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quarta-feira, dezembro 14, 2022
Em meio a negociações com Lula, alas do MDB se reúnem em jantar com Tebet
Em meio a negociações com Lula, alas do MDB se reúnem em jantar com Tebet
Integrantes das bancadas emedebistas da Câmara e do Senado se reúnem nesta quarta-feira à noite em um jantar que terá a presença da senadora Simone Tebet (MS). O encontro ocorre em meio ao avanço das tratativas do partido com o PT para garantir mais espaço no governo do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva. A expectativa é que o evento reúna mais de 50 pessoas, incluindo o governador reeleito Ibaneis Rocha, que apoiou Jair Bolsonaro nas eleições presidenciais.
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O jantar vai ocorrer na casa do ex-presidente do Senado Eunício Oliveira (CE), que representa a ala do nordeste mais próxima a Lula. O presidente eleito foi convidado para o evento, mas não confirmou presença.
Em abril, pouco antes de começar a campanha eleitoral, Eunício promoveu um jantar com Lula que reuniu parlamentares do MDB e de outras legendas. Na época, os caciques do partido indicaram ao petista que poderiam tentar barrar a candidatura de Tebet à Presidência, o que não prosperou.
A reunião desta quarta acontece sob um contexto diferente, em que o MDB tenta garantir três ministros na próxima gestão: além de Tebet, o partido quer um ministro indicado pela bancada da Câmara e outro pelos senadores. A ideia de um encontro com as diferentes alas partiu do presidente da legenda, deputado federal Baleia Rossi (SP). Entre os convidados esperados estão o líder do MDB na Câmara, Isnaldo Bulhões Jr. (AL), e o senador Renan Calheiros (AL).
Nesta terça-feira, Baleia se reuniu com a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, para uma nova rodada de conversas. A aliados, o dirigente se disse confiante de que o partido conseguirá as três indicações. Na semana passada, em reunião com a bancada, Baleia afirmou que Tebet representava, sim, o partido, afastando o discurso de que ela seria da cota pessoal de Lula.
A indicação das bancadas é tida como fundamental para que Lula garanta o apoio do MDB nas duas casas. Caso não atenda ao pedido, o presidente eleito poderá enfrentar problemas com os senadores e deputados emedebistas. Ao mesmo tempo, Lula já indicou que faz questão de ter Tebet em sua equipe, mas não esclareceu se ela faria parte da cota do partido ou de sua cota pessoal. Ao GLOBO, a assessoria da senadora confirmou sua presença no evento desta quarta.
Depois do encontro com Gleisi, os emedebistas passaram a avaliar que é "zero" a chance de Tebet não ocupar um cargo na Esplanada. Apesar da pressão do PT, o Desenvolvimento Social não foi descartado, dizem integrantes do partido. Fontes ouvidas pelo GLOBO afirmam que a senadora não foi convencida de aceitar outras pastas, mas tem se mostrado aberta a discutir possibilidades como Meio Ambiente e Turismo, esta última uma opção colocada sobre a mesa em conversas recentes.
Pelo Senado, a indicação deve ser Renan Filho, mas a aposta é que ele fique como uma pasta de ação política, como a Integração Nacional. Minas e Energia, que seria outra opção, apesar de ser um ministério com status, não ajuda na interlocução com a bancada e tem poucas entregas, avaliam pessoas próximas ao ex-governador.
No caso da Câmara, tudo caminha para uma indicação da bancada do Pará. O governador reeleito Helder Barbalho sinalizou que deseja emplacar o nome do irmão, Jader Filho, mas enfrenta resistência. Filho marcou presença na diplomação de Lula na segunda. Outro nome que foi cogitado é o de José Priante (PA).
YAHOO
Haddad vai receber uma boa situação fiscal, que não poderá chamar de herança maldita
Publicado em 14 de dezembro de 2022 por Tribuna da Internet

Haddad deu sorte e vai encontrar uma economia arrumada
William Waack
CNN Brasil
Fernando Haddad foi confirmado na última sexta-feira como novo ministro da Fazenda, já se encontrou com seu antecessor, Paulo Guedes, e está anunciando os membros da equipe econômica. “Foi tudo muito transparente e cordial”, disse o futuro ministro, sobre a reunião com Guedes.
Mas o que Haddad vai dizer quando se confrontar com a herança do governo que está indo embora?
UMA BOA SURPRESA – Deixando de lado as paixões políticas – talvez a coisa mais difícil nos dias de hoje – Haddad vai lidar com uma situação fiscal melhor do que a reputação.
Encontrará uma situação de desemprego na faixa do equilíbrio, isto é, o desemprego não é tão grande a ponto de provocar uma recessão nem tão pequeno a ponto de induzir inflação.
A economia não está expandindo de forma exuberante, mas também não está contraindo. A balança comercial é boa. E a inflação registra trajetória de queda.
DINHEIRO DE SOBRA – Esse é o ponto de partida para o próximo ministro da fazenda, que terá, graças ao apetite do centrão, um belo espaço para gastar. E, pelo menos no começo, sem ter de dizer de onde virá o dinheiro.
Por mais que o discurso político exija que o novo governo afirme que vai começar numa terra arrasada, não é o que os números indicam. Não se pode dizer que, no geral, a situação econômica seja perfeita. Longe disso. Mas não só em nome da cordialidade, vai ser difícil o novo ministro chamar a herança de maldita.
(Artigo enviado por Carlos Vicente)
Moraes não indicia Michelle, mas manda governo Bolsonaro e do DF explicarem ataques
Publicado em 14 de dezembro de 2022 por Tribuna da Internet
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Como explicar que ninguém tenha sido preso em Brasília?
Johanns Eller
O Globo
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, rejeitou na tarde desta quarta-feira o pedido de indiciamento da primeira-dama Michelle Bolsonaro no inquérito dos atos antidemocráticos pelo suposto apoio a bolsonaristas que defendem um golpe contra a vitória do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva. A ação havia sido protocolada na última terça-feira pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), como noticiamos no blog.
Moraes, porém, acolheu parte da petição do parlamentar referente à tentativa de invasão da sede da Polícia Federal em Brasília por bolsonaristas, seguida da depredação de ônibus e carros. O magistrado deu 48 horas para que o Ministério da Justiça e o governo do Distrito Federal informem as medidas tomadas pelas forças de segurança na última segunda-feira.
SEM ELEMENTOS – Já quanto à conduta de Michelle Bolsonaro, o ministro do Supremo entendeu que não há elementos suficientes para indiciá-la com base na petição.
Randolfe acionou o Supremo para que Michelle fosse investigada por dar suporte a manifestantes que ocupam Brasília com propósitos golpistas e teriam recebido lanches e bebidas enviados pela primeira-dama no Palácio da Alvorada, no último domingo.
Um dia após eclodirem convocações para que militantes pró-Bolsonaro que defendem uma intervenção militar inconstitucional se dirigissem à residência oficial, seguidores do presidente que estavam concentrados em Brasília transformaram o entorno da sede da PF na capital em um cenário de guerra.
PRISÃO DO INDÍGENA – Os episódios de violência provocados por bolsonaristas, que chegaram a espalhar botijões de gás próximos a incêndios provocados pelos próprios criminosos, ocorreram em reação à prisão do pastor indígena José Acácio Serere Xavante, uma liderança dos protestos antidemocráticos, determinada por Moraes a pedido da Procuradoria-Geral da República.
Os ataques levaram ao reforço da segurança do hotel onde Lula e o vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin (PSB), estavam hospedados. Serere chegou a gravar um vídeo de dentro da sede da PF pedindo que os bolsonaristas cessassem a violência. Ninguém foi preso até o momento.
Em coletiva de imprensa ao lado do secretário de Segurança Pública do DF, Júlio Danilo, o futuro ministro da Justiça, Flávio Dino, disse que os envolvidos serão identificados e responsabilizados.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – A resposta do governo federal e do governo de Brasília será uma nova Piada do Ano. Como justificar que ninguém tenha sido preso fazendo quebra-quebra em plena capital da República? (C.N.)
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