quarta-feira, fevereiro 26, 2025

Denunciado, Bolsonaro associa turma do STF a ‘câmara de gás’ e diz que pode morrer na prisão

 Foto: Reprodução/TV Leo Dias

Ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é entrevistado pelo jornalista Leo Dias nesta terça (25)25 de fevereiro de 2025 | 21:30

Denunciado, Bolsonaro associa turma do STF a ‘câmara de gás’ e diz que pode morrer na prisão

brasil

Denunciado ao STF (Supremo Tribunal Federal) sob a acusação de liderar uma tentativa de golpe de Estado, Jair Bolsonaro (PL) disse nesta terça-feira (25) ver sua condenação como provável se considerar as condições atuais e que a primeira turma da corte, responsável pelo seu caso, é conhecida como “câmara de gás”.

“Se você analisar uma turma com a outra, essa turma que eu estou, tem um apelido, né? Câmara de gás. Entrou ali…”, disse em entrevista ao jornalista Leo Dias. Questionado sobre quem teria apelidado o grupo dessa forma, respondeu: “É o que a gente ouve falar por aí”.

A denúncia da PGR (Procuradoria-Geral da República) contra Bolsonaro deverá ser julgada na Primeira Turma do STF, onde atua o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso. Ela é formada ainda pelos ministros Cármen Lúcia, Cristiano Zanin, Flávio Dino e Luiz Fux.

Os dois ministros indicados pelo ex-presidente em seu mandato, Kassio Nunes Marques e André Mendonça, integram a Segunda Turma do Supremo.

Bolsonaro disse na entrevista que conversa atualmente com 4 dos 11 integrantes da corte.

Ele afirmou que, se for condenado por todos os crimes de que é acusado, com penas que podem somar mais de 40 anos, pode morrer na prisão.

“O senhor pode passar 40 anos preso”, afirmou Leo Dias. “Quarenta anos, não. Morrer na cadeia. Eu não vou viver mais [do que isso]”, respondeu o ex-presidente, completando que acha que “para algumas pessoas importantes, não interessa eu preso, interessa eu morto”. “Eu preso vou ser um problema também, vai haver uma comoção nacional.”

Durante a entrevista, Bolsonaro voltou a se defender das acusações de tentativa de golpe de Estado e a minimizar sua participação nos atos golpistas de 8 de janeiro.

Disse que seu ex-ajudante de ordens Mauro Cid, cuja colaboração premiada foi divulgada na última semana, “foi torturado” psicologicamente por Moraes em depoimentos. O ministro ameaçou decretar sua prisão, revogar a delação e seguir com investigações que atingiriam seus familiares, caso o militar não falasse a verdade.

“Na Lava Jato, um comportamento muito mais ameno do que esse serviu para anular a Lava Jato. […] No meu caso tem dez vezes mais nulidades”, argumentou. Questionado se estava defendendo Cid, o ex-presidente disse que não o atacaria e que se coloca no lugar dele.

“Cid era o muro das lamentações, todo mundo ligava para ele. […] Acho que ele se empolgou com essa missão, tinha o excesso de iniciativa, queria resolver sem consultar. Mas foi de boa fé”, declarou.

Bolsonaro minimizou os áudios extraídos de celulares de alguns dos acusados de participar da trama golpista. Em um deles, o general da reserva Mario Fernandes, ex-chefe dos chamados “kids pretos” do Exército, afirma que “o decreto é real e foi despachado ontem com o presidente” e pede “movimento”.

“Tem algum áudio comigo?”, perguntou. Ele então afirmou que “foram estudadas hipóteses de estado de sítio”, mas que, se fosse realmente publicar decreto, teria que ter convocado conselhos, e não chegou nem nessa fase.

O ex-presidente foi acusado no último dia 19 pela PGR (Procuradoria-Geral da República) de praticar os crimes de tentativa de abolição violenta do Estado democrático de Direito e de golpe de Estado, de dano qualificado pela violência e grave ameaça contra patrimônio da União, deterioração de patrimônio tombado e participação em uma organização criminosa.

Somadas, as penas máximas chegam a 43 anos de prisão, sem contar os agravantes, além da possibilidade de ele ficar inelegível por mais tempo do que os oito anos pelos quais foi condenado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) em 2023.

Júlia Barbon/FolhapressPoliticaLivre

Congresso promete ao STF individualizar autor de emenda e votá-las em comissões

 Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados/Arquivo

Plenário da Câmara dos Deputados26 de fevereiro de 2025 | 06:31
brasil

As Mesas Diretoras da Câmara dos Deputados e do Senado Federal prometeram nesta terça-feira (25) ao STF (Supremo Tribunal Federal) individualizar o nome dos autores das emendas de relator e de comissão para tentar destravar a execução desses recursos.

Essas emendas são alvo de críticas por não identificarem o parlamentar responsável por decidir como seria gasto o dinheiro público.

Em resposta encaminhada ao STF, o Congresso listou medidas que serão adotadas para dar mais transparência e rastreabilidade a esses recursos, como a padronização de atas com as decisões das bancadas estaduais e comissões temáticas sobre a escolha de como serão gastas as verbas e planilhas para que deputados e senadores indiquem o beneficiário.

O Legislativo ainda se compromete a aprovar um projeto de resolução com essas normativas e determinar que as comissões votem, até 31 de março, se concordam com a forma como foram distribuídas as emendas de 2024 ou se querem modificá-las.

O pagamento das emendas de comissão se tornou alvo até de investigação pela Polícia Federal, por determinação do ministro Flávio Dino, porque os líderes partidários enviaram ofício ao governo assinando, conjuntamente, a autoria de todas as emendas, na tentativa de mantê-las sob sigilo. Agora, eles prometem votar as indicações e individualizar o autor.

A promessa ocorreu em resposta aos questionamentos do ministro Flávio Dino sobre as ações adotadas para garantir a rastreabilidade das emendas parlamentares ao Orçamento. A iniciativa marca uma tentativa de distensionar as relações do Congresso com o Judiciário após a eleição dos novos presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

“Ao longo de todo esse processo, o Senado Federal e a Câmara dos Deputados têm participado com seriedade, lealdade processual e boa-fé, assumindo as responsabilidades que lhes competem e procurando cumprir as determinações desta Suprema Corte e deste eminente relator”, afirmou a advocacia das duas Casas no processo.

Uma audiência de conciliação entre a cúpula do Congresso e Dino está marcada para quinta-feira (27) e a expectativa do Legislativo é sair da reunião com a liberação das emendas parlamentares. A distribuição das comissões da Câmara e a votação do projeto da LOA (Lei Orçamentária Anual) de 2025 estão dependendo dessa decisão.

Na petição ao STF, o Congresso também anexou um plano de trabalho negociado com o Poder Executivo com os prazos e informações necessárias para adaptar o portal da transparência às novas regras de divulgação dos autores e apoiadores das emendas.

A discussão sobre o assunto se arrasta desde agosto passado, quando Flávio Dino determinou a suspensão de pagamentos enquanto não houvesse medidas para garantir mais transparência a esses recursos.

Raphael Di Cunto/FolhapressPoliticaLivre

Na pesquisa CNT/MDA, Bolsonaro já passa Lula e Tarcísio empata

Publicado em 25 de fevereiro de 2025 por Tribuna da Internet

Bolsonaro tem 51,4%, e Lula tem 48,6%, diz pesquisa Veritá

Pesquisa Verita confima números da pesquisa CNT/MDA

Manoela Carlucci
da CNN

O atual presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), aparece empatado tecnicamente com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), em eventuais cenários de segundo turno de uma disputa presidencial, de acordo com uma pesquisa CNT/MDA, divulgada nesta terça-feira (25).

O levantamento ouviu 2.002 entrevistados entre os dias 19 e 23 de fevereiro. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.

BOLSONARO NA FRENTE – No primeiro cenário proposto, Bolsonaro aparece à frente numericamente, com 43,4% das intenções de voto, enquanto Lula tem 41,6%, em empate técnico.  Apesar de ter sido considerado na pesquisa, o ex-presidente está inelegível por oito anos, por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

No segundo cenário, Lula aparece com 41,2%, enquanto Tarcísio de Freitas tem 40,7%, em novo empate técnico.

Sem Lula, Bolsonaro vence Haddad por 43,1% e 39,4%. Tarcísio também ganha numericamente do atual ministro por 38,3% a 37,3%.

APROVAÇÃO DESPENCA – O desempenho pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à frente do governo é desaprovado por 55,3% dos entrevistados em uma pesquisa CNT/MDA, divulgada nesta terça-feira (25). Segundo o levantamento, a aprovação de Lula é de 40,5%.

Em comparação com a última pesquisa CNT, de novembro do ano passado, o índice de desaprovação cresceu nove pontos percentuais, indo de 46% a 55%, em números arredondados. Já a aprovação oscilou de 50% para 40%, também considerando o arredondamento.

Atualmente, 4,2% dos entrevistados não sabem ou não responderam.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG  – Como cantava Moraes Moreira, lá vai o Brasil descendo a ladeira, levando junto o sonho petista de mumificar Lula igual a Lênin… (C.N.)

Lula começou a nova campanha eleitoral entre os pobres sem futuro

Publicado em 25 de fevereiro de 2025 por Tribuna da Internet

Lula faz sinal de positivo com as mãos -- Metrópoles

Lula aparece na TV usando chapéu de malandro carioca

Mario Sabino
Metrópoles

Lula começou esta semana sua campanha eleitoral antecipada na televisão, sob patrocínio extra dos pagadores de impostos, que já financiam os fundos partidário e eleitoral. Para buscar a reeleição, ele precisa reverter a queda na aprovação do seu governo, hoje em abissais 24%.

Como não pode baixar na marra o preço da comida, resta-lhe brandir aos pobres as esmolas assistencialistas que distribui.

Lula passará, assim, a vender com mais insistência o seu peixe para a dona Maria e para o seu João, conforme a prescrição do marqueteiro Sidônio Palmeira, atual chefe da Secom.

COMPRAR VOTOS – Pelo que entendi do programinha eleitoral, Lula tenta agora comprar votos por meio da propaganda da distribuição “gratuita” de remédios e do dinheiro dado a estudantes que não faltam à escola — dinheiro que está fora do orçamento do governo, como se não saísse do mesmo caixa deficitário. A ideia é fazer crer que esses óbolos significam prosperidade.

O povo brasileiro é sempre comprável, desde que a relação entre custo e benefício lhe pareça favorável no presente imediato — como não existe futuro para os nossos pobres, e muito menos futuro de país, a questão fiscal inexiste para eles.

O problema para Lula é que, por enquanto, as suas esmolas parecem não compensar a inflação no supermercado, e eis o motivo de sua aprovação ter despencado.

VAI GASTAR MAIS – Já que não há sinal de que a inflação arrefecerá a ponto de fazer diferença para a dona Maria e para o seu João na hora de eles votarem em 2026, o problema para nós todos, embora nem todos nós tenhamos consciência disso, é que o governo gastará ainda mais com assistencialismo, aumentando o buraco no orçamento e alimentando a espiral inflacionária.

Não há boa notícia nenhuma a ser anunciada por Lula a cada vez que ele aparecer na TV. Mas o que importa é enganar a dona Maria e o seu João até a eleição de 2026. Eles não têm futuro mesmo e nunca terão.

Tarcísio nega candidatura, porque assim se protege e continua viável


Tarcísio sai em defesa de Bolsonaro: “Estamos juntos, presidente”

Tarcísio é grato a Bolsonaro e espera o momento adequado

Pedro Augusto Figueiredo
Estadão

O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) tem se irritado com notícias de que ele aceita ser candidato a presidente da República em 2026, mas aliados avaliam que este cenário é cada vez mais provável diante da piora da avaliação do governo Lula (PT) e o bom desempenho do chefe do Executivo paulista nas pesquisas eleitorais.

A ressalva é que Tarcísio somente consideraria trocar uma reeleição praticamente garantida em São Paulo por uma aventura presidencial se for convocado por Jair Bolsonaro (PL) para substituí-lo nas urnas.

DIZ TARCÍSIO – O governador nega que será candidato a presidente. “Eu não sou candidato. Tem muita gente falando por mim. Ninguém fala por mim. Ninguém está autorizado. Meu único foco é São Paulo”, disse Tarcísio ao Estadão.

Ele afirma que disputará a reeleição, mesmo sabendo que está inelegível por decisão do Tribunal Superior Eleitoral e foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República na semana passada como líder da organização criminosa que tentou dar golpe de Estado após ser derrotado na eleição de 2022. Se for condenado, pode pegar até 43 anos de prisão.

Na terça-feira, 18, antes da denúncia da PGR, Tarcísio publicou nas redes sociais que seu candidato é o ex-presidente Bolsonaro. Nos bastidores, o chefe do Executivo paulista repete o que tem dito em público e acrescenta que conhece a estratégia do padrinho político e estará com ele até o final.

PRÉ-CANDIDATO – Bolsonaro continuará a dizer que é pré-candidato ao Palácio do Planalto para não perder força política enquanto tenta evitar uma condenação no Supremo Tribunal Federal (STF) — tática semelhante à de Lula, que mesmo preso insistiu em uma candidatura em 2018.

Um integrante do governo Tarcísio afirma que a postura do chefe é acertada por dois motivos. Primeiro, reforça a lealdade a Bolsonaro sem dar brecha para o surgimento de atritos entre os dois. O ex-presidente se irrita com qualquer discussão pública sobre quem será seu sucessor.

Além disso, o governador evita o desgaste de ser encarado como o principal rival de Lula. A avaliação é que Tarcísio entrará na mira das forças governistas se sinalizar publicamente que tem intenção de disputar a Presidência.

MANTER A DISCRIÇÃO – Um dirigente de uma sigla do Centrão em São Paulo considera que o melhor caminho para Tarcísio é manter a discrição para não irritar Bolsonaro e deixar que setores econômicos e partidos aliados tentem convencer o ex-presidente de que ele seria a melhor opção.

Contribui para este argumento a pesquisa AtlasIntel que mostrou que Tarcísio empata tecnicamente com Lula, enquanto o próprio Bolsonaro seria derrotado pelo petista em um eventual segundo turno.

O levantamento aponta que Lula tem 45,7% das intenções de voto contra 44,7% do chefe do Executivo paulista. Já no cenário com Bolsonaro, o petista vai a 47,6% contra 43,4% do ex-presidente. A margem de erro é de dois pontos percentuais. Outra pesquisa, a CNT/MDA, confirma esse empate técnico com Lula.

PRINCIPAL NOME – O desempenho de Tarcísio contra Lula na AtlasIntel também é melhor do que o de Ronaldo Caiado (União Brasil), Pablo Marçal (PRTB) e Eduardo Bolsonaro (PL) — outro nome cotado para receber a bênção de Bolsonaro.

Um dos aliados mais próximos do governador, o presidente do PSD, Gilberto Kassab, que também é secretário de Governo de São Paulo, disse na sexta-feira, 21, que Tarcísio é o nome mais forte para concorrer contra Lula no ano que vem, mas que a decisão do governador de tentar a reeleição para o governo paulista precisa ser respeitada.

“Se o Tarcísio fosse candidato, mas não será, o Caiado já me disse que não sairia candidato, Ratinho, Tereza [Cristina, senadora], Zema também apoiariam Tarcísio”, disse Kassab, sinalizando que o governador poderia unificar a direita. “O Tarcísio não saindo eu entendo que muito possivelmente cada partido da centro-direita vai lançar o seu nome”.

KASSAB ESPERA – O próprio Kassab é apontado como alguém que trabalha para ser vice do governador ou mesmo candidato ao Palácio dos Bandeirantes se Tarcísio mudar de ideia.

Kassab enfrenta a concorrência de André do Prado (PL), presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo.

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), e o secretário de Segurança Pública, Guilherme Derrite (PL) também são cotados para encabeçar uma chapa, caso Tarcísio não dispute a reeleição.

Viagem inútil de Janja e comitiva a Roma custou cerca de R$ 300 mil


O que Janja fez em Roma e quais foram os custos da viagem; entenda - Estadão

Janja foi a Roma para ler um discurso sobre a fome

André Shalders
Estadão

As passagens aéreas de ida e de volta da primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, a Roma, na Itália, custaram ao contribuinte R$ 34,1 mil. A primeira-dama voou de classe executiva de Brasília à capital italiana em 9 de fevereiro e retornou dia 13 de fevereiro, num voo direto para São Paulo.

Procurada, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom) disse que Janja foi convidada a participar do evento pelo Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrário (Fida), como colaboradora do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS).

DE PENETRA… – Atualmente, a emissão de passagens é regulamentada por um decreto de janeiro de 2022, editado ainda no governo Jair Bolsonaro (PL). A classe executiva está liberada apenas em voos com mais de sete horas e só para ministros de Estado ou pessoas com os cargos comissionados mais altos – ou, ainda, para quem os represente.

Não é o caso de Janja, que não possui cargo formal na estrutura do Poder Executivo. Em viagens anteriores, a Secom disse que a “legislação vigente” autoriza a primeira-dama a usar a classe executiva.

Na capital italiana, Janja participou de eventos da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza e se encontrou com o Papa Francisco. Ao todo, o grupo que foi a Roma somou 12 pessoas e consumiu ao menos R$ 292,3 mil em passagens e diárias – alguns valores ainda não são conhecidos.

EM ETAPAS – A primeira-dama embarcou em Brasília às 18h10 num Airbus A330 Neo da TAP, e chegou à capital portuguesa, Lisboa, às 6h da manhã do dia 10 de fevereiro. Às 11h45, pegou outro voo da TAP, chegando ao aeroporto de Fiumicino em Roma às 15h50.

Uma vez em Roma, Janja hospedou-se na Residência Oficial do Brasil, no número 14 da Piazza Navona, no Centro da cidade. A residência fica no Palazzo Pamphilj, um palácio barroco construído em 1650 pelo arquiteto Girolamo Rainaldi.

Na volta, Janja pegou um voo direto de 12h e 4 minutos, de Fiumicino para o aeroporto internacional de Guarulhos (SP). A primeira-dama viajou no assento 10 L, na janela, na classe premium business, equivalente à executiva.

EM CIMA DA HORA – Pode ter contribuído para o alto preço da passagem de Janja a falta de antecedência na compra: a reserva da viagem foi feita no dia 31 de janeiro, só dez dias antes do voo de ida. A compra foi solicitada pelo ministério de Wellington Dias, à agência de turismo Voetur.

O valor gasto na passagem da primeira-dama é compatível com um bilhete Brasília-Roma-Brasília comprado em cima da hora.

O voo de ida foi operado pela TAP, de Portugal, e o voo de volta, pela Latam. O Painel de Viagens do Ministério do Planejamento não traz ainda informações sobre eventuais diárias pagas a Janja – a Secom disse que informações sobre custos devem ser buscadas com o MDS.

A COMITIVA – O grupo que esteve em Roma é formado pela secretária de Assuntos Internacionais da Fazenda, Tatiana Rosito; uma servidora da Fazenda; três assessores de Wellington Dias e quatro nomes da Presidência da República – três dos quais são integrantes do “gabinete informal” de Janja, revelado pelo Estadão.

O maior valor em diárias foi pago à servidora Raquel Porto Mendes Ribeiro, do Ministério da Fazenda: R$ 17,8 mil. Ao todo, ela recebeu oito diárias, para participar de vários eventos do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola. Um deles foi a reunião do Conselho de Governadores do Fida, na qual Wellington Dias e Janja discursaram. Durante o encontro, Dias foi eleito presidente mundial do Conselho da Aliança Global.

Na reunião deste ano do Conselho de Governadores do Fida, as autoridades presentes discutiram formas de implementar os compromissos da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, grupo multilateral lançado na reunião do G-20 no Rio de Janeiro, no fim do ano passado.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – 
O Planalto alegou que Janja viajou “a convite do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrário”, mas isso é “menas verdade”, como Lula falava antigamente. Quem a convidou foi o ministro Wellington Dias, que ia ser demitido e teve essa ideia genial. Agora, eu aposto que ele não será mais demitido(C.N.)

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