov são importantes para que a Febraban melhore suas ações de autorregulação. Desde 2020, segundo a associação de bancos, já houve 1.461 sanções aplicadas pelos bancos a correspondentes bancários por descumprimento de normas internas para o consignado.

Maeli Prado/FolhapressPolitica Livre

Moraes manda prender condenados por bomba no aeroporto de Brasília

 Foto: Gustavo Moreno/STF/Arquivo

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF)27 de junho de 2025 | 17:28

Moraes manda prender condenados por bomba no aeroporto de Brasília

brasil

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a prisão dos três homens condenados pela tentativa de explosão de um caminhão-tanque nos arredores do aeroporto de Brasília, no dia 24 de dezembro de 2022, véspera de Natal.

Com a medida, os acusados George Washington de Oliveira, Alan Diego dos Santos Rodrigues e Wellington Macedo de Souza ficarão presos preventivamente, ou seja, por tempo indeterminado.

A decisão foi assinada na terça-feira (24), e os acusados devem passar por uma audiência de custódia nos próximos dias.

Os três acusados já foram condenados pela Justiça do Distrito Federal. Em maio de 2023, a Justiça apenou o empresário George Washington a nove anos e quatro meses de prisão. Alan Diego foi condenado a cinco anos e quatro meses. As condutas envolvem os crimes de explosão, causar incêndio e posse arma de fogo sem autorização.

Wellington Macedo foi condenado a seis anos de prisão. Ele foi acusado de expor a integridade física da população mediante uso de explosivo. Todos já estavam no regime semiaberto.

Ao determinar a nova prisão, Moraes entendeu que a tentativa de explosão tem ligação com os atos golpistas de 8 de janeiro.

Além de terem sido condenados pela Justiça da capital federal, os acusados já foram denunciados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) ao Supremo pelos crimes de associação criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e atentado contra a segurança de transporte aéreo.

“Os meios elegidos foram suficientes para caracterizar grave ameaça, por anunciar catástrofe coletiva com recado persuasivo. Firmada essas premissas, há necessidade de acautelar a ordem pública”, decidiu o ministro.

A Agência Brasil busca contato com a defesa dos acusados. O espaço está aberto para manifestação

Agência Brasil

Entidade investigada pela PF em fraude do INSS banca despesas de frente parlamentar rural

Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados/Arquivo
O presidente da Frente Parlamentar em Defesa do Empreendedorismo Rural, deputado federal Fausto Pinato (PP-SP)27 de junho de 2025 | 18:33

Entidade investigada pela PF em fraude do INSS banca despesas de frente parlamentar rural

economia

A Conafer (Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais), investigada pela Polícia Federal no esquema de fraudes em descontos associativos pagos pelo INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), é ligada à Frente Parlamentar em Defesa do Empreendedorismo Rural, que conta com o apoio de 212 deputados e senadores.

No lançamento da frente, em abril de 2024, o presidente da Conafer, Carlos Lopes, era o único agente privado no palco.

Com ele estavam o presidente da frente, deputado federal Fausto Pinato (PP-SP), o vice-presidente, senador Chico Rodrigues (PSB-RR), e o secretário-adjunto da Secretaria de Inovação, Desenvolvimento Sustentável, Irrigação e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Pedro Neto.

No evento, Lopes afirmou que era muito importante “ter esse apoio do Congresso Nacional” e agradeceu aos parlamentares pela criação da frente. Ele se referiu a Rodrigues como “amigo e orientador”.

O senador discursou antes de Lopes e disse que a iniciativa do presidente da Conafer é reconhecida por todos. Afirmou também que haveria uma conexão grande entre os trabalhos da frente parlamentar e a entidade.

Pinato, o último a falar, afirmou que conheceu o presidente da Conafer havia “pouco tempo” e que conhecê-lo levou ao deputado “um pouco de esperança”.

Procurado, Pinato afirmou que a frente “nunca foi bancada pela Conafer”. “Ela sempre ouviu ideias da comunidade rural brasileira, inclusive da Conafer. Contudo, jamais a frente parlamentar se curvou ou beneficiou de qualquer entidade, a que título for”, disse.

O deputado acrescentou que “assim como ocorre com outras frentes parlamentares temáticas, ela conta com o apoio de diversos setores da sociedade civil, inclusive da iniciativa privada. Entre os apoiadores, está a Conafer”.

“O que nos liga são ideias e projetos que vão ao encontro dos anseios dos pequenos e médios produtores: projetos de lei, indicações ao Executivo”, concluiu

O senador Chico Rodrigues não respondeu aos questionamentos da reportagem.

Além desses dois parlamentares, também participaram da criação da frente os deputados Vander Loubet (PT-MS) e Euclydes Pettersen (Republicanos-MG) e o senador Rogerio Carvalho (PT-SE). Pettersen já atuou como porta-voz político da Conafer em reuniões com o INSS, de acordo com relatos feitos à reportagem. Os parlamentares não responderam aos questionamentos da reportagem.

A Conafer é a segunda entidade com o maior volume de descontos associativos em benefícios pagos pelo INSS. A maior é a Contag (Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura).

As duas associações estão entre as 11 investigadas pela PF por fraudes nesses pagamentos. As entidades afirmam que apoiam a fiscalização das irregularidades.

O setor tem um lobby influente no Congresso Nacional. Ao todo, 31 parlamentares de 11 partidos defenderam o enfraquecimento de medidas de controle do mecanismo de descontos associativos desde 2019.

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), abrigou em seu gabinete um diretor da Conafer, Jeronimo Arlindo da Silva Junior, conhecido como Junior do Peixe, entre outubro de 2020 e fevereiro de 2021. Na época, ele também era diretor de Assuntos Institucionais da entidade. Motta não comentou o caso.

A operação Sem Desconto foi deflagrada pela PF em abril. De acordo com as investigações, a soma dos valores descontados chega a R$ 6,3 bilhões, entre 2019 e 2024, mas ainda será apurado qual a porcentagem foi feita de forma ilegal.

Lucas Marchesini/Folhapress

Politica livre 

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