sexta-feira, abril 26, 2024

Falsa crença em viés majoritário faz Lula ignorar prioridades legislativas

Publicado em 26 de abril de 2024 por Tribuna da Internet

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Charge do J Caesar (Veja)

Carlos Pereira
Estadão

Diante dos riscos iminentes de novas derrotas do governo Lula no Congresso, o Legislativo tem sido apontado como o culpado de atrapalhar a governabilidade de um governo legitimamente eleito.

A legitimidade de uma decisão é geralmente atestada quando decorre da preferência de uma maioria absoluta. Se a maioria deseja uma determinada política, esta estaria democraticamente justificada. Essa crença sobrevive mesmo em sistemas políticos que não são majoritários puros, também chamados de híbridos por combinarem elementos de consenso e coalizão.

O Brasil possui um sistema político híbrido. Enquanto a regra eleitoral que elege o presidente é majoritária (o candidato que tem maioria de votos é o vencedor) em dois turnos, a regra que elege deputados é consensualista, pois as vagas para o Legislativo são alocadas proporcionalmente ao número de votos obtidos por cada partido ou federação partidária.

SEM BASE ALIADA – Em sistemas híbridos, é muito comum o eleitor escolher um perfil de representação para o Congresso que se contrapõe ao perfil do presidente eleito. A despeito dessa diferença, muitos acreditam que o presidente, por ter sido eleito pela maioria dos votos válidos, teria o direito de governar muitas vezes ignorando a preferência agregada do Legislativo.

Mas por que o eleitor normalmente não vota de forma congruente para o Executivo e para o Legislativo em sistemas híbridos, fazendo com que as preferências entre esses Poderes não sejam necessariamente alinhadas?

Em ambiente majoritário, onde geralmente existem dois partidos, a teoria do eleitor mediano (Downs 1957) prevê que esses partidos tenderiam para o centro do espectro ideológico, produzindo preferências políticas centristas. Ou seja, haveria incentivos endógenos de sobrevivência no sistema eleitoral majoritário para empurrar os partidos para a posição do eleitor mediano.

APOIO DO CENTRO – O partido que se move para a posição mediana quase sempre derrota o outro partido que não conseguiu convergir para ela.

Revisitando o paradigma downsiano, Sartori (1976) argumenta que embora o teorema do eleitor mediano possa explicar o funcionamento de sistemas bipartidários, não é confiável em sistemas multipartidários.

O que Sartori percebeu é que a teoria de Downs pressupõe uma força centrípeta que impulsionaria a competição eleitoral entre os dois principais partidos, a qual estaria ausente em sistemas multipartidários. Isso aconteceria porque, no multipartidarismo, os partidos não concorrem para o Legislativo dentro de um espectro ideológico contínuo (esquerda-direita), mas concentram sua atuação em subgrupos de eleitores específicos.

LEGITIMIDADE – Se de um lado o presidente eleito tem legitimidade para implementar uma determinada política, de outro os legisladores também têm legitimidade para implementar políticas que privilegiem os nichos específicos que os elegeram, ainda que não de forma majoritária.

Para que esse conflito seja superado e se alcance cooperação funcional no presidencialismo multipartidário, o presidente necessita montar coalizões que levem em consideração a preferência agregada do Legislativo que, na grande maioria das vezes, não coincide com a sua preferência.

É justamente aqui que reside a origem dos problemas do governo Lula com o Legislativo. Achar que pode governar ignorando a preferência agregada do Legislativo e sem recompensar seus parceiros de coalizão, igualmente legitimamente eleitos, levando em consideração o peso político de cada um no Legislativo e, por que não dizer, na representação obtida por eles na própria sociedade.


Em tempos de delinquência moral, ler comentários na internet é inútil


Charge Celular Redes Sociais | Social, Redes sociais, Tirinhas

Charge do Arionauro (Arquivo Google)

Luiz Felipe Pondé
Folha

Não leio comentários acerca do que escrevo ou falo. Interesse zero. Tampouco tenho interesse em “debates”. Debates são um fetiche quando tomados como forma para se “avançar” no entendimento de questões complexas e que mobilizam muitos interesses e paixões das partes em contenda.

Mas, às vezes, leio, por curiosidade mórbida talvez, comentários feitos a textos de colegas colunistas ou artigos em geral e constato que são, em sua imensa maioria, uma enorme perda de tempo.

Claro que há exceções nesse balaio de inconsistências —usemos um termo chique hoje— que são os comentários, mas em geral não justifica o tempo perdido.

CASO DE ISRAEL – O caso da guerra entre Israel e Hamas é um exemplo que beira a caricatura. Articulistas, jornalistas e colunistas são no Brasil, em sua total maioria, contra Israel, mas nos comentários um monte de gente acusa os veículos de “estarem a serviço do sionismo”. O que fazer diante de tal absurdo?

Aliás, vale salientar que argumentos como este são herdeiros diretos da peça antissemita russa czarista “Os Protocolos dos Sábios de Sião” — os judeus mandam no mundo com seu dinheiro.

Essa epidemia de inconsistências que as redes geram — muitas vezes, como no caso dos comentários, apresentados como democratização da informação e opinião — é uma das manifestações de uma situação estrutural mais profunda, que é a relação delinquente que a humanidade sempre teve com a fala, a linguagem e a emissão de opiniões.

FALANDO PARA NADA – Não aprendemos a falar “para” o conhecimento consistente de nada. Aprendemos a falar, na melhor das hipóteses, “para” garantir a sobrevivência, a defesa e convencer as fêmeas a aceitar o sexo de forma suave.

E, por sua vez, sendo o sexo frágil, as fêmeas aprenderam a falar “para” garantir o melhor dos mundos possível para elas e sua prole, muito antes de Leibniz (1646-1716) ter concebido sua filosofia do melhor dos mundos possível criado por Deus na sua teodiceia.

No restante dos casos, a linguagem está a serviço do delírio, da mentira, da fofoca, da manipulação das mentes e dos corações. Portanto, é mais fácil ser inconsistente no uso da linguagem do que seu contrário. Por isso, o trabalho do jornalismo decente, não preguiçoso, e do intelectual decente não enviesado ideologicamente, é tão difícil e raro.

AMAR A MENTIRA – A única forma de combater as fake news seria derrubar as redes sociais, ideia absurda, claro — e nem assim, porque a mentira é proporcional ao simples aumento da circulação da palavra, porque amamos a mentira em si, sem nenhuma razão especial, como dizia o escritor francês Georges Bernanos (1888-1948).

Mas podemos ir mais além do que as lamúrias e os clichês de ocasião no que se refere ao problema das fake news. Suspeito que o lamento ao redor das fake news e as lágrimas de crocodilo a elas associadas aumenta a cada momento simplesmente porque quem domina as redes é a direita.

Fosse o contrário, não sei, não. Os bolcheviques praticaram fake news —como todo mundo— largamente. Talvez uma das mais famosas tenha sido quando espalharam que o czar Nicolau 2° era um agente alemão na Primeira Guerra Mundial — Nicolau 2° era muito idiota para tal.

PRÁTICA COMUNISTA – A prática do pragmatismo revolucionário no uso da moral e da linguagem foi comum entre comunistas. Lenin, Trótski e Stálin o usaram a larga. Marx veria as fake news como úteis para o pragmatismo revolucionário da linguagem, se usado para o lado “certo”.

Toda luta política acirrada é um terreno fértil para esse uso pragmático revolucionário da linguagem. O importante é acuar a palavra do outro, esvaziá-la de valor, gerar mais engajamento de uma determinada narrativa. Isso não vai mudar.

Se as leis conseguirem infligir duras perdas financeiras às grandes plataformas da internet, pode-se atingir algum resultado tímido, lembrando que quem criará e aplicará as leis serão os mesmos sapiens que adoram a mentira a favor do que creem. A delinquência moral é estrutural em nossa espécie. O que nos confunde são os salamaleques, recurso clássico de quem detém o monopólio legítimo da violência no uso da linguagem.


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"Silêncio Violado: Conflitos Culturais e Autoridade na Comunidade de Jeremoabo"

 

A situação descrita revela um conflito entre a tradição cultural, representada pelos festejos juninos, e a necessidade de preservação do silêncio e ordem pública na comunidade. A interrupção de uma missa devido ao barulho ensurdecedor de um paredão sonoro é uma manifestação extrema de falta de respeito ao espaço sagrado e à comunidade religiosa.

O problema não se limita apenas aos eventos religiosos, mas se estende a outras esferas da vida cotidiana, como bares, veículos particulares e até mesmo a inércia das autoridades locais. A falta de ação por parte do prefeito e da polícia é emblemática de uma falha na aplicação da lei e na garantia do bem-estar da comunidade.

A sugestão do padre de transferir os festejos juninos para o mês de agosto revela a necessidade urgente de encontrar soluções criativas diante da inércia das autoridades. Quebrar uma tradição cultural tão arraigada pode ser uma medida drástica, porém necessária, para preservar a integridade dos eventos religiosos e garantir o direito ao silêncio e à tranquilidade dos cidadãos.

No entanto, é importante ressaltar que a transferência dos festejos juninos não deve ser encarada como uma solução definitiva para o problema. É fundamental que as autoridades competentes assumam sua responsabilidade e adotem medidas eficazes para coibir a perturbação do silêncio, promovendo o respeito mútuo entre os diversos segmentos da comunidade. Além disso, é essencial envolver a população em um diálogo construtivo para buscar soluções que conciliem os interesses de todos os envolvidos.

Em última análise, a questão transcende os limites de uma simples disputa entre tradição e ordem pública. Reflete a necessidade de fortalecer as instituições responsáveis pela aplicação da lei e promover uma cultura de respeito mútuo e convivência pacífica na sociedade.

Nota da redação deste Blog - Arriscado acabar com a tradição do São João em Jeremoabo porque o prefeito é um descumpridor da lei, permitindoo alvarás para os paredões e som em bares sem nenhuma fiscalizaçao, sem respeitar a lei  que estabelece limites diferentes para o período do dia, que vai das 7h até as 22 horas, e o período da noite, onde os limites são menores, indo das 22h até as 7 horas. Nos domingos e feriados, entre as 22h e 8 horas da manhã.

Som: fenômeno físico provocado pela propagação de vibrações mecânicas em um meio elástico, dentro de faixa de freqüência de 16Hz (dezesseis hertz) a 20kHz (vinte quilohertz), e passível de excitar o aparelho auditivo humano;

 Ruído: qualquer som ou vibração que cause ou possa causar perturbações ao sossego público ou produza efeitos psicológicos ou fisiológicos negativos em seres humanos e animais;

"Demolições Descontroladas: O Desperdício dos Recursos Públicos e a Responsabilidade dos Governantes"

 







Destruida pelo prefeito Demolidor porque foi construido na gestão Tista/Anabel

.É realmente preocupante quando projetos públicos são demolidos sem uma justificativa clara e convincente, especialmente quando envolvem investimentos significativos dos recursos públicos. A demolição de estruturas como o Parque de Exposição, a praça em frente à Câmara de Vereadores e uma praça no Povoado Malhada Vermelha sem uma explicação adequada, levanta questões sobre a responsabilidade e a transparência na gestão dos recursos públicos.

É fundamental que os representantes eleitos, como os vereadores a exemplo de Neguinho de Lié, exerçam seu papel de fiscalização e representação da comunidade. Se há suspeitas de má gestão, desperdício de recursos ou arbitrariedade por parte do prefeito, é seu dever levar essas preocupações ao conhecimento do Ministério Público, que tem a autoridade para investigar e tomar medidas apropriadas caso sejam identificadas irregularidades.

Além disso, é importante que haja um diálogo aberto e transparente entre o governo local e a comunidade, para que as decisões relacionadas ao uso dos recursos públicos sejam tomadas de forma democrática e com o devido respeito aos interesses da população. A transparência nas ações do governo é essencial para manter a confiança dos cidadãos nas instituições democráticas e garantir o uso responsável e eficiente dos recursos públicos.

Portanto, os vereadores têm um papel crucial a desempenhar nesse processo, agindo como representantes dos interesses da comunidade e garantindo que os recursos públicos sejam utilizados de maneira responsável e em benefício do bem comum.

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