sexta-feira, junho 06, 2025

Crise no INSS e queda na popularidade: o governo Lula diante do maior teste


Charge do Jônatas (politicadinamica.com)

Pedro do Coutto

A recente pesquisa do Instituto Quaest revelou um dado alarmante para o governo do presidente  Lula da Silva: 57% da população desaprova sua gestão, enquanto apenas 40% a aprovam. Esse cenário é agravado pelo escândalo envolvendo o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que se tornou o epicentro de uma crise de confiança no governo federal.

O escândalo do INSS, que envolve descontos indevidos em aposentadorias e pensões, gerou uma onda de indignação entre os brasileiros. Estimativas apontam que cerca de R$ 6,3 bilhões foram descontados de forma irregular entre 2019 e 2024, afetando milhões de aposentados e pensionistas. A operação conjunta da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União revelou falhas graves nos mecanismos de controle do órgão.

INFORMAÇÕES – A resposta do governo, até o momento, tem sido considerada insuficiente por grande parte da população. Apesar das promessas de ressarcimento integral aos prejudicados, muitos ainda aguardam informações claras sobre como e quando receberão os valores devidos. A falta de transparência e agilidade na resolução do problema tem alimentado a desconfiança e a insatisfação popular.

A crise no INSS também teve repercussões políticas significativas. O ministro da Previdência, Carlos Lupi, renunciou ao cargo em meio às investigações, e o então chefe do INSS, Alessandro Stefanutto, foi demitido. Essas mudanças, no entanto, não foram suficientes para conter a pressão sobre o governo, que enfrenta críticas tanto da oposição quanto de aliados.

No Congresso Nacional, o escândalo motivou a apresentação de 45 projetos de lei relacionados ao tema, muitos deles visando aumentar a transparência e a fiscalização sobre os descontos em benefícios previdenciários. A movimentação legislativa reflete a gravidade da situação e a necessidade de reformas estruturais no sistema previdenciário.

DESCONTENTAMENTO – A repercussão nas redes sociais também evidencia o impacto negativo do escândalo. Segundo levantamento da Quaest, apenas 3% das menções ao caso em aplicativos de mensagens foram favoráveis ao governo, enquanto 50% expressaram críticas. Esse sentimento de insatisfação digital reflete o clima de descontentamento que se espalha pelo país.

Além dos danos à imagem do governo, a crise no INSS levanta questões sobre a eficácia dos mecanismos de controle e fiscalização dos órgãos públicos. A magnitude das fraudes descobertas indica falhas sistêmicas que precisam ser corrigidas para evitar novos escândalos e restaurar a confiança da população nas instituições.

O governo Lula enfrenta, portanto, um desafio duplo: reparar os danos causados aos beneficiários do INSS e implementar medidas efetivas para prevenir futuras irregularidades. A capacidade de resposta a essa crise será determinante para a recuperação da credibilidade do governo e para a estabilidade política do país.www1.folha.uol.com.br

COMPROMETIMENTO – Em um momento em que a população clama por justiça e transparência, é imperativo que o governo adote uma postura proativa e comprometida com a resolução dos problemas. A reconstrução da confiança pública depende de ações concretas e de uma comunicação clara e honesta com os cidadãos.

A crise no INSS é um alerta sobre a importância de sistemas de controle eficientes e da responsabilidade na gestão dos recursos públicos. O governo tem agora a oportunidade de demonstrar seu compromisso com a ética e a justiça social, respondendo de forma adequada às demandas da sociedade e corrigindo os rumos de sua administração.


A fuga de Zambelli e o julgamento das estrelas do golpe

 

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Ed. #393 | Sexta-feira, 06 de junho de 2025.
 
A fuga de Zambelli e o julgamento das estrelas do golpe 
A deputada Carla Zambelli foi posta de lado pela família Bolsonaro depois de sacar uma pistola e para cima de um jornalista negro em um bar que disse “Amanhã é Lula, papai” na véspera das eleições de 2022. Não foi rejeitada pela truculência, mas por sua atitude ter contribuído para a derrota de Jair Bolsonaro – na visão do ex-presidente.

Bolsonarista histórica, filiada ao PL, Zambelli brevemente deve ser condenada a 5 anos e 3 meses de prisão pelo STF por esse caso – já há maioria para condená-la, mas o processo está paralisado por um pedido de vistas do ministro Kassio Nunes Marques. 

Será a segunda condenação da deputada, que fugiu no início desta semana para os Estados Unidos através da Argentina depois que o STF a sentenciou a 10 anos de prisão pela contratação de um hacker para invadir o Conselho Nacional de Justiça e inserir documentos falsos com o objetivo de desacreditar o Judiciário.  

Em entrevistas, Zambelli deixou claro que saiu do país para escapar da cadeia. Com passaporte italiano, a fugitiva já estaria naquele país de acordo com Paulo Figueiredo, articulador dos golpistas nos Estados Unidos. O ministro Alexandre de Moraes decretou sua prisão preventiva e a PF incluiu a deputada no alerta vermelho da Interpol – resta saber se a Justiça do país dirigido por Georgia Meloni, de extrema direita, vai colaborar. 

Imagino que, com esses antecedentes, o STF esteja de olhos bem abertos para os réus que serão julgados a partir de segunda-feira que vem (9), as “estrelas do golpe”, de Jair Bolsonaro aos generais Augusto Heleno e Braga Netto. Afinal, o ex-presidente já ensaiou uma fuga quando passou duas noites na embaixada da Hungria, em fevereiro do ano passado, depois de seu passaporte ter sido apreendido em uma operação da PF sobre a tentativa de golpe.
 Mais uma tensão para Jair Bolsonaro e sua turma em um momento decisivo do processo que se inicia com o novo depoimento do delator Mauro Cid, amparado não apenas por provas, mas por depoimentos fortes das testemunhas de acusação que, ao contrário das testemunhas da defesa, que se limitaram a dizer que nada viram ou ouviram sobre a trama do golpe, trouxeram detalhes novos dos fatos descritos no processo.
Para quem não teve tempo ou paciência para acompanhar os depoimentos das 52 testemunhas ouvidas pela PGR e pelo STF – com participação pessoal do ministro Alexandre de Moraes em todas as oitivas –, sugiro que assista ao mais importante deles, disponível em vídeo, o do ex-comandante da FAB (Forças Aéreas Brasileiras), brigadeiro Baptista Jr. 

Segundo ele, a escalada para o golpe passou por várias reuniões com os comandantes das Forças Armadas, após a derrota de Jair Bolsonaro nas urnas, em que se discutiu até a possibilidade de prisão do ministro Alexandre de Moraes, então presidente do TSE, e confirmou que o general Freire Gomes ameaçou prender Jair Bolsonaro caso houvesse um decreto de GLO (Garantia da Lei e da Ordem) para impedir a posse do presidente eleito, Lula. 

O brigadeiro também disse que os ataques que sofreu dos golpistas depois de se recusar a participar da trama partiram do general Braga Netto, preso preventivamente desde dezembro de 2024, e que dará o seu depoimento da cadeia na semana que vem.

Já há especulações na imprensa de que a fuga de Zambelli possa trazer novas prisões preventivas para evitar problemas similares com os réus do processo do golpe. Para Jair Bolsonaro, a escapada da deputada já trouxe impactos negativos. Nesta quinta-feira que escrevo, ele deve depor em dois inquéritos: o que investiga seu filho Eduardo por atividades contra o Judiciário brasileiro nos Estados Unidos com o objetivo de atrapalhar o processo contra o pai no STF; e aquele aberto na quarta-feira passada para investigar a fuga da deputada.

Não parece um cenário alvissareiro para o ex-presidente, que coleciona novas suspeitas antes mesmo de depor no processo que pode condená-lo à prisão. 

Pública vai acompanhar de perto os depoimentos de Bolsonaro e de mais sete réus que respondem no STF por organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado. Sempre com informações contextualizadas, bem apuradas e com detalhes sobre os bastidores desse julgamento que, pela primeira vez, pode condenar um ex-presidente e seus generais por crimes contra a nossa democracia. Siga e apoie a nossa cobertura!


Marina Amaral
Diretora Executiva da Agência Pública
marina@apublica.org 
 

A Câmara Não Pode Revogar a História: A Ilegalidade da Mudança da Emancipação de Jeremoabo

 

A Câmara Não Pode Revogar a História: A Ilegalidade da Mudança da Emancipação de Jeremoabo

Às cabeças pensantes de Jeremoabo, um alerta necessário: a Câmara Municipal pode estar a um passo de cair no mais absoluto ridículo ao cogitar — e pior, eventualmente aprovar — a mudança da data de emancipação política do município. Isso não é apenas imoral diante da nossa história, é flagrantemente ilegal.

A emancipação política de um município não é uma atribuição que possa ser alterada por lei municipal. Ela é feita por lei estadual, aprovada pela Assembleia Legislativa do Estado, com base nos critérios definidos por lei complementar federal, conforme estabelece a Constituição de 1988. Essa é uma competência clara e exclusiva do Estado, e não de um parlamento municipal.

Se Jeremoabo foi elevado à categoria de município por meio de uma lei estadual — um ato jurídico perfeito e consolidado —, qual é a competência da Câmara de Vereadores para tornar sem efeito essa norma superior? Nenhuma. Absolutamente nenhuma. Não há respaldo constitucional, legal ou moral para isso. Qualquer tentativa nesse sentido configura abuso de poder legislativo, usurpação de competência e despreparo institucional. E, convenhamos, seria um espetáculo vergonhoso para a cidade, facilmente explorado nas redes sociais e na mídia nacional.

Se os vereadores tivessem estudado minimamente a história da Bahia e de Jeremoabo, saberiam que este município passou longos 96 anos na condição de vila, justamente para atender interesses oligárquicos da época — mantendo o povo longe da autonomia administrativa e política. Esse dado histórico é notório e essencial para compreendermos a importância da nossa emancipação. Negar esse passado é querer repetir os erros dele.

A data de emancipação de Jeremoabo é um marco jurídico e histórico. Não é brinquedo político. Não é moeda de troca. Muito menos um capricho que se altera ao gosto do dia.

Que se cumpra a lei e se respeite a memória. Porque quem não conhece sua história, está condenado a cometer os mesmos erros do passado — ou a virar piada no presente.

Tista de Deda: A Esperança de um Novo Tempo para Jeremoabo

 


Jeremoabo vive um momento de reconstrução. Após anos mergulhada em dívidas, descaso e paralisia administrativa, a esperança de dias melhores finalmente voltou a habitar o coração do povo. E essa esperança tem nome: Tista de Deda, prefeito eleito com o compromisso de tirar Jeremoabo do fundo do poço e colocá-la no caminho do desenvolvimento.

Desde que assumiu a gestão, Tista de Deda tem mostrado o que é governar com responsabilidade, coragem e amor à terra natal. A tarefa é imensa: quitar dívidas deixadas, reorganizar a máquina pública, resgatar a dignidade dos serviços básicos e, principalmente, retirar o município da lista da inadimplência, que impedia o recebimento de recursos federais e estaduais.

Mas a luta é diária. Tista não se limita ao gabinete. Ele pega a estrada. Vai a Salvador, vai a Brasília. O caminho, antes longo e distante, hoje já se tornou uma vereda conhecida. E onde há uma porta, há uma tentativa. O prefeito não cansa, não se acanha, não tem vergonha de pedir pelo seu povo. Ao contrário: bate firme nos gabinetes, expõe a realidade de Jeremoabo com verdade e cobra apoio para transformar essa dura realidade.

Nessa caminhada, o apoio do senador Otto Alencar e do deputado Otto Filho tem sido essencial. Ambos têm se mostrado sensíveis à situação do município e reconhecem o esforço do prefeito. Otto Alencar, aliás, jamais deixou Tista voltar de mãos vazias de Brasília. Sempre há uma emenda, um recurso, um programa destravado — seja para saúde, educação, infraestrutura ou assistência social.

E é assim, com persistência, parcerias sólidas e muita fé, que Jeremoabo começa a reencontrar o caminho do progresso. Ainda há muito por fazer, mas os primeiros passos já foram dados. E quando se tem um prefeito sério, comprometido e incansável como Tista de Deda, o povo pode ter certeza de que a esperança não é apenas um sentimento — é um projeto em construção.

Jeremoabo merece respeito. E agora tem quem lute por ela de verdade.

A Mansão do Coronel João Sá: Ruínas que Clamam pela Reconstrução da História de Jeremoabo

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A Mansão do Coronel João Sá: Ruínas que Clamam pela Reconstrução da História de Jeremoabo

Estamos diante das ruínas da antiga Mansão do Coronel João Sá — um símbolo do passado, um marco da história de Jeremoabo, agora reduzido a escombros pelo abandono e descaso. Essa grandiosa construção, que um dia foi sinônimo de poder, cultura e identidade, hoje é testemunha silenciosa da negligência de sucessivos gestores públicos que deixaram nossa memória ser corroída pelo tempo.

Trata-se de mais que um imóvel em ruínas: é um pedaço vivo da nossa história que foi jogado na lata do lixo.


O Julgamento do Futuro: Uma Questão de Consciência

Que julgamento farão os jovens estudantes de amanhã ao conhecerem essa história? Que sentimentos despertarão ao visitar o local e encontrar somente paredes rachadas e telhados caídos, onde poderia estar funcionando um centro cultural, um museu, ou uma biblioteca?

Eles verão ali não apenas os restos de uma construção antiga, mas os rastros da ineficiência e da falta de compromisso de nossos representantes com a preservação do passado. Verão a omissão que permitiu que a identidade de Jeremoabo morresse sem choro, sem vela, sem qualquer tentativa séria de salvação.

Essa situação nos obriga a refletir: quanto vale a nossa história? Que legado queremos deixar?


A Última Esperança: Um Projeto de Reconstrução

A última esperança que nos resta atende pelo nome de Tista de Deda. O atual prefeito demonstrou publicamente a vontade e a coragem de desapropriar ou tombar esse monumento histórico. Seu projeto é mais do que necessário — é urgente. A proposta de instalar naquele ponto estratégico uma biblioteca pública é um passo ousado rumo à valorização da cultura e da educação.

É uma chance de ressignificar aquele espaço: transformar as ruínas em um templo do saber, onde jovens possam estudar, pesquisar e se conectar com a própria história.

Mas essa missão não pode ser solitária.


Um Apelo à Ação: O Papel de Todos Nós

Para que esse projeto saia do papel, será preciso mais do que vontade política. Serão necessárias condições financeiras, apoio técnico e, principalmente, o engajamento da sociedade e dos vereadores.

É hora dos representantes do povo saírem do confortável berço esplêndido da omissão. É hora de agirem com coragem, assumindo o compromisso com as futuras gerações. A luta pela recuperação da Mansão do Coronel João Sá é uma luta de todos os jeremoabenses. Não se trata apenas de preservar uma casa antiga, mas de recuperar nossa identidade, nossa história, nossa dignidade.


Conclusão: Um Chamado à Responsabilidade Coletiva

Não podemos mais permitir que nossa história continue morrendo aos poucos, esquecida, ignorada, abandonada. A Mansão do Coronel João Sá ainda pode ser salva, mas o tempo corre contra nós.

Jeremoabo precisa despertar.

O passado está pedindo socorro. O presente exige ação. E o futuro nos julgará. A pergunta que fica é: qual será o seu papel na reconstrução da nossa história?


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Nota da redação deste Blog A Tragédia do Desprezo Histórico

É realmente comovente e indignante ver jovens estudantes, crianças e adolescentes, confrontando a ruína de acervos históricos tão significativos como a casa natal do Barão de Jeremoabo e a mansão do Coronel João Sá. A nossa iniciativa em documentar essa degradação é um testemunho poderoso de uma consciência que, infelizmente, parece faltar a muitos responsáveis.

 A frase "não jogue pérolas aos porcos" é extremamente pertinente. Essa expressão popular encapsula a dor de ver algo de imenso valor ser desprezado e destruído por aqueles que não compreendem sua importância. No contexto do nosso patrimônio histórico e cultural, essa "pérola" não é apenas um conjunto de tijolos e memórias; é a própria identidade de um povo, a base para o entendimento do presente e a construção do futuro.

Quando observamos o estado desses imóveis, fica evidente que as "pérolas" da nossa história foram, de fato, jogadas a quem não as soube ou não as quis apreciar. O descaso com esses locais não é apenas uma falha de conservação; é uma ferida aberta na nossa memória coletiva, um sinal de que não estamos valorizando o que realmente importa.

A voz desses estudantes é um grito de alerta. Eles, com sua indignação genuína, nos mostram que ainda há esperança, que nem todos estão alheios à riqueza que está se perdendo. É um convite à reflexão sobre o que estamos priorizando como sociedade e um chamado à ação para que essas "pérolas" sejam resgatadas e protegidas, não apenas para o nosso benefício, mas para as futuras gerações que merecem conhecer suas raízes.

Ver essas crianças e adolescentes agindo é um lembrete de que a conscientização e a valorização do nosso patrimônio devem começar desde cedo. Talvez sejam eles, com sua perspicácia e paixão, as pessoas dignas de receber e zelar por essas pérolas que tanto precisamos preservar.

A Importância da Cultura e da História Local

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Sugiro aos vereadores de Jeremoabo que assistam a essa aula magna, tão valorizada por jovens alunos e professores, sobre os fragmentos finais da história do nosso município. Esse tema, que deveria ser amplamente discutido na Casa do Povo, é essencial para que a chama da nossa memória histórica não se apague. Isso, sim, é produtivo. Isso, sim, merece o empenho de todos nós: resgatar e preservar a história de Jeremoabo — e não perder tempo com discussões estéreis, como o 'sexo dos anjos'.


A Data de Emancipação e as Verdadeiras Prioridades de Jeremoabo

Compreendo perfeitamente a indignação e a frustração de diversos e independentes formadores de opinião — além de uma parcela significativa da população — diante da discussão sobre a possível mudança da data de emancipação política de Jeremoabo. Em um momento em que tantas outras urgências clamam por atenção, é desanimador ver tempo e energia sendo canalizados para temas que, na prática, parecem beneficiar apenas a alguns, desviando o foco de melhorias concretas que poderiam transformar a realidade do nosso povo.

A Voz do Povo e a Atuação dos Representantes

Vocês, jeremoabenses que se expressam com lucidez e coragem, tocam num ponto crucial: o direito democrático de escolher nossos representantes. No entanto, essa escolha vem acompanhada da expectativa legítima de que os eleitos trabalhem em favor do bem-estar coletivo. Quando as ações dos vereadores parecem "iníquas e improdutivas", como muitos têm descrito, é natural que a população se sinta desiludida e critique. O debate sobre a data da emancipação política, nesse contexto, soa como uma cortina de fumaça diante de problemas muito mais urgentes — como a precariedade do saneamento básico, a falta de infraestrutura, as deficiências na educação e na saúde pública.

A Importância da Cultura e da História Local

É louvável a sugestão de envolver os jovens estudantes que recentemente visitaram as ruínas da Casa do Barão de Jeremoabo. Eles demonstraram um admirável amor pelas suas raízes e respeito pela história do nosso município. Esse tipo de iniciativa deveria inspirar os vereadores a valorizar a cultura, o conhecimento e a memória do nosso povo. A atitude desses jovens é uma verdadeira lição: reconectar-se com o passado é uma maneira poderosa de construir um futuro mais consciente e digno.

Um Convite à Reflexão para os Vereadores

É essencial que os representantes políticos de Jeremoabo se reconectem com as reais necessidades da população. A verdadeira cultura e o verdadeiro saber não se revelam em pautas simbólicas ou cosméticas, mas no compromisso com o patrimônio histórico, na promoção efetiva da educação e na busca por soluções para os desafios que afligem o nosso povo. Esta provocação é, na verdade, um convite à reflexão: é hora de reavaliar prioridades, escutar a comunidade e se inspirar na paixão e dedicação desses jovens.

Reconectar com a Essência de Jeremoabo

É compreensível sentir que "cultura, saber e dignidade são espécies em extinção em Jeremoabo". Contudo, a atitude desses jovens mostra que ainda há uma chama viva, um potencial imenso que precisa ser cultivado e apoiado. Que esse gesto simbólico e cheio de significado sirva como farol para guiar nossa cidade na direção de um futuro onde a dignidade, o respeito pela história e o bem-estar coletivo sejam as prioridades máximas.

Agradeço a todos que têm compartilhado nossas observações, críticas e esperanças por uma Jeremoabo melhor. A voz do povo precisa ser ouvida — ela é o motor que impulsiona o diálogo, o progresso e uma representação política mais justa e conectada com os verdadeiros anseios da comunidade.

A saída para o Supremo é decretar que a honra dos políticos é intocável


Tribuna da Internet | Supremo se impõe com “Poder Moderador” e não aceita que sejam traçados limites

Charge do Jornal da Manhã

Mario Sabino
Metrópoles

O ministro Luís Roberto Barroso justifica que o STF regule as redes sociais pela inação do Poder Legislativo. Disse ele: “O Supremo esperou por muitos anos a aprovação de legislação pelo Congresso. A lei não veio, mas nós temos casos para julgar. Temos dois casos pendentes de julgamento. Portanto, não se trata do Supremo legislar ou invadir a esfera do Legislativo. Nós apenas temos que decidir os casos que chegam aqui.”

Como existe o Marco Civil da Internet, arrisco interpretar que o problema seria que a legislação atual não dá conta do veredicto que a maioria dos ministros quer proferir nos dois casos em julgamento, com a devida repercussão geral de caráter censório. Dessa forma, urgiria adequar a legislação à decisão a ser tomada. Em resumo, se a lei atual não me serve, mude-se a lei na marra. Pitoresco.

HONRA DOS POLÍTICOS – O STF também está julgando outro caso que engloba liberdade de expressão: o do aumento de pena em crime contra honra de funcionários públicos — leia-se políticos. Ou seja, está julgando se um funcionário público (um político, magistrado, militar etc.) tem mais dignidade do que outros cidadãos.

Em um dos debates profundamente filosóficos que já ocorreram na nossa Ágora Suprema, durante esse julgamento histórico, o ministro Flávio Dino interveio energicamente depois que o ministro André Mendonça defendeu o direito de um cidadão criticar um funcionário público, um político, chamando-o de “ladrão”. Para André Mendonça, seria apenas a expressão de uma opinião, não a imputação de ato criminoso.

“Ministro, para mim, é uma ofensa grave. Eu não admito que ninguém me chame de ladrão”, revoltou-se Flávio Dino. “Quero que fique consignado: eu não admito. Na minha ótica, é uma ofensa gravíssima. Não é crítica.”

E FASCISTA OU NAZISTA? – Curiosamente, Flávio Dino é o mesmo ministro que, em outro julgamento, afirmou que chamar alguém de “fascista” ou “nazista” faz parte do debate político.

“Eu considero que as palavras ‘nazista’, ‘fascista’ não possuem o caráter de ofensa pessoal ao ponto de caracterizar calúnia, injúria e difamação. É uma corrente política estruturada na sociedade, no planeta, basta examinar as eleições da Alemanha em curso em que há um partido que é formado basicamente por herdeiros dessa corrente política”, afirmou ele.

Como sempre faço quando opino sobre questões tão essenciais à nossa democracia, pus camisa social para pensar com os meus botões.

ESTÁTUAS FALANTES – Depois de refletir bastante, decidi sugerir ao STF que compense a regulação das redes sociais e o aumento de pena em crime contra a honra de funcionários públicos (políticos), permitindo a criação de estátuas falantes nas cidades brasileiras.

Explico a proposta: na Roma papal, a partir do século XVI, seis estátuas antigas, localizadas em diferentes pontos da cidade, passaram a servir como mural onde os cidadãos fixavam anônima e livremente comentários críticos e xingamentos contra autoridades, além de fofocas sobre elas. Uma dessas estátuas falantes ainda é usada como tal na Roma hodierna: a conhecida por Pasquino, que fica atrás da embaixada brasileira, aliás.

A saída para o STF é a Roma papal, portanto. Mas, atenção: ao permitir a criação de estátuas falantes nas cidades do país, o tribunal só precisaria deixar bem claro aos incautos que aquela da Justiça em frente à sede do tribunal continua intocável, sem batom.

Professor da rede municipal de Arauá é agredido dentro de escola

  O caso, confirmado pela Prefeitura por meio de nota oficial divulgada nesta quarta-feira, 4, ocorreu no dia 28 de maio. A gestão não revelou o nome do docente nem os detalhes sobre as circunstâncias da agressão.

Professor da rede municipal de Arauá é agredido dentro de escola (Foto: Freepik)

Um professor da rede municipal de Arauá, no interior de Sergipe, foi vítima de agressão física dentro de uma unidade de ensino do município. O caso, confirmado pela Prefeitura por meio de nota oficial divulgada nesta quarta-feira, 4, ocorreu no dia 28 de maio. A gestão não revelou o nome do docente e nem os detalhes sobre as circunstâncias da agressão.

Segundo o comunicado, a Secretaria Municipal de Educação tomou conhecimento do fato e entrou em contato com o docente para prestar solidariedade e apoio. A direção da escola também foi acionada para adotar medidas imediatas voltadas à segurança e ao bem-estar da comunidade escolar.

A Prefeitura informou ainda que será instaurada uma sindicância interna para apurar os fatos com rigor e aplicar as sanções disciplinares e administrativas cabíveis. A gestão municipal reiterou o compromisso com um ambiente escolar seguro e com o respeito a todos os membros da comunidade educacional.

Por fim, a nota afirma que o caso continuará sendo acompanhado pelas autoridades competentes.

por João Paulo Schneider

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PMA contrata carro blindado por R$ 312 mil para Emília Corrêa

  O veículo foi contratado com a justificativa de atender as necessidades do gabinete da prefeita

O veículo foi contratado com a justificativa de atender as necessidades do gabinete da prefeita (Foto: Reprodução/Redes sociais)

A Prefeitura de Aracaju contratou, com dispensa de licitação, um veículo blindado pelo valor de R$ 312 mil para transporte da prefeita Emília Corrêa. A informação está no Diário Oficial de Aracaju.

Conforme o extrato de dispensa de licitação, publicado no Diário Oficial desta terça-feira, 3, a contratação no valor de R$ 312 mil e tem vigência de 12 meses.

Ainda segundo o documento, a dispensa foi realizada diante da contratação emergencial de uma empresa especializada na locação de veículos tipo SUV blindado, com a justificativa de “atender as necessidades do gabinete da prefeita”.

O Portal Infonet entrou em contato com a Prefeitura de Aracaju, mas não obteve resposta. A equipe de reportagem segue à disposição por meio do e-mail jornalismo@infonet.com.br.

 

por Carol Mundim e Verlane Estácio

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Nota da redação deste blogJá pensou se essa moda pega em todas as prefeituras do Brasil?

Na contramão das dificuldades enfrentadas por grande parte da população brasileira e dos inúmeros desafios que assolam os municípios do país — como falta de merenda escolar, unidades de saúde sem médicos e infraestrutura precária — a Prefeitura de Aracaju protagoniza um episódio que beira o surrealismo administrativo: a contratação, por dispensa de licitação, de um veículo blindado no valor de R$ 312 mil para o transporte da prefeita Emília Corrêa.

A informação, que consta no Diário Oficial do Município desta terça-feira, dia 3, caiu como uma bomba e gerou perplexidade. O contrato tem vigência de 12 meses e foi classificado como “emergencial”, com a justificativa de que seria necessário “atender às necessidades do gabinete da prefeita”.

A pergunta que não quer calar é: qual é a emergência? Existe alguma ameaça concreta à vida da chefe do Executivo municipal que justifique o uso de recursos públicos para alugar um carro de luxo blindado? Ou seria mais uma extravagância travestida de necessidade institucional? A falta de transparência e detalhamento sobre os motivos reais da contratação apenas alimenta a indignação da opinião pública.

Agora, imagine se essa “moda” pegar. Se cada prefeito, em cada canto do Brasil, resolver se blindar — literalmente — com o dinheiro do povo, o que nos resta? Não há orçamento que suporte tanto zelo pessoal quando o coletivo está à míngua. A medida, além de questionável do ponto de vista ético, abre um precedente perigoso: o da normalização do uso do poder para garantir conforto e segurança pessoal em detrimento das prioridades da população.

O Brasil precisa, urgentemente, de gestores comprometidos com o bem comum, que saibam distinguir o público do privado e que tenham empatia com os reais problemas das comunidades que representam. O povo está cansado de ver o dinheiro dos seus impostos ser usado para luxo e ostentação de quem deveria estar, antes de tudo, a serviço.

A prefeita de Aracaju pode até estar se sentindo mais segura agora — mas será que a consciência está tranquila? E o povo, esse sim, continua desprotegido.

A sociedade precisa fiscalizar. A imprensa precisa questionar. E os órgãos de controle precisam agir. Porque se essa moda pega, o futuro da gestão pública no Brasil pode estar sob risco — e não estamos falando de segurança física, mas de moralidade e responsabilidade com o erário.

O Vazio da Situação: A Busca por Assuntos Supérfluos na Câmara de Jeremoabo

 

                              Foto Divulgação - Assistencialismo


O Vazio da Situação: A Busca por Assuntos Supérfluos na Câmara de Jeremoabo

A paisagem política em Jeremoabo parece ter mudado drasticamente. Com a chegada de uma nova gestão, liderada pelo prefeito Tista de Deda, os vereadores hoje  da situação  se veem diante de um cenário desprovido de sua principal "matéria-prima": o caos. Acostumados a explorar as deficiências e a omissão de administrações anteriores, agora precisam recorrer a assuntos supérfluos, como a proposta de mudança da data de emancipação política do município, para justificar sua atuação.

Acabou o tempo das "vacas gordas" para o discurso fácil. Não há mais um "Deri do Paloma" para ser o alvo constante dos ataques na tribuna da Câmara. O Hospital de Jeremoabo, antes símbolo do abandono, agora conta com medicamentos e médicos de plantão. A população, que antes dependia do assistencialismo para ter acesso a partos em Antas, consultas médicas ou exames simples, vê-se agora com serviços minimamente estruturados. Os ônibus caindo aos pedaços, que serviam de palco para discursos inflamados e improdutivos, foram substituídos, retirando dos vereadores uma fonte inesgotável de "triunfos" retóricos.

Diante dessa nova realidade, a pauta da Câmara de Vereadores parece migrar para o anedótico. A mudança de datas, a concessão de títulos de cidadania e a nomeação de ruas se tornam o modus operandi para "arranjar serviço" e preencher o vazio deixado pela ausência de problemas crônicos a serem explorados. Nesse São João, a falta de inundações – que antes servia de pano de fundo para a falança vazia e a inação – revela o quão desprovidos de conteúdo estão os discursos.

A contradição é gritante e a hipocrisia, saliente. Esses mesmos vereadores que buscam assuntos secundários para se manterem em evidência, não hesitam em se gabar de atos que configuram improbidade administrativa. O assistencialismo, em sua essência, é uma prática que deturpa a função pública e, quando praticado por agentes políticos, configura uma afronta à lei. São, portanto, réus confessos de uma conduta que corrói a ética e o bom uso do dinheiro público.

É estarrecedor que, diante de tais confissões explícitas na própria tribuna da Câmara, o Ministério Público permaneça alheio a esses desmandos. A inação dos órgãos fiscalizadores diante de indícios tão claros de improbidade administrativa fomenta a sensação de impunidade e reforça a crença de que a lei não é para todos.

A situação em Jeremoabo precisa se reinventar. Em vez de buscar pautas irrelevantes ou de se vangloriar de atos questionáveis, deveria exercer sua função com seriedade, fiscalizando e propondo soluções concretas para os desafios que ainda persistem, mas sem o foco no assistencialismo ou na politicagem barata. A transparência e a competência da atual gestão exigem uma situação à altura, capaz de debater ideias e contribuir para o desenvolvimento de Jeremoabo, e não apenas de criar cortinas de fumaça para disfarçar o próprio vazio.

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