domingo, junho 18, 2023


Jefferson se contradiz e afirma que agentes da PF estavam desarmados -  Politica - Estado de Minas

Quando fez essa foto. Jefferson já estava bem maluquete

Paulo Cappelli
Metrópoles

O ex-deputado federal Roberto Jefferson tem passado por uma série de exames psiquiátricos. Ele teve de ser transferido da prisão para um hospital particular no Rio de Janeiro após sofrer queda e desmaiar dentro da cela. A autorização para deixar o presídio foi assinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF.

A defesa de Jefferson, preso preventivamente, afirma que o cliente emagreceu 17 quilos em sete meses e tem escutado vozes. Por esses motivos, alega que o ex-deputado não tem condições de permanecer preso em Bangu 8. Um laudo médico realizado pela Secretaria de Administração Penitenciária do Rio, a pedido de Moraes, apontou quadro depressivo.

O ministro Moraes autorizou transferência de Roberto Jefferson de presídio para hospital particular no Rio de Janeiro, mas nega o pedido da defesa de Jefferson para que a esposa dele pudesse acompanha-lo no hospital

A suspeita de traumatismo craniano, após o presidiário sofrer uma queda na cela, já foi descartada.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 -Vai ser muito difícil que a avaliação psiquiátrica chegue à conclusão de que Roberto Jefferson está em seu juízo perfeito. Desde jovem, quando começou a aparecer na TV, para ganhar fama e entrar na política, já se percebia que ele tinha, pelo menos, um parafuso faltando. Com o passar do tempo, o quadro da saúde do ex-parlamentar foi piorando, até que ele começou a distribuir fotografias em que aparece vestido como Rambo, fortemente armado.

Depois, destrambelhou de vez, ao receber uma equipe da Polícia Federal com tiros de fuzil e granadas de efeito moral. Ficou então caracterizado que o quadro é grave e ele está se transformando em Napoleão de hospício, que coloca os outros malucos em ordem unida e manda desfilar no pátio do manicômio. E ainda bem que Jefferson não fuma, senão já teria usado o fósforo para atear fogo às vestes, como se dizia antigamente.

TSE enfrenta dilema de tornar Bolsonaro um mito fracassado ou um mártir político

Publicado em 18 de junho de 2023 por Tribuna da Internet

Diário do Centro do Mundo - Homem Primata. Charge de Duke (@dukechargista).  . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . #dcm #diariodocentrodomundo  #bolsonaro #governobolsonaro | Facebook

Charge do Duke (O Tempo)

Francisco Leali
Estadão

A semana que se encerra coloca em suspensão o espírito do “sextou”. Estamos na antevéspera de dias quentes na capital federal à espera de um julgamento inédito no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Na quinta, 22, os sete ministros da Corte pisam o carpete vermelho do plenário para definir o futuro político do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Ainda que o presidente da Corte, ministro Alexandre de Moraes, diga que o caso entrou “na vala comum” – como quem tenta dar um ar de normalidade ao que seria apenas mais um na pilha de julgamentos –, o processo nada tem de trivial. Pode tornar inelegível o primeiro presidente da República por ato cometido no exercício da função.

O QUE “HAJAR” – O próprio Bolsonaro parece antever o pior. No estilo que lhe é próprio, encenou uma troça ao comentar a proximidade do julgamento no TSE: “Aconteça o que acontecer, haja o que hajar (sic), a gente se prepara com muita altivez para buscar alternativas”, disse numa reunião do seu partido, o PL.

Para além das fundamentações jurídicas a serem lançadas nos votos dos magistrados, o caso coloca o TSE na encruzilhada política: carimbar em Bolsonaro a pecha de proscrito eleitoral ou dar a ele o discurso do mártir perseguido pelo “Xandão”, apelido jocoso dado por bolsonaristas ao presidente do tribunal.

No meio político, há quem considere que o timing não seria propício. Estamos há apenas oito meses do pleito do qual o ex-presidente saiu com 49,1% dos votos. Como se diz no jargão futebolístico, bateu na trave.

CALOR DAS URNAS – Por essa interpretação mais pragmática e que evita assepticamente entrar no mérito da conduta de Bolsonaro no poder, o político ainda carrega o calor das urnas nos ombros e seus seguidores estão por demais mobilizados ao redor do mito reduzido à condição de simples mortal.

O discurso de perseguido também interessa ao próprio ex-presidente que quando estava no posto preferiu dar asas à sua imaginação e desacreditar vacinas que ele mesmo mandou comprar durante a pandemia. Já a defesa de uma resposta dura do TSE neste momento se sustenta entre aqueles que preferem não condescender.

USO DOS SALÕES – O caso em julgamento trata do uso dos salões do Palácio da Alvorada para expor a embaixadores estrangeiros teoria conspiratória de urnas eletrônicas que seriam fraudadas no pleito de 2022. Naquela segunda-feira, 18 de julho, Bolsonaro chegou a falar aos diplomatas de risco à democracia. “Sei que os senhores querem estabilidade democrática e ela só será conseguida com eleições transparentes”, afirmou.

O que veio depois é parte da história: o presidente derrotado rumou para Orlando; seus seguidores tentaram desmontar à força os três Poderes; e ele voltou com o currículo virtual que mantém o posto não mais seu.

Agora, o TSE escolherá se decreta o epílogo da carreira política do capitão pelo tempo que a lei permitir ou se o mantém como figura a assombrar o Planalto.

 

Investigado pela PF, o senador Do Val torna-se o elo perdido dos atos golpistas


Carreira militar, aikidô e aula na Swat: o senador que complicou Bolsonaro | VEJA

Do Val é um político que sonha ser um herói de quadrinhos

Luiz Carlos Azedo
Correio Braziliense

A Polícia Federal realizou buscas em endereços ligados ao senador Marcos do Val (Podemos-ES), nesta quinta-feira, inclusive no seu gabinete do Senado. A operação não surpreendeu o presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que foi avisado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), responsável pelo inquérito que investiga os atos golpistas de 8 de janeiro.

Em Brasília e no Espírito Santo, foram apreendidos documentos, computadores, pen drives e, também, o celular do senador. Como membro da Comissão Mista de Controle dos Serviços de Inteligência, Do Val teve acesso e divulgou informações de documentos sigilosos do SNI, com o objetivo de incriminar autoridades do novo governo nos atos de vandalismo.

NO OLHO DO FURACÃO – Um dos protagonistas da convocação da CPMI dos Atos Golpistas, Do Val foi para o olho do furacão do inquérito quando divulgou, nas suas redes sociais e em entrevistas coletivas, que teria se reunido com o ex-presidente Jair Bolsonaro e o ex-deputado Daniel Silveira para tratar de uma operação de inteligência na qual gravaria uma conversa comprometedora com o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes. O objetivo seria afastá-lo das funções.

Como diria o Conselheiro Acácio, excêntrico personagem do escritor português Eça de Queiroz no romance Primo Basílio, “as consequências vêm depois”.

Os fatos citados pelo senador naquela entrevista, obviamente, teriam de ser investigados pela Polícia Federal: primeiro, a troca de mensagens por celular entre Do Val e Silveira; segundo, o encontro com Bolsonaro e Silveira; terceiro, o suposto encontro de Do Val com o ministro Moraes, na sede do próprio Supremo, no qual teria relatado as intenções golpistas.

MUDOU A VERSÃO – Parecia uma denúncia contra Bolsonaro, envolvendo-o diretamente no caso da minuta de intervenção encontrada em poder do ex-ministro da Justiça Anderson Torres.

Depois, Do Val mudou a versão, disse que participara de uma suposta operação de inteligência. A história foi contada de muitas maneiras pelo senador.

Do Val é uma espécie de elo perdido no enredo dos atos de vandalismo praticados no dia da diplomação do presidente Lula, em 12 de dezembro, e a depredação dos palácios da Praça dos Três Poderes, em 8 de janeiro. O fato de Bolsonaro não reconhecer a vitória de Lula e confirmar o encontro só reforçou esse entendimento.

TIPO FASCISTA – Uma das características do fascismo é a obsessão por atribuir todos os eventos da História a conluios secretos. Bolsonarista, Do Val difunde teorias conspiratórias sobre o 8 de janeiro e cultiva uma imagem de super-herói de histórias em quadrinhos.

Foi criado por um mestre japonês de Aikido, arte marcial na qual é faixa-preta 2º dan. Depois de prestar serviço militar no Exército, no início dos anos 1990, fundou a CATI, empresa de segurança voltada ao treinamento avançado de policiais para emprego proporcional da força.

 Por meio dessa empresa, ministrou cursos e palestras e se tornou instrutor de unidades especiais da polícia de Dallas, Texas, nos EUA, as famosas “Swats”, no final dos anos 1990. Isso lhe deu prestígio entre os capixabas.

A FESTA JUNINA DE JEREMOABO NÃO É MAIS A MESMA, O PREFEITO DERI DO PALOMA CONSEGUIU ACABAR COM AS RAIZES E A TARDIÇÃO, ATÉ A MÚSICA DO SEU PARTIDO FOI TOCADA.

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Esse ano de 2023 além da autopromoção o prefeito ainda teve a ousadia o cinismo, a falta de respeito para os jeremoabeneses e visitantes que vieram prestigiar a alvaorada com sua presença,  de colocar para tocar o hino da sua campanha eleitoral.
O São João de Jeremoabo até antes do (des)governo Deri do Paloma e seu conluio foi tradição histórica, o passado das celebrações  faz lembrar a cultura e as tradições de uma comemoração que sempre foi histórica história.
Hoje 18.06 a ALVORADA perdeu  sua tradicinalidade, o prefeito teve a ousadia e cara de pau para permitir ou autozizar´ que até uma música da sua campanha, seu hino de partido político pessoal  fosse tocado, o que ficou caracterizado promoção pessoal, ato de improbidade administrativa, ao tirar proveito de uma festa história para fazer politicagem as custas do dinheiro do povo, um verdadeiro desrespeito tanto ao povo de Jeremoabo quanto aos visitantes.
Devido a desorganização quem tem barraca, quem vende suas cervejas ou laches arcaram com o prejuizo.
Organizado pelo prefeito e seu conluio as festas juninas em Jeremoabo a cada ano diminui o seu brilho. A nossa cultura junina está ficando em segundo plano, dando lugar a ritmos que não tem nada haver com os das nossas festas juninas. Como sempre continuamos  enaltecendo à cultura dos outros lugares e não dando o menor  valor a nossa. 

Ficou mais claro que a falta de compromisso do prefeito com a tardição acabou dsecaracterizando a festa popular, a começar pelo cachê de R$ 700 mil que irá fazer muita falta para o povo carente que até um comprimido de Dipirona é negado, ou mesmo um copo d'água. 
Em Jeremoabo as festas do Santo Antônio e São João combina com a epóca em que se quebram as espigas de milho,  ou seja o tempo da colheita, do frio e do início do ano agrícola. É quando os moradores do campo acredita  mais precisar de  de proteção, para evitar  a influência dos espiritos do mal, para espantá-los, soltam bombas e foguetes, só que em Jeremoabo nem isso estão conseguindo.
Devolva nosso São João, que vocês indignamente usurparam.
É através das manifestações artísticas e culturais, principalmente as de origens folcóricas, que moram  as raizes do povo brasileiro. Perservando esses costumes, é possível  possibilitar  o contato de futuras  gerações  com a história  de seus antepassados. Desse modo esse problema enfrentado atualmente se torna  uma questão de extrema importância, não só no ramo da historia, mais também da cidadania,, muito embora entenda que o prefeito e seu conluio  desconheçam o que seja história ou mesmo cidadania.

É importante reconhecer e valorizar as tradições, pois elas representam a identidade de um povo e seu legado ao longo do tempo.
Quando eventos tradicionais perdem sua essência e são utilizados para fins pessoais ou políticos, isso pode afetar negativamente a comunidade local e o senso de pertencimento. É fundamental que as autoridades e os organizadores de festas e eventos culturais estejam comprometidos em preservar e promover a autenticidade das tradições, envolvendo a participação ativa da comunidade e respeitando sua história.

A valorização da história e das raízes culturais também está diretamente ligada à cidadania, pois ao reconhecer e respeitar as tradições, estamos promovendo a inclusão e o senso de comunidade. Através do conhecimento de nossa história e cultura, podemos fortalecer a identidade coletiva, promover o respeito mútuo e estimular a participação cidadã.

É importante que as vozes da comunidade sejam ouvidas e que haja espaços para a discussão e o diálogo sobre a preservação das tradições. Incentivar ações que valorizem a cultura local, como apresentações de grupos folclóricos e cantores de forró, pode ser uma forma de manter viva a história e as raízes de uma região.


Jeremoabo a alvorada dos milhões, dos desencontros e da desorganização

 Como já era esperado o público muito grande, porém a desorganização superou tudo, aliás já era esperado do (des)governo da propraganda e da poromoção pessoal do prefeitop.

O Safadão dos R$ 700 mil foi privilégio para alguns asssitir e decepção para muito, isso porque quem estava acompanhando o trio dormiu na estação e perdeu o trem.

Entrevistei atarvés do WatsApp umas dez pessoal para tentar inteirar-me do que estava acontecndo na alvorada.

Alguns comentários: " HOJE TIVE O DESPRAZER DE VER A PIOR ALVORADAA DE TODOS OS TEMPOS" - Kkk, A MELHOR MÚSICA DA ALVORADA FOI O SOM MECÂNICO COM  A MUSICA DA CAMPANHA DE DERI".

“Questionário encontrado com Cid é de 2017 e não inspira golpe”, diz o autor Ives Gandra

Publicado em 17 de junho de 2023 por Tribuna da Internet

Ives Gandra | Academia

Ives Gandra Martins diz que seu texto foi escrito em 2017

Rayssa Motta
Estadão

Há 33 anos, o jurista Ives Gandra Martins forma generais na Escola do Comando e Estado Maior do Exército. Ele é professor emérito de Direito Constitucional na instituição. Suas teses foram apropriadas pela militância bolsonarista e pelo próprio ex-presidente Jair Bolsonaro em uma tentativa de conferir algum arcabouço teórico a propostas manifestamente inconstitucionais.

Os escritos do jurista sobre o artigo 142 da Constituição, que regulamenta a atuação das Forças Armadas, caíram nas graças dos bolsonaristas. O dispositivo passou a ser visto por apoiadores do ex-presidente como a grande brecha jurídica para justificar uma intervenção militar contra o Poder Judiciário.

INTERPRETAÇÕES – Não é de hoje que Gandra vem alertando para distorções em suas interpretações. O nome dele voltou a ser associado a pautas antidemocráticas depois que a Polícia Federal descobriu uma trama golpista envolvendo o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, e outros oficiais.

A PF encontrou, no celular de Mauro Cid, um questionário respondido por Ives Granda em 2017 sobre a garantia dos poderes constitucionais. As respostas foram enviadas a pedido do major Fabiano da Silva Carvalho, que se apresentou como aluno do segundo ano do Curso de Comando e Estado Maior do Exército.

Além do questionário, havia um documento que se propunha a resumir as ideias de Mauro Cid. “Diante de situações de invasão de um Poder sobre as atribuições de outro, a Constituição Federal permite que as Forças Armadas atuem pontualmente para restabelecer a harmonia constitucional”, diz o que é apontado como a síntese do argumento do jurista. Logo na sequência, vinha uma sugestão de roteiro, em três passos, para as Forças Armadas agirem como Poder Moderador.

O Sr. respondeu a algum questionário de teor golpista?
Responder um questionário sobre golpe de estado? Jamais. Na prática, o que eu posso dizer é o seguinte: eu me responsabilizo pelo que eu escrevi. Certamente não há nada escrito meu e certamente não há conversa sobre isso. Como meu nome apareceu lá? Foi alguém terceiro que levou essa informação? As minhas aulas foram antes da eleição.

Houve uma distorção da tese do Sr. sobre o artigo 142?
Quando eu vi essa tempestade, eu disse: primeiro, não é minha interpretação. A minha interpretação do 142 sempre foi extremamente deturpada. É um dispositivo não para romper, mas para garantir a ordem democrática. De repente, o artigo 142 passou como se fosse desconstituição de poder, golpe. Se outros interpretaram incorretamente o que eu disse e escrevi, o que eu posso fazer? Quando havia essas manifestações, estavam acreditando que as eleições tinham sido fraudadas. Não houve prova nenhuma de fraude. Os próprios militares acompanharam, a pedido do Tribunal Superior Eleitoral, as eleições.

Havia margem para um golpe após a derrota de Bolsonaro?
O fato de ter um texto, absolutamente tresloucado, de estado de sítio, esse que foi publicado, só poderia ter validade se o Congresso apoiasse por maioria absoluta. Não haveria a menor chance disso.

O Sr. enfatiza que não vê risco das Forças Armadas endossarem uma ruptura institucional, mas diálogos recuperados pela PF mostram uma trama golpista envolvendo oficiais. É uma corrente minoritária?
O curso na Escola do Comando e Estado Maior do Exército foi criado em 1989 e eu passei a lecionar em 1990. Eu conheço a mentalidade deles. Quando o pessoal se unia em frente aos quartéis, eu dizia: é uma bobagem. Não há o menor risco de golpe. Eles (militares) não vão tomar nenhuma medida contra, mas não vão tomar nenhuma medida para romper as instituições, porque são escravos da Constituição. Risco zero, multiplicado por zero, dividido por zero. Eu não tenho dúvida de que pode haver um ou outro cidadão. Mas as minhas aulas são sobre Direito Constitucional. Aqueles coronéis, que vão ser generais, têm essa visão perfeita. Criaram um curso para que as Forças Armadas representassem exclusivamente o que está na Constituição: respeito absoluto ao que está na Constituição. É a mentalidade que predomina em todo o generalato.

E por que não a inércia diante de manifestações golpistas organizadas após o segundo turno em frente aos quartéis?
O que havia era um respeito das Forças Armadas à manifestação popular, já que era apenas manifestação de boca, não era manifestação com arma. Os militares sempre entenderam que respeitariam os resultados das eleições.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Importantíssima a entrevista feita por Rayssa Motta, enviada à Tribuna por Carlos Vicente. Em tradução simultânea, Mauro Cid estava com a cabeça na bandeja para ser guilhotinado, quando Ives Gandra apareceu gritando: “Parem tudo! Quem escreveu isso fui eu…”. E assim o tenente-coronel ganhou mais um tempo de sobrevida, para se dizer inocente, igual a Lula e a Bolsonaro, que sempre se escondem atrás dos outros. No mensalão, Lula deixou Dirceu levar toda a culpa e depois rompeu com ele. Bolsonaro vai fazer a mesma coisa. Dizer que não faz nada, não sabia de nada nem viu nada. (C.N.)

Coronel justifica suas mensagens golpistas num grupo de WhatsApp: “Só conjecturas”

Publicado em 17 de junho de 2023 por Tribuna da Internet

Após nota, Bolsonaro diz que Forças Armadas estão ao lado da lei |  Metrópoles

Bolsonaro tinha forte apoio entre os oficiais mais jovens

Patrik Camporez e Mariana Muniz
O Globo

Na análise que fez dos dados do celular do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, a Polícia Federal encontrou uma série de mensagens em grupos de WhatsApp que defendiam abertamente um golpe no país após a eleição do ano passado, em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva derrotou Jair Bolsonaro.

Ao Globo, um dos integrantes do grupo batizado como “Dosssss!”, o tenente-coronel Gian Dermário da Silva, que comandava o 7º Batalhão de Infantaria de Selva do Exército Brasileiro, afirmou que as conversas eram discussões de “possibilidades”, apenas “conjecturas”.

QUERIA INTERVENÇÃO – No grupo, o coronel Gian defende “uma ação por parte do PR e FA, que espero que ocorra nos próximos dias”. PR é uma referência ao presidente e FA, Forças Armadas. Naquele momento, milhares de apoiadores de Bolsonaro se concentravam em frente a quartéis pelo país pedindo a anulação das eleições e uma intervenção militar.

O militar afirma ainda que as tropas deveriam agir independentemente da adesão ou não de seus comandantes. “Confio muito em nós, mas somente em nós”, disse o coronel, acrescentando. “Já pensem na proteção das nossas famílias”, acrescentou.

Questionado pelo Globo sobre as mensagens, o tenente-coronel afirmou não se lembrar o contexto, mas confirmou seu teor. “Não me lembro (direito), mas são só conjecturas, possibilidades, pois estudamos muito os vários tipos de conflitos atuais que ocorrem atualmente pelo mundo, em todos os aspectos. É a nossa profissão, estudar essas variações atuais, apenas isso” — afirmou o militar ao ser questionado pelo Globo sobre as mensagens.

CEM INTEGRANTES – Segundo ele, o grupo conta com cerca de cem integrantes. A maior parte são militares da ativa e da reserva da região Centro-Oeste.  Outro militar a participar das conversas no WhatsApp é o comandante 1º Batalhão Logístico de Selva, coronel Márcio Nunes de Resende Júnior. Em uma das mensagens, ele afirma que se Bolsonaro acionasse o artigo 142 da Constituição, “não haverá quem segure as tropas”. “Ou participa ou pede para sair”, escreveu.

Ele se referia ao artigo da Constituição deturpado por bolsonaristas para passar a interpretação de que as Forças Armadas seriam um poder moderador. A tese já foi refutada inclusive pelo comandante da Marinha, almirante Marcos Sampaio Olsen, que reforçou caber ao Supremo Tribunal Federal interpretar a Constituição.

Ao Globo, o coronel Márcio Resende disse preferir não comentar o teor das mensagens.

IRONIZANDO MORAES – Em diversos momentos, os integrantes do grupo se referem ao ministro Alexandre de Moraes de uma forma jocosa, com apelidos. Um deles, não identificado pela PF, ameaçou diretamente Moraes: “Vai ter careca sendo arrastado por blindado em Brasília?”.

Em nota, o Exército afirmou que “opiniões e comentários pessoais não representam o pensamento da cadeia de comando do Exército Brasileiro e tampouco o posicionamento oficial da Força”. “Como Instituição de Estado, apartidária, o Exército prima sempre pela legalidade e pelo respeito aos preceitos constitucionais. Os fatos recentes somente ratificam e comprovam a atitude legalista do Exército de Caxias”, afirma. “Eventuais condutas individuais julgadas irregulares serão tratadas no âmbito judicial, observando o devido processo legal. Na esfera administrativa, as medidas cabíveis já estão sendo adotadas no âmbito da Força”, completa.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– As novas revelações sobre esse grupo de golpistas terão consequências nas Forças Armadas, que preferem puni-los internamente. Aliás, ninguém pode afiançar se haverá punições ou não, mas é certo que estes oficiais estão sendo colocados no freezer e nenhum deles chegará ao generalato. Além disso, será proibida a participação de militares da ativa nestes grupos de WhatsApp junto com reservistas. Mas será difícil que ocorram punições mais rigorosas. (C.N.)

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