quarta-feira, junho 18, 2025

Derrota anunciada, com o Congresso desafiando o Ministério da Fazenda

 

Derrota anunciada, com o Congresso desafiando o Ministério da Fazenda


Só um país pode trazer a paz ao Oriente Médio, mas Trump dificulta qualquer acordo


Pelo menos 95 pessoas ficaram feridas nos ataques de Israel contra o Irã |  Jovem Pan

Bairro residencial foi atingido por míssil israelense em Teerã

Joel Pinheiro da Fonseca
Folha

O regime fundamentalista do Irã tem como ponto ideológico inegociável varrer Israel do mapa e está buscando os meios militares para realizar esse intento. Além disso, patrocina grupos armados que atacam Israel repetidamente. Essa é a justificativa para a ofensiva israelense contra o Irã.

Há uma assimetria na relação Irã-Israel. O Irã deseja o fim de Israel. A recíproca não é verdadeira. Se amanhã o governo iraniano mudasse e os novos mandatários aceitassem a existência de Israel, o conflito cessaria na hora. A recíproca não é verdadeira: mesmo se um governo pacifista vencer em Israel, isso em nada mudaria a linha oficial do regime iraniano de varrê-lo do mapa.

IRÃ ENFRAQUECIDO – Israel aproveitou uma janela de oportunidade. O Irã está enfraquecido, agora que as milícias por ele patrocinadas —os houthis, o Hezbollah, o Hamas— estão debilitadas, e o regime sírio, que era seu aliado, caiu.

Nos últimos meses, conforme Israel atacava inclusive o território iraniano, a resposta iraniana, embora sempre anunciada em termos duríssimos, foi pífia. O Irã teme mais o confronto do que Israel. Se, contudo, ele desenvolvesse bombas nucleares, isso poderia mudar.

É por isso que o ataque ao Irã consegue um apoio interno muito mais expressivo do que a campanha em Gaza, cuja brutalidade já passou de qualquer limite. Numa pesquisa da Universidade Tel Aviv publicada no domingo, 83% da população judaica israelense apoia os ataques ao Irã.

FORÇAS DESIGUAIS – O sistema de defesa israelense pode não ser perfeito, mas é incrivelmente eficaz. Ele simplesmente anula a imensa maioria dos mísseis e drones iranianos. Israel, por outro lado, acerta alvos específicos dentro do Irã a seu bel-prazer. O aiatolá Khamenei pode continuar com suas ameaças, mas a realidade mostra a desigualdade de poder bélico.

E, no entanto, Israel não tem como vencer sozinho. Invasão por terra está fora de questão de ambos os lados. Bombardeios são tudo o que os dois países podem fazer. Israel precisa de tecnologia americana para atingir as instalações subterrâneas mais profundas do Irã.

Israel talvez consiga matar as lideranças militares, políticas e religiosas, e o caos dos ataques pode dar fim ao regime, mas não teria como escolher seu sucessor. Quem garante que o substituto dos aiatolás seria melhor ou mais favorável a Israel? Por mais que o regime seja odiado por boa parte da população, o ataque de uma potência estrangeira costuma ter o efeito colateral de unir a opinião pública em nome da defesa nacional e a odiar ainda mais o agressor. Israel quer um Oriente Médio ainda mais instável?

MUITO A PERDER – O Irã não tem nada a ganhar com essa guerra e seu regime tem muito a perder. Ele deve buscar a paz, ainda que ceda muito nas negociações. Seja para a paz, seja para a destruição do programa nuclear iraniano, a presença dos EUA é fundamental.

Hoje os EUA viraram espectadores passivos dos conflitos globais. Apoiam Israel, mas deixam que ele faça o que quiser. Algum acordo que ponha fim ao conflito exigirá que coloquem limites a Netanyahu, mesmo que isso prejudique as ambições dos extremistas de seu governo. Quando os EUA se ausentam da política internacional, o resultado não é a harmonia entre os povos, e sim a guerra sem fim.


Acareação com Torres indicará que um ex-comandante militar mentiu

Publicado em 18 de junho de 2025 por Tribuna da Internet

Divergência é questão de interpretação, diz advogado de Freire Gomes | Blogs | CNN Brasil

Um dos dois mentiu: Freire Gomes ou Baptista Júnior?

Rafael Moraes Moura
O Globo

A defesa do ex-ministro da Justiça Anderson Torres pretende explorar na acareação com o ex-comandante do Exército Freire Gomes uma contradição nos depoimentos dele e do ex-comandante da Aeronáutica Carlos de Almeida Baptista Junior: a versão de cada um deles sobre a suposta participação de Torres em reuniões para discutir medidas que poderiam ser tomadas pelo governo de Jair Bolsonaro para impedir a posse do presidente Lula.

A acareação foi marcada para a próxima terça-feira (24) pelo relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, que atendeu ao pedido da defesa de Torres.

REUNIÃO DUVIDOSA – O principal ponto a ser explorado pela defesa do ex-ministro é a divergência dos dois comandantes sobre se Torres participou ou não de uma reunião em que alternativas golpistas foram discutidas.

Em depoimento prestado no mês passado, Freire Gomes disse se lembrar “de apenas uma vez, ou duas no máximo” em que Torres se reuniu com os ex-comandantes para “explicar juridicamente algum ponto ali”. “Ele nunca interferiu, nunca me procurou particularmente e, mesmo nas reuniões, ele não opinava sobre esse assunto, que eu me lembre”, disse Freire Gomes.

Já Baptista Junior, que deu um dos depoimentos mais contundentes contra Bolsonaro, mudou de versão sobre o papel de Torres na trama golpista.

BAPTISTA SE CORRIGE – Em fevereiro de 2024, ele disse à Polícia Federal que Torres “chegou a participar de uma reunião em que os Comandantes das Forças estavam presentes”, procurando “pontuar aspectos jurídicos que dariam suporte às medidas de exceção (GLO e Estado de defesa)”.

No mês passado, Baptista Júnior se corrigiu. “Eu conheço o meu depoimento (à PF), estava à vontade no meu depoimento. Quando foi quebrado o sigilo (das declarações), eu vi a reação do ministro Anderson Torres e fiquei em dúvida. Gostaria de fazer uma retificação – acho que em tempo. Não tenho a mesma certeza sobre a participação de Anderson Torres em alguma reunião.”

A defesa do ex-ministro, capitaneada pelo advogado Eumar Novacki, vai exigir que o ex-comandante do Exército informe a data, hora e local dessas reuniões.

VERSÃO DE CID – Além de colidir com o depoimento de Baptista Junior, a versão de Freire Gomes também vai contra a versão apresentada pelo próprio delator do caso, o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro que fundamentou a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o ex-presidente e outros 33 alvos.

Em seu interrogatório na semana passada, Cid disse que Torres não esteve presente em qualquer reunião que tenha girado em torno de discussões sobre medidas antidemocráticas nem assessorou Bolsonaro nesse tema.

ENTRADA E SAÍDA – Na petição protocolada no Supremo na última segunda-feira (16), o advogado recorre a um relatório de entrada e saída do Palácio do Alvorada com as movimentações de autoridades em dezembro de 2022, para alegar que Freire Gomes e Torres “jamais estiveram juntos no mesmo horário/local”.

“A vagueza do depoimento prestado por Freire Gomes salta aos olhos. A testemunha não se recorda de data, horário, local ou nome dos participantes da suposta reunião na qual Anderson Torres assessorou o ex-presidente, nem, tampouco, em que contexto ela ocorreu ou o papel desempenhado por ele, a caracterizar hialina violação aos princípios da ampla defesa, do contraditório e da dialeticidade”, escreveu Novacki.

O que diz a defesa do general? Procurada pelo blog, a defesa de Freire Gomes alegou que a acareação do general Anderson Torres é “desnecessária, porque o ex-comandante do Exército falou a verdade em todos os seus depoimentos, sem contradições”.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – O inquérito do fim do mundo é um verdadeiro festival de mentiras. Como dizia Erasmo Carlos, “pega na mentira, pisa em cima, bate nela!”. (C.N.)


Tudo Feito nas Escondidas Um Dia Será Descoberto: As Supostas Irregularidades em Coronel João Sá


Vivemos em tempos em que a transparência deveria ser a base de toda gestão pública, especialmente quando se trata de um município que enfrenta inúmeras demandas sociais, como Coronel João Sá. Infelizmente, o que se observa são frequentes denúncias e notícias que vêm à tona, muitas delas publicadas em sites e redes sociais, revelando indícios de supostas improbidades administrativas praticadas na gestão municipal passada.

São acusações sérias, que maculam o nome do município e, mais grave ainda, comprometem a confiança do povo nas instituições públicas. A população assiste, indignada, à revelação de possíveis desvios de conduta por parte de quem deveria zelar pelo bem coletivo. Muitas vezes, as irregularidades são descobertas tardiamente, justamente porque foram executadas “nas escondidas”, à margem da legalidade e da ética. Mas, como diz o ditado, “tudo que é feito nas sombras, um dia vem à luz”.

A consequência de tudo isso recai, inevitavelmente, sobre os mais humildes. Quando há má gestão, quem perde é o povo. Quando recursos públicos são mal empregados, quem sente na pele é a população carente, que deixa de receber serviços essenciais de qualidade, como saúde, educação, infraestrutura e assistência social. Cada centavo mal utilizado significa uma oportunidade negada ao cidadão que depende exclusivamente da atuação eficaz da administração pública.

É lamentável constatar que, ao invés de focar em ações que promovam o desenvolvimento e a justiça social, ainda existam administrações marcadas por suspeitas de corrupção, falta de transparência e descaso com o interesse público. As instituições de fiscalização e controle, como o Ministério Público, os Tribunais de Contas e a própria Justiça, têm papel crucial nesse processo: investigar, apurar e, se for o caso, responsabilizar.

A esperança é que novas gestões rompam esse ciclo vicioso. Que o próximo gestor ou gestora de Coronel João Sá não repita os erros do passado, que governe com seriedade, de forma aberta, ética e compromissada com o povo. E que a população se mantenha atenta, cobrando, fiscalizando e participando ativamente da vida política do município.

Porque, no fim das contas, quem cala consente — e quem age nas sombras teme a luz. Mas o tempo é implacável, e a verdade, cedo ou tarde, sempre aparece.

"ENTRE A LEI E O COSTUME NA ROMA TARDO-REPUBLICANA E IMPERIAL: EM TORNO DE QUESTÕES FINANCEIRAS * Deivid Valério Gaia" by Revista Phoînix

 

ENTRE A LEI E O COSTUME NA ROMA TARDO-REPUBLICANA E IMPERIAL: EM TORNO DE QUESTÕES FINANCEIRAS * Deivid Valério Gaia
Paper Thumbnail
Author Photo Revista Phoînix
2018, Phoînix
30 Views 
View PDF ▸ Download PDF ⬇

Justiça da Argentina concede prisão domiciliar a Cristina Kirchner

 

Justiça da Argentina concede prisão domiciliar a Cristina Kirchner

Por Redação

Justiça da Argentina concede prisão domiciliar a Cristina Kirchner
Foto: Reprodução / Agência Brasil

A justiça da Argentina concedeu, nesta terça-feira (17), um pedido à ex-presidente Cristina Fernández de Kirchner para cumprir sua condenação em prisão domiciliar. O benefício foi concedido a ela por conta de sua idade ser maior que os 70 anos.

 

Ela foi condenada a seis anos de prisão por administração fraudulenta em desfavor do Estado. Sua defesa pediu para cumprir em domicílio, acatado, e ela não precisasse usar tornozeleira eletrônica, o que foi negado. 

 

Antes da decisão da justiça, os promotores federais Diego Luciani e Sergio Mola haviam recomendado que o pedido de prisão domiciliar fosse negado. 

Lula deixa cúpula do G7 sem se encontrar com Zelenski e Merz

 Foto: Ricardo Stuckert/PR

Foto dos representantes dos países membros e convidados à cúpula do G717 de junho de 2025 | 20:45

Lula deixa cúpula do G7 sem se encontrar com Zelenski e Merz

mundo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deixou a cúpula do G7 nesta terça-feira (17) sem conseguir conversar com o presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, prevista para ser sua principal reunião na viagem ao Canadá, que sedia o evento.

Segundo o Palácio do Planalto, o cancelamento do encontro, que ocorreria às 17h30 (20h30 de Brasília) desta terça, ocorreu devido a problemas de agenda dos dois líderes. Os trabalhos da cúpula nesta terça começaram com mais de uma hora de atraso. De acordo com o Planalto, isso teria impedido Lula e Zelenski de ter a reunião bilateral e deixar o local a tempo de pegar os voos para retorno aos seus países.

O atraso também levou o premiê alemão, Friedrich Merz, a cancelar o encontro bilateral que também teria com Lula. Por fim, o presidente brasileiro reuniu-se formalmente com o premiê do Canadá, Mark Carney, e informalmente com os representantes de Coreia do Sul, México, Índia e África do Sul.

Este seria o segundo encontro de Lula com Zelenski. A última vez que eles se reuniram foi em setembro de 2023, às margens da Assembleia-Geral das Nações Unidas, em Nova York, meses depois de um desencontro na cúpula do G7 em Hiroshima (Japão), em maio, ter impossibilitado uma reunião.

Foi o próprio Zelenski quem pediu a conversa com o brasileiro nesta semana. A agenda poderia servir ao presidente para equilibrar as críticas que recebeu na recente visita à Rússia.

Julia Chaib/FolhapressPoliticaLivre

Em destaque

Vou ali tomar uma dose de Ypê

  Vou ali tomar uma dose de Ypê TixaNews mai 12   LEIA NO APP   Arte: Marcelo Chello Assine agora Esse país está uma zona, por isso o povo e...

Mais visitadas