segunda-feira, dezembro 12, 2022
Falta de ética, falta de respeito ao cidadão, uso do dinheiro do povo para promoção pessoal, isso chama-se desonestidade
MP-BA denuncia ex-prefeito de Carinhanha por contratações irregulares
Foto: Divulgação
Ex-prefeito do município de Carinhanha, Paulo Elísio Cotrim12 de dezembro de 2022 | 16:03MP-BA denuncia ex-prefeito de Carinhanha por contratações irregulares
O ex-prefeito do município de Carinhanha, Paulo Elísio Cotrim, foi denunciado pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) por irregularidades na contratação de servidores municipais, enquanto era prefeito do município, no ano de 2014. A denúncia, protocolada no dia 7 pelo promotor de Justiça Alex Bezerra Bacelar, aponta que, entre os meses de agosto e dezembro de 2014, o prejuízo causado pelas contratações ilegais chegou a R$ 1.356.800,00.
O prejuízo ao erário foi provocado pela “excessiva contratação de servidores em cargos temporários, em detrimento dos servidores efetivos”, conforme comprovam documentos colhidos pela investigação do MP. As provas levantadas pelo MP foram encaminhadas ao Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), que concluiu que as contratações por prazo determinado, no período de agosto a dezembro de 2014, se efetivaram sem previsão em lei municipal e também sem processo simplificado de seleção.
Nota da redação deste Blog - Em Jeremoabo isso já tornou-se rotina, o prefeito Deri do Paloma confia na impunidade.
Durante discurso duro, Moraes promete punir responsáveis pelos atos antidemocráticos e fake news
Por Nicole Angel, de Brasília

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes, fez um discurso bastante duro durante diplomação do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que aconteceu na tarde desta segunda-feira (12), no plenário da Corte.
"Essa diplomação atesta a vitória plena e incontestável da Democracia e do Estado de Direito contra os ataques antidemocráticos, contra a desinformação e contra o discurso de ódio proferidos por diversos grupos organizados que, já identificados, garanto serão integralmente responsabilizados. Para que isso não retorne nas próximas eleições”, destacou Moraes.
A fala do presidente do TSE é direcionada aos grupos que promoveram ataques antidemocráticos, desinformação e discurso de ódio durante as eleições deste ano e também no pós eleição.
Por mais que os grupos antidemocráticos defendam que houve fraude nas eleições deste ano, Moraes ressaltou durante seu discurso que assim como de anos anteriores, não houve fraude nas eleições de 2022 e enfatizou ainda que as urnas eletrônicas brasileiras são motivo de orgulho.
"E mais uma vez, como era de se esperar, ficou constatada a ausência de qualquer fraude, qualquer desvio ou mesmo qualquer problema. Jamais houve uma fraude constatada nas eleições realizadas por meio das urnas eletrônicas, verdadeiro motivo de orgulho e patrimônio nacional”, declarou Moraes.
O presidente do TSE disse ainda que a Justiça Eleitoral se preparo contra “covardes ataques” ao seus membros e ao Pode Judiciário. "A Justiça eleitoral se preparou para combater com eficácia, eficiência e celeridade os ataques antidemocráticos ao Estado de Direito. E os covardes ataques e violências pessoais aos seus membros e todo Poder Judiciário”, disse.
Moraes disse ainda que os “extremistas, criminosos e milícia digital” foram os responsáveis por disseminarem fake news durante o processo eleitoral, além de fazerem ataques a imprensa, a Justiça Eleitoral e seus membros.
"Os extremistas criminosos atacam a mídia tradicional para, desacreditando-a, substituir o livre debate de ideias garantido pela liberdade de expressão e pela liberdade de imprensa por suas mentiras autoritárias e discriminatórias. Coube à Justiça Eleitoral, estudar, planejar e se preparar para atuar de maneira séria e firme no sentido de impedir que a 'desinformação' maculasse a liberdade de escolha das eleitoras e eleitores e a lisura do pleito eleitoral”, pontuou o presidente do TSE.
Ao finalizar seu discurso, Moraes parabenizou Lula e Alckmin e disse que eles não irão governar apenas para os 60 milhões de brasileiros que votaram neles, mas sim para um país com 215 milhões de pessoas.
"Todos com fé e esperança, para que em um futuro breve possamos extirpar a fome e o desemprego que assolam milhões de brasileiros, substituindo-os por saúde de qualidade, educação de excelência e habitação digna para todos os brasileiros e brasileiras; alcançando, dessa maneira, um dos mais importantes mandamentos constitucionais: o respeito à dignidade humana”, finalizou Alexandre de Moraes.
Bahia Noticias
Entenda por que Simone Tebet procura evitar reuniões no gabinete de transição
Publicado em 12 de dezembro de 2022 por Tribuna da Internet

Simone Tebet diz que está preferindo atuar nos bastidores
Edoardo Ghirotto
Metrópoles
A senadora Simone Tebet decidiu evitar as reuniões presenciais no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), onde foi instalado o gabinete de transição do governo Lula. A maior parte das reuniões do GT de Desenvolvimento Social ocorreu por videoconferência.
Integrante do grupo de Desenvolvimento Social, a parlamentar confidenciou aos outros companheiros de trabalho que o CCBB se tornou um trampolim para quem quer aparecer diante das câmeras que ficam prostradas dia e noite em frente ao prédio.
Tebet afirmou que os trabalhos seriam otimizados se os integrantes do grupo focassem apenas nas propostas que serão apresentadas a Lula no relatório final. A entrega do relatório parcial foi neste domingo (11/12).
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Em entrevista anterior, concedida à repórter Flávia Said, a senadora Simone Tebet explicou que a PEC da Transição não busca apenas recursos para Desenvolvimento Social e Combate à Fome, porque abrange rombos de outros ministérios. Ocorre que esse detalhe vem sendo escondido, porque o governo eleito tem alegado que negocia a aprovação da PEC da Transição para garantir o pagamento do Auxílio Brasil (que voltará a se chamar Bolsa Família) de R$ 600. Ou seja, há alguma coisa de podre aí. Não dá para acreditar que o governo Bolsonaro tenha apresentado um orçamento com rombo em todos os ministérios. Isso não é existe, seria suicídio político, pois o pedido de orçamento é anterior à eleição, e Bolsonaro achava que venceria. Além disso, a necessidade para o programa Bolsa Família está superdimensionada, com os cortes que o governo Lula irá fazer, conforme explicamos aqui na Tribuna, em artigo publicado hoje. As contas simplesmente não batem. (C.N.)
Críticas de Lula ao “lavajatismo” da Polícia Federal podem lhe gerar dor de cabeça
Publicado em 12 de dezembro de 2022 por Tribuna da Internet

Lula sonha com uma PF que seja leniente com a corrupção
Bruno Boghossian
Folha
Uma diferença de tom marcou as referências que Lula fez aos militares e à Polícia Federal no anúncio de seus primeiros ministros. O presidente eleito criticou a atuação política de integrantes das Forças Armadas, mas pontuou que elas têm uma “missão nobre”. Depois, o futuro ministro da Defesa falou em “apaziguamento” e disse que a transição será “a mais tradicional possível”.
A PF recebeu um cartão de visitas mais áspero. Lula afirmou que era preciso “consertar o funcionamento” do órgão e que o governo não quer que policiais “fiquem dando shows nas investigações antes de investigar”. O escolhido para o Ministério da Justiça disse que era necessário restaurar a hierarquia e a legalidade.
ANTILAVAJATISMO – A politização das Forças Armadas e da Polícia Federal é um problema grave. Lula decidiu tratar a caserna como um vespeiro mais delicado. O petista calculou cada passo da escolha de comandantes e do ministro da Defesa porque os militares representavam um risco, mas a PF ainda pode provocar outras dores de cabeça.
As palavras de Lula e Flávio Dino (Justiça) indicam que o novo governo pôs um alvo no bolsonarismo e no lavajatismo que existem dentro da Polícia Federal.
Os agentes e delegados não deixarão de ser bolsonaristas e lavajatistas de uma hora para outra, o que sugere que a tarefa de “consertar o funcionamento” do órgão prevê alguns conflitos.
ESCOLHA PESSOAL – A missão foi confiada ao delegado Andrei Passos Rodrigues, chefe da segurança de Lula e futuro diretor-geral da PF. Foi uma escolha pessoal do petista, o que deve dar ao novo chefe do órgão um apoio de peso, mas também o potencial de provocar resistências políticas e mal-estar dentro da corporação.
A PF não é um órgão coeso. Tem vários grupos de poder, que se organizam em torno de delegados experientes e ex-diretores. Rodrigues não se amparou em nenhum deles de maneira significativa.
No passado, divisões internas já provocaram crises, perda de controle e sabotagem ao comando do órgão. O novo governo pode enfrentar essa ameaça.
Temor de espionagem e de vazamentos cerca a equipe de transição do governo Lula
Publicado em 12 de dezembro de 2022 por Tribuna da Internet

Charge do Duke (domtotal.com)
Rafael Moraes Moura
O Globo
Além de traçar um diagnóstico da herança deixada pelo governo Bolsonaro, a equipe de transição do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem sido orientada a perseguir outras duas missões: evitar vazamentos de informações dos 31 grupos de trabalho criados e a impedir a espionagem por parte da administração de Jair Bolsonaro.
Todos os membros da equipe tiveram que assinar um termo de integridade, de uma página, no qual consta que informações consideradas sensíveis não poderão ser vazadas nem utilizadas em benefício pessoal.
EVITAR VAZAMENTOS – Em outro momento, quando a transição já completava mais de 20 dias, circulou um comunicado interno na tentativa de coibir vazamentos.
“A divulgação externa de materiais ainda em elaboração no âmbito do Gabinete de transição prejudica a consistência e a uniformidade dos trabalhos dos Grupos Técnicos – GTs, desafiados pelo exíguo prazo e singular complexidade. Além disso, as atividades e os trabalhos dos GTs precisam ser validados pela Coordenação dos Grupos Técnicos”, dizia o comunicado.
“Sempre há uma tensão no ar, uma desconfiança com o vazamento de informações estratégicas, mas as informações coletadas não têm nada de confidencial. É uma preocupação excessiva”, diz um integrante do núcleo da educação.
AGENTES DE HELENO – As suspeitas dos lulistas foram reforçadas por um episódio ocorrido logo nos primeiros dias da transição, onde funciona a transição de governo. Foi quando agentes do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) se apresentaram para trabalhar no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), sede provisória do governo de transição. Como isso não estava previsto, foram imediatamente rejeitados, pelo temor de que estivessem ali para colher informações para o chefe, o ministro e general Augusto Heleno.
Outro cuidado que vem sendo tomado na tentativa de evitar vazamentos é compartimentar as informações até mesmo dentro dos próprios grupos de trabalho.
No grupo de comunicação, por exemplo, alguns aliados de Lula têm evitado compartilhar informações estratégicas com o deputado federal André Janones (Avante-MG), conhecido por postagens sem freios nas redes sociais.
POSTOS ESTRATÉGICOS – Mas a maior preocupação do time de Lula, por ora, é com a situação de pessoas que ocuparam postos estratégicos nos governos do PT e seguiram nessas funções – ou até foram promovidas – durante os governos Temer e Bolsonaro.
“Esses quadros são mais técnicos e estão alojados em áreas importantes, como orçamento e planejamento. São pessoas estratégicas na administração e com acesso a muitas informações, muitas vezes donas de informações”, disse um aliado de Lula à reportagem.
A ideia é fazer um pente-fino para não correr o risco de que, entre essas pessoas, bolsonaristas sigam em seus cargos e funcionem como infiltrados na gestão petista.
Publicado em Geral | 7 Comentários |
Tarcísio de Freitas emerge como liderança conservadora natural na era pós-Bolsonaro
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Tarcísio de Freitas pode liderar uma direita mais civilizada
Deu em O Globo
O governador eleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), começa a assumir um papel que lhe permitirá no futuro, se desejar, tornar-se o rosto de um conservadorismo democrático, distante da marca nefasta do bolsonarismo. Tem demonstrado na montagem de sua equipe de governo a compreensão da nova situação política, uma vez que esteja instalado no Palácio dos Bandeirantes — e que o presidente Jair Bolsonaro esteja desalojado do Palácio do Planalto.
Apresentado por Bolsonaro como um técnico quando assumiu o Ministério da Infraestrutura, Tarcísio revelou conhecer o jogo político nos debates da campanha eleitoral contra o adversário Fernando Haddad, do PT.
DE OLHO NO FUTURO – Sem a agressividade tosca que define o “bolsonarismo raiz”, esse candidato improvável venceu as eleições com votos bolsonaristas e antipetistas. Começou a montar sua equipe de governo de olho no futuro, não no passado de ministro bolsonarista.
Afirmou no início da semana que jamais foi “bolsonarista raiz” e que não quer “guerra ideológica” no seu governo. “O Brasil está muito tenso e dividido, é preciso pacificar”, disse em entrevista à CNN Brasil.
Até agora, a única concessão que fez ao bolsonarismo ideológico foi na escolha do deputado federal Capitão Derrite (PL-SP) para chefiar a Secretaria da Segurança Pública. Linha-dura, Derrite disse ser contra o uso de câmeras no uniforme da PM. Era o que também dizia o próprio Tarcísio, até recuar alegando ser necessário avaliar os resultados. Eles já existem e são eloquentes: segundo estudo da Fundação Getulio Vargas, a ação de PMs com câmeras causa 50% menos mortes e 64% menos lesões.
RESPEITAR OS FATOS – Espera-se que Tarcísio respeite os fatos, assim como soube voltar atrás ao manter a obrigatoriedade de servidores se vacinarem contra a Covid-19, indo contra os ditames da cartilha bolsonarista.
Noutro ato de independência em relação a Bolsonaro, anunciou Gilberto Kassab, ex-ministro de Dilma Rousseff e presidente do PSD (partido da base parlamentar do futuro governo Lula), para o posto estratégico de secretário de Governo.
Também com a intenção de montar uma equipe de ministeriáveis, convidou o ministro Paulo Guedes para ocupar sua Secretaria de Fazenda. Guedes não aceitou, e o secretário será Samuel Kinoshita, da equipe dele no ministério, responsável pela coordenação do plano econômico do governador eleito no gabinete de transição.
NOVO MOMENTO – Outro nome de destaque que afasta Tarcísio do bolsonarismo é Guilherme Afif Domingos, o coordenador-geral da transição, também do PSD.
E a preocupação em ter um secretariado mais técnico e o mais distante possível da polarização que rachou o país demonstra que Tarcísio compreendeu perfeitamente o novo momento da política brasileira.
O país precisa de uma direita civilizada, capaz de defender suas ideias dentro das regras da democracia. Se mantiver o tom, o comando do maior estado da Federação fará de Tarcísio o ponto de referência natural para os conservadores legítimos, distantes dos lunáticos terraplanistas que idolatram Bolsonaro.
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