sexta-feira, junho 27, 2025

Lula ataca Bolsonaro e diz que, enquanto tiver forças, ‘mentiroso’ nunca mais ganha eleição

Foto: Reprodução/CanalGov no Youtube
O presidente Lula durante evento de entrega de títulos de regularização fundiária no estado do Tocantins27 de junho de 2025 | 15:10

Lula ataca Bolsonaro e diz que, enquanto tiver forças, ‘mentiroso’ nunca mais ganha eleição

brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta sexta-feira (27), que, enquanto tiver forças, não vai permitir que “um cidadão mentiroso” vença as eleições no Brasil. O petista não citou nomes especificamente ao proferir a fala durante discurso no Tocantins.

Em outros momentos, porém, fez críticas ao governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está inelegível até 2030 e é réu no STF (Supremo Tribunal Federal) acusado de liderar uma trama golpista. Lula também fez aceno a empreendedores.

“Enquanto eu tiver forças, nunca mais um cidadão mentiroso vai ganhar as eleições nesse país para enganar o povo. Eu tenho 79 anos de idade, tenho falado com Deus e quero viver até 120 anos, primeiro porque estou com muita saúde. Digo para a Janja que estou melhor agora [quase com] com 80 [anos] do que quando tinha 50”, afirmou Lula.

A declaração aconteceu durante cerimônia de entrega de títulos de regularização fundiária, em Araguatins, na região do Bico do Papagaio, no norte do Tocantins, a 601 quilômetros da capital estadual Palmas.

“Quem quiser nos vencer vai ter que andar esse país disputando com a gente nas ruas desse país e assumir compromissos com vocês. Vai ter que dizer porque a economia, o salário mínimo e o emprego só crescem com Lula na Presidência”, acrescentou.

Em outro momento, o presidente fez um gesto alusivo a uma banana com o braço. “Tem gente que acha que a gente gosta de comer comida de segunda [categoria], que acha que a gente só gosta de comer ovo, comer as coisas compradas no fim da feira e que a gente só gosta de se vestir mal. Aqui pra eles”, disse Lula, fazendo o gesto com o braço. “A gente quer ganhar bem, estudar bem, morar bem, construir nossa família com dignidade e com respeito.”

Lula também fez críticas ao governo do ex-presidente Jair Bolsonaro e acenou a empreendedores.

“Cadê a Casa Verde e Amarela? A Carteira de Trabalho Verde e Amarela? O trabalhador não quer saber da cor, quer trabalho. Muitos trabalhadores não querem trabalhar com carteira assinada, querem trabalhar por conta própria. Querem ser empreendedores. O que o governo quer fazer? Apoiar. Quem quer carteira assinada, vai ter carteira assinada. Quem quer trabalhar por conta própria vai ter crédito”, disse.

Lula também disse não querer saber em quem os fazendeiros do agronegócio votaram ou se ajudaram “Bolsonaro na vagabundagem dele”, ao comentar a previsão de lançamento, na próxima segunda-feira (30), do Plano Safra da Agricultura Familiar 2025/26. A cerimônia será realizada em Brasília e deve ter anúncios de financiamentos e juros especiais para o setor.

“Não vou perguntar para quem o fazendeiro votou. Não me interessa. Não quero saber se ele é um fazendeiro que faz Pix para ajudar o Bolsonaro na vagabundagem dele. O que quero saber é se ele está produzindo para o País. Se ele estiver ajudando o País, vai ter crédito. Nós devemos muito à agricultura brasileira”, afirmou Lula.

O evento contou com participação de ministros e de parlamentares, como os senadores Dorinha Seabra (União Brasil-TO) e Irajá Abreu (PSD-TO), filho da ex-senadora pelo Tocantins Kátia Abreu.

O governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa (Republicanos), que apoiou Bolsonaro no segundo turno das eleições de 2022, fez elogios à parceria com o governo federal e disse que, em outras ocasiões, já votou em Lula.

“Nunca as questões ideológicas irão nos atrapalhar. Sabemos o quanto o senhor tem uma história bonita nesse país e respeitamos. Em algum momento na minha vida política, já votei no senhor, mostrei isso ao senhor e tenho muito respeito pelo senhor”, disse o chefe do Executivo tocantinense durante discurso.

Quando fez o seu discurso, o presidente Lula resgatou a fala do governador. “Nunca perguntei para um governador em quem você votou ou não, mas você disse agora há pouco que um dia já votou em mim, mas preciso dizer que um bom filho à casa retorna”, disse o petista, provocando um momento de descontração dos participantes do evento.

“Quando um homem tem dúvida, pergunta para mulher, que ela sabe”, afirmou Lula. Nesse momento, a primeira-dama do Tocantins, Karynne Sotero Campos, fez a letra “L”, gesto alusivo ao presidente, com as duas mãos.

José Matheus Santos, Folhapress

Politica Livre 

PSOL se antecipa ao governo Lula e aciona STF contra derrubada do decreto de IOF

 Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil/Arquivo

Fachada da sede do STF (Supremo Tribunal Federal), na Praça dos Três Poderes, em Brasília27 de junho de 2025 | 17:41

PSOL se antecipa ao governo Lula e aciona STF contra derrubada do decreto de IOF

brasil

O PSOL acionou nesta sexta-feira (27) o STF (Supremo Tribunal Federal) para retomar o decreto com mudanças no IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), que foi derrubado na terça-feira (24) pelo Congresso Nacional.

O partido, aliado do Palácio do Planalto, se antecipou ao próprio governo. Como a Folha mostrou, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) determinou que a AGU (Advocacia-Geral da União) elabore recursos ao Supremo para tentar retomar a medida. Mas ministros e aliados têm ponderado para que o governo não imploda as pontes com a cúpula do Congresso.

“A sustação dos efeitos do Decreto nº 12.499/2025 pelo Congresso Nacional, por meio do decreto legislativo 176/2025, ultrapassa os limites constitucionais impostos ao Poder Legislativo e configura verdadeira usurpação de competência privativa do Poder Executivo, violando frontalmente o princípio da separação dos Poderes”, diz trecho da ação do PSOL.

Em outro momento, o partido diz que “reafirmar que a separação dos Poderes não é obstáculo ao diálogo institucional, mas condição para sua autenticidade”.

Líderes e dirigentes partidários já anunciaram que a judicialização do caso ampliaria o desgaste do Legislativo com Executivo e o Judiciário.

No caso do STF, uma liderança do centrão apontou que poderá ser negativo para a própria imagem da corte, já desgastada, retomar um aumento de imposto.

Ainda assim, Lula deu a orientação ao ministro-chefe da AGU, Jorge Messias, na noite da quinta-feira (26) durante reunião que contou com a presença da ministra Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais), para a elaboração de recursos sobre o tema.

Segundo integrantes do governo, Lula pediu à AGU para analisar a constitucionalidade da decisão do Congresso, com o argumento de que a derrubada do decreto ameaça uma prerrogativa do presidente da República de editar esse tipo de mecanismo.

Após o governo tornar pública a sua intenção de judicializar, presidentes de partidos de centro, com comando de ministérios na Esplanada, foram às redes sociais se queixar da iniciativa.

“Conduzi um estudo de mestrado e escrevi um livro que trata, entre outros temas, da judicialização da política e da politização do Judiciário. Agora, vemos um exemplo claro disso: ao recorrer ao STF para reverter a derrubada do IOF, o governo embaralha os papéis entre os Poderes”, disse o deputado Marcos Pereira (SP), presidente do Republicanos, no X, antigo Twitter.

O senador e presidente do PP, Ciro Nogueira (PI), por sua vez, rechaçou a justificativa do governo de justiça tributária.

“Injustiça social é estourar as estatais com a companheirada e criar déficits astronômicos. Injustiça social é ter quase 40 ministérios. Injustiça social é o desespero para fazer um pacote para a reeleição com dinheiro do povo aumentando despesas, taxando sem limites e por isso levando os juros às alturas”, disse, na mesma rede social.

Marianna Holanda, FolhapressPolitica Livre

São João de Jeremoabo: Uma Festa de Sucesso, Além dos Números

 


O São João de Jeremoabo de 2025 encerrou-se com um saldo de muita alegria, aplausos e tranquilidade, provando que o sucesso de uma festa não se mede apenas em números de público recorde. Embora alguns possam ter especulado sobre a quantidade de participantes ou visitantes, a verdade documentada por vídeos e pela percepção geral é que a celebração atendeu plenamente às expectativas e superou desafios.

É um equívoco afirmar que a festa não bateu recordes de público, tanto de moradores quanto de visitantes. Os registros visuais não mentem: eles documentam uma festa vibrante, mas com um público já esperado que, embora grande, pode não ter superado os picos históricos. No entanto, contra fatos não há argumentos: a qualidade da festa e a satisfação do público foram inegáveis. A tranquilidade e a alegria que permearam o evento são testemunhos mais importantes do que qualquer contagem.

Economia Aquecida para Todos

Enganar-se a si próprio seria negar o impacto positivo na economia local. A movimentação econômica durante o São João foi palpável e beneficiou a todos, desde os empreendedores de grande porte até os trabalhadores informais, como os catadores de latas. A cadeia produtiva do entretenimento, do comércio e dos serviços foi aquecida, gerando renda e oportunidades para a comunidade.

Uma Festa para Todos os Gostos

Dentro das possibilidades financeiras e econômicas do município, o São João de Jeremoabo satisfez a todos os gostos. A programação diversificada, a organização e a segurança garantiram que o evento fosse uma experiência agradável para famílias, jovens e idosos. A alegria e a animação nas ruas e no circuito da festa foram a verdadeira métrica de sucesso.

Em suma, o São João de Jeremoabo de 2025 foi uma festa que, embora possa não ter quebrado recordes de público, foi um sucesso inquestionável em termos de satisfação, segurança e impacto econômico. O brilho nos olhos dos participantes, a música ecoando pelas ruas e o ambiente de festa foram a prova de que, mais do que números, o que realmente importa é a qualidade da celebração e o bem-estar de sua gente.

Dupla baiana vence prêmio de Melhor Direção de Videoclipe em Brasília e leva o nome de Paulo Afonso ao topo do audiovisual

 

Dupla baiana vence prêmio de Melhor Direção de Videoclipe em Brasília e leva o nome de Paulo Afonso ao topo do audiovisual


Dupla baiana vence prêmio de Melhor Direção de Videoclipe em Brasília e leva o nome de Paulo Afonso ao topo do audiovisual

As cineastas Clara Campos e Bianca Bomfim, da produtora Espelho Lunar (@espelholunarcine), conquistaram na quarta-feira (25) o Prêmio de Melhores Diretoras de Videoclipe no Prêmio Profissionais da Música, realizado em Brasília. O evento é um dos mais importantes da cena artística nacional e contou este ano com cerca de 2.500 inscritos de todo o país.


Com 16 anos de estrada, a Espelho Lunar tem consolidado uma trajetória expressiva, acumulando 11 festivais de cinema, 18 videoclipes, 57 curtas-metragens e uma série no currículo, exibidos em festivais do Brasil e do mundo — de São Paulo, Rio e Brasília a países como Canadá, Alemanha, Reino Unido, Argentina, Austrália e até em mais de 100 escolas da Ucrânia.


Além da vitória em Brasília, Clara e Bianca já colecionam outros prêmios importantes, como Melhor Concepção Artística no Festival Internacional de Cinema Super8, em São Paulo; Melhor Filme escolhido pelo público no Festival Lift-Off, no Reino Unido; Melhor Direção de Som no Cinevirada, na Bahia; Menção Honrosa no Festival Muído, na Paraíba; Melhor Filme Experimental no Festival de Trancoso, Bahia; além do 1º lugar no Prêmio Zé Miron de Fotografia, em Paulo Afonso, e o Prêmio Talentos do Fórum de Audiovisual dos Interiores da Bahia, em Vitória da Conquista.


O Prêmio Profissionais da Música, que acontece há oito anos em Brasília, reúne artistas do Brasil, América Latina, Europa e África, fomentando trocas e conexões no setor.


A dupla tem se destacado também por resgatar o cinema analógico. No ano passado, inauguraram o primeiro laboratório de revelação de filmes Super 8 e 16mm do Norte e Nordeste e vêm realizando oficinas em Salvador, Cachoeira, São Paulo e Rio. Essa linguagem voltou aos holofotes internacionais, com diversos filmes indicados ao Oscar 2024 usando película — inclusive o vencedor de Melhor Filme Internacional, “Ainda Estou Aqui”, de Walter Salles.


Atualmente, Clara e Bianca desenvolvem dois longas e uma série de animação. O documentário “Memória das Águas”, sobre comunidades afetadas por barragens no Nordeste baiano, já tem distribuição garantida em salas de arte de Salvador e em canais como TV Kirimurê, TV UFMA e no streaming Pupilo Play. Já a animação 3D “Ayala, A Filha das Águas”, inspirada em culturas afro-indígenas, foi contemplada com recursos para roteiro e terá exibição nas principais salas do país pela distribuidora Descoloniza. A série em stop motion “Ekodidé - A Pena Sagrada” também vem ganhando espaço, com rodadas de negócios e parcerias, inclusive com o artista Pedro Lua, pioneiro do longa-metragem em stop motion no Brasil.


Assim, as cineastas seguem elevando o nome de Paulo Afonso no cenário cultural, fortalecendo o cinema independente baiano e abrindo caminhos para novas produções autorais que unem o digital e o analógico em narrativas potentes e originais.

https://www.tribunadopovo.net/noticia/7513/paulo-afonso/cultura-amp-esportes/dupla-baiana-vence-premio-de-melhor-direcao-de-videoclipe-em-brasilia-e-leva-o-nome-de-paulo-afonso-ao-topo-do-audiovisual.html

Nota da Redação deste Blog -   Cineastas da produtora Espelho Lunar levam o nome de Paulo Afonso ao cenário nacional

A cidade de Paulo Afonso está em festa com o reconhecimento do talento de suas filhas. As cineastas Clara Campos e Bianca Bomfim, da produtora Espelho Lunar (@espelholunarcine), conquistaram o Prêmio de Melhores Diretoras de Videoclipe no renomado Prêmio Profissionais da Música, em Brasília. A premiação, que é uma das mais importantes do cenário artístico brasileiro, contou com cerca de 2.500 inscritos de todo o país.

A vitória em Brasília é apenas a cereja no bolo de uma trajetória já vitoriosa. As diretoras têm acumulado prêmios e menções em diversos festivais, elevando o nome de Paulo Afonso no cenário cultural e fortalecendo o cinema independente baiano.

Uma lista impressionante de conquistas:

  • Melhor Concepção Artística no Festival Internacional de Cinema Super8, em São Paulo.

  • Melhor Filme (escolha do público) no Festival Lift-Off, no Reino Unido.

  • Melhor Direção de Som no Cinevirada, na Bahia.

  • Menção Honrosa no Festival Muído, na Paraíba.

  • Melhor Filme Experimental no Festival de Trancoso, Bahia.

  • 1º lugar no Prêmio Zé Miron de Fotografia, em Paulo Afonso.

  • Prêmio Talentos do Fórum de Audiovisual dos Interiores da Bahia, em Vitória da Conquista.

Com sua abordagem autoral e inovadora, que mescla o digital e o analógico em narrativas potentes e originais, Clara e Bianca seguem abrindo caminhos e inspirando novos talentos. A prata da casa de Paulo Afonso brilha intensamente, mostrando que a cidade é um celeiro de grandes artistas.

Bretas chama 8/1 de quebra-quebra e diz ver hipocrisia e censura do STF


Bretas diz considerar excessivas as penas do Supremo

Italo Nogueira
Folha

Marcelo Bretas, juiz aposentado compulsoriamente pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça), classifica como quebra-quebra e baderna os ataques golpistas de 8 de janeiro de 2023. Ele evitou se pronunciar sobre o caso da trama golpista de 2022, que envolve o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

“Aquilo que se viu na praça dos Três Poderes, dia 8 de janeiro, foi baderna. As pessoas estavam frustradas, imaginaram que ia aparecer o Superman, o Hulk, ia mudar toda a história. Como isso não aconteceu, a transição do governo aconteceu, as pessoas saíram para o quebra-quebra”, afirmou em entrevista à Folha.

“Qual o crime que tem? Dano ao erário, dano a bem protegido. Agora, o vínculo com outras coisas, não me parece que tenha. Vamos aguardar o processo e ver como acontece. Prefiro, por ora, exercer a minha liberdade de opinião e não comentar o que eu acho que está acontecendo nesse processo de golpe.”

CLIMA DE CENSURA – Ele afirmou ver um clima de censura em razão dos inquéritos conduzidos no STF (Supremo Tribunal Federal).

“Não há hoje no país é uma liberdade de expressão. Hoje as pessoas estão com medo de se manifestar, com medo de serem incluídas em um inquérito ou alguma coisa assim. […] Não existe liberdade, nesse dia de hoje, para opinar, a menos que seja a favor. A favor, você sempre encontra meia dúzia de advogados nas redes de TV. A pessoa parece que está lendo um livro. Não acrescenta absolutamente nada e não é crível”, disse ele. Bretas também não quis se manifestar sobre o projeto de lei para anistiar os presos pelos atos golpistas. “Isso é questão política.”

O magistrado foi punido por supostas infrações disciplinares durante a condução da Operação Lava Jato no Rio de Janeiro. Uma das razões foi, na avaliação do CNJ, ter concentrado de forma irregular processos em sua vara e manipulado depoimento para reforçar o vínculo entre as ações.

HIPOCRISIA – Ele fez críticas à pena máxima aplicada e disse ver hipocrisia ao mencionar a concentração de inquéritos no STF sob a condução do ministro Alexandre de Moraes, sem citá-lo nominalmente.

“Hoje o que está acontecendo no Brasil, com o alargamento de algumas investigações que são feitas no Supremo Tribunal Federal, eu acho até engraçado esse tipo de avaliação de que eu fazia isso lá naquele tempo. Tudo parece um discurso muito hipócrita. Quando se interessa, ok, pode ser. Quando não se interessa, vamos dizer que isso é uma irregularidade. Não, isso nunca aconteceu”, disse Bretas.

Apesar das opiniões alinhadas ao bolsonarismo, ele afirma expor sua posição conservadora, mas sem se vincular a candidatos. “Eu sou evangélico, sempre deixei claro que sou um conservador. Mas nunca defendi pauta política. Agora, se eu defendo um tema conservador, automaticamente a imprensa me leva a colar essa minha imagem com um candidato qualquer, político conservador. Aí dá a impressão que eu estou falando daquele candidato. Não, eu estou falando de um assunto, que seja aborto ou outras questões”, afirmou.

O magistrado disse não ter ficado decepcionado com o pouco apoio político recebido após a punição. Apenas o senador Sergio Moro (União Brasil-PR), ex-juiz da Lava Jato de Curitiba, manifestou-se publicamente.

“Não sou político. Eu não dependo de apoio político. Eu sou técnico”, disse ele.

O magistrado negou que tenha almejado uma carreira política. Com a punição aplicada pelo CNJ, ele está inelegível por oito anos, em regra estabelecida pela Lei da Ficha Limpa. “Nunca tive e não tenho. Recebo muito pedido. Essa vaidade eu nunca tive.”

NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – A punição de Bretas foi absolutamente abusiva, corporativa e negativa. Sérgio Cabral deve estar morrendo de alegria.(C.N.)

 


O recado do Congresso e o desgaste do Planalto: a queda do decreto do IOF



Fim da Reeleição? Entenda projeto que muda processo eleitoral no Brasil

  

Fim da Reeleição? Entenda projeto que muda processo eleitoral no Brasil

Medida levanta debates sobre alternância de poder, governabilidade e o futuro das eleições no país


A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal aprovou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que propõe o fim da reeleição para cargos do Executivo, o aumento do tempo de mandato para cinco anos e a unificação das eleições no país. A medida ainda precisa ser aprovada pelo plenário do Senado e pela Câmara dos Deputados antes de entrar em vigor.
 

Se aprovado, o texto determina que prefeitos, governadores e o presidente da República passem a ter mandatos de cinco anos, sem possibilidade de reeleição. Atualmente, esses cargos têm mandato de quatro anos, com direito a uma reeleição.
 

Para o professor da Faculdade de Direito (FDir) da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM) e especialista em Direito Eleitoral, Constitucional e Direitos Humanos, Flávio de Leão Bastos Pereira, a mudança representa um avanço institucional.
 

“Vejo com muito bons olhos. Sempre entendi que a inserção do instituto da reeleição no sistema político-eleitoral brasileiro, ocorrida por meio de emenda constitucional em 1997, foi nociva ao país, diante do risco, depois comprovado, do uso da máquina pública com objetivos eleitoreiros”, afirma.
 

Além do fim da reeleição, a proposta aumenta o mandato para cinco anos. Para o especialista, isso poderia ajudar a resgatar o espírito republicano. “Se quatro anos de mandato pode parecer insuficiente, a reeleição para mais quatro prejudica a ideia fundamental da rotatividade e alternância do poder. Os últimos anos do primeiro mandato tornam-se uma corrida eleitoral, deixando de lado as reais necessidades do povo brasileiro”, diz Bastos.
 

O professor e cientista político do Centro de Ciências Sociais e Aplicadas (CCSA) da UPM, Rodrigo Prando, destaca que uma das principais críticas à reeleição está ligada ao impacto direto do uso da máquina pública no processo eleitoral.
 

“A crítica ficou muito centrada na ideia de que a reeleição permite um uso poderoso da máquina do governo, que está à disposição do candidato, desequilibrando as eleições. Porque um prefeito, governador ou presidente tem automaticamente uma visibilidade durante o mandato que os demais candidatos não têm”.
 

Além do Executivo, o professor questiona por que não se aplica uma lógica semelhante ao Legislativo, que acaba ganhando destaque no debate atual. “Por que não pensar em limitar as reeleições sucessivas para deputados e senadores? Sabemos de deputados que estão na Câmara por dez mandatos, ou seja, 40 anos. Por que não estabelecer que possam se reeleger uma única vez, assim como poderia acontecer com senadores, que têm mandato de oito anos?”, aponta Prando.
 

Se por um lado a PEC poderia contribuir para aumentar a alternância no Executivo, por outro, o professor Rodrigo Prando alerta para a importância de não perder de vista as questões estruturais que requerem planejamento e continuidade.
 

“Temos no Brasil problemas estruturais — como educação, saneamento básico e preservação ambiental — que requerem não uma ação de um ou dois mandatos, mas uma ação de governo e de Estado nos médio e longo prazos. A possibilidade de um político ficar oito anos poderia permitir levar adiante obras e ações estruturantes ao longo desse período”, diz o especialista.
 

Por fim, Prando chama atenção para o contexto político por trás da mudança e para o impacto dela nas relações entre Executivo e Legislativo. “O fortalecimento da democracia não passa apenas por olhar para o Executivo, mas também para quem faz as leis. E, nesse sentido, temos piorado sensivelmente a qualidade dos nossos representantes”.
 

Se aprovada em todas as etapas legislativas, a PEC alterará o calendário político nacional e exigirá adaptações de partidos, candidatos e instituições. A proposta, que ainda precisa passar por plenário e por dois turnos de votação tanto no Senado quanto na Câmara, conta com o apoio de diversos líderes partidários e críticos, que destacam vantagens e riscos para o equilíbrio democrático.
 

Enquanto para muitos a mudança representa uma oportunidade de modernização e estímulo à alternância de poder, para outros gera preocupações com a governabilidade e com a autonomia de municípios e estados no novo arranjo eleitoral.
 

Se aprovado, o texto trará mudanças significativas não só para as próximas eleições, mas para toda a lógica política e administrativa do país.

 

Sobre a Universidade Presbiteriana Mackenzie

A Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM) foi eleita como a melhor instituição de educação privada do Estado de São Paulo em 2023, de acordo com o Ranking Universitário Folha 2023 (RUF). Segundo o ranking QS Latin America & The Caribbean Ranking, o Guia da Faculdade Quero Educação e Estadão, é também reconhecida entre as melhores instituições de ensino da América do Sul. Com mais de 70 anos, a UPM possui três campi no estado de São Paulo, em Higienópolis, Alphaville e Campinas. Os cursos oferecidos pela UPM contemplam Graduação, Pós-Graduação, Mestrado e Doutorado, Extensão, EaD, Cursos In Company e Centro de Línguas Estrangeiras.

 

Informações

Assessoria de Imprensa Instituto Presbiteriano Mackenzie

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Eudes Lima, Eduardo Barbosa, Guilherme Moraes, Kelly Teodoro e Mariana Chávez

(11) 2766-7280 / (11) 2766-7254

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O CULTO IMPERIAL E AS MOEDAS DO IMPÉRIO ROMANO
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Author Photo Vagner Carvalheiro Porto
2017, Espaço do Sagrado na Cidade Antiga
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