sábado, junho 17, 2023

Anvisa suspende leites e soro de leite em pó da marca Natville

 em 17 jun, 2023 15:45

Anvisa coleta dados sobre alimentos para necessidades especiais (Foto: arquivo/ Agência Brasil)

Anvisa suspendeu a comercialização, a distribuição e o uso dos seguintes produtos da marca Natville, fabricados entre janeiro e maio de 2023 pela empresa Laticínios Santa Maria Ltda. São eles: 

– Leite UHT integral. 

– Leite UHT desnatado (embalagem de 1 litro). 

– Soro de leite em pó parcialmente desmineralizado 40% (embalagem de 25 kg). 

Anvisa suspende leites e soro de leite em pó da marca Natville

Anvisa coleta dados sobre alimentos para necessidades especiais (Foto: arquivo/ Agência Brasil)

Anvisa suspendeu a comercialização, a distribuição e o uso dos seguintes produtos da marca Natville, fabricados entre janeiro e maio de 2023 pela empresa Laticínios Santa Maria Ltda. São eles: 

– Leite UHT integral. 

– Leite UHT desnatado (embalagem de 1 litro). 

– Soro de leite em pó parcialmente desmineralizado 40% (embalagem de 25 kg). 

A medida foi publicada nesta sexta-feira, 16,, por meio da Resolução RE 2.146, de 15 de junho de 2023. Também foi publicado o recolhimento voluntário desses produtos.  Por meio de uma inspeção realizada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), foi verificado que os produtos em questão foram produzidos pela empresa Laticínios Santa Maria Ltda. (CNPJ: 04.439.268/0001-85), sem a devida autorização do Ministério. Nos rótulos dos produtos consta a informação errônea de que eles teriam sido fabricados por uma filial da empresa, a Laticínios Santa Maria Ltda. (CNPJ: 04.439.268/0003-47). 

Também foi constatado que esses alimentos foram produzidos sem as devidas condições de higiene e sem a realização de controles que garantam sua qualidade e segurança.  

A empresa Laticínios Santa Maria Ltda. (CNPJ: 04.439.268/0001-85) já iniciou o procedimento de recolhimento voluntário, conforme estabelece a legislação sanitária (Resolução da Diretoria Colegiada  RDC 655/2022).  

Como reconhecer os produtos suspensos?  

Para identificar se o produto está suspenso, basta verificar no rótulo a sua marca (Natville), a sua data de fabricação (entre janeiro e maio de 2023) e as informações de fabricação, conforme descrito a seguir: 

– Leite UHT integral, 1 litro, marca Natville, e Leite UHT desnatado, 1 litro, marca Natville: nos rótulos dos produtos, consta a informação de produção pelo SIF 549 (Unidade de Beneficiamento do Leite e Derivados Laticínios Santa Maria Ltda. – CNPJ: 04.439.268/0003-47) e pelo SIF 2669 (CNPJ: 04.439.268/0001-85). 

 Soro de Leite em pó parcialmente desmineralizado 40%, 25 kg, marca Natville: no rótulo dos produtos, consta a informação de produção pelo SIF 549 (Unidade de Beneficiamento do Leite e Derivados Laticínios Santa Maria Ltda.  CNPJ: 04.439.268/0003-47). 

O recolhimento é de responsabilidade da empresa produtora do alimento. Caso você possua algum produto do lote informado, entre em contato com a empresa, por meio do Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) disponível no rótulo.   

Fiscalização de produtos de origem animal   

A fiscalização de produtos de origem animal, durante toda a sua produção, é de competência do Ministério da Agricultura e Pecuária. Quando esses produtos estão disponíveis no mercado, a competência passa a ser do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS), conforme a Lei 1.283, de 1950.  

O que é o recolhimento?  

O recolhimento de alimentos visa a retirada do mercado de produtos que representem risco ou agravo (dano) à saúde do consumidor.  

Há dois tipos de recolhimento: o voluntário e o determinado. O recolhimento voluntário é iniciado pela empresa responsável pelo produto, quando identificada uma situação de risco sanitário. Isso porque se trata de um procedimento mais ágil para a imediata e eficiente retirada do produto do mercado de consumo, considerando as medidas de controle de qualidade adotadas pela empresa. Por sua vez, o recolhimento determinado é estabelecido pela Anvisa, como medida preventiva de risco ou agravo à saúde do consumidor, caso não seja realizado voluntariamente pela empresa responsável pelo produto.  

É obrigação da empresa interessada realizar o recolhimento de produtos que representem risco ou agravo à saúde do consumidor, imediatamente após a ciência do fato, conforme os procedimentos estabelecidos na legislação sanitária.    

O recolhimento de alimentos é regulamentado pela RDC 655/2022 da Anvisa, que dispõe sobre esse recolhimento e sobre sua comunicação à Agência e aos consumidores.  

Para conhecer as regras de recolhimento, basta acessar a Biblioteca de Alimentos da Anvisa. 

Para acessar o documento de Perguntas e Respostas sobre recolhimento de alimentos, clique aqui.  

Já para conhecer outras medidas preventivas de fiscalização adotadas pela Agência e consultar produtos irregulares, clique aqui.  

Com informações da Anvisa 

infonet

Nota da redação deste Blog - O pior é que eu já vinha comprando desse leite há muito tempo, dei bobeira, poderia já haver desconfiado que coisa que chega em Jeremoabo arranjada pelo atual prefeito  em periodo eleitoreiro boa coisa não é.

Ainda bem que aqui em Aracaju a coisa funciona.


Bolsonaro espalha fake News: “Vacinas têm grafeno, que se acumula nos órgãos genitais”

Publicado em 17 de junho de 2023 por Tribuna da Internet

Bolsonaro revê sua professora de infância após 56 anos: "Emoção" | Brasil |  Pleno.News

Bolsonaro disse que leu a bula, mas era tudo mentira…

Weslley Galzo
Estadão

Ex-presidente Jair Bolsonaro, que está a cinco dias de ser julgado pelo Tribunal Superior Eleitoral por disseminar notícias falsas contra a urna eletrônica em evento com embaixadores no Palácio da Alvorada durante a eleição do ano passado, voltou a fazer afirmações falsas sobre vacina contra a covid-19, sem qualquer embasamento científico.

Em evento de filiação do PL na cidade de Jundiaí, Bolsonaro disse ter lido a bula do imunizante e afirmou que a composição incluiria “grafeno” que, segundo ele, se acumularia nos “testículos e ovários”.

DISSE BOLSONARO – As declarações foram feitas enquanto o senador astronauta Marcos Pontes (PL-SP) argumentava sobre a importância do grafeno para o desenvolvimento econômico.

“Agora vocês vão cair pra trás. A vacina de RNA tem dióxido de grafeno, tá. Onde ele se acumula segundo a Pfizer, que eu fui lá ver aquele trem lá, no testiculo e no ovário. Eu li a bula”, disse Bolsonaro. Os imunizantes de RNA em uso no País são os da Pfizer e da Jansen.

As bulas das vacinas Pfizer, Coronavac e Janssen, que são distribuídas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), não citam a presença de grafeno na composição.

NOVA MANCADA – A divulgação de notícias falsas sobre os imunizantes levou Bolsonaro a ser investigado em inquérito do Supremo Tribunal Federal (STF). Em 2021, durante uma das ondas de contaminação pela doença, o ex-presidente associou a vacinação ao vírus da Aids. O grafeno é um material composto por átomos de carbono e tem sido apontado como o futuro da tecnologia, de acordo com o Inmetro.

Bolsonaro estava na cidade de Jundiaí com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), para filiar o prefeito da cidade, Luiz Fernando Machado, ao PL. Agora ex-tucano, Machado era aliado político ex-governador João Doria, que se colocou como um dos principais opositores de Bolsonaro na Presidência justamente por causa dos ataques do ex-presidente às vacinas.  O prefeito de Jundiaí chegou a coordenar a comunicação de Doria na campanha presidencial do ano passado, antes de o ex-tucano desistir da disputa.

RECAÍDA EM MÁ HORA – A retomada da disseminação de notícias falsas por Bolsonaro ocorre a cinco dias de o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidir sobre sua inelegibilidade justamente por espalhar mentiras.

No caso em que responde por abuso de poder político e dos meios de comunicação no TSE, Bolsonaro é acusado de veicular mentiras sobre o funcionamento das urnas eletrônicas a embaixadores durante a campanha eleitoral do ano passado.

A ação de investigação judicial eleitoral (AIJE) apresentada pelo PDT contra Bolsonaro alega que ele usou a estrutura do Palácio da Alvorada na tentativa de convencer embaixadores de que as eleições brasileiras seriam fraudadas.

INELEGÍVEL – Ela está pautada para ir a julgamento na próxima quinta-feira, 22. Caso o ex-presidente seja condenado pela maioria dos sete ministro da Corte, ele ficará inelegível por oito anos.

O desfecho do julgamento pode torná-lo o primeiro ex-presidente a perder os direitos políticos por decisão da Justiça Eleitoral decorrente de crimes praticados no exercício do mandato.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por exemplo, chegou a ficar inelegível por causa de condenações pela Justiça comum no âmbito da operação Lava Jato, o que o enquadrava na Lei da Ficha Limpa. Anos depois, porém, o petista acabou tendo as condenações anuladas pelo STF, que considerou a 13ª Vara Federal de Curitiba incompetente para julgá-lo e o ex-juiz Sergio Moro parcial na condução do caso.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– Tanto Lula quanto Bolsonaro apresentam a mesma característica — os dois são como a personagem Ofélia, mulher do Fernandinho, e só abrem a boca quando têm certeza. Dá uma saudade enorme de Itamar Franco(C.N.)

Ciclone atinge o RS | Defesa de Bolsonaro | Barco naufraga em SC

 

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Militares jamais abandonarão a defesa de uma República liberal e democrática

Publicado em 17 de junho de 2023 por Tribuna da Internet

Democracia é a forma de governo em que... Carlos Drummond de Andrade -  PensadorGeneral Marco Aurélio Vieira
Ultima Hora

Em dois séculos, os militares envolveram-se efetivamente na ordem política do País em 1821/1823, 1831, 1889, 1893, 1922, 1924, 1930, 1935, 1937, 1945, 1954, 1955, 1956, 1959, 1961, 1964, 1968. Contudo, essa impressionante sequência de “intervenções” apresenta características que as classificam como únicas nas históricas relações políticos/militares, do continente. Assim, embora as crises tenham sido sucessivas, o poder só foi exercido oficialmente pelos militares brasileiros por pouco tempo: logo após a República e por duas décadas em sequência à revolução de 1964.

Malgrado o autoritarismo que eventualmente acompanhou os militares na política, nossos soldados sempre se posicionaram em defesa de uma república liberal e democrática, sem jamais promoverem a ditador um caudilho fardado. Ressalte-se que nunca houve entre nós um militarismo que isolasse a classe militar, tornando-a exclusiva nos centros de decisão, como acontecido em países próximos, e que prevalece até hoje uma clara identidade entre o pensamento militar e o da sociedade.

GOVERNO DA ESPADA – Floriano Peixoto foi emblemático, em carta de 1889, ao Coronel João Neiva: “Como liberal, que sou, não posso querer para o meu País o governo da espada”. Mas foi o General Góes Monteiro, intelectual e chefe militar da revolução de 1930, quem melhor expressou as relações entre Forças Armadas e Estado, no caso brasileiro. 

Dizia ele que é inútil tentar fugir à essa relação de poderes; “O Estado e as Forças Armadas são dois entes distintos […] e sendo o Exército um instrumento essencialmente político, a consciência coletiva deve-se criar no sentido de se fazer a política do Exército e não a política no Exército.”

Ocorre que, no regime presidencialista tupiniquim, governo e Estado têm se confundido promiscuamente na pessoa de seus chefes. E para que essa correlação de forças se faça de forma legítima e harmônica, há que se observar que as Forças Armadas, embora se diferenciem do Estado e detenham o poder das armas (razão corporativa), destinam-se a servir a esse mesmo Estado (razão legal).

INTERNA CORPORIS – Por outro lado, é importante considerar que elas se diferenciam, também, porque não se admite – como cláusula pétrea da própria existência de uma força armada – que suas questões internas sejam resolvidas no nível político estatal.

É fundamental para a efetividade da democracia, que o estamento militar, originariamente pautado em sua conduta pelas noções de honra, hierarquia e disciplina, resolva suas questões interna corporis, não pelos laços legais estabelecidos entre o Estado (ou seu núcleo de poder) e o quadro administrativo, mas sim sem interferências político/partidárias. 

Os acontecimentos das últimas eleições confirmaram a velha dependência do respaldo militar nas crises políticas do Brasil, assim como manifestou-se com todas as letras a ultrapassada ojeriza de grande parte das autoridades, intelectuais e imprensa com relação à participação das Forças Armadas nos assuntos de Estado.

CRISE INSTITUCIONAL – Além disso, posições de políticos e militares naquele momento, acentuaram a fratura do sistema institucional, consequência do indisfarçável ativismo persecutório do Judiciário, da covarde omissão do Congresso quanto às suas obrigações constitucionais, e da criminosa indiferença da grande imprensa, diante de reiterados atentados à democracia, intensificados a partir do governo anterior.

Não cabe aqui julgar os chefes militares, nem questionar sua “neutralidade” diante de um processo eleitoral pouco transparente, conduzido de forma enviesada em relação a um candidato, por uma justiça eleitoral carregada de ranço ideológico partidário.

À História cabe esse julgamento, pelo que fizeram e deixaram de fazer. Entretanto, mostrou-se dramática a consequência dessa posição “legalista” adotada pelas Forças Armadas: assiste-se hoje uma difamação diuturna e sistemática dos comandantes militares, nas redes sociais, por gente de todas as classes e origens, alimentada por uma desinformação orquestrada para – irresponsavelmente – desacreditar o Exército, e neutralizar sua possibilidade de influência política.

APOIO AOS MILITARES – No atual momento geopolítico, é conspiração contra a Pátria cidadãos promoverem o descrédito de suas próprias forças militares, por meras divergências políticas domésticas. Mesmo porque, os homens passam, mas um Exército centenário, de relevantes serviços ao País e à democracia, permanece.

Há que se pensar, portanto, em conciliar Estado, Exército e brasileiros, porque no chamado estado democrático de direito não se trata de “submeter” a Força Armada ao poder discricionário do governo, isto é, à figura do Presidente de plantão. A instituição armada é detentora do monopólio legal da violência do Estado, e não é aconselhável colocá-la à serviço de políticos de ocasião.

Na verdade, os atuais líderes políticos estagnaram nos idos da luta do diretório acadêmico contra o regime militar, e continuam assombrados pelo fantasma do “golpe fascista”, a ameaça ideal para justificar o autoritarismo ideológico “democrático” da hora.

POLÍTICA EXTERNA – O presidente continua atuando no cenário diplomático internacional como líder sindical. Alardeando ser capaz de resolver conflitos geopolíticos na mesa de um bar, e declarando alinhamento de interesses com ditaduras, ele tem demonstrado não só ignorância quanto à dimensão político/militar do seu próprio País, mas também desprezo pelos princípios democráticos.

Aos indignados com os rumos do governo depois das eleições de 2022, lembro que as Forças Armadas ainda são as únicas instituições de Estado dotadas de poderes constitucionais, e capacitadas legalmente para se contraporem aos atentados à democracia. À gente das armas, exorto rever os fundamentos de seus deveres como agentes políticos da defesa dos poderes constitucionais, os quais não incluem intervenção militar.

E alerto: negligenciar a missão constitucional de garantia da lei e da ordem (jurídica, inclusive), atrás do escudo do silêncio, ou na comodidade da inação, é sim furtar-se das responsabilidades das heroicas lutas pela democracia dos nossos antepassados. Pois, como disse Benjamim Constant: “O militar não pode nunca ser instrumento servil e complacente, responsável por obediência passiva, inconsciente, que avilta seu caráter, destrói seu incentivo e degrada sua moral. Quem se omite, indiretamente se associa”.

(artigo enviado por Mário Assis Causanilhas)

General Marco Aurélio Vieira
Ultima Hora

Em dois séculos, os militares envolveram-se efetivamente na ordem política do País em 1821/1823, 1831, 1889, 1893, 1922, 1924, 1930, 1935, 1937, 1945, 1954, 1955, 1956, 1959, 1961, 1964, 1968. Contudo, essa impressionante sequência de “intervenções” apresenta características que as classificam como únicas nas históricas relações políticos/militares, do continente. Assim, embora as crises tenham sido sucessivas, o poder só foi exercido oficialmente pelos militares brasileiros por pouco tempo: logo após a República e por duas décadas em sequência à revolução de 1964.

Malgrado o autoritarismo que eventualmente acompanhou os militares na política, nossos soldados sempre se posicionaram em defesa de uma república liberal e democrática, sem jamais promoverem a ditador um caudilho fardado. Ressalte-se que nunca houve entre nós um militarismo que isolasse a classe militar, tornando-a exclusiva nos centros de decisão, como acontecido em países próximos, e que prevalece até hoje uma clara identidade entre o pensamento militar e o da sociedade.

GOVERNO DA ESPADA – Floriano Peixoto foi emblemático, em carta de 1889, ao Coronel João Neiva: “Como liberal, que sou, não posso querer para o meu País o governo da espada”. Mas foi o General Góes Monteiro, intelectual e chefe militar da revolução de 1930, quem melhor expressou as relações entre Forças Armadas e Estado, no caso brasileiro. 

Dizia ele que é inútil tentar fugir à essa relação de poderes; “O Estado e as Forças Armadas são dois entes distintos […] e sendo o Exército um instrumento essencialmente político, a consciência coletiva deve-se criar no sentido de se fazer a política do Exército e não a política no Exército.”

Ocorre que, no regime presidencialista tupiniquim, governo e Estado têm se confundido promiscuamente na pessoa de seus chefes. E para que essa correlação de forças se faça de forma legítima e harmônica, há que se observar que as Forças Armadas, embora se diferenciem do Estado e detenham o poder das armas (razão corporativa), destinam-se a servir a esse mesmo Estado (razão legal).

INTERNA CORPORIS – Por outro lado, é importante considerar que elas se diferenciam, também, porque não se admite – como cláusula pétrea da própria existência de uma força armada – que suas questões internas sejam resolvidas no nível político estatal.

É fundamental para a efetividade da democracia, que o estamento militar, originariamente pautado em sua conduta pelas noções de honra, hierarquia e disciplina, resolva suas questões interna corporis, não pelos laços legais estabelecidos entre o Estado (ou seu núcleo de poder) e o quadro administrativo, mas sim sem interferências político/partidárias. 

Os acontecimentos das últimas eleições confirmaram a velha dependência do respaldo militar nas crises políticas do Brasil, assim como manifestou-se com todas as letras a ultrapassada ojeriza de grande parte das autoridades, intelectuais e imprensa com relação à participação das Forças Armadas nos assuntos de Estado.

CRISE INSTITUCIONAL – Além disso, posições de políticos e militares naquele momento, acentuaram a fratura do sistema institucional, consequência do indisfarçável ativismo persecutório do Judiciário, da covarde omissão do Congresso quanto às suas obrigações constitucionais, e da criminosa indiferença da grande imprensa, diante de reiterados atentados à democracia, intensificados a partir do governo anterior.

Não cabe aqui julgar os chefes militares, nem questionar sua “neutralidade” diante de um processo eleitoral pouco transparente, conduzido de forma enviesada em relação a um candidato, por uma justiça eleitoral carregada de ranço ideológico partidário.

À História cabe esse julgamento, pelo que fizeram e deixaram de fazer. Entretanto, mostrou-se dramática a consequência dessa posição “legalista” adotada pelas Forças Armadas: assiste-se hoje uma difamação diuturna e sistemática dos comandantes militares, nas redes sociais, por gente de todas as classes e origens, alimentada por uma desinformação orquestrada para – irresponsavelmente – desacreditar o Exército, e neutralizar sua possibilidade de influência política.

APOIO AOS MILITARES – No atual momento geopolítico, é conspiração contra a Pátria cidadãos promoverem o descrédito de suas próprias forças militares, por meras divergências políticas domésticas. Mesmo porque, os homens passam, mas um Exército centenário, de relevantes serviços ao País e à democracia, permanece.

Há que se pensar, portanto, em conciliar Estado, Exército e brasileiros, porque no chamado estado democrático de direito não se trata de “submeter” a Força Armada ao poder discricionário do governo, isto é, à figura do Presidente de plantão. A instituição armada é detentora do monopólio legal da violência do Estado, e não é aconselhável colocá-la à serviço de políticos de ocasião.

Na verdade, os atuais líderes políticos estagnaram nos idos da luta do diretório acadêmico contra o regime militar, e continuam assombrados pelo fantasma do “golpe fascista”, a ameaça ideal para justificar o autoritarismo ideológico “democrático” da hora.

POLÍTICA EXTERNA – O presidente continua atuando no cenário diplomático internacional como líder sindical. Alardeando ser capaz de resolver conflitos geopolíticos na mesa de um bar, e declarando alinhamento de interesses com ditaduras, ele tem demonstrado não só ignorância quanto à dimensão político/militar do seu próprio País, mas também desprezo pelos princípios democráticos.

Aos indignados com os rumos do governo depois das eleições de 2022, lembro que as Forças Armadas ainda são as únicas instituições de Estado dotadas de poderes constitucionais, e capacitadas legalmente para se contraporem aos atentados à democracia. À gente das armas, exorto rever os fundamentos de seus deveres como agentes políticos da defesa dos poderes constitucionais, os quais não incluem intervenção militar.

E alerto: negligenciar a missão constitucional de garantia da lei e da ordem (jurídica, inclusive), atrás do escudo do silêncio, ou na comodidade da inação, é sim furtar-se das responsabilidades das heroicas lutas pela democracia dos nossos antepassados. Pois, como disse Benjamim Constant: “O militar não pode nunca ser instrumento servil e complacente, responsável por obediência passiva, inconsciente, que avilta seu caráter, destrói seu incentivo e degrada sua moral. Quem se omite, indiretamente se associa”.

(artigo enviado por Mário Assis Causanilhas)

DERI DO PALOMA FALA SOBRE ATRAÇÕES DO SÃO JOÃO DE JEREMOABO, PORÉM NÃO FALA DA EQUIPE MÉDICA NECESSÁRIA PARA GARANTIR O ATENDIMENTO AO POVO.

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 O prefeito de Jeremoabo além de falar sem nexo para o seu gado não falou o ítem mais importante dos festejos juninos que é a saúde dos participantes, desviando atenção do povo que para trafegar no caminho que leva até o hosptal o paciente  corre risco de morrer no caminho devido a buraquiera, como também não falou a quantidade de médicos já que falou em 70 mil participantes dos festejos.

Falou nos seus processos de estimação mas deixou de falar que ontem o Ministério Público Federal requereu o bloqueio de seus bens no valor de mais de R$ 2 milhões por prática de improbidade administriva.

A quantidade de profissionais de saúde necessários para fornecer cobertura adequada a uma festa popular com 70 mil pessoas pode variar dependendo de vários fatores, como a duração do evento, a localização, o tipo de público e os serviços de saúde disponíveis na região. No entanto, é fundamental garantir uma equipe adequada para lidar com emergências médicas e garantir a segurança dos participantes.

Para eventos de grande porte como esse, normalmente são necessários vários profissionais de saúde, incluindo médicos, enfermeiros, paramédicos e socorristas. A equipe médica deve ser dimensionada de acordo com as necessidades esperadas e a gravidade dos casos que podem ocorrer.

Uma referência comum é ter uma equipe médica composta por médicos em quantidade proporcional ao número de participantes, considerando cerca de 1 médico para cada 1.000 a 2.000 pessoas. Portanto, para uma festa popular com 70 mil pessoas, uma estimativa aproximada seria ter entre 35 e 70 médicos disponíveis.

No entanto, é importante ressaltar que esses números são apenas uma orientação geral e a quantidade exata de profissionais de saúde necessários dependerá de diversos fatores, incluindo regulamentações locais, diretrizes de segurança, histórico de eventos anteriores e análise de riscos específicos.

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