terça-feira, junho 20, 2023

'Cale a sua boca', climão em CPI | Morre comentarista esportivo| Namorada de Neymar se pronuncia

 

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Esse é meu prefeito " pai Deri".

 








Artista Eric Land interrompe show de Helinho Ventura durante famosa Alvorada do Município de Jeremoabo

20062023


Chicosabetudo 


O público fica perplexo com a atitude de Eric Land, que decide iniciar seu show antes do previsto, interrompendo a apresentação de Helinho Ventura.

Fonte: chicosabetudo


Um episódio inusitado marcou a renomada Alvorada do Município de Jeremoabo-BA, evento conhecido por celebrar a cultura local e atrair um grande público. Durante a apresentação do cantor Helinho Ventura, o show foi abruptamente interrompido por Eric Land, estourado através do hit “Chorei na Vaquejada”.



Nas redes sociais, o episódio se disseminou rapidamente, despertando reações intensas dos fãs de Helinho Ventura. A falta de respeito demonstrada por Eric Land ao interromper o show de outro artista foi duramente criticada. Manifestações de apoio a Helinho inundaram as redes sociais, com fãs expressando indignação diante do ocorrido.O incidente ocorreu quando Helinho Ventura, artista pauloafonsino escolhido para ser a banda de abertura da Alvorada, estava encantando a plateia com sua performance. Repentinamente, Eric Land decidiu iniciar seu show antes do horário previsto, pegando todos de surpresa, incluindo o próprio Helinho Ventura.

 

A princípio, o público presente no local chegou a acreditar que se tratava de uma colaboração especial entre os dois artistas, algo planejado para surpreender os fãs. No entanto, logo ficou evidente que não era o caso, gerando frustração entre os espectadores, que aguardavam ansiosamente pela apresentação completa de Helinho Ventura

Até o momento, Eric Land ainda não se pronunciou sobre o incidente, deixando os fãs de Helinho Ventura e o público em geral aguardando uma resposta do cantor em relação à sua atitude. A mobilização virtual em busca de explicações e esclarecimentos por parte de Eric Land continua a ganhar força, evidenciando a importância desse desfecho para o público afetado pelo incidente

A Alvorada do Município de Jeremoabo-BA, que tinha como propósito proporcionar momentos de diversão e entretenimento, acabou sendo marcada por uma interrupção indesejada. Resta esperar para ver como Eric Land irá responder às manifestações e críticas que surgiram após seu ato inesperado. O público e os fãs de Helinho Ventura aguardam ansiosamente por uma solução que repare essa quebra de respeito e restaure a atmosfera festiva e harmoniosa que o evento deveria proporcionar.

Nota da redação deste Blog - O prefeito Deri do Paloma e seu conluio mesmo de maneira escusa, atingiu seus objetivos que foi assassinar a Alvorada e por tabela os festejos juninos, macular o nome de Jeremoabo, autopromover-se e fazer politicagem as custas do dinheiro do povo.

Significa que " Pai Deri alcançou seus objetivos, mas o fez usando métodos questionáveis, imorais ou ilegais. Isso implica que essa pessoa em questão usou táticas enganosas, manipuladoras e antiéticas para obter o que sempre desejou.

No entanto, é importante observar que o uso de métodos escusos para atingir objetivos nem sempre é aceitável ou moralmente justificável. Embora possa levar ao sucesso temporário, isso pode ter consequências negativas a longo prazo e minar a confiança e a integridade, inclusive ter que prestar contas a justiça. É sempre recomendado buscar a realização de metas de maneira ética, respeitando os direitos e o bem-estar dos outros, porém não foi isso que vimos e assitimos pertindo do preefito, seus vereadores da situação e até deputados.

Ano passado denunciamos, o povo não enxergou e os vereadores nada fizerem quando invadiram o espaço público na Praça do Forró destinado gratuitamente ao grande público, para explorar CAMAROTES sem critério de escolha, que cobram ingressos para privilegiados se deleitarem com show pagos com o dinheiro público, verdadeiras agressões ao espiríto e às tradiçõe juninas.

Esse ato nefasto e criminoso foi o primeito degrau para desvirtuar e para EXECUTAR O ASSINATO DA TRADIÇÃO DA ALVORADA E DO SÃO JOÃO DE JEREMOABO.

O prefeito e seu conluio verdadeiros assasinos da tradição e das raizes históricas de Jeremoabo, incrementaram a ideia de que os resultados são mais importantes do que os meios utilizados para alcançá-los, mesmo que esses resultados sejam prejudiciais, imorais e ilegais, como presenciado na ALVORADA que envergonou a quem tem vergonha.


Flica, maior evento literário do Norte e Nordeste.

 

                                            Foto: Divulgação Ascom FHB

Na foto, Jomar Lima, Coordenador geral e Vanessa Dantas, diretora executiva da FHB.




Flica, maior evento literário do Norte e Nordeste.  


Salvador, 20 de junho de 2023. 


Por: Fábio Costa Pinto*  


A Flica 2023 será lançada no dia 25 de junho em Cachoeira, com presença do governador Jerônimo Rodrigues.   


A celebração pelos 200 anos da Independência do Brasil em Cachoeira torna-se cenário principal das comemorações no próximo dia 25 de junho, data em que o município se torna a capital do Estado, onde também, já foi capital do Brasil por um dia.   

Neste dia, será o lançamento oficial da 11ª edição da Festa Literária Internacional de Cachoeira - FLICA, com presença do governador do Estado da Bahia, Jerônimo Rodrigues e comitiva. O evento acontecerá a partir das 11 horas, com receptivo à imprensa, na Fundação Hansen Bahia (Museu/Galeria - provisório), Rua 13 de Maio, nº 13, Centro.  

Teremos a explanação acerca do tema “Poéticas Afro-indígenas no Bicentenário da Independência do Brasil na Bahia” feitas pela curadoria composta por Mirian Sumica (mestre em Literatura e Diversidade Cultural pela Universidade Estadual de Feira de Santana); Luciana Brito (doutora em História Social pela USP) e Jocivaldo dos Anjos (doutorando em Educação e Contemporaneidade pela UNEB).  

A Flica - Festa Literária Internacional de Cachoeira, que acontece desde 2011, já se tornou tradição na cidade de Cachoeira e no Recôncavo Baiano, onde, pelos palcos da Flica, já se passaram diversos autores e autoras. Os coordenadores Jomar Lima, diretor geral e Vanessa Dantas, diretora executiva, destacam que todo Território FLICA, bem como suas mesas, palestrantes e convidados para a edição de 2023 estão sendo preparados com todo carinho e cuidado que o evento que seu público merece.  

No dia do lançamento da Flica, a Fundação Hansen Bahia, apresentará a exposição NAVIO NEGREIRO “CAMINHOS DAS LÁGRIMAS”, em celebração ao Bicentenário da Independência do Brasil na Bahia, em Cachoeira. 

Os visitantes poderão conhecer de perto 20 gravuras “recém-emolduradas” (Navio Negreiro – Caminhos das Lágrimas) do artista alemão, gravador, escultor, pintor, ilustrador, poeta e escritor Karl Heinz Hansen, onde estará para visitação a partir do dia 25 de junho no Museu e Galeria provisória, na rua 13 de Maio, nº 13, Centro. Aberta à visitação pública de terça a sexta-feira, das 09h às 17h, e sábado, das 09h às 12h30. Com entrada gratuita. 

ansen, que no dia 19 de abril de 1976, dia do seu aniversário, no Touring Clube de Brasília, fez doação de toda sua obra, mais de 13 mil itens para as autoridades federais olharem para Cachoeira e São Felix, cidades do recôncavo baiano, que tanto precisava ser soerguida. 

A Fundação Hansen Bahia é uma entidade cultural, pessoa jurídica de direito privado e patrimônio próprio nos termos da lei civil, sem fins lucrativos e reconhecida de utilidade pública pela Câmara de Vereadores do Município de Cachoeira, no dia 27 de outubro de 1981, cujo projeto de lei tem o número 03/81. No seu estatuto e em seu testamento, aperfeiçoar o homem através da arte e da cultura sempre foi um dos propósitos da Fundação Hansen Bahia, a parte educacional e social, a mais importante. Assim foi a vontade do artista que deve ser seguida e respeitada.   

A cidade de Cachoeira, cidade histórica, fica a 120 km de Salvador. É considerada Monumento Nacional, tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional em 1971. O município é situado no recôncavo, e depois de Salvador, é a cidade baiana que reúne o mais importante acervo arquitetônico no estilo barroco e o maior estaleiro cultural independente do Brasil. Foi sede do governo durante a Guerra da Independência. Ali foram organizados e treinados os batalhões que lutaram em Salvador e em Cachoeira contra os ataques portugueses. 

A Flica, é uma realização da CALI — Cachoeira Literária e da Fundação Hansen Bahia (FHB), que nesta 11ª edição será de 26 a 29 de outubro de 2023, em Cachoeira, tem como curadores, Paulo Gabriel Soledade Nacif — Professor e Pesquisador Especialista em Inclusão, Diversidade e Meio Ambiente na Educação; Dinalva Melo do Nascimento — Professora e Educadora renomada com mais de 50 anos de experiência dedicados à Educação e à Cultura e Dyane Brito Reis — Renomada Socióloga e Doutora em Educação. Seus livros e artigos abordam temas como Relações Raciais e Políticas Afirmativas. 

*Fábio Costa Pinto, jornalista baiano, membro do Conselho Deliberativo da Associação Brasileira de Imprensa — ABI e conselheiro da Fundação Hansen Bahia.

Lei contra "discriminação" mantém brecha para punir quem criticar os políticos




Se não quiser que o Brasil vire uma Venezuela, o Senado deve enterrar a vergonhosa lei contra a "discriminação" de políticos. 

Por Diogo Schelp (foto)

O Projeto de Lei 2720/23, que torna crime a "discriminação" contra políticos e outras autoridades, além de seus parentes, é o verdadeiro PL da Censura. Aprovado pela Câmara dos Deputados na calada da noite de quarta-feira (14), depois de ter sido colocado em votação em regime de urgência pelo presidente da casa, Arthur Lira (PP-AL), sem uma discussão aprofundada com participação da sociedade civil, o texto que estabelece mais um privilégio aos políticos agora segue para apreciação do Senado. Se lá também for aprovado e depois sancionado pelo presidente Lula, o Brasil terá uma lei chavista para chamar de sua.

O PL contou com o voto de deputados de esquerda, de centro e de direita e vem sendo falsamente apresentado por seus defensores como uma medida que se restringe a impedir a discriminação financeira de pessoas politicamente expostas. Não se trata de criminalizar a crítica aos políticos, dizem os políticos (que obviamente não gostam de críticas e adorariam proibi-las), mas de impedir que instituições financeiras se recusem a prestar serviços, como abertura de contas bancárias ou concessão de crédito, a pessoas que ocupam cargos públicos (em nível federal, estadual e municipal), legisladores, generais, integrantes da elite da Justiça e do Ministério Público, presidentes e tesoureiros de partidos, além dos "colaboradores estreitos" e parentes de segundo grau de toda a lista de privilegiados acima.

Mas a intenção dos legisladores nunca foi a de restringir a blindagem de políticos apenas aos serviços financeiros, o que por si só já seria um retrocesso, pois dificulta o combate à lavagem de dinheiro e o uso de "laranjas" em operações financeiras. No texto original do PL, de autoria da deputada Dani Cunha (União Brasil-RJ), filha do deputado cassado Eduardo Cunha, a intenção de censura era explícita. O artigo 4º dizia:

"Injuriar alguém, ofendendo-lhe a dignidade ou decoro, somente em razão da condição de pessoa politicamente exposta ou que figure na posição de parte ré de processo judicial em curso ou por ter decisão de condenação sem trânsito em julgado proferida em seu desfavor. Pena: reclusão, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e multa."

É isso mesmo, prezada leitora ou leitor: o PL possibilitaria punir com 2 a 4 anos de prisão quem, por exemplo, chamar de "corrupto" um político que responde a processo de corrupção ou de "laranja" um parente que empresta seu nome para empresas ou contas de fachada.

Se atualmente os crimes contra a honra previstos no Código Penal (calúnia, difamação e injúria) já são usados para calar críticas a personalidades públicas, imagine o quanto aumentaria a censura judicial no Brasil com uma lei voltada especificamente para punir a "injúria" contra políticos acusados de falcatruas. E o que é pior, com uma pena superior à que o Código Penal prevê para injúria em outros casos, que é de um mês a seis meses de detenção ou multa.

No texto aprovado pela Câmara dos Deputados foi suprimido o artigo que menciona explicitamente a punição à injúria contra os políticos. Mas a versão que seguiu para o Senado mantém brecha para a censura a quem fizer críticas a políticos e autoridades. O artigo 3º do texto aprovado diz o seguinte:

"Serão punidos na forma desta Lei os crimes resultantes de discriminação cometidos em razão da condição de pessoa politicamente exposta, ou de pessoa que esteja respondendo a investigação preliminar, termo circunstanciado, inquérito ou a qualquer outro procedimento investigatório de infração penal, civil ou administrativa, ou de pessoa que figure na posição de parte ré de processo judicial em curso."

Ora, a palavra "injúria" sumiu, mas o PL continua prevendo a punição à discriminação contra pessoas politicamente expostas. E o que é discriminação? O termo permite uma interpretação bastante ampla e os juizes, se tomarem por base os conceitos de discriminação de cunho racial, por exemplo, serão levados a punir qualquer tipo de comentário negativo em relação às tais pessoas politicamente expostas. Discriminação pode ser compreendida como qualquer comportamento ou fala de distinção, exclusão, restrição ou preferência em virtude de uma característica ou condição social de uma pessoa.

Ou seja, o texto que foi aprovado é potencialmente pior do que o anterior, pois dá margem a uma interpretação ainda mais ampla e subjetiva do que seria a discriminação contra políticos. E qual seria a pena? O artigo 3º não diz e, na ausência desse detalhamento, o juiz precisará recorrer ao que define o artigo seguinte, que trata especificamente da "discriminação financeira" contra as pessoas politicamente expostas:

"Art. 4º: Negar a celebração ou a manutenção de contrato de abertura de conta corrente, concessão de crédito ou de outro serviço, a qualquer pessoa física ou jurídica, regularmente inscrita na Receita Federal do Brasil, em razão da condição de pessoa politicamente exposta ou de pessoa que esteja respondendo a investigação preliminar, termo circunstanciado, inquérito ou a qualquer outro procedimento investigatório de infração penal, civil ou administrativa, ou de pessoa que figure na posição de parte ré de processo judicial em curso: Pena: reclusão, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e multa."

Como o artigo 3º omite a pena para a discriminação contra políticos, será aplicada a pena descrita no artigo 4º, ou seja, 2 a 4 anos de prisão e multa.

O texto que blinda políticos de críticas, aprovado vergonhosamente na Câmara dos Deputados, faz lembrar uma lei aprovada em 2017 na Venezuela e que nos últimos anos vem sendo aplicada para prender opositores ao regime ditatorial de Nicolás Maduro. Trata-se da Lei contra o Ódio, um texto poderoso, extremamente amplo, focado principalmente em enquadrar jornalistas e empresas de comunicação, mas não apenas, e que finge se propor a "garantir o reconhecimento da diversidade, da tolerância e do respeito recíproco", por meio da erradicação de "toda forma de ódio, desapreço, assédio, discriminação e violência".

A lei venezuelana coloca no mesmo balaio de delitos a discriminação, o discurso de ódio e a violência por motivação política, racial, religiosa, étnica, de identidade de gênero e de orientação sexual. A pena é de dez a vinte anos de prisão. Também prevê sanções específicas a partidos políticos que incorram na discriminação contra pessoas ou grupos por essas razões. Ao colocar a motivação política ao lado das outras formas de discriminação, o regime chavista deu um verniz de bom mocismo à lei, que na prática serviu de instrumento para a perseguição judicial de opositores.

Em 2020, a agência Reuters fez um levantamento de 40 prisões feitas na Venezuela com base na Lei contra o Ódio e descobriu que todas elas tiveram como alvo cidadãos que haviam tecido críticas ao ditador Nicolás Maduro, a funcionários do governo ou a seus aliados. Se não quiser que o Brasil vire uma Venezuela, o Senado deve enterrar a vergonhosa lei contra a "discriminação" de políticos.

Gazeta do Povo (PR)

A minoria petista

 




Há alguma chance de qualquer articulação política dar certo quando o governo parece dizer a todos ‘não ao apaziguamento’?

Por Denis Lerrer Rosenfield* (foto)

Lula e o PT, do alto de seus minguados 68 deputados, de um total de 513, representando apenas 13,2%, tentam impor um programa que, por essa mesma razão, não foi referendado pelas urnas. Se juntarmos toda a esquerda, ela perfaz 129 deputados, 25% do total, incluindo partidos como o PSB, o PDT e o Solidariedade, que jamais se submeteram completamente à hegemonia petista. Logo, a escolha popular – porque é disso que se trata – foi por uma pauta liberal/conservadora ou, para utilizar uma outra terminologia, de centro-direita, avessa ao radicalismo esquerdizante, este mesmo que está sendo imposto arbitrariamente ao País.

O novo presidente venceu enquanto representante de uma ampla “frente democrática”, que ele tenta, com afinco, desmontar. Sua eleição se deve ao “não” que os brasileiros disseram a Bolsonaro, temerosos de suas ambições autocráticas e de suas posições de extrema direita. Escolheram um mal menor, talvez ainda tendo na memória o Lula cordato, negociador e moderado de seu primeiro mandato, tendo naquele então abandonado a cartilha petista, substituindo-a por uma Carta ao Povo Brasileiro, aliás, jamais referendada pelo partido.

Naquela ocasião, até parece um sonho distante, optou por um governo de tipo liberal, embora tivesse horror ao nome, sempre insultando qualquer opinião divergente como “neoliberal”. Os fatos falaram mais alto na conservação da política econômica do governo anterior, apesar de maldizer a “herança maldita”, ilustrada na escolha dos competentes Antonio Palocci como ministro da Fazenda e Henrique Meirelles no Banco Central. Agora, porém, optou pelos dogmas petistas.

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, em recente declaração, explicitou com pertinência esse ponto. O povo brasileiro escolheu um Legislativo liberal/conservador, de modo que qualquer imposição ideológica petista tem, aqui, uma trava que não pode ser removida. Não se trata de minimizar o papel dos cargos e emendas parlamentares que capturam boa parte do Orçamento, mas de assinalar um outro aspecto, não submetido a esse tipo de barganha. Ou seja, qualquer negociação tem um limite, que não se resume à compra de votos, como foi prática nos governos petistas, cuja corrupção deu um duro golpe na imagem do partido. Por mais que tenha pressionado, o novo governo não conseguiu alterar o Marco do Saneamento Básico, tendo lá sofrido uma pesada derrota. Embora não cesse de criticar a independência do Banco Central, nada lá consegue fazer graças ao apoio que lhe conferem os parlamentares. Ora, se o governo está conseguindo avançar no projeto do arcabouço fiscal, isso não se deve a uma suposta articulação política, mas por obediência a uma prescrição constitucional, que representa, precisamente, uma posição de tipo liberal. Por ruim que seja essa iniciativa governamental, pior seria sem ela.

Na mesma linha foi o presidente do Republicanos, deputado Marcos Pereira, ao assinalar que o povo optou por um Parlamento de centro-direita que, enquanto tal, impõe limites a qualquer negociação que fuja de seus valores centrais. Conforme declarou, as pautas escolhidas correspondem a essa orientação, a partir das quais se estabelece qualquer tipo de articulação. De nada adianta o governo insistir numa pauta contrária, a de uma esquerda retrógrada, visto que não terá condições de avançar. Não há articulação política que consiga aqui fazer milagres. Pode o governo mudar os seus negociadores que o quadro não será alterado. Não se trata de uma questão de indivíduos, mas de escolhas políticas ancoradas em ideias e valores.

Recepcionar o ditador Nicolás Maduro com tapete vermelho, como se fosse um democrata, não permite tampouco avançar na articulação política. A política externa se tornou interna ao pôr em xeque os fundamentos de um regime democrático. É a democracia que está em questão. O externo extravasa no interno, exibindo o quanto o novo governo se afastou da frente ampla democrática que dizia representar. Sobrou apenas a farsa das narrativas.

Muito menos contribui para a articulação política defender com veemência o MST, como se se tratasse de um movimento que busca uma forma alternativa de produção e propriedade, visto que nada mais é do que um braço do próprio partido alicerçado nas posições comunistas de outrora. Ao escolher o agronegócio, responsável pela prosperidade econômica do País, como seu inimigo, o governo e o PT nada mais fazem do que torpedear a articulação política que procuram implementar. A escolha pelo desrespeito constitucional ao marco temporal, lançando o País na mais completa insegurança institucional para atender a uma agenda de tipo ideológica, acirra ainda mais as disputas políticas. Em vez de negociar com o setor agropecuário e com os seus parlamentares, reconhecendo os direitos dos indígenas e os dos agricultores, o governo parte para o confronto.

É como se dissesse para todos: não ao apaziguamento! Há alguma chance de qualquer articulação política dar certo?

*PROFESSOR DE FILOSOFIA NA UFRGS 

O Estado de São Paulo

Operação cumpre mandado contra vereador afastado por prática de “rachadinha” em Itabuna

 

Operação cumpre mandado contra vereador afastado por prática de “rachadinha” em Itabuna
Foto: Reprodução / Políticos do Sul da Bahia

Um vereador de Itabuna, no Sul, é alvo de uma operação na manhã desta terça-feira (20) contra a chamada "rachadinha", prática de desvio de dinheiro em benefício de políticos. Segundo o Políticos do Sul da Bahia, parceiro do Bahia Notícias, o edil investigado é Wanderson Pereira Leone, o Dando Leone (PDT).

 

Denominada de “Partilha”, a operação foi desencadeada pelo Ministério Público do Estado (MP-BA), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) e da 3ª Promotoria de Justiça local, com apoio das equipes do Gaeco Sul e da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

 

A ação cumpre mandado de busca e apreensão no endereço do vereador, que foi afastado das funções pela Justiça por prazo inicial de 180 dias a pedido do MP. O mandado de busca e de afastamento foi expedidos pela 1ª Vara Criminal de Itabuna. O vereador também está proibido de comparecer às instalações da Câmara e de manter contato com qualquer das testemunhas durante as investigações e trâmite da ação penal.

 

Conforme as investigações, desde o início do mandato parlamentar, a partir de janeiro de 2021, o vereador teria se valido do cargo para nomear servidores comissionados e indicado servidor para ocupar cargo temporário na prefeitura de Itabuna, exigindo-lhes repasse de parte das remunerações recebidas.

 

Até o momento, foi apurado que a prática criminosa era reiterada e com a participação de outros agentes. Em princípio, as investigações apontam para a prática do crime de concussão.

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