terça-feira, dezembro 13, 2022

Preços dos combustíveis passarão a ser fixados em comum acordo com o governo


Como montar um posto de gasolina em 5 passos - Quanto precisa investir?

Vai acabar a maluquice dos “preços internacionalizados”

Mariana Carneiro
Estadão

O time de óleo e gás do governo de transição de Lula desembarca nesta segunda-feira (5) na Petrobras para buscar explicações sobre a venda de ativos da companhia durante a gestão de Jair Bolsonaro. Coordenador do grupo, o senador Jean Paul Prates (PT-RN) afirma que há muitos temas a tratar, menos a política de preços dos combustíveis.

“Isso não é assunto para a Petrobras, é assunto de governo”, diz, ressaltando que a empresa não é mais monopolista desde os anos 1990.

POLÍTICA IRREAL – Prates, assim como parte dos técnicos petistas, não vê com bons olhos a atual precificação feita pela companhia e quer uma fórmula que considere a produção local de petróleo, que nada tem a ver com as cotações internacionais do mercado à vista.

Jean Paul Prates, Magda Chambriard e Mauricio Tolmasquin se ocupam de um diagnóstico do setor, que deve ser apresentado na próxima quinta-feira (8).

Eles também já foram à Agência Nacional de Petróleo (ANP) e à Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA), sediadas no Rio.

SEM REVOGAÇO – Não deve haver um “revogaço” na área de óleo e gás. Só um ato do atual governo está sob revisão: o que determinou que postos exibam o preço nas bombas antes e depois da mudança na alíquota do ICMS sobre combustíveis.

Para evitar negativas da atual administração da Petrobras, Prates propôs que os dados a serem apresentados pela Petrobras para o time de Lula sejam classificados em três cores.

Os verdes, abertos; os amarelos, restritos; e os vermelhos, sigilosos e sensíveis em termos comerciais, que não podem nem sair da sala de reunião.

Após o quebra-quebra em Brasília, bolsonaristas abandonam o cerco ao hotel de LuLa

Publicado em 13 de dezembro de 2022 por Tribuna da Internet

 (crédito: Darcianne Diogo/CB/D.A. Press)

Policiais militares conseguiram dispersar os extremistas

Darcianne Diogo e Ronayre Nunes
Correio Braziliense

Após uma noite de quebra-quebra nesta segunda-feira (12/12), os extremistas bolsonaristas começaram a se dispersas da área da Diretoria Geral da Polícia Federal na Asa Norte no início da madrugada desta terça-feira (13/12).

O grupo ouviu porta-vozes do cacique Serere Xavante, preso na tarde de segunda-feira (12/12). Eles informaram que o indígena deve passar por audiência de custódia ainda nesta terça-feira (13/12). Segundo informações, o bolsonarista está calmo e pediu orações aos apoiadores. Na noite desta segunda, os extremistas tentaram invadir a Polícia Federal para libertá-lo.

UMA NOITE DE CAOS – Tudo começou quando um grupo de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL) entrou em confronto com a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), na noite desta segunda-feira (12/12), ao lado da sede da Polícia Federal (PF), na Asa Norte, no centro de Brasília.

O confronto começou após a Polícia Federal prender o cacique Serere Xavante, apoiador de Bolsonaro, atendendo à determinação da Procuradoria-Geral da República e de Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O cacique faz parte do grupo de indígenas que invadiu a sala de embarque do Aeroporto Internacional de Brasília no último dia 2 de dezembro.

FOCOS DE INCÊNDIO – A reportagem do Correio esteve no local e flagrou um homem arrancando uma lixeira enquanto o confronto ocorria no fim da rua. De longe, era possível observar focos de incêndio em diversas vias no centro da capital. Em meio à confusão, três carros da Polícia Militar chegaram para conter a situação.

Em um dado momento, alguns manifestantes fecharam a Via N2 (em ligação com a W3) e tentaram impedir que os veículos seguissem no sentido Esplanada dos Ministérios. No fim da rua, era possível ver pontos com fogo e pneus no meio da pista.

NO HOTEL DE LULA – Além de carros, contêineres e ônibus terem sido incendiados, com quebra-quebra, até os manifestantes serem contidos pelo batalhão de choque da Polícia Militar, a poucos quilômetros dali, outro grupo de extremistas isolou parte do Eixo Monumental da cidade, nos arredores do hotel onde está hospedado o presidente diplomado Lula, que na tarde de ontem foi oficializado como vencedor das eleições de outubro.

O luxuoso hotel chegou a ser cercado pelos manifestantes bolsonaristas, mas acabaram sendo dispersados pelas força de segurança do governo de Brasília.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Enviada por José Antonio Perez, sempre atento às notícias da capital, a reportagem mostra que se trata de uma tragédia anunciada. O forte esquema de segurança evitou protestos diante do TSE, na tarde de segunda-feira, mas os manifestantes se deslocaram para outros locais. Faltou infiltração dos serviços de inteligência da PM no acampamento, para prevenir e evitar esse quebra-quebra dos fanáticos bolsonaristas, que precisam ser contidos, custe o que custar. (C.N.)

Lira prometeu aprovar a PEC como viesse do Senado, mas agora exige mais garantias


Lula e o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) 09/11/2022

Lula pensou ter enganado Lira, mas não foi bem assim

Malu Gaspar
O Globo

Passado o tumulto promovido por manifestantes golpistas em Brasília no dia de sua diplomação, Luiz Inácio Lula da Silva começou nesta manhã de terça-feira a lidar com outra alteração política, esta com potencial para fazer um estrago ainda maior em seu governo.

Lula se reuniu nesta manhã com o presidente da Câmara, Arthur Lira, para tentar desfazer um impasse que já vem desde o domingo: Lira diz que não pode garantir que a Proposta de Emenda Constitucional da Transição vá ser votada nesta quarta-feira – prazo necessário para que os recursos extras pedidos pelo novo governo sejam incluídos no Orçamento de 2023.

COMPROMISSO? – No início da transição, Lira assumiu o compromisso de submeter ao plenário da Câmara o mesmo texto aprovado no Senado – que, na semana passada, concedeu autorização para o próximo governo gastar R$ 145 bilhões além do teto, pelos próximos dois anos.

Só que, em uma reunião que teve no domingo com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, e um pequeno grupo de parlamentares, Lira reclamou de não ter tido acesso ao texto antes de sua tramitação e disse que não há acordo na Câmara, especialmente m relação ao prazo de dois anos. Sugeriu, ainda, que os senadores se apressaram para aprovar o que o governo queria em troca de uma cota de três ministérios que teria sido combinada com Lula.

Na conversa, Lira também disse que pretendia ver aprovada no senado a emenda que poderia criar o cargo de senador vitalício para ex-presidentes, beneficiando Jair Bolsonaro – como informou Bernardo Mello Franco.

TROCA-TROCA – Os senadores saíram da conversa convencidos de que o presidente da Câmara, não está mais satisfeito apenas com o apoio de Lula à sua reeleição, e agora quer ministérios em troca da aprovação da PEC.

Foi esse o recado que passaram a Lula, e foi esse o relato que o presidente eleito fez aos aliados sobre a razão pela qual Lira está criando dificuldades para a aprovação da PEC.

Desde o final da semana passada, o presidente da Câmara vem lidando com um grupo de partidos que não fez parte da frente que apoiou Lula na campanha e não vê vantagem em dar a Lula uma licença de dois anos para gastar além do teto. “Esse pessoal está vendo os senadores garantirem ministérios, enquanto eles não tem nada. Vão dar dois anos de folga para o governo por quê?”, diz um interlocutor do presidente da Câmara.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Conforme já explicamos aqui, a PEC da Gastança foi superfaturada de modo a funcionar como reforço de caixa para o governo Lula. Seria ingenuidade achar que apenas a Tribuna da Internet tem conhecimento deste superfaturamento do valor da emenda. É claro que Arthur Lira está ciente disso e decidiu aumentar seu cachê junto a Lula. Apenas isso. (C.N.)

Kaká de Sonso é reeleito presidente da Câmara para o segundo biênio reconhecido como presidente democrático, humilde e responsável.

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Em Sessão de Eleição realizada nesta terça-feira (13), por 7 votos a 6, a chapa ENCABEÇADA POR kAKÁ DE SONSO foi eleita para o segundo biênio (2023/2024) da 11ª Legislatura. O vereador Kaká de Sonso ), foi reconduzido ao cargo de presidente por mais dois anos em chapa de consenso pela oposição. O parlamentar foi reconhecido como um presidente democrático. 

 Votaram  de forma unânime  os 07(sete)vereadores da oposição por sua recondução como presidente.

O concorrente, vereador Zé Miúdo, recebeu 6 votos dos vereadores da situação.


A nova mesa diretora assume a direção do Legislativo a partir do dia 1º de janeiro de 2023


Durante a votação foram colocadas duas chapas; veja a composição da nova mesa diretora eleita para o biênio 2023/2024


Kaká de Sonso -                        Presidente

Sidney dos Reis Macêdo -        Vice presidente

Eriks Jeam Ribeiro de Jesus -  Primeiro Secretário

Domingos Pinto dos Santos -  Segundo Secretário


. Com isso, a chapa dos vereadores do grupo Tista de Deda permanecerá  presidente a partir do mês de janeiro,

Com a eleição  a oposição ao prefeito Deri do Paloma, continuará tendo o controle do poder legislativo. “O que é bom para o povo Jeremoabo . É uma chapa de oposição, foi oposição ao prefeito nas últimas eleições.

Com essa eleição ficou caracterizado que o vereador Zé Miúdo continuará sendo um Estranho no Ninho da oposição.

Com a eleição  a oposição ao prefeito Deri do Paloma, continuará tendo o controle do poder legislativo. “O que é bom para o povo Jeremoabo .. É uma chapa de oposição, foi oposição ao prefeito nas últimas eleições.

O presidente reeleito fez um breve agradecimento após a votação. “Eu quero agradecer a todos, senhoras e senhores vereadores, que votaram em mim. O meu respeito à bancada do PP, com a qual eu mantenho uma excelente relação. E quero manter, nesse próximo ano de 2023, que possamos trabalhar em favor dessa cidade, em favor do Parlamento, aquilo tudo que for possível. E as dificuldades, estaremos superando juntos. Nós temos que acreditar que o diálogo é possível, isso é o mais importante”, destacou Kaká.

Nota da redação deste Blog - Em conversa com o presidente   reeleito kaká de Sonso, o mesmo r  reforçou seu compromisso com a população e sempre trabalhando com transparência. "Estou muito feliz com o resultado da votação e agradeço a Deus, aos nobres vereadores que votaram em mim e até mesmo aos que não votaram, irei continuar trabalhando por todos e se Deus quiser iremos lutar por mais transparência, por combate a malversação do dinheiro público  trabalho esse que a gente vem desenvolvendo aqui nesta casa" Enfatizou o presidente.

Atribuições do presidente

O presidente da Câmara Municipal de Jeremoabo tem entre as principais funções manter a ordem dos trabalhos legislativos, dar publicidade aos Atos da Casa e zelar pelo cumprimento do Regimento Interno.

Também é de competência do presidente da Casa anunciar e convocar as sessões plenárias e as reuniões da Mesa Diretora, dar posse aos vereadores e suplentes, além de exercer a chefia do Executivo Municipal, em casos específicos previstos na lei.




Live Retrospectiva Anasps 2022

Quem foi Santa Luzia, a mártir que se tornou padroeira dos olhos e da visão




Santa Luzia é invocada hoje pelos fiéis como padroeira dos olhos

Por Edison Veiga, De Bled (Eslovênia) 

Celebrada por católicos no dia 13 de dezembro, Santa Luzia é normalmente representada com uma imagem sacra bastante curiosa.

Jovem bonita de bochechas coradas, carrega uma folha de palmeira — item comum no imaginário religioso, pois representaria a imortalidade — e uma bandeja dourada. Dentro, está aquilo que soa mais inusitado: um par de olhos.

Luzia de Siracusa, ou Lúcia de Siracusa, é a santa considerada padroeira dos olhos, da visão.

Mas como ela viveu em uma época de cristianismo incipiente e parcos registros, sua biografia carece de informações confiáveis — e há diferentes versões para explicar sua santidade e mesmo essa sua propriedade de zelar pelos olhos dos fiéis.

"Luzia, como os demais santos mártires do seu tempo, por volta do ano 280 d.C., não tem muitos escritos que afirmem uma verdade histórica no sentido da historiografia, entretanto o martirológico cristão os descreve de forma peculiar", pontua padre Jerônimo Gasques, mestre em Teologia Dogmática e autor de, entre outros livros, Santa Luzia - O Brilho de Uma Luz - A Protetora dos Olhos.

Luzia nasceu em Siracusa, na Sícilia, ilha do Mediterrâneo que hoje faz parte da Itália, no ano de 283. Na época, o cristianismo era perseguido pelo governo romano. Sua família, contudo, era cristã e, ao que consta, gozava de uma vida de riquezas.

"O pai, que se chamava Lúcio, morreu quando ela ainda era muito jovem", conta o estudioso de cristianismo antigo Thiago Maerki, pesquisador na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e associado da Hagiography Society, nos Estados Unidos.

A pequena órfã passou a infância dedicando-se aos cuidados da mãe, Eutíquia, que sofria de graves hemorragias internas. Certa vez, a menina peregrinou até a cidade de Catânia, também na Sicília, para rezar pela saúde da mãe na tumba de Santa Águeda (235-251).

Ali, teve uma epifania e, acreditando que Deus curaria sua genitora, Luzia decidiu consagrar sua vida ao cristianismo, fazendo voto de virgindade.

"A esse tempo, ela estava prometida em casamento com um jovem pagão, e queria se livrar desse compromisso", diz Maerki.

"Sua mãe, adoecida, desejava o seu casamento com um fidalgo da nobreza. No entanto, isso a desagradava, pois ela queria viver em castidade na consagração a Deus e ao seu Senhor, como cristã", completa Gasques.

"Segundo a tradição, Santa Águeda não apenas lhe curou a mãe, mas também lhe revelou que sofreria o martírio e seria venerada em toda a Siracusa", comenta o pesquisador e escritor J. Alves, membro da Academia Brasileira de Hagiologia e autor do livro Os Santos de Cada Dia e de Santa Luzia - Novena e Biografia.

Denúncia e perseguição religiosa

De acordo com Maerki, após essa cura, a mãe dispensou a menina de cumprir o casamento prometido.

A partir dali, não só Luzia se dedicaria a Deus como também não teria mais receio de expôr sua cristandade, então vivenciada apenas na clandestinidade.

"Santa Luzia foi uma mulher corajosa, que escolheu viver na fé e arriscar sua vida ao assumir a condição de seguidora de Jesus, em um tempo em que isso era considerado crime grave", diz Alves.

Essa conduta da moça, contudo, desagradou o jovem que queria desposá-la.

Contrariado, o jovem pretendente decidiu denunciá-la ao procônsul Pascásio — na estrutura romana, procônsul era o magistrado encarregado de administrar cada província, como um governador ou um prefeito.

Naquela época, Roma era comandada pelo imperador Diocleciano (243-312), cuja marca foi a perseguição aos que professassem a fé cristã.

"O jovem preterido fez isso com a pretensão de que ela fosse perseguida pelo regime de Diocleciano", contextualiza Maerki.

Dito e feito: Luzia foi presa pelas forças do governo. Pascásio, então, teria se empenhado de todas as formas para que ela renunciasse ao cristianismo e aderisse aos rituais pagãos romanos.

"Ele teria ordenado que ela fizesse sacrifícios aos deuses romanos mas, segundo as fontes de relatos hagiográficos, Luzia teria respondido que o sacrífico puro diante de Deus seria visitar as viúvas, os órfão e os peregrinos que param por meio da angústia e da necessidade que sofrem", diz Maerki.

A essa altura, com o consentimento da mãe, Luzia havia decidido se desfazer de todos os bens da família em favor dos pobres, promovendo grandes doações àqueles que viviam na precariedade absoluta.

"Ela dizia que sua herança seria toda distribuída aos pobres", comenta o pesquisador.

A relutância de Luzia em aderir a fé oficial aumentou a irritação de Pascásio.

"Ele ordenou que seus soldados a levassem para um prostíbulo, um bordel", narra Maerki.

A ideia era que ali ela fosse estuprada.

"Ele teria dito que a levaria a um lugar 'de perdição, onde o Espírito Santo iria embora'. Os soldados amarraram suas mãos e seus pés com cordas mas, segundo a hagiografia, ela permaneceu fixa como uma rocha e ninguém conseguia movê-la dali."

Então, a tortura continuou. Pascásio mandou submetê-la a flagelos com óleo fervente pelo corpo. Tudo para que a moça renegasse a fé.

Maerki conta que são duas as tradições hagiográficas a respeito da santa. Na versão mais antiga, uma narrativa grega do século 5, ela teria sido martirizada com a decapitação.

Já no relato latino, escrito provavelmente entre os séculos 6 e 7, a morte de Luzia é descrita como causada por diversos golpes de espada.

Olhos

A questão dos olhos, de acordo com o hagiólogo, teria sido uma construção tardia.

"Trata-se de uma tradição lendária que surge na Idade Média, e é por meio dessa lenda que Santa Luzia acaba sendo considerada a protetora da visão", argumenta Maerki.

'Há diferentes versões para explicar sua santidade'

"Diz-se que na verdade ela tinha os olhos muito bonitos e que isso perturbava o pretendente dela. Diante disso, ela teria arrancado seus olhos e oferecido a ele em uma bandeja. Por milagre, imediatamente um novo par de olhos surgiu em seu rosto."

De acordo com essa versão, o pretendente teria ficado impressionado com o que acabara de presenciar e, por conta disso, acabaria aderindo ele também ao cristianismo.

"Outra tradição é que Pascásio teria ordenado a seus soldados que arrancassem os olhos de Luzia e, quando eles assim o fizeram, Deus teria concedido a ela novos olhos ainda mais bonitos do que os arrancados pelos soldados", relata Maerki.

É a versão adotada pelo padre Gasques, por exemplo.

"Inicia-se uma sessão de torturas sem êxito da parte opressora tentando faze-la desistir do seu intento. Mantém-se firme na sua opção e, por fim, é autorizado a extração de seus olhos e entrega-lhes em uma bandeja de prata. Nas suas últimas palavras, Luzia se extasia de joelhos e tira de si as últimas inspirações e o verdugo, com a espada afiada lhe dá o derradeiro golpe no pescoço, cortando-lhe a cabeça. Era o dia 13 de dezembro de 304 d.C.", narra ele, sobre o martírio da santa.

"A mistura de várias lendas e histórias sobre os olhos de Luzia vnao acabar construindo essa tradição de ela ser a padroeira da visão", diz Maerki.

Provavelmente essa ligação da santa com os olhos tenha uma origem etimológica. Luzia, afinal, vem do latim lux, ou seja luz.

"Santa Luzia, cujo nome significa luz, é a portadora da luz e a protetora dos olhos", explica Alves.

"Segundo uma narrativa edificante do final da Idade Média, o pretendente de Santa Luzia havia ficado fascinado pela beleza e brilho de seus olhos. Então, ela os arrancou e os ofertou a ele. Entretanto, para espanto de todos, seus olhos se restabeleceram milagrosamente, ainda mais formosos que antes", diz ele.

Fato é que desde os primeiros séculos do cristianismo ela passou a ser invocada para curar as doenças da visão. Alves comenta que os olhos "são as janelas por onde a luz penetra o nosso ser, permitindo que contemplemos a beleza das coisas e acolhamos, pelo olhar, nossos semelhantes".

"Ela é invocada não apenas contra a cegueira física, mas também contra a cegueira que nos impede de enxergar que Deus é nossa luz e a vida só vale a pena quando se torna um ato de amor total a ele e ao próximo", frisa o pesquisador.

Devoção

Alves conta que a devoção a Luzia passou a ocorrer, em nível local, logo após sua morte.

"O túmulo dela em Siracusa logo se tornou lugar de peregrinação, para onde as pessoas acorriam a fim de venerá-la e invocar sua proteção", comenta.

"Sobre seu sepulcro foi erguida uma igreja e, desde o século 4º, ela já era venerada entre as mais ilustres virgens e mártires da Igreja."

"A inscrição encontrada no cemitério de São João, em Siracusa, e a inserção de seu nome no cânone da missa, tanto em Roma quanto em Milão, conferem-lhe lugar importante na história da Igreja e uma missão: ser uma luz nos caminhos escuros da humanidade", acrescenta.

O pesquisador lembra, entretanto, que seu culto se tornou mais propagado a partir do pontificado do papa Gregório Magno (540-604), pois foi ele quem inseriu o nome de Luzia no cânone da missa, juntamente ao de outras santas.

"Assim, com a inclusão da missa em memória dessas santas nos missais e livros litúrgicos, a devoção a elas se difundiu por toda a Igreja", explica Alves.

No Brasil, a colonização portuguesa acabou trazendo a devoção.

"São muitas as localidades que trazem o nome de Santa Luzia", comenta o hagiógrafo.

"Já em 1773 foi lhe erguida, na antiga Fazenda de Santa Luzia, uma capela em sua honra. Essa capela daria origem à cidade de Mossoró, no Rio Grande do Norte. Atualmente a catedral de Mossoró ocupa o lugar dessa antiga capela e a festa de Santa Luzia é um dos principais eventos religiosos da cidade, reunindo milhares de devotos."

Padre Gasques entende haver um papel social nessa devoção.

"É uma devoção que nos anima à caminhada", comenta, lembrando que certa vez uma paroquiana contou-lhe que saiu da consulta oftalmológica "tão desanimada" que sua primeira reação foi rezar para Santa Luzia.

"Essa devoção vem de encontro às inúmeras enfermidades dos olhos. A procura dos pobres ao atendimento ocular, certamente é deficiente. Os recursos médicos na área da oftalmologia, clínicos e remédios são inacessíveis por uma parte da sociedade que tem, apenas, a fé em Deus e aos santos a quem recorrer", analisa o padre.

BBC Brasil

MPRJ pede ao CNJ afastamento cautelar do desembargador Siro Darlan




O procurador-geral de Justiça do Rio em exercício, Antonio José Campos Moreira, acionou a Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça nesta segunda-feira, 12, para que seja determinado o afastamento cautelar do desembargador Siro Darlan de Oliveira (foto), presidente da 7ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. A Procuradoria não quer que o magistrado participe do julgamento de processos derivados de investigações de combate ao crime organizado.

O MP quer barrar a participação de Darlan em especial na análise de processos ligados à Operação Calígula. A investigação teve fase ostensiva aberta em maio e mirou suposta rede ilegal de casas de jogos de azar liderada pelo contraventor Rogério de Andrade com a participação de ‘dezenas’ de criminosos, entre eles Ronnie Lessa, acusado pelo assassinato a tiros da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, em 2018. Os delegados de Polícia Adriana Belém e Marcos Cipriano foram presos no bojo da operação.

O afastamento de Siro Darlan é um pedido liminar – medida requerida em casos urgentes. No mérito da representação encaminhada ao CNJ, o Ministério Público do Rio pede que o desembargador seja alvo de um processo administrativo disciplinar e eventualmente punido com remoção compulsória. A Procuradoria aponta ‘evidente parcialidade e da falta de isenção para julgar as causas criminais em que o Ministério Público figure como parte’.

A reclamação foi impetrada em razão de Siro Darlan comparar o Grupo de Atuação Especializada no Combate ao Crime Organizado do MP fluminense à Gestapo, polícia secreta nazista de Hitler, durante sessão de julgamento de um pedido de liberdade dos réus da Operação Calígula. Segundo a Procuradoria, o desembargador ‘extrapolou os limites de seu entendimento jurídico e ofender’ os membros do MP.

Para o órgão, as declarações ‘dolosas’ de Darlan causaram ‘enorme desgaste à imagem e à reputação institucional do MPRJ, em especial, dada a absurda comparação, feita pelo desembargador, entre o atuar do Parquet e ações nazistas praticadas nas páginas mais negras da história mundial’.

A Procuradoria-Geral de Justiça também argumenta que a fundamentação dos votos de Darlan, favoráveis aos delegados Marcos Cipriano e Adriana Belém, foram baseados ‘em fatos inexistentes, que sequer foram trazidos pelas defesas’. Para o MP, o posicionamento ‘afronta os deveres de urbanidade de atuação imparcial, serena e independente, bem como de manutenção de conduta irrepreensível no espaço público da judicatura’.

COM A PALAVRA, O DESEMBARGADOR SIRO DARLAN

Até a publicação deste texto, a reportagem buscou contato com o desembargador, mas sem sucesso. O espaço está aberto para manifestações.

Estadão / Dinheiro Rural

Discurso golpista de Bolsonaro desagrada setores do PL




A esperança do partido era contar com a liderança do atual presidente na oposição aos projetos de Lula. Mas o fato é que Bolsonaro, na verdade, está mais próximo de perder relevância política. Coluna Radar:

Estava tudo certo no PL de Valdemar Costa Neto para Jair Bolsonaro sair da sombra e voltar a liderar a oposição contra Lula. A fala golpista do presidente em fim de mandato, no fim de semana, no entanto, deu um banho de água fria nos aliados do atual partido.

Fazer oposição é criticar propostas e ideias do governo de turno, não ameaçar virar a mesa com o apoio de militantes aloprados e militares indisciplinados. Bolsonaro terá capacidade de fazer oposição política fora do discurso radical e golpista? Muita gente no PL de Valdemar, que já andava descrente, começou a confirmar seus temores nos últimos dias.

Se tivesse maioria para rifar Bolsonaro, a ala do PL mais moderada já teria aderido a Lula e mandado o atual presidente para casa sem aluguel nem escritório pagos pelo partido. Como a sigla ainda tem hoje boa parte da bancada formada por adoradores de Bolsonaro, Costa Neto e seus aliados precisarão aguardar a janela partidária do próximo ano, quando esperam angariar novos nomes no Congresso para construir maioria diante dos radicais bolsonaristas. Os novos filiados, atraídos pelo orçamento bilionário da sigla, tenderiam a não comprar as ideias radicais do bolsonarismo. Como Costa Neto e seus velhos aliados bem sabem, é péssimo negócio não ser governo.

Se Bolsonaro, como esperam os aliados de Valdemar, perder relevância política na sociedade por sua falta de capacidade de falar aos milhões de eleitores que votaram nele, o desembarque de Bolsonaro do partido será rápido, muito rápido. A conferir.

Folha de São Paulo

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STF DECIDE QUE TRIBUNAIS DE CONTAS TERÃO PALAVRA FINAL EM PARTE DOS JULGAMENTOS DE CONTAS DE PREFEITOS

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