segunda-feira, outubro 23, 2023

OCDE e Financial Times criticam o Brasil pelo “retrocesso” no combate à corrupção

Publicado em 23 de outubro de 2023 por Tribuna da Internet

Moro também cogita se candidatar ao Senado nas eleições de 2022

Relatório da OCDE faz elogio à atuação do ex-juiz Sérgio Moro

Merval Pereira
O Globo

A dúvida sobre o combate à corrupção no Brasil volta a dominar a análise internacional, especialmente depois que a OCDE (Organização para a Cooperação e desenvolvimento Econômico) divulgou um relatório em que chama a atenção para retrocessos que estariam ocorrendo com a desativação das forças-tarefas como a Operação Lava Jato e medidas tomadas pelo Congresso e pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Ao mesmo tempo, o jornal inglês Financial Times publicou ontem um longo artigo de seu correspondente no Brasil, Bryan Harris, afirmando que ações consecutivas do Supremo Tribunal Federal (STF) mostram que há “pouco apetite, ou nenhum” para investigações sobre corrupção envolvendo a classe política.

GILMAR E TOFFOLI – O jornal inglês cita a decisão do ministro Gilmar Mendes de arquivar uma investigação da Polícia Federal envolvendo aliados do presidente da Câmara, Arthur Lira, e também a do ministro Dias Toffoli de anular as provas do acordo de leniência da Odebrecht na Operação Lava-Jato, que o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos considerou “o maior caso de corrupção internacional da história”.

O destaque para a constatação do relatório da OCDE de que o então juiz Sergio Moro e os procuradores de Curitiba tiveram uma atuação politicamente tendenciosa, segundo o Supremo Tribunal Federal (STF), não resume o documento, que se desdobra em análises e informações sobre o retrocesso que aconteceu no país depois que as punições da Lava Jato foram sendo anuladas.

PRESCRIÇÃO DE PENAS – O relatório critica a anulação de condenações pela prescrição das penas, ressaltando que ninguém foi condenado até o momento de forma definitiva, e que a legislação sobre prescrição precisa ser revista. Dos 60 casos de corrupção investigados, ressalta o relatório, apenas 28 tiveram conclusão. O relatório chama também a atenção para diversas decisões recentemente tomadas pelo Congresso e pelo STF que colocam em risco os investigadores, citando especificamente a Lei de Abuso de Poder.

Embora possa ser considerada um avanço, essa lei tem tido o efeito de atemorizar os investigadores, de acordo com diversas fontes ouvidas em Brasília e em São Paulo pelos funcionários da OCDE.

Sem dar nomes, ressaltam a preocupação de que as punições disciplinares sejam usadas como retaliação aos investigadores, numa referência às sanções dadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e Conselho Nacional do Ministério Público aos procuradores de Curitiba.

INTIMIDAÇÃO – Mencionam o receio de que a lei se transforme em instrumento de intimidação de juízes e investigadores que atuam contra a corrupção.

Mesmo reconhecendo os esforços brasileiros, os membros da OCDE que estiveram no Brasil demonstram preocupação com o fato de que o país não atingiu ainda um patamar sustentável de combate à corrupção equivalente a seu perfil econômico, e com o tamanho do papel que grandes empresas brasileiras tiveram em alguns dos maiores escândalos da última década.

Nesse ponto, é bom destacar que o relatório cita a decisão do ministro do Supremo Dias Toffoli de anular as provas no acordo de leniência da Odebrecht, e sugere que as consequências dessa decisão podem enfraquecer a segurança jurídica de outros acordos e dificultar a colaboração internacional no combate à corrupção.

ELOGIO A MORO – O relatório chama a atenção, aliás, para o fato de que o ex-juiz Moro foi acusado de manter relações informais com outros países, sem autorização oficial.

Os funcionários da OCDE ressaltam que essa colaboração informal é uma maneira efetiva de avançar nas investigações sem que a burocracia as atrase. Segundo o relatório, essa é uma “boa prática crucial e internacionalmente aceita para navegar com sucesso nos requisitos formais de cooperação legal mútua”.

O relatório da OCDE, comemorado pelo governo petista e seus satélites da esquerda como se fosse confirmação oficial da má conduta do então juiz Sérgio Moro, é muito mais que isso. É uma advertência ao cerceamento do combate à corrupção por parte do establishment político-jurídico nacional. Uma barreira a uma eventual entrada, que o Brasil deseja, na organização dos países com as melhores práticas de boa governança.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Essa foi boa, não é? Moro ganha elogio no relatório da OCDE, mas no Brasil a campanha para cassá-lo aumenta cada vez mais. Como dizia o célebre historiador Capistrano de Abreu, aqui no Brasil as autoridades precisam ter vergonha na cara. (C.N.)

Projeto de Mourão tenta anistiar os falsos terroristas condenados pelo 8 de Janeiro


Senador Hamilton Mourão.

Vandalismo é uma coisa diferente de terrorismo, diz Mourão 

Deu em O Globo

O senador Hamilton Mourão (Republicanos -RS), ex-vice-presidente no governo de Jair Bolsonaro (PL), apresentou um projeto de lei que concede anistia a envolvidos nos ataques golpistas do 8 de janeiro. Segundo o texto protocolado no Senado, seriam absolvidos de seus crimes quem fosse condenado por golpe de Estado ou abolição violenta do Estado Democrático.

Na justificativa para a iniciativa, Mourão avalia como injustas as impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) aos envolvidos com os atos. Para o parlamentar, a maioria das pessoas estava na Praça dos Três Poderes “somente para protestar”.

SEM DOLO ESPECÍFICO – “A maioria não agiu em comunhão de desígnios e estava ali somente para protestar, sem a presença do dolo específico que esses crimes exigem. As condenações que o Supremo Tribunal Federal vem aplicando aos acusados são, data vênia, desproporcionais e, por isso mesmo, injustas”, diz parte do texto.

O senador ressalta ainda que a proposta não prevê uma anistia ampla aos condenados pela participação nos atos de vandalismo. As penalidades aplicadas por deterioração do patrimônio tombado e associação criminosa, por exemplo, continuariam em vigor.

“Para que não haja dúvidas, não estamos propondo uma anistia ampla, mas apenas para esses crimes específicos, dada a impossibilidade de identificar objetivamente a intenção de cometê-los. Remanescem, todavia, as acusações e condenações pelos crimes de dano, deterioração do patrimônio tombado e associação criminosa, pois são condutas que podem ser individualizadas a partir das imagens de vídeos que mostraram toda aquela manifestação”, justifica Mourão.

PLENÁRIO VIRTUAL – Os julgamentos dos acusados de participação nos ataques do 8 de Janeiro no Supremo Tribunal Federal (STF) completaram um mês no último sábado, com seis condenações e a perspectiva de que mais 14 réus venham a ter o mesmo destino em breve. Um dos objetivos do novo presidente da Corte, ministro Luís Roberto Barroso, é de que ao menos quatro novos julgamentos ocorram até o fim do ano.

Após a análise dos casos no plenário físico do STF, que condenou os três primeiros réus a penas entre 14 e 17 anos de prisão, os demais julgamentos passaram a ocorrer na modalidade virtual, quando os ministros não debatem publicamente, apenas depositam os seus votos.

A diretriz para julgamentos no plenário virtual foi dada por Moraes, que fez os pedidos inicialmente à ministra aposentada e ex-presidente do STF Rosa Weber. A ideia é dar celeridade às análises, uma vez que mais de 1.300 pessoas foram denunciadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– É um projeto importante e necessário. Considerar como perigoso terrorista quem estava na Praça dos Três Poderes em 8 de janeiro é um erro judiciário inaceitável e revoltante. Como diz o senador Mourão, é preciso condenar os manifestantes por vandalismo, mas desde que haja provas concretas, e isso não está sendo observado. É decepcionante ver o Supremo criar uma fábrica de falsos terroristas, condenando a 17 anos os manifestantes que faziam um protesto e nem participaram do vandalismo. Não se pode aceitar condenações por “presunção de culpa”, uma possibilidade que nem inexiste no Direito Universal. (C.N.)

Lula venceu! Seu candidato Sergio Massa e o peronismo atropelaram “El Loco” Milei

Publicado em 23 de outubro de 2023 por Tribuna da Internet

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Lula funcionou como personal trainer do peronista Massa

José Casado
Veja

Lula venceu. Apostou todas as suas fichas na vitória do candidato peronista do governo de Alberto Fernández e de Cristina Kirchner, e ganhou o primeiro turno: Sergio Massa, ministro da Economia, vai disputar a segunda rodada, no domingo 19 de novembro, com Javier Milei, o deputado conhecido como “El Loco”, líder de uma coalizão de extrema-direita.

Massa realizou uma proeza eleitoral. Saiu do terceiro lugar (com 27%) na votação prévia de agosto, e venceu o primeiro turno (com 36,4%). Em sete semanas cresceu nove pontos percentuais. Terminou com cerca de 1,4 milhão de votos de vantagem.

MÁQUINA ELEITORAL – Milei perdeu o ímpeto: liderou a votação prévia (com 31,6%) e encolheu (para 30,1%) neste domingo (22/10). Foi atropelado pela eficiente máquina eleitoral peronista na capital e na província de Buenos Aires, onde vivem quatro de cada dez eleitores argentinos. Ali, o peronismo garantiu a Massa 43% dos votos contra 26% do adversário. E ainda reelegeu o governador Axel Kicillof, aliado da vice-presidente Cristina Kirchner.

Essa engrenagem criada por Juan Domingo Perón há 78 anos acabou moendo a candidata conservadora Patricia Bullrich, que foi ministra da Segurança no governo de Mauricio Macri (2015-2019), líder da centro-direita.

O candidato Massa, aparentemente, seguiu a sugestão dada por Lula em reunião no Palácio do Planalto na segunda-feira 28 de agosto:

DISSE LULA — “Deixa de procurar dólares e vá atrás de votos” — insistiu Lula, como relatou o candidato a jornalistas na viagem de volta a Buenos Aires na segunda-feira 28 de agosto, quinze dias depois da derrota na prévia presidencial.

“Faça o que tiver que fazer, mas ganhe” — acrescentou Lula, no tom de quem acumula a experiência de três vitórias em 34 anos de disputas presidenciais.

O ministro da Economia fez. Aumentou exponencialmente os gastos públicos e celebrou a vitória na primeira rodada com um discurso repleto de clichês, alguns bem conhecidos no Brasil: “Vou cuidar de cada argentino e cada argentina”. Agora, os eleitores terão de escolher entre Massa e Milei, em 19 de novembro.

 

VÍDEO: “Não é o tipo de embate que eu costumo ter”, diz Rachel Sheherazade sobre agressão na Fazenda

Por Redação

VÍDEO: “Não é o tipo de embate que eu costumo ter”, diz Rachel Sheherazade sobre agressão na Fazenda
Reprodução / Redes Sociais

A jornalista Rachel Sheherazade falou pela primeira vez na televisão, neste domingo (23), sobre sua expulsão do reality show A Fazenda, da emissora Record. Ao ser perguntada sobre o ocorrido no programa Hora do Faro, a jornalista afirma que “não é o tipo de embate que eu costumo ter”. 

 

Durante o quadro “A Fazenda Última Chance”, a ex-peoa declarou que não tinha a intenção de “disputar o poder” com Jenny. “Na verdade não havia disputa de poder com a Jenny, nem com ninguém. Eu sabia do meu lugar na Fazenda, eu sabia que cada um tinha o seu momento de brilho, de protagonismo, eu não achava que eu era protagonista”.

 

Rachel expôs ainda que na ocasião, houve maldade da parte da concorrente: “Não é o tipo de embate que eu costumo ter, meus embates são sempre na base do diálogo, do argumento. Nem havia me rebelado contra o chapéu de fazendeira dela, não me rebelei contra as determinações de nenhum fazendeiro, mas ali foi uma maldade da Jenny”, acusa a ex-âncora do do telejornal SBT Brasil.

 

Deputado bolsonarista é acusado de assédio sexual e omissão de socorro a prostituta

 

Deputado bolsonarista é acusado de assédio sexual e omissão de socorro a prostituta

Por Matheus Teixeira | Folhapress

Deputado distrital Daniel Donizet
Foto: Foto: Carlos Gandra / CLDF

O deputado distrital Daniel Donizet (MDB-DF) é acusado de assédio sexual, rachadinha e omissão de socorro a uma garota de programa, que diz ter sido espancada por seu assessor.
 

Ex-funcionárias do parlamentar procuraram a Polícia Civil e o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios para relatar os casos de assédio.
 

Em nota, Donizet nega as acusações e diz refutar crimes e violência contra as mulheres. Duas ex-servidoras que registraram as acusações na polícia e no Ministério Público falaram à Folha.
 

Uma delas, Fabrícia Morais, afirma que sofreu ameaça do deputado por não ter aceitado fazer sexo com ele. "Ele me disse: 'Fabrícia, aqui é igual o big brother. Só fica quem dá'", afirmou. A ex-funcionária diz que foi exonerada por não ter cedido às investidas.
 

Outra mulher, que trabalhou no gabinete do deputado e preferiu não se identificar, afirma que também foi abordada pelo parlamentar em uma confraternização e que teve relação sexual com ele. No entanto, ela diz ter se sentido forçada a ceder por se tratar de seu chefe.
 

Fabrícia Morais ocupou um cargo na Administração Regional do Gama por indicação do deputado. Ela afirma que todos os funcionários do órgão eram indicados pelo parlamentar e que eram obrigados a participar dos seus atos de campanha, inclusive no horário de expediente.
 

Segundo ela, a primeira abordagem ocorreu em uma festa em que estavam todos os servidores. "Parecia um cachorro no cio. Ele chegou em mim bêbado e disse que pegava todas as meninas. Ele falou no meu ouvido isso."
 

Após alguns dias, em outra festa, afirma ter sido convidada para ir ao motel com ele. "Não fui. Fui exonerada porque não transei com ele", afirma.
 

Ela diz que ouviu relatos parecidos de outras pessoas que trabalharam para ele. "Uma colega me mostrou uma mensagem enviada por ele à 1h da manhã. Ela falou para mim que desligava o celular para não dar um não para ele porque estava com medo de perder o emprego."
 

Ambas dizem que tiveram que passar por tratamento psicológico para superar traumas da época.
 

Donizet, que é antigo apoiador de Jair Bolsonaro (PL), foi eleito pelo PL e migrou para o MDB recentemente, por articulação do presidente da Câmara Legislativa, Wellington Luiz (MDB-DF).
 

No final de 2021, ele foi alvo de uma operação da Polícia Civil e do Ministério Público local, que cumpriram mandados de busca e apreensão em seu gabinete.
 

O inquérito contra ele apura a existência de funcionários fantasmas e a prática de rachadinha, que consiste na obrigatoriedade imposta a servidores para repassar parte do salário ao deputado.
 

O parlamentar também se tornou alvo de investigação após uma prostituta afirmar que foi espancada por um assessor seu e de ele ter omitido socorro.
 

Ela registrou um boletim de ocorrência na polícia. Nele, diz que o assessor bateu nela em um motel e que, na ocasião, Donizet estava no mesmo quarto e se recusou a ajudá-la.
 

"Eu pedindo para ele [o assessor] parar e ele não parava [...] e tirou a camisinha. Todos omitiram socorro, inclusive o Daniel Donizet", disse a mulher em depoimento à polícia .
 

No fim de setembro, logo após a revelação do caso, a mesa diretora da Câmara Legislativa arquivou um pedido de cassação do deputado por quebra de decoro parlamentar.
 

A Promotoria do Gama, onde corre a investigação, e a Polícia Civil do DF, não quiseram se manifestar sobre as investigações.
 

Deputado nega acusações e diz refutar crimes e violência contra mulheres
 

Por meio de nota, o deputado afirmou que é inocente. "A defesa do deputado acompanha os procedimentos, mas esclarece que o parlamentar não foi indiciado em nenhum dos casos. Em razão de serem sigilosos, há impedimento legal para passar informações, sob penalidade de interferir nas investigações", diz.
 

O parlamentar também diz que "sempre se colocou à disposição das autoridades, bem como tem a certeza de que tudo será esclarecido, sendo ao final comprovado que não há qualquer envolvimento de sua parte nos fatos".
 

"Como seu histórico reforça, o deputado refuta quaisquer tipos de crimes e violência contra as mulheres".


Tiros em escola estadual de SP deixam um morto e dois feridos

Segunda-Feira, 23/10/2023 - 08h52

Por Redação

Tiros em escola estadual de SP deixam um morto e dois feridos
Foto: Reprodução TV Globo

Uma pessoa morreu e outras duas ficaram feridas após tiros dentro da Escola Estadual Sapopemba, na Zona Leste de São Paulo, na manhã desta segunda-feira (23). Uma das vítimas sofreu ferimento no tórax, na cabeça e na clavícula.

 

De acordo com informações da TV Globo, um aluno do 1° ano do Ensino Médio teria entrado armado e disparado contra outros estudantes.

 

As duas pessoas feridas foram levadas para o Hospital Sapopemba. Um outro foi atendido por ambulância do Samu dentro da unidade escolar.

 

O ataque teria ocorrido por volta das 7h20 e a PM foi chamada por volta das 7h30 na escola. 

 

O Helicóptero da PM foi também ao local, além de outras 20 viaturas da PM, para atender a ocorrência.

 

A Secretaria Estadual da Educação ainda não se pronunciou sobre o caso. Pais e responsáveis de alunos foram até a instituição de ensino após serem informados do atentado.

 

Ainda não há mais informações do caso. 


 

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