terça-feira, junho 27, 2023
Planalto e Câmara já debatem sucessão de Lira para ampliar base de Lula
Planalto e Câmara já debatem sucessão de Lira para ampliar base de Lula
Por Victoria Azevedo, Julia Chaib e Thiago Resende | Folhapress

A sucessão pela presidência da Câmara dos Deputados entrou no pacote de itens em debate entre governo e Congresso Nacional com o objetivo de aumentar o número de votos no Legislativo favoráveis ao presidente Lula (PT).
Na última semana, integrantes do Palácio do Planalto sinalizaram ao presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), que devem apoiar o candidato que ele escolher para substituí-lo.
Embora ainda falte um ano e meio para a eleição, que será em fevereiro de 2025, o assunto já vem sendo tratado em conversas reservadas. Não há consenso no governo Lula sobre o tema.
Porém, segundo relatos tanto de parlamentares como de membros do governo, o ministro Rui Costa (Casa Civil) sinalizou, em reunião com Lira no último dia 15, o apoio a Elmar Nascimento (União Brasil-BA).
Rui e Elmar também se encontraram na semana passada.
A sucessão na Câmara foi tratada e, segundo relatos, o ministro disse que sabia das pretensões do parlamentar e afirmou que, para Elmar conseguir o apoio do governo, era preciso trabalhar por ele e fazer mais gestos -sinalizando uma maior lealdade ao Executivo na Casa.
Apesar de o ministro e o deputado da União Brasil serem adversários políticos na Bahia, Rui, que passou a entrar na articulação política do governo, abriu espaço na agenda para se encontrar com Elmar.
Embora não trate publicamente do assunto e evite falar em nomes, Lira também tem dito a pessoas próximas que recebeu o compromisso do Palácio do Planalto de apoio ao candidato que ele quiser.
Após ter conversado com o presidente da Câmara, Rui recebeu elogios de parlamentares pela disposição de tentar melhorar o ambiente da articulação política, depois de ser duramente criticado por esses atores.
Integrantes do Planalto, no entanto, avaliam que o ministro se antecipou demais ao fazer o aceno, pois uma ala dos assessores de Lula tem preferência por outros pré-candidatos à presidência da Câmara.
Além de Elmar, despontam os nomes do presidente do Republicanos, Marcos Pereira (SP), atual vice-presidente na Casa; de Antonio Brito (BA), líder do PSD na Casa; e de Isnaldo Bulhões Jr. (AL), líder do MDB.
União Brasil, Republicanos e PP são cortejados pelo Executivo para integrar a base de Lula --juntos, eles têm 149 deputados.
Por outro lado, parte dos aliados do governo Lula defende que o Executivo deva ter um nome próprio na disputa. Eles dizem que a perspectiva de melhora na economia irá fortalecer a gestão do petista e, dessa forma, será possível ter um candidato mais alinhado às pautas de interesse do Planalto.
Pesa contra Pereira o fato de ele presidir o Republicanos, partido do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Já aliados de Lula dizem que Elmar seria uma pessoa muito próxima a Lira.
Além disso, aliados de Lula afirmam que dificilmente um mesmo partido terá o comando das duas Casas. Eles ponderam que o senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) mira a sucessão de Rodrigo Pacheco (PSD-MG) e deverá contar com o apoio do Planalto.
Nessa avaliação, afirmam que, se não houver um nome do PT que seja consenso (internamente e com demais legendas), é preciso apostar em nomes de centro para presidir a Câmara. E citam Brito e Isnaldo.
PSD e MDB já fazem parte da base de Lula. Cada partido tem três ministérios na Esplanada.
Além disso, uma ala de integrantes do Planalto diz acreditar que uma eventual aliança com o PSD para comandar a Câmara poderia amarrar o apoio do partido para o candidato do PT na eleição presidencial de 2026.
Embora muita coisa possa mudar até fevereiro de 2025, quando está marcada a próxima eleição, essas articulações também passam pela formação da base do governo federal no Congresso --ainda que, oficialmente, membros do Planalto neguem que esse tema esteja em discussão.
O próprio Lira não tem tratado do assunto publicamente e nega que isso esteja em pauta neste momento.
O deputado do PP não pode concorrer à reeleição e tenta transferir o capital político que tem na Câmara a um sucessor. Ele foi mantido no comando da Casa após 464 votos, um recorde, e mantém forte influência sobre os pares.
Após a formação dos blocos na Casa, em abril, o presidente da Câmara afirmou que o nome que fosse debatido naquele momento estaria "morto em dois meses". "Não é inteligente, conveniente nem é sábio fazer esse tipo de alegação, porque vai fritar nomes importantes no cenário político", afirmou.
Segundo relatos, no entanto, o presidente da Câmara tem afirmado a interlocutores que o Planalto se comprometeu a apoiar seu candidato e que espera que isso seja cumprido.
Caso Elmar mantenha a intenção de sair candidato à presidência da Câmara e o governo apoiá-lo, isso poderá desagradar ao PT da Bahia.
Desde que foi eleito, Lula manteve uma interlocução com Elmar com o objetivo de angariar apoios dos 59 deputados da União Brasil. No final do ano passado, o presidente chegou a convidá-lo para assumir o Ministério da Integração Nacional.
O convite acabou retirado, porém, devido à resistência de integrantes do PT baiano, entre eles o próprio Rui Costa e o líder do partido no Senado, Jaques Wagner.
A reviravolta causou mal-estar em parte do partido e fez o próprio Elmar ficar mais rigoroso com o governo. Durante a tramitação da MP (medida provisória) que reestrutura o desenho da Esplanada dos Ministérios, o deputado ameaçou votar contra o governo.
Mudou de opinião após uma conversa com Lula, que prometeu atuar para resolver os problemas relacionados à articulação política que o deputado apontou, como demora para destravar emendas e nomeações de cargos, além de um mau relacionamento com alguns ministros.
Alinhado ao bolsonarismo, ministro pode travar julgamento no TSE por até dois meses

Nesta terça-feira (27), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o julgamento da ação de investigação judicial eleitoral (Aije) que analisa a inelegibilidade do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de Walter Braga Netto, candidatos à Presidência da República nas eleições de 2022. A sessão será às 19h e começará com o voto longo do relator do processo, o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Benedito Gonçalves.
Após o voto de Benedito Gonçalves, votam os ministros Raul Araújo, Floriano de Azevedo Marques, André Ramos Tavares, Cármen Lúcia (vice-presidente do TSE), Nunes Marques e, por último, Alexandre de Moraes, presidente do Tribunal. No entanto, a manifestação dos outros seis ministros deverá ocorrer apenas na quinta-feira (29).
Todas as atenções estarão voltadas a Raul Araújo, já que existe a possibilidade de o ministro pedir vista e travar o julgamento por 60 dias. Ele é conhecido por suas posições ideológicas mais alinhadas ao bolsonarismo e se tornou a última esperança de Bolsonaro para interromper o julgamento.
Araújo é o ministro que proibiu manifestação política de artistas durante o festival Lolapalloza no ano passado. A decisão foi duramente criticada pelos colegas de corte. Durante a campanha eleitoral, ele também atendeu a um pedido do PL e deu uma liminar mandando que fossem apagados vídeos de Lula chamando Bolsonaro de “genocida”. No entanto, sua decisão foi derrubada pela maioria do plenário.
Porém, conforme apurado pela coluna de Malu Gaspar, em O Globo, Alexandre de Moraes já detectou a "ameaça" e conversou a sós não só com Raul Araújo assim como com outro ministro alinhado a Bolsonaro, Kassio Nunes Marques, que também vinha sendo pressionado por aliados do ex-presidente a pedir vista.
Segundo a publicação, Moraes argumentou nessas conversas que seria ruim para o país e para o TSE o processo se arrastar por muito tempo. Ele insistiu que o tribunal precisa encerrar essa fase da discussão sobre as eleições de 2022 e obteve de ambos a promessa de que dariam seus votos agora e não pediriam vista.
Outra razão pela qual Araújo pode frustrar os bolsonaristas é seu “trauma” com a repercussão da decisão que tomou no caso Lollapalooza. A decisão foi interpretada como censura, caiu muito mal na própria Corte Eleitoral e foi criticada em público por ministros do Supremo como Edson Fachin. Acuado e magoado com as críticas, Araújo se viu isolado no TSE. Depois, afirmou reservadamente a interlocutores ter sido induzido ao erro pelo PL.
Mesmo que Raul Araújo peça vista, a solução é vista como paliativa, já que integrantes da corte duvidam que algum fato venha a modificar a visão majoritária pela condenação.
Araújo vai herdar a relatoria de todas as 16 ações que investigam a campanha de Jair Bolsonaro à reeleição ao assumiu o cargo de corregedor-geral da Justiça Eleitoral, com o fim do mandato de Benedito Gonçalves em novembro.
Os partidos não aceitam candidaturas de goela abaixo
em 27 jun, 2023 7:47
Adiberto de Souza
Embora falte mais de um ano para as eleições municipais, já está sobrando “candidaturas” a prefeito de Aracaju. Ao menos esse é o lero-lero propagado pelas esquinas da cidade. Mesmo as lideranças políticas alertando ser ainda muito cedo para discutir sobre nomes, as ruas insistem em lançar pretendentes à cadeira ocupada hoje pelo prefeito Edvaldo Nogueira (PDT). Ora espalham que o ministro Márcio Macedo (PT) será candidato com o apoio irrestrito dos governistas, ora garantem que a vereadora Emília Corrêa (Patriota) não apenas será candidata a prefeita da capital, como terá o apoio integral da oposição. As ponderações dos dirigentes partidários não têm conseguido evitar esse disse me disse, natural em ano sem eleição. A verdade é que não existe pré-candidatura alguma e que os partidos não aceitarão nomes impostos de fora pra dentro, de goela abaixo. O PT, por exemplo, não define chapa majoritária tão antecipadamente como desejam alguns curiosos em política. Já os governistas querem distância desse assunto, que só deverá entrar na pauta no começo de 2024. Até lá, tudo que se diga não passa de lorota, miolo de pote, conversa mole para acalentar bovino. Marminino!
Prefeito agredido
E o prefeito de Graccho Cardoso, José Araquém Aragão (PSD), quer distância de policiais militares. O ilustre ainda não se recuperou psicologicamente dos empurrões que legou de um PM durante os festejos juninos daquele município sergipano. Segundo o pessedista, o policial “bateu na caixa dos meus peitos e me derrubou. Achando pouco, ainda sacou a arma e apontou pra mim, na frente de minha esposa, meus filhos e do prefeito de Muribeca, Mário de Sandra (PL)”, frisa. Já o Tenente-coronel Jota Luíz, porta voz da PM, garante que o prefeito apresentava sinais de embriaguez, tendo segurado o militar pelo braço que, para se soltar, o empurrou. Cruz, credo!
Vida mansa
Levantamento nas folhas de pagamento dos 92 tribunais de justiça e revelado pelo portal UOL mostra que as remunerações extras, como pagamentos retroativos de adicionais por tempo de serviço e de auxílios-moradia, renderam salários mensais de até R$ 1,5 milhão a magistrados, no ano passado. Esses chamados “penduricalhos” engordaram os contracheques de muitos juízes por esse Brasilzão de meu Deus. Segundo a reportagem do UOL, em nove deles constam salários mensais superiores a R$ 1 milhão, em valores brutos, pagos a juízes e desembargadores em dezembro e janeiro de 2022. Assim também já é demais também!
Mal na fita
A Festa da Mandioca, realizada em Lagarto no último final de semana, ainda rende dor de cabeça para a prefeita Hilda Ribeiro (SD) e o marido dela, deputado federal Gustinho Ribeiro (Republicanos). É que, segundo as línguas afiadas daquela cidade, o parlamentar teria trocado supapos com os seguranças da cantora Ana Castela. Verdade ou não, o fato é que o assunto ganhou proporções nacionais. Claro que a oposição a Gustinho e Hilda aproveitou para desgastar politicamente o casal. O ex-deputado estadual Sérgio Reis (PSD) foi ao Instagram pedir desculpas à artista pelo propalado entrevero. Sobre Gustinho, o pessedista disse que “esse deputado coronelista não representa o povo de Lagarto”. Misericórdia!
Assim com os hermanos
O ministro Márcio Macedo (PT) participou da recepção e reunião do presidente Lula da Silva (PT) com o presidente da Argentina, Alberto Fernández. A visita do argentino ao Brasil visou celebrar os 200 anos de relações diplomáticas entre os dois países. Segundo Macedo, “a construção destes laços de confiança com os nossos hermanos foi tarefa de gerações”. O ministro sergipano lembrou também da criação do Mercosul, responsável pela união dos países do Cone Sul e da criação das bases para um projeto de integração da América do Sul. Então, tá!
Rato e cafetão
Não chamem para a mesma quadrilha junina o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o ex-ministro da Educação Abraham Weintraub (PMB), pois pode ter empurra-empurra. Tudo porque o ex-auxiliar de Bozo não perde uma chance para esculhambar o ex-chefe. Veja o que escreveu Weintraub sobre o ex-presidente nas redes sociais: “O cafetão sempre se esconde, como um rato, atrás dos outros. O cafetão manda suas prostitutas pedirem dinheiro para ele. O cafetão entrega tudo e todos para salvar seu couro. O cafetão é covarde, ladrão, mentiroso e frouxo”. Home vôte!
Quilombo reconhecido
Uma área com mais de dois mil hectares, localizada no município de Estância, foi reconhecida e declarada oficialmente como terras da comunidade remanescente do quilombo Curuanhas. A portaria nesse sentido foi publicada pelo Incra no Diário Oficial da União. A comunidade foi um dos primeiros povoados a serem reconhecidos como remanescente quilombola pela Fundação Cultural Palmares, em 2011. Atualmente, Sergipe tem 32 certificações emitidas, nas 44 comunidades declaradas que abriram processo para solicitação de reconhecimento. Ah, bom!
De volta ao batente
Após um período de dois meses afastado da Assembleia Legislativa para tratamento de saúde, o deputado Chico do Correio (PT) retomou os trabalhos parlamentares. O petista diz ter sido acometido por uma crise de ansiedade, que pode ser resquício da Covid-19, que o atingiu por três vezes. “Também tive Zika”, conta Chico. O deputado fez discurso para agradecer todas as orações e mensagens recebidas no período em que estava em tratamento. Saúde!
Comida sem dignidade
O governo de Sergipe festejou a aprovação pela Assembleia do “Programa Prato do Povo”, que visa oferecer um almoço, de segunda a sexta-feira, aos miseráveis residentes em 21 municípios. Nos sábados e domingos os beneficiados passam fome ou pedem esmolas para sobreviver. Ora, não será dando apenas um prato de comida durante cinco dias por semana que se vai restaurar a dignidade de quem está no fundo do poço. E as outras refeições diárias quem banca? Portanto, essa velha e inútil receita contra a fome talvez só sirva mesmo para que a burguesia não sinta a consciência doer quando for se refastelar em ricos e bem servidos baquetes, geralmente custeados pelo povo. Danôsse!
Pires na mão
Sergipe e Roraima têm a renda familiar mais baixa do Brasil. É o que mostra pesquisa do IBGE sobre a melhoria da qualidade de vida dos brasileiros de 2008 a 2018. O chamado índice de desempenho econômico cresceu 12,8% e todos os estados tiveram resultado positivo. Divulgado agora, o estudo mostra que a qualidade de vida melhorou para todo mundo nesse período. Mas a desigualdade manteve-se de pé e elevada. As mulheres e as pessoas que se declaram pretas e pardas são as que tiveram as maiores perdas durante o período estudado. Só Jesus na causa!
Sob nova direção
Agora é oficial: Ex-dirigente do PSDB, o senador Alessandro Vieira é o novo mandachuva do MDB sergipano. Ontem, a Justiça Eleitoral referendou a nova comissão provisória do partido no estado. Além do ex-tucano, integram o comando do novo grupo emedebista o prefeito de Laranjeiras, Juca de Bala, e o secretário estadual de Turismo, Marcos Franco. Filiados históricos do MDB, como o ex-governador Jackson Barreto, ainda não foram convidados a abandonar o barco, porém já devem ter em mente que a porta da rua é a serventia da casa. Aff Maria!
INFONET
Ação da PM em acampamento golpista foi impedida por militares, denuncia coronel
Publicado em 26 de junho de 2023 por Tribuna da Internet

Coronel Naime, da PM, responsabiliza o Comando do Exército
Weslley Galzo
Estadão
O coronel da Polícia Militar do Distrito Federal Jorge Eduardo Naime afirmou nesta segunda-feira, 26, à Comissão Parlamentar de Mista de Inquérito (CPMI) do 8 de janeiro que a corporação foi impedida pelas Forças Armadas de desmobilizar os acampamentos golpistas montados em frente ao Quartel General do Exército em Brasília após a derrota do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nas eleições de 2022.
O policial atribuiu ao general Gustavo Henrique Dutra, então chefe do Comando Militar do Planalto (CMP), as ordens que vetaram a realização das ações de desmontagem dos acampamentos. Naime disse que não poderia atestar se a determinação de desmobilizar a PM partiu de Dutra, mas garantiu que ele teria sido ao menos o transmissor da decisão.
TUDO ESTRANHO – A relatora Eliziane Gama (PSD-MA) iniciou o depoimento com questionamentos a Naime sobre o setor de inteligência da PM e a atuação policial em eventos chave envolvendo apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), como as manifestações do 7 de setembro de 2021 e a realização de acampamentos golpistas após as eleições de 2022.
Eliziane questionou o coronel sobre a atuação da PM no dia 12 de dezembro, data da diplomação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), quando golpistas tentaram invadir a sede da Polícia Federal (PF) em Brasília para resgatar um apoiador de Bolsonaro preso pelos agentes.
Naime se limitou a dizer que “tudo” naquele dia foi estranho, inclusive a decisão da PF de prender o indígena José Acácio Serere Zavante. O policial ainda alegou que não foram efetuadas prisões na ocasião porque o grupamento deslocado foi a Tropa de Choque que estava dedicada a proteger o hotel em que estava hospedado o presidente Lula e o patrimônio público.
“EFETIVO DEMAIS” – Naime relatou ter se reunido no dia 28 de dezembro com lideranças do Governo do Distrito Federal e com Dutra para organizar uma operação de retirada da estrutura dos acampamentos. De acordo com o policial, a ação foi impedida pelas Forças Armadas e Dutra teria se queixado ao então comandante geral da PM por terem deslocado “efetivo demais” no dia da desmobilização.
“A gente foi impedido. Não conseguimos fazer nem mesmo o que estava previsto. A PM ficou num descrédito muito grande”, afirmou, “Se eu falo para um general que eu tenho condições de fazer uma retirada é porque eu tenho”, disse Naime. “A gente tinha limitadas as nossas ações naquele território”, prosseguiu.
Em relação aos atos de vandalismo ocorridos no dia 8 de janeiro, Naime afirmou que o Departamento Operacional (DOP) da PM não foi inserido nos grupos de distribuição de informações dos setores de inteligência federal, o que teria comprometido a atuação do órgão. “O que me causa estranheza é que não colocaram o DOP nesse grupo, o que gerou um apagão”, disse.
SONEGARAM INFORMAÇÕES – Ele ainda acusou os integrantes da cúpula das agências de inteligência da PM, da Secretaria de Segurança Pública do DF e do Comando de Policiamento de sonegarem do DOPs “informações privilegiadas” recebidos pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin).
Naime se disse vítima de injustiça por ainda estar preso no âmbito da operação Lesa Pátria. Parlamentares da tropa de choque bolsonaristas usaram a comissão para defender o coronel. “Por o senhor está preso? Não há prova da sua autoria ou da sua coautoria? O que se percebe é uma injustiça”, disse o deputado Marcos Feliciano (PL-SP).
Naime foi chefe do Departamento Operacional da PM e está preso desde fevereiro sob suspeita de negligência nos atos golpistas ocorridos em Brasília, tanto no dia 8 de janeiro como na tentativa de invasão à sede da Polícia Federal (PF) em 12 de dezembro o ano passado. Mas o coronel saiu de folga poucos dias antes dos atos golpistas do dia 8 de janeiro, assim como o ex-ministro Anderson Torres, que comandava a Secretaria de Segurança Pública do DF.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – A prisão do coronel Naime é inteiramente absurda. Não conseguem provas para processá-lo, mas mesmo assim o mantêm preso, o que equivale a cumprimento antecipado de pena, sem nem mesmo ter sido julgado e sem representar risco à sociedade. Enquanto isso, Sérgio Cabral, condenado a 245 dias de prisão, está solto e curtindo a vida, aproveitando o enriquecimento ilícito que amealhou em sua trajetória de político corrupto. (C.N.)
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